terça-feira, setembro 17, 2019

MINHA VIDA GAY

Casal se separa após descobrir que ambos eram homossexuais.


Scott Turner-Smith e Jo Smith


Assim como apresentou o The Sun, um (então) casal que mora no Reino Unido acabou se separando após um ano do sacramento, após descobrirem que ambos são homossexuais. Os próprios falaram sobre nas redes sociais.

No Twitter, Scott Turner-Smith desabafou: “Eu escrevi e excluí esse tweet mil vezes, mas aqui vai: eu sou gay. Aqueles que eu contei até agora foram maravilhosos e, por isso, sou mais grato do que eles sabem. Parece libertador poder ser todo meu eu, e estou animado para descobrir o que vem a seguir“.

Jo Smith, a agora ex-esposa, se divertiu com a situação e sugeriu que a história virasse um filme: “Hoje tivemos uma piada ao assinar a petição de nulidade – ‘consentimento inválido por engano – acontece que somos ambos gays’. Aproveite isso, juiz. O roteiro será lançado no próximo ano”.

Os dois estão num clima tão amistoso, que conversam descontraidamente na rede social. Chegaram a brincar que Ryan Reynolds deveria ser o ator do fictício filme e até citaram que adorariam fazer um casamento duplo. Isso se deve ao fato de que Jo está agora namorando uma mulher, de nome Wendy.

Após superar preconceito, casal adota 3 filhos e se realiza: ‘Vocação’.


Juntos, Claudiomar e Dagoberto experimentam a paternidade há 11 anos. (Foto: Maria Eduarda Nascimento)
Juntos, Claudiomar e Dagoberto experimentam a paternidade há 11 anos.


Juntos há 21 anos, Claudiomar e Dagoberto descobriram um novo papel a partir da adoção de Lucas, Jean e Kyara.

Presente nos planos de Claudiomar Vivaldo de Sousa de 50 anos, a paternidade sempre desejada nem passava perto dos pensamentos de Dagoberto Rosa Lima, de 57, que não se imaginava como pai e tinha medo de ter filhos. O casal, que mora em Itanhaém, no litoral de São Paulo, está junto há 21 anos, tem três filhos e, neste ano, se casaram no civil. Mas essa história começou muito antes das oficializações, quando Claudiomar passou a trabalhar a ideia da adoção com seu parceiro.

Lucas Gabriel, Jean Pedro e Kyara Beatriz, a mais nova na família, eram pensados como apenas um filho, em 2003, quando Dagoberto cedeu à ideia da adoção. Por medo do preconceito, o casal conta que não procurou as medidas legais para adotar uma criança, por isso, acabaram arrumando problemas e se decepcionando com as tentativas. Em uma das experiências, recorreram à Justiça para seguir corretamente o processo de adoção, mas a mãe biológica voltou atrás.

Foi por meio desta iniciativa que uma assistente social os orientou a fazer o pedido de adoção legalmente. Dagoberto conta que esperou três anos pela chegada de um psicólogo na comarca de Itanhaém, o que atrasou o processo. “Me disseram para esperar pelo psicólogo, já que na época, o município ainda não tinha um, mas depois soube que poderia ter passado em outra cidade”.


A família, que recentemente ganhou uma menina, uniu os irmão Jean e Lucas.


Com o processo de adoção encaminhado, o casal aguardava pela primeira filha. Em 2008, receberam a notícia de que havia uma criança para adoção, mas não era uma menina, nem recém-nascida, como tinham escolhido. ”Mesmo sabendo que o perfil era o contrário do que queríamos, decidi conhecer o menino. Pedi a Deus um sinal para que eu pudesse gostar dele”, conta Dagoberto, que foi fazer a primeira visita.

O menino era Lucas, que hoje tem 12 anos e na época tinha um ano e dois meses, mas ainda não andava, nem falava como contou a assistente social aos pais. “Enquanto o observava brincar, estendi os braços e ele veio andando na minha direção, foi ai que eu entendi o sinal e pensei, esse menino é meu”, relembra Dagoberto. Em poucos anos, a adoção do primeiro filho trouxe uma surpresa para o casal: Lucas tinha um irmão que morava no abrigo da cidade.

A descoberta veio após conhecidos insistirem que o menino tinha um irmão no abrigo. “Sempre achamos que era apenas coincidência, até avistar ele de longe e ter certeza da familiaridade. Achavam que eles eram gêmeos”, diz Claudiomar. Jean foi adotado em 2013, quando ia fazer seis anos. Hoje, aos 15, conta que o fato de ter dois pais nunca foi um problema para ele.

O sonho de ter um filho já tinha duplicado na vida de Dagoberto e Claudiomar, mas ainda existia a vontade de adotar uma menina e, mais uma vez, entraram para a fila de adoção. Kyara tem dois anos, chegou à família no ano passado e seu processo de adoção definitiva ainda está em andamento. A vinda da nova filha também trouxe uma luta por direitos, já que Claudiomar é funcionário público, precisou tirar licença maternidade e teve o período reduzido.


Dagoberto e Claudiomar oficializaram a união neste ano.


Direito LGBT

Nos casos de adoção por casais do mesmo sexo, a licença maternidade segue os mesmos princípios da lei que determina o direito a mães biológicas, ou seja, o prazo do benefício para quem adota não deve ser inferior pelo motivo da adoção. Mas com Claudiomar foi diferente, já que ele perdeu um mês de trabalho até descobrir que não tinha conseguido o direito total ao afastamento e, para conquistar os 180 dias, teve que recorrer à justiça.

Em 2016, o entendimento dos direitos foi discutido no Supremo Tribunal Federal, que defendeu períodos iguais aos pais adotivos. Além disso, o artigo 227, parágrafo 6º da Constituição Federal estabelece que, “Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação”.

Final Feliz

Dois irmãos unidos, uma menina e a descoberta de um novo horizonte. É assim que ambos definem a sensação de ser pai. “Eu me encontrei na paternidade. Foi como descobrir uma vocação”, diz Dagoberto. Já Claudiomar comenta que, às vezes, a ficha parece não cair: “Me sinto muito realizado, nem parece que é verdade”.

Homem transexual dá à luz uma menina e alegra esposa.


Frank e Taris


Frank Teixeira e Taris de Souza moram na Santa Casa de Itapira, em São Paulo, e há tempos queriam ter um filho. Essa ‘bênção’ foi concebida através do homem (transexual) da relação, para alegria da família de ambos.

A história foi confirmada pelo G1, que explica que o parto foi cesariano e aconteceu na quarta-feira (11), numa maternidade da cidade interiorana paulista. O bebê é uma menina, de nome Antonella e nasceu com 3,450Kg e 48cm. O casal recorreu à fertilização caseira, que é quando se ‘insere’ o sêmen do doador no útero, com uma seringa.

Ainda conforme a publicação, Taris teve algumas tentativas frustradas de engravidar, enquanto Frank conseguiu logo de primeira. Antes cogitavam a adoção. Para facilitar o processo, o transexual deixou temporariamente o tratamento de hormonização com testosterona.

A esposa declarou: “É uma sensação única. Uma coisa é quando a gente espera, outra quando acontece. Acompanhei o parto, cortei o cordão umbilical”. Esse não é e nem será o primeiro caso do gênero.

Casamento lindo e simples





Nenhum comentário:

Postar um comentário