terça-feira, julho 09, 2019

SEXO

"AMIGO, VAMOS FAZER SEXO?" : BROTHERAGEM


Existem coisas que qualquer amigo faz por você, mas tem outras que só aquele brother pode dar uma mãozinha.





Brotheragem é uma expressão derivada da língua inglesa e aportuguesada (brother = irmãos) utilizada para designar um relacionamento íntimo, geralmente sexual, entre dois (ou mais) homens, uma forma de intimidade homossocial.








Para quem não conhece essa bela forma de demonstrar a amizade companheira: são amigos, heteros, que se ajudam, em forma de caridade, a se - digamos - divertir em tempos de tensões, com respeito e muita festa. Às vezes, com um fifinha e um churrasco, pra garantir o cheirão de linguiça no ar, às vezes uma boa conversa e uma caminhada de mãos amigas.








Nada fora dos limites. Só muito respeito e companheirismo.









Como assim? Então quer dizer que brotheragem é atos e sexo entre dois ou mais hererossexuais?





Brotheragem é uma relação sexual entre dois (ou mais homens), mas que não fere a sua masculinidade... 



Sim, você leu certo: homens que fazem sexo com outros homens e não são homossexuais. É mais habitual do que se pode imaginar. E é bem simples: um homem heterossexual conhece outro (num bar, numa rede social, tanto faz) e eles decidem fazer alguma brincadeira sexual. E, como se não bastasse, gostam. Depois, cada um segue com sua vida perfeitamente hétero, sem que o encontro os faça duvidar da sua orientação





O termo brotheragem é usado para descrever o ato sexual entre dois homens, de um modo não homossexual, como: não tendo contado olho no olho, sem beijos e bater saco com saco. Essas são as regras para a brotheragem, caso alguma das regras seja quebrada os indivíduos estão fazendo uma ação 100% homossexual, sendo gays.






1. As bolas não podem se encostar (essa, provavelmente, é a mais zoeira, kkk). 



2. Os olhares não devem se encontrar. 



3. Não pode envolver sentimento no meio. 



4. O ocorrido deve ser mantido em segredo. Aliás, é bom que nem fiquem mencionando isso entre si depois de feito.



Se não houver conflito, não há problema.





Alguns desses neo-heterossexuais podem ter sentido impulsos desse tipo no passado, mas sem se atreverem a dar o passo. “Aí vêm as circunstâncias da vida que colocam isso de bandeja e eles decidem viver a experiência, mas isso gera um conflito para eles, porque por um lado lhes proporciona prazer, mas por outro ameaça um pouco seu status e sua imagem: ‘Sou ou não sou?’, perguntam-se”, comenta Vílchez. 






Também podem ficar confusos aqueles que chegam ao SMSM pela carência de uma figura paterna positiva na sua infância: “Às vezes, para reforçar sua masculinidade, integram-se a atividades ‘de homens’ (futebol, musculação) ou têm contatos sexuais com outros homens, mas o que procuram é sobretudo compreensão e carinho”, acrescenta. Os psicólogos são unânimes em dizer que sua intervenção é dispensável quando essas experiências não provocam um conflito no indivíduo. “Se não estão incomodados, não há nada para tratar”, conclui Villegas.






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