quinta-feira, agosto 29, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Após um ano de protestos semanais, ativistas LGBTs garantem vitória contra igreja nos Estados Unidos.




Uma igreja abertamente anti-LGBT nos Estados Unidos alugou um espaço dentro de uma escola pública para realizar suas atividades. A notícia, entretanto, chocou a comunidade local de Austin, no Texas. 

“Nós não podemos permitir que pessoas intolerantes façam uso de espaços públicos. Isso vai contra nossas maiores crenças, sobretudo quando essa intolerância é aberta, utilizando espaços públicos” comentou um pastor local, que também protestou contra a presença da Celebration Church na escola. 

Não havia, entretanto, saída legal para proibir a igreja de atuar no local, já que a legislação e a liberdade de expressão protegiam as pregações do grupo. Ativistas, então, decidiram vencer a batalha com resistência. Ativistas se organizaram para protestar semanalmente em frente à congregação, levando palavras de amor à diversidade e pela defesa dos direitos LGBT. 

Agora, um ano de inteiro de protestos depois, a igreja finalmente decidiu encerrar suas atividades na cidade. “O que nós aprendemos hoje, em lembrança do que nos foi ensinado pelas pessoas que lutaram pelos direitos civis e pela liberdade no passado, é que a ação direta funciona” disse o pastor. Vitória!

Procurador pode perder cargo por se negar a proteger casais homoafetivos.




O procurador Craig Northcott do estado do Tenessee, Estados Unidos, poderá ser processado e perder a licença para trabalhar após se negar a proteger casais homoafetivos em casos de violência doméstica. 

A denúncia se fortaleceu após o procurador ser filmado discursando em um Seminário Teológico Bíblico em março deste ano. Na ocasião, Craig afirmou expressamente que não atenderia casais homoafetivos por “ser um bom cristão”. Craig era o procurador responsável por aplicar as medidas protetivas para casais em casos de violência doméstica. 

Na palestra, ele também afirma que procura formas de ignorar a decisão da Suprema Corte que aprovou o casamento igualitário nos Estados Unidos. “Eu discordo (do casamento igualitário), então porque eu aplicaria uma medida de proteção para casais nesses casos?” Afirmou.

Agora, entidades ligadas à violência doméstica e à comunidade LGBT se reuniram para processar o procurador, acusando-o de discriminação e de colocar em risco as pessoas LGBT. A petição também afirma que o procurador deve aprender a separar suas convicções pessoas e suas decisões profissionais para que possa manter o cargo.

Após se negar a registrar casamento homoafetivo, escrivã é condenada a pagar $225 mil dólares em multas.




Kim Davis, escrivã do Kentucky, nos Estados Unidos, foi condenada a arcar com multas de cerca de 225 mil dólares (quase um milhão de reais) em decorrência das vezes em que se negou a registrar uniões homoafetivas no cartório em que trabalhava.

Kim se tornou conhecida em 2015, quando começou a se negar a registrar os pedidos de casamento gay, contrariando a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de aprovar o casamento igualitário em todo o país.

A escrivã afirmava que registrar essas uniões iria contra suas convicções pessoais e religiosas, já que elas seriam “contra a lei de Deus”. Por desrespeitar a lei enquanto ocupante de um cargo público, Kim foi condenada a cinco dias de prisão na mesma época.

Kim Davis apelou na justiça e o processo foi até a última instância. Recentemente, o Estado do Kentucky foi condenado a arcar com a multa. Entretanto, o representante do governo local alegou inocência, já que a escrivã agiu por conduta pessoal. A justificativa foi acatada pelo juízo e agora Kim Davis terá que pagar a multa de 225 mil dólares sozinha. O tribunal também garantiu o direito de casais que se sentiram lesados também processarem a servidora pública.

Pastor evangélico é acusado em escândalo por “compulsão sexual”.




O pastor evangélico Todd Bentley foi acusado publicamente de conduta “imprópria para o ministério público”. Todd foi denunciado por posturas sexuais inadequadas contra homens e mulheres. Entenda!

Stephen Powell, um antigo membro da congregação, denunciou o pastor em sua página no Facebook. Na postagem, expôs uma longa lista de condutas inapropriadas no campo sexual, como assédio aos membros, pedir nudes dos fiéis e sexo fora do casamento. O jovem afirma ter provas de várias das acusações.

Um dos jovens membros que trabalhava na igreja afirmou que Todd ofereceu mil dólares para fazer sexo oral nele. Outro, que ofereceu quinhentos dólares para um vídeo dele se masturbando. O pastor também teria enviado fotos dele e de sua esposa nus. Outras acusações demonstram uso de drogas, pagamentos por serviços sexuais e alcoolismo.

O pastor também falou sobre as denúncias em sua página online. Todd Bentley afirmou que muitas das afirmações são falsas e que muitas outras, embora verdadeiras, já ficaram no passado. Também afirmou que já foi perdoado por essas pessoas. Por fim, ressaltou que não faz sexo fora do casamento há cerca de seis anos.

Abaixe as calças! Mulher trans precisa mostrar seus genitais aos seguranças para embarcar em avião.




Uma mulher transgênero revelou em uma entrevista que precisou mostrar seus genitais aos seguranças de um aeroporto na Flórida, Estados Unidos, para que fosse permitido seu embarque na aeronave.

“Olívia” (nome fictício), de 36 anos, afirmou que após passar pelos scanners de segurança para embarcar em seu vôo, o equipamento apitou na região da virilha. Então, o responsável pela segurança afirmou que ela precisaria passar por uma revista pessoal.

Olívia explicou a situação, mas foi forçada a passar pela revista pessoal mesmo assim, ao contrário do que ocorreu em outros aeroportos, conta ela. Mesmo após a revista, entretanto, ela não foi liberada. Olívia foi levada para uma sala privada, onde explicou novamente: “Se a questão é o que você está sentindo ao me apalpar, esse é o meu pênis.” conta.

Os seguranças então afirmaram que Olívia precisaria ser revistada por um policial homem, o que ela se negou. Então, foi informada que não poderia embarcar no avião e que ela seria escoltada para fora do aeroporto. A questão só foi solucionada e Olívia pôde embarcar no avião quando, em lágrimas, abaixou sua calcinha e mostrou a genitália às autoridades. Cerca de 5% de todas as reclamações sobre violação de direitos durante as revistas em aeroportos nos Estados Unidos são feitas por pessoas transgênero.

CBF aprova paralisação de de árbitro após gritos homofóbicos em São Januário.


Árbitro Anderson Daronco parou o jogo após manifestações homofóbicas.


Pela primeira vez, uma partida foi paralisada no Brasil por causa de gritos homofóbicos.

Nesta 16ª rodada do Brasileirão, a paralisação do jogo entre Vasco da Gama e São Paulo rendeu mais assunto do que os dois gols da vitória do Cruz-Maltino. Após gritos homofóbicos por parte da torcida do Vasco, o árbitro Anderson Daronco interrompeu o andamento da partida, reuniu os capitães dos times e pediu uma mudança na postura dos torcedores que estavam causando o desagradável evento. O presidente da Comissão de arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba elogiou a postura de Daronco.

“A orientação é essa mesmo: o árbitro parar o jogo, pedir para que as pessoas tomem uma outra forma, e se a ocorrência persistir após o aviso, as consequências se tornam mais graves. Faz parte do código da Fifa, essa orientação vem lá de cima. Acho que a ação do árbitro foi recebida muito bem, como quero elogiar os profissionais envolvidos, do Vasco em especial, que prontamente atenderam ao árbitro e agiram perante a torcida, fazendo com que os gritos calassem”, assentiu.

O jogo foi paralisado após o grito “time de veado”, conforme está descrito na súmula de Daronco, ser entoado nas arquibancadas do Vasco, no segundo tempo do confronto dominical entre o carioca e o paulista. O caso que foi registrado na súmula da partida, está sendo analisado pela procuradoria do STJD. Se o Vasco da Gama for considerado culpado pode perder até três pontos no Campeonato Brasileiro.

“A nossa parte a gente está fazendo e isso também faz parte da campanha do respeito que a CBF lançou. Acho que vai além da questão de respeitar o árbitro de futebol, mas respeitar o jogo, as pessoas, deixar o espetáculo melhor e mais atrativo para as pessoas. Acho que foi um exemplo positivo para a sociedade. É uma questão de educação do povo, o pessoal tem que começar a se adaptar. Esse é um novo momento do mundo e aquilo que acontecia há 30 anos não pode mais se repetir”, afirmou Gaciba.

Deputado bolsonarista surpreende e defende LGBTs durante evento na Bahia.





A atitude de um deputado bolsonarista chamou atenção durante um evento na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia (Alba) nesta terça-feira (27), onde foi debatida a visibilidade lésbica.

Em meio a uma plateia cheia de LGBTs, drag queens e ativistas de esquerda, o deputado estadual Capitão Alden (PSL-BA) roubou a cena durante a audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública, ao afirmar seu compromisso contra a LGBTfobia.

Conforme o site Bahia.Ba, segurando anúncios de jornais e sites com notícias com diversos tipos de discriminação, Alden declarou: “Toda e qualquer luta que garanta os direitos humanos é válida. E defenderei isso nem que arrisque a minha vida”. E completou: “É contra isso que luto”.

A postura do Alden não é comum dentro da sigla, que se destaca por ter um fala mais problemática, quando se diz respeito a direitos humanos. A exemplo disso temos deputada Joice Hasselmann, que recentemente fez uma enquete sobre a criminalização da LGBTfobia.

Assembleia de SP adverte deputado do PSL por ofensa a transexuais em plenário.




O conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo aceitou, nesta quarta-feira (28), uma advertência verbal contra o deputado Douglas Garcia (PSL). Em abril, o deputado disse em plenário que tiraria no tapa qualquer pessoa transexual que usasse o banheiro feminino que sua mãe ou irmã.

Considerada uma ofensa às pessoas transexuais, a fala de Garcia motivou a também deputada Erica Malunguinho (Psol), que é uma mulher trans, a entrar com um processo por quebra de decoro parlamentar contra ele.

“Se por um acaso, dentro do banheiro de uma mulher que a minha mãe ou a minha irmã for utilizar entre um homem que se sente mulher, eu não estou nem aí. Eu vou tirar ele lá de dentro primeiro no tapa. E depois chamar a polícia para levar ele embora. Porque é esse o ponto a que chegamos no Brasil”, disse Garcia à época, que é gay, e vice-presidente do Movimento Conservador.

“Esse homem pode ter arrancado o que ele quiser, ou colocado o que ele quiser. Acho que é preciso respeitar a biologia e os valores do nosso povo”, completou o deputado, que é apoiador de Bolsonaro, em plenário da Alesp.

Após ser informado da decisão do Conselho de Ética, Garcia classificou o veredito como uma “injustiça” em seu perfil nas redes sociais.

“Por duas ações feitas pelo PT e PSOL, acabo de ser condenado pelo Conselho de Ética da ALESP por defender o direito de minha irmã, de minha mãe, das mulheres e crianças em geral de terem seu próprio banheiro e condenado por criticar atos de sindicatos”, escreveu em seu Facebook. “Onde está a minha imunidade parlamentar? Só vale para partidos de esquerda?”


Erica Malunguinho, primeira deputada transexual da Alesp.


Declaração do deputado foi dada em resposta a discurso feito anteriormente pela deputada Erica Malunguinho (Psol), que é a primeira parlamentar transexual eleita na história da Alesp.

Na ocasião, ela fez críticas a um projeto de lei, proposto pelo deputado Altair Moraes (PRB-SP), ligado à Igreja Universal do Reio de Deus, que proíbe a participação de atletas transexuais em esportes.

O caso gerou crise na Alesp e as acusações de transfobia e homofobia após a declaração do deputado geraram debate na opinião pública. Em seguida, Garcia, que é militante de direita, apoiador do presidente Jair Bolsonaro e fundador do Movimento Conservador, revelou em plenário que é gay.

A presidente do conselho, deputada Maria Lúcia Amary (PSDB), se manifestou também em suas redes sociais e afirmou que um fato como este não “ocorria há 20 anos na Casa”. Ela fará a advertência pública direcionada ao deputado em plenário, que ainda está sem data marcada.

“Precisamos conter a incontinência verbal e focar em votar projetos que vão ajudar a desenvolver o Estado de São Paulo”, disse.

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