quinta-feira, setembro 12, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Banco voltado ao público LGBT recebe autorização para operar nos EUA.




A Superbia Credit Union recebeu autorização para o início das operações da primeira instituição financeira projetada para clientes LGBT, no Michigan, nos Estados Unidos. Voltado para o público formado por lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, o banco vai oferecer serviços online já a partir de 2020.

De acordo com a Bloomberg, a Superbia Credit Union oferecerá produtos que muitas vezes estão fora do escopo de um credor mais tradicional, como empréstimos para pessoas que estão em processo de transição de gênero. A informação é de Myles Meyers, fundador da Superbia Services Inc., com sede em Nova York.

O poder de compra da população adulta de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros dos Estados Unidos foi estimado em US $ 987 bilhões em uma projeção de 2017, da Witeck Communications. Pesquisas mostram que casais gays enfrentam obstáculos no setor bancário, mesmo em Estados americanos onde a população é francamente favorável à união entre pessoas do mesmo sexo.

Eles têm menos chance de serem aprovados para um empréstimo, por exemplo, e quando o são, pagam mais pelo financiamento. Com o estatuto de funcionamento em vigor, a Superbia formará um conselho e começará a contratar executivos.

Além da união de crédito, a Superbia Services planeja expandir para produtos como seguros, assistência médica e gerenciamento de patrimônio projetados especificamente para clientes LGBT.

Judeu sofre ataque homofóbico nas ruas de Nova York.


Bandeira LGBT com símbolo do judaísmo


Os Estados Unidos da América abrangem uma grande comunidade LGBTQ+, porém na mesma proporção traz ataques aos mesmos. Foi o que aconteceu com Adam Eli, um ativista queer e judeu, em Nova York.

O também criador do movimento ‘Voices 4’ saia de uma estação de metrô na cidade americana mais populosa, usando um quipá (tradicional vestimenta do judaísmo) rosa e uma bolsa brilhante. Por conta disso, foi perseguido por um homem que lhe desferia palavras agressivas.

Em suma, o homem bradava para ele tirar o quipá, pra ele “voltar ao armário”, que isso não é judaísmo e que a homossexualidade é uma abominação. Algumas pessoas na rua ficaram assustadas e Adam não se mostrou intimidado, filmando tudo.

Adam Eli é um ativista LGBT + e fundador do Voices 4. Ele disse à NBC New York que estava “se apresentando como esquisito” usando a kipá rosa e carregando uma bolsa rosa brilhante.

Em seu Twitter, falou mais sobre o ataque homofóbico: “Hoje fui assediado, seguido e ameaçado nas ruas. Passei os primeiros 18 anos da minha vida ouvindo as pessoas me dizerem que eu não podia ser gay e judeu. Hoje eu amo minha identidade judaica queer e ninguém está tirando isso de mim.

Racismo, transfobia, xenofobia, islamofobia, anti-semitismo e o capacitismo (discriminação com pessoas com deficiência) estão de mãos dadas. Nossos ancestrais nos ensinaram que nenhum de nós está seguro até que todos estejam seguros“.

Deputada defende censura de livros LGBTs e relaciona com casos de HIV.




O apoio do youtuber Felipe Neto à comunidade LGBT, após o caso de censura ocorrido durante a Bienal do Livro do Rio no último final de semana, não tem agradado algumas pessoas. É o caso da deputada federal bolsonarista, Carla Zabelli (PSL).

Em uma publicação feita na noite desta segunda-feira (9), a deputada chegou a chamar o youtuber de “Lixo”, além de associar a censura LGBT da feira de livros, com a notícia do crescimento de casos de HIV no Brasil.

“Pesquisa de 2018 do Ministério da Saúde mostra que os casos de HIV entre jovens gays de 15 a 19 anos TRIPLICARAM entre 2006 e 2015 (na era PT). E ainda tem gente que acha que esfregar homossexualidade na cara de crianças vai ajudar os gays em alguma coisa. #FelipeNetoLixo”, tuitou a parlamentar.

Na manhã desta terça-feira (10), Felipe rebateu o comentário preconceituoso e pediu ajuda do Ministério Público para agir sobre Zabelli, já que ele acredita que ela cometeu crime de LGBTfobia, que desde junho é considerado crime no Brasil.

“Deputada do PSL e amiga do Presidente, Carla Zambelli acaba de cometer crime de homofobia no grau mais nojento possível. Ela vinculou aumento de HIV com homossexuais e crianças saberem q gays existem. O Ministério Público terá de agir. Isso não pode ficar impune. Que podridão”, escreveu o influenciador digital.

Recentemente Carla se tornou destaque na mídia brasileira, após estar sendo acusada de nepotismo cruzado e de favorecer o ingresso de seu filho na escola militar, sem ao menos ele prestar concurso para a instituição.

Presidente do DEM alfineta Crivella e anuncia Bienal do Livro em Salvador.




O presidente do partido Democratas e prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), anunciou na manhã desta terça-feira (10), a realização de uma Bienal do Livro em Salvador, marcada para 2020.

A notícia foi dada durante a assinatura do contrato de concessão da empresa GL Events, para a gestão do novo Centro de Convenções de Salvador, que será inaugurado em dezembro deste ano.

A novidade deu espaço para uma pequena alfinetada ao prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), que protagonizou uma tentativa de censura LGBT durante a Bienal do Livro do Rio, que ocorreu neste último final de semana.

“Aproveitamos uma oportunidade que não poderia ser desperdiçada. Houve toda uma polêmica envolvendo o Rio de Janeiro e a bienal e eu, como gestor, acho que a Prefeitura de lá agiu de maneira equivocada”, disse ACM Neto.

“Enxergamos essa oportunidade de trazer a bienal, que acontecia em Salvador até 2013, e contactamos os organizadores do evento, colocando Salvador para sediar. Vai ser um dos grandes eventos do próximo ano do Centro de Convenções. E vai acontecer do jeito que é o povo baiano, sem nenhum tipo de censura ou restrição à produção literária”, acrescentou.

Por meio do Twitter o político também fez criticas à censura e citou nomes de intelectuais baianos famosos pela sua carreira literária. Segundo ele, os escritores certamente iriam ficar felizes com a notícia do retorno da Bienal à Salvador.

“Tenho certeza que a Bahia de Gregório de Matos, João Ubaldo Ribeiro, Jorge Amado, Myrian Fraga e de tantos outros talentos literários vai ficar orgulhosa em receber esse evento que está fora do nosso calendário cultural desde 2013”, declarou o prefeito de Salvador.

HQ com beijo gay dos Vingadores dispara nas vendas e chega a custar R$ 250.




Após a mídia espontânea causada pela censura LGBT do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), durante a Bienal do Livro do Rio, o quadrinho Vingadores: A Cruzada das Crianças disparou nas vendas.

Nos principais sites de compras brasileiros a revistinha chega a custar cerca de R$ 250, mas também com variações de preços. Em sites de algumas livrarias como Saraiva e Cultura, o livro já nem aparece mais nos catálogos. Na Amazon, empresa gigante no mercado de vendas online de livros, o material é visto como esgotado.

A intensa procura pela HQ dos Vingadores que mostra a história de amor entre os heróis gays Wiccano e Hulkling, que inclusive está entre os personagens LGBTs mais queridos da Marvel, tem sido notada desde o último sábado (7), quando se esgotou em poucas horas da Bienal.

Assunto do último final de semana, a tentativa de censura LGBT causada por Crivella se iniciou logo na sexta-feira (6), quando o prefeito divulgou um vídeo afirmando que a HQ trazia “conteúdo sexual para menores”, porque continha beijo gay – a temática foi tratada como pornografia.

O caso envolvendo Crivella e a história da Marvel gerou uma enorme polêmica e mobilizou discussões e protestos. O assunto apenas foi finalizado no último domingo (8), quando chegou no Superior Tribunal Federal (STF) e foi proibido o recolhimento de material com conteúdo LGBT da feira de livros.

Justiça manda governo de SP devolver apostilas recolhidas por ordem de Doria.




A justiça determinou nesta terça-feira (10), por meio de decisão liminar, a suspensão do recolhimento das apostilas de ciências dos alunos do 8º ano do Ensino Fundamental da rede estadual de São Paulo. O material didático foi recolhido na última terça-feira (3) a pedido do governador João Doria (PSDB) que considerou o conteúdo da apostila como uma “apologia à ideologia de gênero”.

A decisão julgou uma ação popular proposta por um coletivo formado por professores e pesquisadores de universidades públicas do estado de São Paulo contra Doria, a qual pedia a anulação do ato do governador que mandou recolher o material.

A apostila explica os conceitos de sexo biológico, identidade de gênero e orientação sexual. Também traz orientações sobre gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.

A juíza Paula Fernanda de Souza considerou o pedido de liminar procedente e determinou a suspensão do recolhimento das apostilas. Com relação ao material que já havia sido recolhido, a decisão determinou que as apostilas devem ser conservadas e devolvidas aos estudantes dentro do prazo de 48 horas. Em caso de descumprimento, o governo poderá pagar multa.

“Não há dúvidas que a retirada do material suprimiria conteúdo de apoio de todo o bimestre de diversas áreas do conhecimento humano aos alunos do oitavo ano da rede pública, com concreto prejuízo ao aprendizado”, disse a juíza em sua decisão.

Além disso, a decisão também considerou que “a lesão ao patrimônio público e ao erário estão suficientemente demonstradas, eis que o caderno foi distribuído a todos os alunos da rede pública (cerca de 330 mil apostilas), com evidente custos aos cofres estaduais, após regular aprovação dos órgãos estatais responsáveis”.

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo disse que não foi notificada sobre a decisão do Tribunal de Justiça. Disse ainda que “recolheu o material em questão por entender que a abordagem ‘ninguém nasce homem nem mulher’ expressa na apostila é equivocada por não apresentar fundamentação cientifica”.

Ex-ator global sofre homofobia e faz relato chocante no Facebook.




O ex-ator de global Ed Lopez Dassilva, 44 anos, que interpretou o personagem Valdemar, em Malhação: Viva a diferença, fez um relato chocante de homofobia, pelo qual sofreu nesta segunda-feira (9).

Por meio de seu perfil do Facebook, Ed fez o desabafo e surpreendeu os seguidores. Segundo ele, o caso de homofobia foi completamente inesperado e ocorreu logo após ele pedir um gás de cozinha.

“Ligo para pedir gás, o senhor que costuma nos atender deixa o seu celular ligado após o pedido e sem perceber ele fala para o filho que é entregador de gás também: ‘Leva um gás pro Ed, mas cuidado porque ele é viado. Viado safado, até já me cantou, sabe como são esses viados, é tudo safado! Não pode dar mole que eles cantam mesmo’”, iniciou.

“E continua falando mal dos gays e rindo com outra pessoa. Seu filho chega até a minha casa com o gás e peço pra ele voltar, e digo que o pai dele está falando mal dos gays no celular. O filho voltou, foi até o pai e disse que o celular estava ligado, ele desligou imediatamente e veio correndo me pedir desculpas. Realmente foi constrangedor. Fiquei muito mal com isso. Contei pra alguns amigos e eles disseram que estou querendo aparecer”, completou ele.

Após o constrangimento, Ed conta que foi à delegacia denunciar o caso de homofobia, que desde junho é considerado crime, e foi muito bem recebido. Inclusive, ele relatou que recebeu apoio não só do delegado plantonista, mas também de pessoas que estavam no local.

“Fui bem bem atendido na delegacia. O policial concordou comigo dizendo que homofobia é crime e tem que denunciar! Duas pessoas estranhas que estavam lá e ouviram me deram muito apoio, mas os conhecidos sempre acham que nós atores queremos levar vantagem em tudo. Está na hora de mudar os conhecidos”, finalizou.

Motorista suspeito de agredir ator em SP se apresenta à polícia e nega homofobia.




O motorista suspeito de ter agredido o ator Marcello Santanna, de 23 anos, dentro de um ônibus neste sábado (07/09), se apresentou espontaneamente na delegacia na tarde desta segunda-feira (09/09). Paulo Roberto de Morais Junior, de 31 anos, negou à polícia qualquer viés homofóbico. O ator, que teve o nariz quebrado, disse que foi vítima de agressão e homofobia.

De acordo com o depoimento, ele afirmou “que a vítima, o amigo e a prima entraram no ônibus fazendo bagunça, que estavam aparentemente embriagados e começaram a incomodar os outros passageiros”. Ainda segundo Júnior, “alguns chegaram a descer do ônibus”.

Ele ainda afirmou que pediu que o grupo parasse e, neste momento, a vítima teria baixado as calças e sentado no colo do amigo. O motorista disse que, depois disso, mandou os três descerem do ônibus. A vítima teria xingado ele e dado tapas na lataria do ônibus e que isso o teria irritado. Ele afirma ter dado apenas um soco na vítima e negou que a agressão tenha viés homofóbico. A polícia segue investigando o caso como lesão corporal.


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