quinta-feira, agosto 01, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Milhares de pessoas vão as ruas na capital da Polônia contra LGBTfobia.


Participante segura cartaz com os dizeres: “Eu temo o racismo” durante protesto em Varsóvia contra a violência que ocorreu durante a primeira Parada do Orgulho em Bialystok no início deste mês.


Protesto foi contra a violência que ocorreu durante a primeira Parada do Orgulho em Bialystok no início deste mês.

Milhares de pessoas se reuniram em Varsóvia, na Polônia, neste sábado, 27, para apoiar os direitos LGBT, uma semana após a primeira marcha do Orgulho na cidade de Bialystok, que foi marcada por violência.

O Partido da Lei e Justiça (PiS), da Polônia, tornou os direitos LGBT uma questão de campanha antes das eleições parlamentares em outubro, com muitos políticos argumentando que “marchas do orgulho promovem exibições públicas desnecessárias de sexualidade”.

“A tensão está crescendo e está ligada à política do partido no poder, que é odiosa e intolerante”, disse Marta Zawadzka, uma estudante de 17 anos que participou do evento.

Desaprovação por exibições de direitos LGBT transbordou nas ruas de Bialystok no sábado passado. Vídeos postados no Twitter mostraram homens atacando manifestantes e gritando insultos anti-LGBT.

A polícia deteve mais de 30 pessoas em conexão com a violência, enquanto políticos, incluindo o primeiro-ministro Mateusz Morawiecki, condenaram os ataques.

Um tribunal de Varsóvia esta semana suspendeu temporariamente a distribuição de adesivos “zona livre de LGBT” distribuídos por uma revista conservadora polonesa.

Os participantes do encontro deste sábado acenaram bandeiras LGBT do arco-íris e carregaram guarda-chuvas em solidariedade a Bialystok.

“Estou aqui por causa do que aconteceu em Bialystok e por causa dos adesivos ‘zona livre de LGBT'”, disse Amelia Rae, uma estudante de 15 anos.

Varsóvia realizou uma das suas maiores marchas de orgulho até hoje no início deste ano, com dezenas de milhares de participantes.

Morte da ativista LGBT pode estar ligada com o site de caça aos gay no estilo jogos mortais.




Uma história polêmica tem estampado os noticiários russos nos últimos dias. Tudo começou após a morte da ativista de direitos LGBT+, Yelena Grigoryeva, cujo corpo foi encontrado no último domingo (21/07) perto de sua casa. O nome dela e de outros militantes da comunidade estariam na lista de um site, inspirado em Jogos Mortais, para promover a caça de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais na Rússia.

Três dias antes de ser brutalmente assassinada, por golpes de faca e estrangulamento, Yelena, que tinha 41 anos, fez um post no Facebook denunciando que o site “Saw” estaria incentivando a execução e perseguição de membros da comunidade russa LGBT+. Para familiares e amigos da vítima, a morte dela estaria associada às frequentes ameaças que vinha recebendo, principalmente desde que o site, que trazia o nome completo, telefone, endereço e fotos de ativistas da causa, voltou ao ar. Segundo eles, o simulador de Jogos Mortais sempre conseguia retornar após ser derrubado.

Em um post no Facebook, o amigo de Yelena e também ativista, Dinar Idrisov, contou que pediu para que ela fizesse uma cópia da chave de sua casa e entregasse para ele, mas que não houve tempo. “Lena pediu a um amigo em comum para cuidar de seu gato no caso de sua morte, quando ela foi ameaçada de assassinato. Ele prometeu fazer isso para acalmá-la, embora não acreditasse na realização das ameaças”, escreveu Idrisov.

À CNN, uma porta-voz da comunidade LGBT russa, que não quis se identificar, confirmou que o nome de Yelena estava no site, assim como o de outros ativistas. “Não sabemos quem está por trás do projeto, mas eles coletaram informações pessoais sobre ativistas LGBT, como seus nomes, fotos e endereços, publicaram e pediram que as pessoas os caçassem ou matassem”, disse.




Três dias antes de ser brutalmente assassinada, por golpes de faca e estrangulamento, Yelena, que tinha 41 anos, fez um post no Facebook denunciando que o site “Saw” estaria incentivando a execução e perseguição de membros da comunidade russa LGBT+. Para familiares e amigos da vítima, a morte dela estaria associada às frequentes ameaças que vinha recebendo, principalmente desde que o site, que trazia o nome completo, telefone, endereço e fotos de ativistas da causa, voltou ao ar. Segundo eles, o simulador de Jogos Mortais sempre conseguia retornar após ser derrubado.

Em um post no Facebook, o amigo de Yelena e também ativista, Dinar Idrisov, contou que pediu para que ela fizesse uma cópia da chave de sua casa e entregasse para ele, mas que não houve tempo. “Lena pediu a um amigo em comum para cuidar de seu gato no caso de sua morte, quando ela foi ameaçada de assassinato. Ele prometeu fazer isso para acalmá-la, embora não acreditasse na realização das ameaças”, escreveu Idrisov.

À CNN, uma porta-voz da comunidade LGBT russa, que não quis se identificar, confirmou que o nome de Yelena estava no site, assim como o de outros ativistas. “Não sabemos quem está por trás do projeto, mas eles coletaram informações pessoais sobre ativistas LGBT, como seus nomes, fotos e endereços, publicaram e pediram que as pessoas os caçassem ou matassem”, disse.

Ao New York Post, outra ativista LGBT+ russa, Svetlana Zakharova, comentou a persistência dos criadores do site “Saw” em manterem o portal no ar. “As pessoas estão muito preocupadas. Bem, eu diria que o fato deste site existir por tanto tempo, sem qualquer reação das autoridades, é muito revelador”, declarou.

Um homem de 40 anos foi detido pelo crime, que ainda segue sob investigação, segundo a NBC. De acordo com o portal, a polícia de São Petersburgo, que assumiu o caso, confirmou que Yelena havia sido ameaçada repetidas vezes, mas alegou que as ameaças não pareceram um risco para sua vida. Os investigadores defenderam que elas poderiam estar ligadas a pessoas que a vítima conhecia ou a problemas familiares.

Deputados gastam R$ 100 mil de verba pública com anúncios no Facebook.


Congressistas tiram fotos e fazem lives durante votação da reforma da Previdência na Câmara (10.jul). Deputados utilizam a cota parlamentar para aumentar seus seguidores nas redes sociais


Os deputados federais gastaram R$ 100 mil com pagamentos de anúncios no Facebook no 1º semestre de 2019.

O dinheiro é público. Veio da Cota para Exercício da Atividade Parlamentar, também conhecida como “cotão”. Trata-se de uma verba extra recebida por deputados e senadores para custear atividades do mandato. O recurso pode ser usado para a contratação de advogados, consultorias, impressão de materiais de divulgação e para custear despesas de combustíveis, passagens aéreas, hotéis e alimentação do congressista, entre outros gastos.

O uso do “cotão” é regulamentado por 1 ato da Mesa Diretora da Câmara, de 2009, e o total mensal disponível para cada parlamentar varia conforme o Estado. Vai de R$ 30.788,66 (para quem é eleito por Brasília) a R$ 45.612,53 (os de Roraima).

Os congressistas usaram esse dinheiro para promover suas páginas na rede social. Dos 513 deputados, 44 utilizaram dinheiro público para este fim. Eis a lista com todos os nomes e valores gastos no Facebook:

Cinco deputados foram responsáveis por 45% de todos os gastos. Weliton Prado (Pros-MG) lidera, com R$ 13.256. Em seguida aparecem Bibo Nunes (PSL-RS) e Léo Moraes (Podemos-RO).

Eis as páginas dos congressistas que mais gastaram:



Ganhou seguidores

O número de seguidores do perfil de Prado, que não se alterava em muitos meses, cresceu 42% depois que ele começou a usar a cota parlamentar para impulsionar sua página. Foi de 46.600 em fevereiro para 66.200 em julho.

O Facebook oferece para as contas possibilidades para expandir o alcance, como impulsionamento de publicações e a promoção da página

para conseguir mais seguidores. A estratégia de cada político se diferencia. Eis algumas das ofertas:

Nova indicação da OMS diz que PrEP não precisa ser tomado todos os dias.




O medicamento antirretroviral o PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) não precisa mais ser tomado diariamente. A novidade foi anunciada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), na semana passada, durante uma conferência sobre HIV, na Cidade do México.

Aqui no Brasil a recomendação ainda está em análise pelo Ministério da Saúde, que já informou que, por enquanto, a indicação de uso diário é a que está em vigor no país.

A nova indicação da OMS é uma espécie de mistura da PrEP com a PEP (Profilaxia pós-exposição), já que agora apenas é necessário tomar as pílulas antes e depois de ter ser exposto na relação sexual.

Segundo a OMS, a partir de agora deve-se tomar as duas pílulas entre 2 e 24h antes de acontecer o sexo. Em caso de sexo, uma pílula 24 horas após a dose dupla e outra 24 horas mais tarde.

Se o sexo ocorrer vários dias seguidos, um comprimido deve ser tomado todos os dias, até 48 horas após o último evento. No entanto, caso fique sem transar por algumas semanas, não precisa continuar tomando o medicamento.

Vale destacar que esta nova resolução é uma indicação para homens cisgêneros que fazem sexo com outros homens. Pesquisas ainda irão avaliar a nova modalidade entre mulheres trans e cis e homens trans. Entre uma das questões que serão avaliadas, é o impacto do medicamento na vagina. A nova indicação também não é recomendada para quem tem hepatite B crônica.

Empresa é condenada por impedir funcionária trans de usar banheiro feminino.

Empresa foi condena na justiça por praticar discriminação sexual.


Empresa foi condena em 10 mil reais na justiça por praticar transfobia.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 18ª Região (GO) decidiu que uma empresa terá que indenizar em R$ 10 mil por ter impedido uma funcionária transexual de usar o banheiro feminino. Segundo A 3° turma do TRT, o impedimento viola a dignidade da pessoa humana que se identifica perante a sociedade como mulher e tem a aparência totalmente feminina a utilizar o banheiro masculino.

No processo, conta que a funcionária ainda não tem o registro civil feminino, mas está inscrita no programa oferecido pelo Sistema Único de Saúde para a realização da cirurgia de readequação sexual, participando inclusive de acompanhamento psicológico e fazendo uso de hormônios femininos, tendo já as feições femininas. E já usa um nome social feminino.

A empresa entrou com um recurso contra a ação alegando que não praticou nenhum ato que expôs a trabalhadora a qualquer constrangimento ou atitude hostil. Justificou que a utilização do banheiro masculino pela empregada não foi uma forma de discriminação, e sim de organização interna, sem jamais possuir cunho transfóbico ou desrespeito à sua identidade de gênero. A empresa alegou que a mudança de gênero “não é suficiente para uso do banheiro de pessoa de gênero diverso ao de nascimento, sob pena de constrangimento das outras pessoas e respectivas famílias”.

O relator do processo, o desembargador Daniel Viana, não aceitou o recurso. Segundo ele, as testemunhas confirmaram que a funcionária era proibida de entrar no banheiro feminino e que várias vezes foi assediada no banheiro masculino, sendo apalpada por funcionários e recebida a gritos e assobios.

“Não é razoável que uma empresa do porte da reclamada sequer tenha procurado resolver o problema de outro modo, oferecendo, por exemplo, à reclamante e às outras empregadas transexuais que trabalhavam na reclamada um banheiro específico, ainda que de forma precária ou temporária, mormente porque que o assédio sofrido pela reclamante não se tratava de caso isolado”, ressaltou o desembargador.

O desembargador ainda destacou que o simples fato de as funcionárias do sexo feminino (não transexuais) não aceitarem a presença da reclamante no banheiro feminino não atenua a culpa da empresa. Ele destacou: “Ao contrário, além da sua omissão ao não impedir o assédio moral realizado pelos empregados no banheiro masculino, a reclamada também foi omissa ao não promover nenhuma ação visando à conscientização de seus empregados”, considerou.

Hospital é condenado por demitir médico gay que teve filho por meio de barriga de aluguel.




A coluna de Mônica Bergamo informa que a Justiça do Trabalho condenou a Associação Congregação de Santa Catarina, entidade que gere hospitais e escolas, por demitir o médico Wagner Alexandre Scudeler, de 41 anos. A entidade foi condenada a pagar R$ 120 mil ao funcionário.

Solteiro e homossexual, ele obteve o direito à licença-maternidade e estabilidade depois de ter um filho por meio de barriga de aluguel. Wagner contratou uma barriga de aluguel nos EUA, onde o serviço é regulamentado, e foi reconhecido legalmente como o único guardião da criança. Ele afirma que foi demitido minutos depois de informar à instituição que tiraria a licença para acompanhar o nascimento do filho.

“Eu, por quatro meses de afastamento, em uma situação análoga à de uma gravidez, estou condenado ao desemprego. Uma mulher grávida poderia ter a entrevista cancelada também. Posso dizer que senti na pele o que uma mulher passa no Brasil”, disse ele ao site Uol.

A juíza Larissa Rabello Costa condenou a instituição a pagar R$ 120 mil por demitir um funcionário. Ao proferir a pena, a juíza afirmou que “é inegável que o reclamante e o seu filho formam entidade familiar que merece a proteção especial do Estado e da sociedade”.

Adolescente é morto durante Parada LGBT em Juazeiro do Norte, no Ceará.

Jovem é assassinado durante a Parada LGBT de Juazeiro do Norte, no Ceará. 


A vítima recebeu diversos disparos de arma de fogo no meio do evento.

O adolescente de 17 anos Guilherme Carlos Vieira de Queiroz foi morto com vários tiros de arma de fogo durante a 18ª edição da Parada LGBT em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, na noite desde domingo (28). A vítima foi baleada durante o evento. As informações são da TV Verdes Mares.

A polícia descartou a possibilidade de o adolescente ter morrido por crime de homofobia. Segundo André Lacerda, um dos organizadores do evento, Guilherme Vieira foi morto com mais de 15 tiros.

“Foi um desespero enorme, as pessoas correndo muito aqui em Juazeiro do Norte. Realmente um fato lamentável, muito tiro mesmo”, afirmou Lacerda.

A Polícia Civil investiga a motivação e busca os autores do crime. Até a tarde desta segunda-feira (29), ninguém havia sido preso.

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