quinta-feira, agosto 22, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Após ataques contra Parada LGBT, aumenta o clima de ódio e perseguição na Polônia.




Após os ataques realizados contra gays, lésbicas, bissexuais e pessoas transgênero na Parada do Orgulho da cidade de Bialystok, na Polônia, o clima de ódio e perseguição aumentou no país. Em julho, um jornal conservador financiou a distribuição de adesivos de “Zona Livre de LGBTs” para que seus leitores espalhassem pelos locais públicos.

Apesar de ser a ocasião com maior visibilidade (e ataques) até então, os eventos que ocorreram na Parada não foram casos isolados. Uma grande campanha contra uma suposta “ideologia LGBT” foi um dos grandes chamarizes durante a disputa política na região, sobretudo durante o período eleitoral.

Um famoso bispo na Cracóvia, outra importante cidade polonesa, também chamou a comunidade LGBT de uma “praga colorida” durante um evento público de comemoração à derrota dos Nazistas na Polônia. Políticos ultraconservadores, ao redor do mundo, estão comparando a luta pelo direito das pessoas LGBTs às práticas nazistas.

Diversos ministros do governo e políticos conservadores poloneses parabenizaram o bispo pela fala pública, dando legitimidade às afirmações odiosas. Com a proximidade das eleições, a atenção internacional se volta cada vez mais ao país. Recentemente, a Anistia Internacional iniciou uma campanha de solidariedade à comunidade LGBT polonesa.

Pastor anti-LGBT é preso por abuso contra menor.




Paxton Singer, 24 anos, era conhecido por pregar contra a diversidade sexual e de gênero em uma grande igreja norte-americana. Agora, o pastor foi preso por avançar sexualmente sobre um menor de dezesseis anos.




“O casamento é a união sagrada de um homem e uma mulher em uma união permanente de fé.” “A homossexualidade e a bissexualidade são pecados dos quais as pessoas devem se abster.” “Esta igreja não permite mulheres em posições em que exerçam autoridade sobre homens”. Estas são algumas pregações realizadas pela igreja, localizada em Illinois, em que Paxton Singer comandava o culto para jovens.

Foi em um desses cultos, em 2016, que o pastor conheceu um jovem de dezesseis anos, cujo nome foi mantido em segredo. Paxton teria convidado o jovem para passar um fim de semana sozinho com ele, feito perguntas íntimas sobre sua sexualidade e pedido para que o jovem o enviasse fotos nu.

Outros dois jovens também denunciaram o pastor para a polícia. Os casos aconteceram entre os anos de 2016 e 2017. No ano passado, um famoso pastor anti-LGBT também foi preso por abuso sexual de menores nos Estados Unidos.

Estados Unidos: casal de lésbicas é expulso de igreja por não se “arrepender” de seu relacionamento.




Olivia e Mary Trollinger frequentavam uma igreja no Mississipi, Estados Unidos, usualmente. Entretanto, na última segunda-feira, 12 de agosto, o casal recebeu uma carta de seu pastor determinando que elas parassem de frequentar a congregação.

Barry Baker, o pastor responsável pela paróquia, convocou uma reunião geral para determinar o que seria feito em relação às mulheres, que casaram civilmente em 2018. Segundo ele, os membros votaram “sem objeção” pela expulsão do casal das atividades da igreja.

A carta dizia que a decisão se dava pelo “estilo de vida incompatível com a Bíblia“ que o casal levava. A expulsão, inclusive, era aprovada pela família de Mary.

Por fim, o pastor afirmou que o casal poderia voltar a frequentar as atividades caso “se arrependesse do relacionamento e restaurasse seu estilo de vida”, isto é, caso se divorciasse e abrisse mão de viver de acordo com sua orientação sexual. Também afirmou que não seria tolerado que elas continuassem “vivendo em pecado”.

Nos Estados Unidos, nova lei garante disciplina sobre história LGBT nos currículos.




No Illinois, Estados Unidos, uma nova lei incluirá matérias sobre diversidade sexual e de gênero nos currículos escolares. Aprovação foi celebrada pela comunidade.

Com o objetivo de aumentar a visibilidade sobre a contribuição de gays, lésbicas, bissexuais e pessoas transgênero na história, o Estado americano aprovou recentemente a proposta de inclusão de uma matéria sobre a história LGBT nas disciplinas escolares. Propostas semelhantes já foram implantadas para a comunidade negra e para diversidade religiosa em diversas partes do país.

A lei valerá apenas para instituições públicas, mas espera-se que colégios particulares também sigam a iniciativa. O Conselho Estadual de Educação também atualizará sua lista de livros didáticos para analisar a forma como a diversidade sexual e de gênero é tratada nos materiais, priorizando aqueles em que o assunto é tratado com naturalidade, respeito e visibilidade positiva.

“Achamos que todos os estudantes estarão em melhor situação quando lhes ensinarmos toda a amplitude da história. Isso os torna mais propensos a entender que um elenco diversificado contribuiu para a nossa sociedade” Comentou o Coordenador da Equality Illinois, instituição que trabalhou para a aprovação da lei.

A escola é um importante espaço para a proteção e promoção da diversidade sexual e de gênero. No Brasil, mais de 40% dos homens gays relataram ter sido agredidos fisicamente enquanto estavam na escola. Além disso, 82% das pessoas transgênero estão fora das salas de aula.

Homem se suicida após ser atacado por namorar mulher transgênero.




Após fazer uma live no Facebook para anunciar seu novo namoro, Maurice Willoughby, 20 anos, viu sua vida pessoal viralizar e ser atacada na internet. Tudo isso por estar namorando uma mulher transgênero.

“Vocês podem dizer o que quiser sobre Faith e eu realmente não me importo se ela não é “passável”. Eu não me importo se ela não nasceu mulher, ela é uma mulher e eu a amo por quem ela é. Se vocês escutassem sua história, ficariam motivados… Eu estou feliz e vocês deveriam estar felizes por mim.” Desabafou nas redes sociais.

O vídeo foi compartilhado tantas vezes que atingiu mais de 15.000 visualizações. Nos comentários, Maurice era vítima de bullying e humilhado por estar se relacionando com uma mulher trans, Faith. Para Maurice, que já lidava com questões de saúde mental, como a depressão, o ódio recebido através dos comentários foi fatal.

Atos homofóbicos nos estádios podem custar três pontos para o clube.


O Mineirão, um dos estádios brasileiros de futebol mais tradicionais e que fica na região da Pampulha, em BH, colorido nas cores do arco-íris no Dia do Orgulho LGBT.


Gritos como "bicha" no tiro de meta são passíveis de punição.

O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) determinou na última segunda-feira (19) que atitudes homofóbicas em estádios, como o grito de “bicha” no tiro de meta, são passíveis de punição e podem custar três pontos na tabela. O texto enviado aos clubes tem nome de recomendação do STJD, mas o conteúdo tem tom de aviso. Os árbitros e assistentes também foram mencionados e incentivados a agirem em casos de preconceito.

“Que a partir desta data [19] os árbitros, auxiliares e delegados das partidas relatem na súmula e/ou documentos oficiais dos jogos a ocorrência de manifestações preconceituosas e de injúria em decorrência de opção sexual por torcedores ou partícipes das competições”, consta em um trecho da recomendação do STJD.

*Nota da redação: o termo “opção sexual” é considerado incorreto para esse tipo de caso. O recomendado é “orientação sexual”. O Gay1 reproduziu o termo exato que foi usado na nota oficial do STJD

O texto é assinado pelo Procurador-geral do STJD, Felipe Bevilacqua, que explicou entender que casos de homofobia devem ser enquadrados no artigo 243-G do Código Disciplinar: “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

A punição prevista para o caso de gritos homofóbicos de torcedores é de perda de três pontos. Reincidência tem pena dobrada. O Procurador -geral acrescenta que além da súmula, ações podem ser abertas se outros meios ou agentes comprovarem preconceito praticado em estádios brasileiros.

“É o futebol se adequando aos novos tempos e a situações que não se admitem mais. As análises serão caso a caso, passarão por avaliação de julgadores, mas a tendência é que [homofobia] seja combatida da mesma maneira que o racismo”.

STF e Fifa pressionaram Justiça Desportiva

A recomendação que pune a homofobia é uma reação do STJD a pressão da Fifa e de uma decisão dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Tantos que a recomendação cita quatro motivos para a adoção de punições à homofobia, três deles vinculados a estas duas instituições.

A primeira é o julgamento do STF realizado em 13 de junho que decidiu aplicar a legislação de crimes de racismo para punir a LGBTfobia. A determinação pressionou o STJD porque o futebol brasileiro convive historicamente com preconceito nos estádios. Uma das práticas mais repetidas, e que aumentou depois da Copa de 2014, é a torcida gritar “bicha” quando o goleiro do time visitante bate o tiro de meta.

Há também duas razões derivadas de documentos da Fifa. A entidade emitiu uma circular em 25 de julho deste ano para seu filiados combaterem práticas discriminatórias. Antes, já havia lançado um guia para prevenção de preconceito. Esta iniciativa já atingiu a CBF, multada cinco vezes – quatro nas Eliminatórias e outra na Copa América. A soma das punições é de R$ 350 mil.

Além de ter sinalizado com possíveis punições aos clubes por homofobia, a recomendação da Justiça Desportiva pede que as equipes façam campanhas educativas com os torcedores e atletas para evitar infrações. O texto pede a implantação destas providências “o mais breve possível”.

Torcida do Flamengo posta foto de beijo gay e pede menos homofobia.




Após ser vítima de homofobia por parte da torcida do Vasco, uma publicação louvável feita pela torcida do Flamengo tem repercutindo nas redes sociais. Na postagem o grupo pede por menos preconceito entre os torcedores.

Feita no último sábado (15), a publicação mostra dois homens usando a camisa do Flamengo se beijando na arquibancada do estádio. Na legenda, a torcida chama atenção dizendo que a mesma foi feita para “todos”.

“A torcida do Vasco está divulgando esta imagem para tentar ofender a torcida do Flamengo… Então resolvemos nós mesmos postarmos está foto e dizer… NOSSA TORCIDA É DE TODOS! Não a homofobia, não ao preconceito!”, disse o comunicado.

Nos comentários o que não faltaram foram elogios para a torcida, pela atitude. “O importante é o amor”, escreveu um internauta. “Cada pessoa ama do seu jeito, quem sou eu pra jugar”, disse outro. “Deixa eles se beijarem, pq o que não pode é beijar vascaíno hahahaha”, brincou outro, demonstrando uma rivalidade sadia.

Nos últimos anos cada vez mais temos visto ações dentro do futebol para minimizar episódios como este. Por exemplo, no Dia Internacional da Luta Contra a LGBTfobia alguns clubes brasileiros se posicionaram contra o preconceito no esporte. O time do Bahia por exemplo, lançou uma coleção de camisas para abraçar a pluralidade da torcida.



Carlos Bolsonaro coloca a mãe no meio.




Carlos Bolsonaro pretende levar mais uma integrante da família para a política. Desta vez, sua mãe, Rogéria Bolsonaro, com quem disputou uma vaga a vereador do Rio de Janeiro, a pedido do pai, em 2000. Hoje, Carluxo se diz fora da concorrência que travou anos atrás e se dedica à comunicação da campanha da mãe para a eleição à Câmara carioca, assim como já havia feito com o capitão reformado. Logo mais veremos o Zero Dois controlando o twitter de sua ex-concorrente.

Frota diz que sabia da campanha de fake news pró-Bolsonaro nas eleições.


Alexandre Frota foi o entrevistado do Roda Viva desta 2ª feira (19.ago.2019)


Em entrevista ao programa Roda Vida, da TV Cultura, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) afirmou que sabia que havia uma campanha de propagação de notícias falsas para beneficiar o então candidato Jair Bolsonaro.

Contudo, questionado se teria presenciado esse tipo de estratégia dentro da campanha, Frota negou. O ex-pesselista disse que pelo o que lia e como via os ataques nas redes sociais, soube a existência desse “jogo”.

Sabia que era 1 jogo de campanha […] Faz parte do jogo. É 1 jogo sujo”, afirmou o deputado.

PT e Bolsonaro “quase nivelados”

Frota afirmou que a eleição de Jair Bolsonaro como presidente foi uma boa saída para os anos de esquerda e de PT no poder. Segundo ele, na campanha era uma boa ideia. O ex-ator disse, no entanto, que agora mudou de opinião e que o bolsonarismo e o petismo estão “quase nivelados”.

Ao ser perguntado, se as duas correntes políticas seriam duas faces da mesma moeda, Frota recuou e afirmou que o PT ainda está “1 pouco na frente”.

Aécio: sem posição

Recém-integrado ao quadro de congressistas do PSDB, Frota disse que não vai tomar posição sobre a expulsão ou não do deputado Aécio Neves (PSDB-MG). “É problema da executiva nacional do partido”, afirmou o recente tucano.

Perguntado pelo diretor de redação do Poder360, Fernando Rodrigues, se sua atuação em prol do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff não o faria ter o mesmo posicionamento na questão do ex-candidato à Presidência em 2014, Frota bateu na mesma tecla:

“Só se a nacional pedir. Senão, não faço nada”, declarou.

Após fala de Bolsonaro, autor global teme fase difícil para gays como na ditadura.


O autor de novelas Aguinaldo Silva


Após o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), afirmar que filmes com temática de diversidade sexual e de gênero, não receberão financiamento público pela Ancine, o autor global, Aguinaldo Silva, se demonstrou preocupado.

Em uma publicação feita no Facebook nesta terça-feira (21), Aguinaldo, que é abertamente gay, comentou a notícia do presidente e relatou momentos difíceis pelo qual passou na ditadura. Segundo o novelista, a nova geração dos LGBTs brasileiros correm o risco de viver o mesmo.

“Pelo andar da carruagem em breve os gays terão que se esconder nos guetos ou fugir da polícia de novo, como acontecia nas décadas de 60/70. Já vou começar a exercitar minhas pernas”, escreveu Aguinaldo, que já relatou que sofreu bullyng por ser gay quando era criança.

Logo em seguida, o autor de O Sétimo Guardião cita o nome de um dos personagens mais temidos pelos LGBTs na ditadura militar. “Naquela época, com o Delegado Padilha atrás de mim aos gritos de “viado!”, eu chegava a bater o recorde dos cem metros rasos”, relatou.


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