segunda-feira, setembro 02, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

“Ideologia de gênero é violência contra a criança”, diz Damares Alves.




A ministra Damares Alves já é conhecida por explicitar suas opiniões sobre sexualidade, identidade de gênero e a chamada ‘Ideologia de gênero’. Segundo ela, a terceira representa um perigo imensurável para as crianças e até para LGBTs.

“Ideologia de gênero é violência contra a criança. Não é diversidade sexual, não estou falando dos homossexuais, das lésbicas ou das travestis. É além disso. Escolheram o Brasil como laboratório dessa teoria, mas estamos mandando um recado que acabou a brincadeira, nossas crianças não são cobaias”, diz ela.

“Aos que tem dúvidas do que falo, estudem um pouco sobre o que é a teoria queer. Ela se distância da comunidade LGBT, tornando-se até mesmo, um antagonista, contra a comunidade lgbt e da comunidade conservadora, ela quer ferir a todos!”, finaliza.

Recentemente, a ministra anunciou a extinção dos comitês de Gênero, Diversidade e Inclusão do Ministério dos Direitos Humanos. Nesse sentido, a Decisão foi publicada no Diário Oficial.

Após caso de preconceito, Vasco entra em campo com faixa ‘homofobia é crime’.


Faixa do Vasco pede respeito e igualdade


Depois dos cantos homofóbicos no jogo contra o São Paulo em São Januário, o time do Vasco entrou em campo diante do Cruzeiro com uma faixa que dizia:

“HOMOBIA É CRIME: Respeito e Igualdade são a nossa história”

No jogo contra o Tricolor paulista, Anderson Daronco paralisou a partida ao ouvir a torcida vascaína gritar “time de viado” para o adversário. O árbitro avisou a Vanderlei Luxemburgo que isso era proibido. O técnico, auxiliado pelo sistema de som do estádio, pediu para a torcida que os gritos parassem e foi atendido.

O episódio foi relatado na súmula. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva pediu explicações ao Vasco, que enviou documento esclarecendo os pedidos da procuradoria, que eram: que o clube informe quais procedimentos foram adotados de forma preventiva e repressiva; que o clube informe a duração da paralisação e se houve o imediato e eficaz retorno da torcida; que o clube preste qualquer outro esclarecimento que entender pertinente sobre o fato, caso julgue necessário.




“Respondemos os três tópicos pedidos pelo SJD, mostrando que tínhamos atendido no dia do jogo. Colocamos também que há tempos apoiamos medidas contra esse tipo de posicionamento. E vamos tomar outras medidas, a começar com a faixa contra o Cruzeiro”, disse Paulo Reis, ex-vice jurídico do clube, que ajudou na formulação do documento.

Estudo deixa a teoria do gene gay no passado e aponta fluidez da sexualidade.




O quanto genes podem influenciar a sexualidade de uma pessoa? Esta é a pergunta que o maior estudo científico já realizado sobre a base biológica do comportamento sexual tentou responder. O resultado, divulgado pela revista Science, sepulta de vez a ideia de que exista um “gene gay”, e aponta que essa característica é tão multifacetada quanto o talento para esportes, por exemplo.

O estudo, que analisou dados de DNA e de experiências sexuais de cerca de meio milhão de pessoas e foi coordenado por pesquisadores EUA e da Europa, encontrou que há milhares de variáveis genéticas ligadas ao comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo, a maioria delas com efeitos pequenos.

Cinco dos marcadores genéticos estabelecidos pelos pesquisadores foram “significativamente” associados com comportamentos sexuais entre pessoas do mesmo sexo, diz a Science, mas mesmos esses dados estão longe de serem previsíveis sobre as preferências sexuais de um indivíduo.

“Escaneamos o genoma humano inteiro e encontramos um punhado ―cinco, para ser preciso― de regiões que estão claramente associadas ao fato de uma pessoa relatar se envolver em comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo”, apontou Andrea Ganna, biólogo do Instituto de Medicina Molecular na Finlândia, que co-liderou a pesquisa, à Reuters.

Ele diz que estes marcadores têm “um efeito muito pequeno” e, combinados, explicam “consideravelmente menos do que 1% da diferença no comportamento sexual autodeclarado entre pessoas do mesmo sexo”.

Mas o que isso diz sobre homossexualidade?

Isso significa que fatores não-genéticos ―como ambiente, criação, personalidade, nutrição― são muito mais significativos para influenciar na escolha do parceiro sexual de um indivíduo, como traços complexos de personalidade, comportamento e físicos, apontaram os pesquisadores.

O estudo ―o maior de seu tipo― analisou respostas de pesquisas e realizou análises conhecidas como estudos de associação ampla de genoma (GWAS, na sigla em inglês) em dados de mais de 470 mil pessoas que ofereceram amostras de DNA e informações de estilo de vida para as empresas de testes genéricos como UK Biobak e 23andMeInc.

Perguntados sobre o porquê de terem conduzido tal estudo, a equipe disse a jornalistas em uma teleconferência que estudos anteriores sobre o assunto haviam sido muito pequenos para oferecer conclusões robustas.

“Os estudos anteriores eram pequenos e insuficientes”, disse Ganna. “Então decidimos formar um consórcio internacional amplo e coletamos dados de (quase) 500 mil pessoas, o que é aproximadamente 100 vezes maior do que os estudos anteriores neste tópico.”

Os resultados, publicados na revista Science nesta semana, não encontraram padrões claros entre variantes genéticas que poderiam ser utilizadas para prever significativamente ou identificar o comportamento sexual de uma pessoa, disseram os pesquisadores.

“Esclarecemos que há muita diversidade lá fora”, disse Benjamin Neale, um membro do Instituto Broad do MIT e Harvard, e que trabalhou com Ganna. “Isso desloca nosso entendimento (sobre sexo entre pessoas do mesmo sexo) para um lugar mais profundo e cheio de nuances.”

Ativistas de direitos sexuais elogiaram o estudo, dizendo que ele “oferece ainda mais evidências de que ser gay ou lésbica é parte da vida humana”.

“Este novo estudo também reconfirma o entendimento, há muito estabelecido, de que não há um grau conclusivo sobre em que medida a natureza ou a nutrição influenciam como uma pessoa gay ou lésbica se comporta”, disse Zeke Stokes, do grupo de direitos LGBT norte-americano GLAAD.


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