sexta-feira, agosto 23, 2019

POLÍTICA

Bolsonaro diz que ONGs podem estar por trás de queimadas na Amazônia.




Presidente não apresentou evidências e, indagado se tinha provas, disse que não existem planos escritos nesses casos.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (21) que organizações não-governamentais podem estar por trás das queimadas na Amazônia por terem perdido recursos e estarem querendo atingi-lo.

Ele não apresentou evidências das alegações e, indagado se tinha provas do que afirmava, disse que não existem planos escritos nesses casos.

“O crime existe. Isso temos que fazer o possível para que não aumente, mas nos tiramos dinheiro de ONGs, 40% ia para ONGs. Não tem mais. De modo que esse pessoal está sentindo a falta do dinheiro. Então pode, não estou afirmando, ter ação criminosa desses ongueiros para chamar atenção contra minha pessoa, contra o governo do Brasil”, disse o presidente em entrevista ao sair do Palácio da Alvorada.

Em seguida, Bolsonaro afirmou que “tudo indica” que pessoas se preparam para ir à Amazônia filmar e então “tocaram fogo” na floresta.

Questionado se tinha provas ou indícios das acusações que fazia, o presidente afirmou que isso “não tem um plano escrito” e “não é assim que se faz”.

Desde o início deste ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora os focos de queimadas no país, já detectou mais de 72 mil pontos, especialmente nos Estados do Mato Grosso, Pará, Rondônia e Amazonas. O número é 83% maior que no mesmo período de 2018 ?um ano atípico por ter sido muito úmido? e o maior dos últimos sete anos. 




Focos de queimadas no País batem recorde e passam de 70 mil pontos no ano.




No Pará, fazendeiros combinaram de fazer o ‘dia do fogo’ para mostrar trabalho ao presidente Jair Bolsonaro.

O número de focos de queimadas no Brasil atingiu na última semana o recorde dos últimos sete anos, com 72.843 pontos registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) entre janeiro deste ano e a última segunda-feira (19), um número 83% maior do que no mesmo período do ano passado.

O levantamento do Inpe, feito diariamente por satélite, mostra que apenas entre o domingo e a segunda-feira, apareceram 1.346 novos focos no país. Desde a última quinta-feira, são 9.507 novos pontos de queimada.

Imagens de Roraima mostram o Estado coberto por fumaça escura. O Estado do Amazonas decretou situação de emergência na região sul e na zona metropolitana de Manaus por causa das queimadas. E o Acre instituiu estado de alerta ambiental a partir da última sexta-feira.

Desde janeiro, Mato Grosso foi o Estado que mais acumulou focos de incêndio, com 13.682 pontos, um aumento de 87% em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, os focos vêm aumentando no Pará e no Amazonas.

O primeiro registrou mais de 7 mil pontos de queimada neste mês de agosto e o segundo, 5,3 mil. Apenas nos últimos cinco dias apareceram 478 novos focos no Pará.

Dos 10 municípios com maior número de registros este mês, quatro são no Pará, inclusive os campeões, Altamira e São Félix do Xingu, e Novo Progresso, onde fazendeiros da região marcaram os dias 10 e 11 de agosto como o “dia do fogo”, em que iriam iniciar as queimadas.

Os dados do Inpe mostram, nesses dias, um aumento de 300% nos focos de incêndio em Novo Progresso e de 743% na região de Altamira.

O “dia do fogo” foi revelado pelo jornal “Folha do Progresso” que, ao conversar com fazendeiros da região, teria ouvido que eles precisavam “mostrar ao presidente (Jair Bolsonaro) que querem trabalhar e o único jeito é derrubando”.

Questionado sobre o aumento das queimadas, o presidente Jair Bolsonaro reclamou de estar “sendo acusado de ser Nero”, comparando-se ao imperador romano que teria posto fogo em Roma.

“Era o capitão motosserra e agora o Nero, tocando fogo na Amazônia. É época de queimada por lá”, disse em entrevista ao sair do Palácio da Alvorada na manhã desta terça-feira.

“O pessoal pedindo aí pra eu botar o Exército pra combater... Alguém sabe o tamanho da Amazônia? A distância dos pelotões de fronteira, entre um pelotão de fronteira, é 200 quilômetros! Um dos mais perto... Vai botar quantas pessoas pra apagar fogo na Amazônia, meu Deus do céu? É época de queimada, o que aproveitam no momento?”, reclamou.

Apesar do início da seca nas Regiões Norte e Centro-Oeste do país, a quantidade de focos de incêndio não é considerada pelo Inpe como de origem natural.

O pesquisador Alberto Setzer, coordenador do grupo de monitoramento de queimadas do Inpe explica que não há nada de anormal no clima deste ano. Na região amazônica, a previsão de chuvas neste trimestre está um pouco abaixo da média, mas nada anormal.

“Todos os anos há alterações. Não é nada fora do padrão”, garantiu. ”É comum se ouvir dizer que clima causou as queimadas. Não é bem assim. A seca cria condições favoráveis ao uso do fogo e à propagação, mas quando se inicia o fogo é a ação humana, seja de propósito, seja por descuido.”

Em 2018, o Brasil como um todo teve 39.759 focos de queimadas, mas o número foi o mais baixo dos últimos cinco anos. Setzer explica que o ano passado foi especialmente chuvoso, o que ajudou a reduzir os números.

O recorde anterior nos últimos sete anos havia sido em 2016, com 66.622. Mas desde 2014 os números, com apenas essa exceção, têm ficado acima de 50 mil focos no período até agosto.

Os dados das queimadas se somam às demais más notícias para o Meio Ambiente. Dados do próprio Inpe, do sistema de alertas em tempo real Deter, mostram um aumento de quase 50% nos dados de desmatamento entre agosto de 2019 e o último mês de julho, e cresceu 67% apenas nos sete primeiros meses deste ano.

Questionado sobre o aumento no desmatamento, Bolsonaro disse estar esperando os “novos números”.

“Tô esperando, tô esperando as próximas rodadas de números, que não serão números feitos, que vão aparecer sem responsabilidade para mostrar pra vocês, tá?”, disse. “Ninguém vai esconder nada, não. Queremos é responsabilidade, se os números forem alarmantes eu vou tomar conhecimento na frente de vocês.”

Os impressionantes registros da NASA sobre a Amazônia em chamas.




Descontrole e crimes ambientais não são novidade na região amazônica. No entanto, queimadas recordes e seus efeitos acionaram o botão vermelho, não só entre ambientalistas, mas em todos os que lutam pela preservação da natureza.

Há dias ardendo em chamas, a floresta amazônica registrou o maior número de queimadas em sete anos. Apenas entre janeiro e agosto são 72.843 pontos mapeados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Número 83% maior do que no mesmo período de 2018. 

Imagens de satélite da NASA dão a dimensão da magnitude do problema. Parte do mapa brasileiro está coberto por uma densa névoa acinzentada. Fumaça que vem de Rondônia; do Acre, que declarou estado de alerta ambiental e de Amazonas, que decretou situação de emergência na região sul e na zona metropolitana de Manaus por causa do fogo. 




Olha pro céu 

Além dos dados científicos, a situação ganhou destaque pelos efeitos sentidos na maior cidade do Brasil. São Paulo viu o dia virar a noite às 15h da tarde de uma segunda-feira fria de inverno. 

O fenômeno, segundo meteorologistas, é resultado do encontro de uma névoa de fuligem das queimadas com uma frente fria. O efeito não escureceu apenas o céu. Inúmeros registros de água suja, com partículas de fuligem, foram compartilhados nas redes sociais.




Vaiado em conferência climática da ONU em Salvador, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, atribuiu o aumento das queimadas à seca. 

Com décadas de atuação na floresta tropical, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) discorda. O órgão afirma que a estiagem este ano está abaixo da média e o desmatamento deve ser considerado protagonista.
 



O posicionamento implicou no crescimento do desmatamento. Projeções do INPE mostram que a gestão Bolsonaro pode aumentar em 268% a destruição da floresta amazônica. 

Sobre as queimadas recordes Bolsonaro, como de costume, atirou para todos os lados. O presidente acusou ONGs, que pretendem, segundo ele, macular sua imagem pelo corte do repasse de verbas. O político do PSL, no entanto, não apresentou uma prova sequer. 

“O crime existe e nós temos que fazer o possível para que não aumente, mas nós tiramos dinheiro de ONGs, repasses de fora, 40% ia para ONGs, não tem mais. De modo que esse pessoal está sentindo a falta de dinheiro. Pode estar havendo, não estou afirmando, a ação criminosa desses ‘ongueiros’ para chamar a atenção contra minha pessoa contra o governo do Brasil”, declarou aos jornalistas. 


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