Slide 1 Slide 2 Slide 3

POLÍTICA

A direita dividida: Fragmentação acirra tensões entre bolsonaristas e ex-aliados.


"Isso acaba fazendo a gente perder um pouco de força, tanto os movimentos, quanto nós congressistas que viemos das ruas", diz Carla Zambelli (PSL-SP).


Pulverização de grupos provoca divisões na direita e acirra tensões

"Isso acaba fazendo a gente perder um pouco de força, tanto os movimentos, quanto nós congressistas que viemos das ruas", diz Carla Zambelli (PSL-SP).

A pulverização de grupos de direita acirrou as tensões entre bolsonaristas e ex-aliados de Jair Bolsonaro que apoiam parte das bandeiras do presidente. Essa é a avaliação de integrantes dos movimentos da nova direita. No último domingo (30), membros do MBL (Movimento Brasil Livre) e do Direita SP protagonizaram uma briga em manifestação na Avenida Paulista. Em maio, também foram registradas divergências entre grupos.

Ao lado de movimentos como o Vem pra Rua, o MBL foi um grupos da nova direita que tomaram as ruas desde 2015 em defesa do impeachment de Dilma Rousseff e que abraçaram o antipetismo. Apesar de compartilhar de bandeiras do presidente e ter feito campanha para o ex-deputado na disputa presidencial, o movimento tem se distanciado do governo e de outros grupos conservadores.

Nos protestos de 26 de maio, que incluíam desde a defesa da Operação Lava Jato e da reforma da Previdência até o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional, o MBL anunciou que não iria participar. Uma das lideranças do grupo, o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP) afirmou que não iria aderir a “protestos adesistas, governistas” que dessem a impressão de que “o presidente possa fazer o que ele bem entender”.




As pautas extremistas — de ataque frontal ao Legislativo e ao Judiciário — afastaram parte da direita. O próprio PSL, partido de Bolsonaro, baixou o tom com o objetivo de não esvaziar as ruas. A legenda se dividiu sobre participar ou não dos atos. A princípio, o presidente compartilhou um vídeo incentivando as manifestações e depois disse que não estaria presente.

Impactos da divisão da direita

Porta-voz do Vem pra Rua, Adelaide Oliveira afirma que o aumento dos movimentos de rua conservadores pode ter levado a esse cenário. “Tem mais grupos agora. Nossa democracia está bastante forte e hoje as pessoas têm liberdade de expressão. A gente só repudia qualquer ato de violência porque manifestar sua opinião é um direito, mas obrigar que o outro tenha a mesma opinião é antidemocrático”, disse.

A ativista minimizou a briga mais recente, em São Paulo. “Nunca tinha acontecido isso nas manifestações. Três ou quatro não podem pautar uma avenida inteira. Acho que foi pontual e não vai voltar a se repetir.”


Acho que as divergências são naturais, o que não pode é ter vias de fato, as pessoas se agredirem”, disse Janaina Paschoal sobre divisão da direita.


Uma das figuras enaltecidas pela nova direita após propor o impeachment de Dilma, a deputada estadual Janaina Paschoal também colocou panos quentes. “Acho que as divergências são naturais; o que não pode é ter vias de fato, as pessoas se agredirem”, afirmou em entrevista ao HuffPost Brasil. A advogada disse ainda que ficou um “disse me disse” e não se sabe quem começou a briga na Avenida Paulista.

Ligada ao Nas Ruas, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), acredita que o Direita SP tenha visto como oportunista postura do MBL, de apoiar a reforma da Previdência, o pacote anticrime, a Lava Jato, mas não o governo. “Acho que Direita SP entendeu que isso era uma espécie de oportunismo. Não acho que é isso. Acho que é natural começar a separar as pautas. É natural que a direita tenha grupos, assim como a esquerda tem. Há uma linha mais libertária, outra mais progressista. Alguns liberais [na economia] não são conservadores [nos costumes]”, comparou.

Na avaliação da parlamentar, é preciso cuidado para que a fragmentação não enfraqueça esse campo. “Tenho receio de que essas brigas possam refletir nas pautas conjuntas”, disse. Ela teme que integrantes de um dos grupos se recuse a ir a um ato da reforma tributária, por exemplo, por ser organizado por um rival. “Isso acaba fazendo a gente perder um pouco de força, tanto os movimentos, quanto nós congressistas que viemos das ruas”, completou.

MBL x Direita SP

Coordenador do MBL, Renan Santos publicou vídeo sobre as supostas agressões em atos no Rio de Janeiro e em São Paulo no fim de semana. Ele afirma que os agressores são “funcionários de gabinetes de parlamentares de partido da direita” e mostra imagens de Douglas Garcia, deputado estadual eleito pelo PSL, apontado no site do Direita SP como vice-presidente do grupo.




O Direita SP, por outro lado, refutou essa versão. No site, o movimento diz ser apartidário e ter participado de atos contra a imigração e o Estatuto do Desarmamento e a favor de policiais militares, da Escola sem Partido e “em defesa da família”.

Nas redes sociais do grupo, há diversas publicações de sites destinados a produzir fake news. O MBL também já esteve envolvido com a disseminação de notícias falsas.

No vídeo, Renan diz que “a esquerda quis dividir Moro com o MBL com aquele negócio do tonto lá para tentar diminuir a manifestação”, em referência à mensagem do ministro Sérgio Moro (Justiça) em que ele critica o MBL — citada em reportagem da Folha de S. Paulo e do Intercept com base em diálogos atribuídos ao ex-juiz da Lava Jato e a procuradores.

O integrante do movimento também criticou a atuação do escritor Olavo de Carvalho, ícone da direita, por ter incentivado agressões a Kim Kataguiri, dias antes da manifestação de domingo.

Entusiasta do escritor, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, também usou as redes sociais para reclamar de Kataguiri. “Será que ainda tem ingênuo que vai dizer ‘Eduardo, vocês estão rachando a direita com posts como esse’...”, escreveu antes dos atos de 26 de maio, em referência a frase do democrata sobre a relação entre Executivo e Legislativo.

Ao responder a questionamento da revista Crusoé sobre a possibilidade de impeachment de Bolsonaro, o democrata disse que “ou a gente tem um parlamentarismo branco em que o presidente vira uma rainha da Inglaterra ou a gente passa por um processo de impeachment dependendo da votação do crédito suplementar”, em referência a projeto em que o governo pede acréscimo de R$ 240 bilhões no orçamento e precisava ser aprovado até 30 de junho.

Oposição vai a PGR contra Moro por possível intimidação do jornalista Glenn Greenwald.


Em audiência na Câmara dos Deputados, o ministro Sérgio Moro ficou calado sobre possível varredura nas contas do jornalista Glenn Greenwald.


“É inaceitável qualquer tentativa de intimidação contra jornalistas”, diz nota da oposição.

A oposição reagiu ao silêncio do ministro da Justiça, Sérgio Moro, sobre a possibilidade de existir uma investigação em relação à movimentação financeira do jornalista Glenn Greenwald, um dos fundadores do The Intercept.

Puxados pelo PSol, o PT, PDT, PSB, PCdoB e a Rede protocolaram na Procuradoria Geral da República uma representação contra o ministro por possível violação do sigilo da fonte e da liberdade jornalística, garantidas pela Constituição Federal, conforme artigo 5º.

Em nota, os partidos alegam que “qualquer tentativa de intimidar jornalistas contraria a Constituição, as leis e os Tratados Internacionais de Direitos Humanos, e de violar o sigilo da fonte constitui um grave atentado aos Direitos Fundamentais”.

O The Intercept tem publicado desde 9 de junho reportagens com diálogos atribuídos ao ministro, que é ex-juiz, e a procuradores da Força Tarefa da Operação Lava Jato.

De acordo com o site O Antagonista, o objetivo do relatório que a Polícia Federal pediu ao Coaf é verificar qualquer movimentação atípica nas contas de Glenn que possam estar relacionados ao vazamento de mensagens de celulares de integrantes da Lava Jato.

“É inaceitável qualquer tentativa de intimidação contra jornalistas. Na condição de Ministro, Sergio Moro pode utilizar orientar politicamente, de forma ilegal e inconstitucional, a atuação da Polícia Federal. Por isso é necessário que a investigação seja rápida e eficiente, prevenindo o cometimento de ilicitudes”, diz trecho da representação.

No último dia 3, em audiência na Câmara dos Deputados, o ministro se recusou a responder sobre a possível investigação

Como Carlos Bolsonaro opera o trator olavista que elimina militares do governo.


Carlos Bolsonaro:  “Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI?”.


Filho do presidente já tirou dois militares de seu caminho e, agora, tem o general Augusto Heleno como alvo.

Desde a posse do presidente Jair Bolsonaro ficou evidente uma corda de forças dentro do Palácio do Planalto. De um lado a ala militar e de outro, os olavistas, puxados pelo filho do presidente Carlos Bolsonaro, vereador do PSC no Rio de Janeiro. Na interpretação do guru ideológico Olavo de Carvalho, os militares são alinhados à esquerda.

“As Forças Armadas jamais libertaram o país do comunismo. Libertaram-no, isto sim, das lideranças civis que o haviam libertado do comunismo”, afirma Olavo, em um de seus posts no Twitter.

Além de levarem a ideologia para dentro do governo, na visão de olavistas, os militares também atrapalham a organização institucional. Há um aborrecimento com o fato de os militares terem adotado uma conduta moderada no núcleo duro do Planalto.


Mesmo com a demissão do general Santos Cruz da Secretaria de Governo, a fratura do incomodo com os militares segue exposta. Desta vez, o alvo é o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno.

Tido como um dos principais nomes de confiança de Bolsonaro, o general teve sua postura colocada em xeque pelo filho do presidente. Em resposta a um comentário de um site que alega que a culpa por um militar ter sido flagrado com 39 quilos de cocaína em um voo da FAB é do general, Carlos dispara:  “Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI?”.

E segue: “Sua grande maioria podem ser até homens bem intencionados e acredito que seja, mas estão subordinados a algo que não acredito. Tenho gritado em vão há meses internamente e infelizmente sou ignorado”.

Na outra ponta, sem tecer comentários mais efusivos como costuma fazer, Olavo de Carvalho publicou no Twitter um vídeo em que o general e o outro filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), aparecem juntos na manifestação pró-governo do último domingo.

“Ver o general Heleno no palanque, ao lado do Eduardo Bolsonaro, defendendo com bravura o nosso presidente, foi um grande momento para todos os brasileiros”, diz o ideólogo.

Embora critique os militares e os chame de “cagões”, no Twitter, não há publicação em que Olavo ataque diretamente o general Augusto Heleno. 

Antes de ter como alvo o ministro do GSI, o trator de Carlos passou por cima de Santos Cruz e do Floriano Peixoto, que era responsável pela Secretaria de Comunicação, também ficava dentro do Palácio do Planalto e foi rebaixado para os Correios. Ambos foram acusados de interferir no jeito do presidente governar.

Peixoto, assim como Santos Cruz, teria tentado colocar feio em atitudes do presidente, especialmente na comunicação — menina dos olhos de Carlos.

Método de fritura

A rixa com a ala militar se acirrou profundamente com os ataques a Santos Cruz. Ele foi alvo de inúmeras críticas públicas de Olavo de Carvalho. Em meio à fritação online, seguidores de Olavo pediam que fosse nomeado para Secretaria de Governo, no lugar do então ministro, Carlos Bolsonaro.

A perseguição fez com que o braço direito do general Augusto Heleno, o ex-comandante do Exército general Villas Boas, se manifestasse. No Twitter, o general chamou o “guru” de “verdadeiro Trotsky de direita” e disse que, no momento em que o país busca coesão, Olavo age no sentido de acentuar as divergências.

“Mais uma vez o senhor Olavo de Carvalho, a partir de seu vazio existencial, derrama seus ataques aos militares e às Forças Armadas demonstrando total falta de princípios básicos de educação, de respeito e de um mínimo de humildade e modéstia”, disse.

Em maio, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) que também já foi a vítima da vez, contou ao HuffPost como funciona o método de fritura orquestrado pela família Bolsonaro e por Olavo.

“A gente já conhece a forma de agir dele. Quando o professor Olavo pega uma coisa para fazer, ele vai até o fim e fica exaurindo o assunto. A gente tem seguidores do Olavo que acreditam piamente em tudo que ele fala e no que ele faz. Existe um problema porque, quando ele fala alguma coisa de alguém, a pessoa é atacada até o último momento enquanto eles [Olavo e seus seguidores] não esquecem do assunto.”

Na época, ela condenou a tática: ”é deselegante” e contraproducente atacar “personalidades do governo”. 

Desarticulação política trava economia do País nos 6 primeiros meses de governo Bolsonaro.



Ministro da Economia, Paulo Guedes tem sido a aposta de Bolsonaro e do mercado.


Falta de confiança no governo e instabilidade na relação com o Congresso espantam investidores nos 6 primeiros meses do comando de Bolsonaro.

Se o governo Bolsonaro esperava que só a presença do economista Paulo Guedes no Ministério da Economia fosse suficiente para gerar uma expectativa positiva que implicaria aumento de investimentos no Brasil, os resultados da economia nos seis primeiros meses de comando do capitão reformado são um balde de água fria. A avaliação é do economista e professor da FGV Mauro Rochlin e ajuda explicar os números ruins de emprego e confiança dos consumidores de janeiro a junho deste ano.

Na posse, Bolsonaro afirmou: “Na economia traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência. (...) Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário econômico e abrindo novas oportunidades”.

Seis meses depois, com o carro-chefe do governo, que é a reforma da Previdência, com uma tramitação conturbada no Congresso, os principais indicadores econômicos patinam.

Em maio, o PIB (Produto Interno Bruto) registrou pela primeira vez uma queda trimestral desde 2016. Caiu 0,2% de janeiro a março.

Além disso, a previsão do crescimento do PIB caiu mais de 15 vezes neste semestre, segundo o Banco Central. A expectativa de alta foi de 2,6% no início do ano para 0,8%, segundo projeção divulgada no último dia 27. 

O brasileiro sente o reflexo imediato dos dados negativos no dia a dia. Pela segunda vez consecutiva caiu a confiança do consumidor. Dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostram que o índice de 47 pontos, apesar de acima da média histórica (46,1 pontos), reflete a piora da expectativa em relação a emprego e endividamento das famílias. Toda vez que esse indicador está abaixo dos 50 pontos, significa que os brasileiros estão sem confiança.

A CNI também detectou que o brasileiro está mais desanimado sobre a possibilidade de retomada do emprego. Embora em maio o número de trabalhadores com carteira assinada teve tido a primeira alta depois de 4 anos de queda, o índice de desemprego ainda é bastante elevado.

O Brasil tem 13,2 milhões de desempregados, de acordo com dados do fim de maio. Na comparação com o trimestre anterior, houve um aumento no índice de 4,4%, pois eram 12,6 milhões de desempregados. 

A culpa pela economia ruim é de quem?

Com seis meses de governo, dá para dizer que a responsabilidade pelos indicadores ruins é de Bolsonaro? 

Para Rochlin, não se pode dizer que o que está acontecendo na economia hoje —  um crescimento pífio — é responsabilidade apenas de Bolsonaro. “Mas também não podemos dizer que o governo não tem nada a ver com isso que está aí, afinal já se passaram 6 meses.”

No entendimento do economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, é possível dizer que há um resultado positivo, reflexo da administração de Bolsonaro na economia. Um exemplo é o emprego, que embora ostente dados negativos, registrou alta na carteira assinada.  

A expectativa dos especialistas é que os índices só melhorem quando o investimento voltar. A equação, no entanto, não é simples. Uma das variantes que mais tem dado trabalho ao governo é a política, especialmente na condução de reformas estruturantes.

“O investidor ainda está um tanto reticente. Primeiro porque ele quer ver a reforma da Previdência acontecer, segundo porque, no meu ponto de vista, o próprio governo Bolsonaro, até mesmo pelas suas atitudes, não inspira a maior das confianças. O que gera uma expectativa positiva é a presença do Paulo Guedes, não é o mandato do Bolsonaro”, diz Rochlin. 

Vieira argumenta que a constante revisão do crescimento do País é um exemplo do tanto que a política interfere na economia. “A questão política gera uma influência grande na questão de investimento. De certa maneira, é como um fator que trava a questão econômica.”



Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e Bolsonaro protagonizaram embates sobre a reforma da Previdência no primeiro semestre do ano. 


Para ele, a interferência foi maior no primeiro trimestre. “No segundo, os indicadores já começaram a dar um leve sinal de recuperação”, diz.

Foram nos primeiros meses do ano que houve maior rixa entre o governo, incluindo o presidente, sua equipe econômica e ideológica, e o Parlamento. Ainda que não haja consenso até hoje em relação à reforma entre o governo e sua base, há o compromisso de levar a proposta adiante.

Vieira acredita que se a reforma sair, vai ocorrer uma nova revisão do crescimento do País, desta vez para cima. ”É de considerar que há um aspecto político na expectativa.” 

Reforma da Previdência

É praticamente unânime o argumento de que só com a reforma da Previdência será possível fazer uma melhor projeção para a economia do País. “Todas as demais medidas ainda estão na dependência da reforma da Previdência. Essa é a reforma-mãe de todas as reformas e, como ela não aconteceu, ainda está em processo de tramitação no Congresso, ainda não gerou efeitos”, diz Rochlin. 

Para ele, estão em aberto pontos cruciais para entender a profundidade da proposta. “A gente ouve falar que estados e municípios estarão incluídos na reforma, depois que não estarão, a gente ouve que certas categorias vão ter condições especiais, depois ouve que não vão ter. São questões ainda relevantes porque vão definir como a reforma vai acontecer”, explica.

Análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) vai na mesma direção; para o instituto, a reforma é fator determinante para a sustentabilidade da política fiscal nos próximos anos. 

“A comparação das estimativas entre os impactos da proposta de reforma do Executivo e aquela sugerida pelo relator da Comissão Especial mostra que em ambas mantém-se um espaço fiscal razoável para a realização das despesas discricionárias necessárias ao funcionamento do governo. No entanto, a recuperação do investimento público, atualmente muito comprimido, exigirá medidas adicionais visando à redução do crescimento das despesas obrigatórias”, diz documento do Ipea.

A previsão é que o relatório da reforma da Previdência seja votado nesta semana pela comissão especial da Câmara dos Deputados.

Passos para frente

O governo, entretanto, teve alguns ganhos na política econômica neste início de governo. Um deles foi conseguir dos Estados Unidos o apoio ao ingresso do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). De acordo com o especialista da FGV em Relações Internacionais Matias Spektor, fazer parte do seleto grupo de países que integram a OCDE significa que o país respeita “boas práticas” de nações interessadas em abrir a economia. 


Em maio, Bolsonaro conseguiu apoio de Donald Trump para ingresso do Brasil na OCDE.


A bandeira está em convergência com a política econômica atual dirigida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Aos investidores, segundo ele, isso significa que o Brasil está comprometido com a saúde de sua economia a médio prazo.

Também conta positivamente para o País o acordo de livre comércio fechado entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, é um acordo importante, que ainda precisa ser ratificado pelo Congresso e pelos países signatários.

MBL vira alvo em atos pró-Moro, denuncia agressões e acusa membros do PSL.


Ato a favor de Sérgio Moro na Avenida Paulista reuniu simpatizantes e opositores do MBL.


"Sempre fizemos manifestações pacíficas nesses quase 5 anos de existência do movimento. Repudiamos essa violência."

O MBL (Movimento Brasil Livre) virou alvo dos atos que ele próprio convocou para este domingo (30) em São Paulo e no Rio de Janeiro. O movimento, que se orgulha de ter protagonizado no passado manifestações pacíficas contra o PT e a ex-presidente Dilma Rousseff, diz que houve focos de violência nas duas capitais.

Pelo Twitter, o MBL conta que um grupo se aproximou de seu carro de som na Avenida Paulista e agrediu “ativistas no meio de famílias e crianças”.

Já o site do Estadão diz que o tumulto começou quando aproximadamente 20 membros do grupo Direita SP se dirigiram ao local do veículo do MBL. Eles tacharam o movimento de “traidor” e “pelego”. Com megafone, manifestantes gritavam: “MBL, vai tomar no c*”.

Os ânimos se exaltaram entre representantes dos dois grupos, e a PM interveio para evitar que o desentendimento tomasse maiores proporções. 

O motivo da tensão é o fato de o MBL não estar mais apoiando explicitamente o presidente Jair Bolsonaro. Tanto o movimento liderado pelo deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) quanto o Vem Pra Rua não participaram dos atos favoráveis a Bolsonaro no fim de maio.

O coordenador do MBL-BH, Ivan Gunther, ratificou que o PSL, partido do presidente, está implicado na briga. “Enquanto eles tentam dividir o Brasil, nós trabalhamos.”

No capital fluminense, o MBL também foi alvo de ofensas de integrantes do Direita Rio de Janeiro. O clima ficou tenso, quando parte dos apoiadores do ex-juiz Sérgio Moro começou a gritar contra integrantes do movimento, chamando-os de “traidores” e “vendidos”. O MBL denuncia que um membro da organização local levou um soco.

Neste vídeo, o coordenador do MBL Renan Santos mostra imagens das supostas agressões no Rio e em São Paulo:




Os atos deste domingo ocorreram em cerca de 90 cidades brasileiras em todos os estados, segundo o G1. Os manifestantes defenderam o ministro da Justiça, Sérgio Moro, a Operação Lava Jato, o pacote anticrime de autoria de Moro e a reforma da Previdência.

DEPUTADO FÁBIO TRAD TAMBÉM APERTA MORO NO CONGRESSO 02/07



Moro na CCJ: confira os principais momentos do depoimento do ministro | Catraca Livre



Como não ser enganado sobre a polêmica de Sergio Moro | Catraca Livre



Poder� gostar tamb�m de:
Postado por Andy | (0) Comente aqui!

0 comentários:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...