quinta-feira, setembro 26, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Mesmo debaixo de chuva forte, 24ª Parada do Orgulho LGBTI do Rio é um sucesso.


Faça chuva ou faça sol, nada vai mudar o nosso ORGULHO!

Na tarde desse domingo, dia 22/09, aconteceu a 24º Parada do Orgulho LGBTI do Rio de Janeiro, com organização do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ e diversas parcerias com iniciativas privadas.


Não é de “ontem” que nós, LGBTs, somos censurados pela sociedade. Em especial, no caso da capital fluminense, esse assunto se tornou mais latente após uma infundada tentativa de censura por parte das autoridades locais, conforme foi amplamente divulgado.


Infelizmente, há alguns anos, as autoridades municiais do Rio vêm tentando ofuscar o brilho da Parada LGBTQI carioca, porém, graças à união de forças entre instituições não governamentais e iniciativas privadas e, a tradição da celebração da diversidade se mantém, mostrando que verdadeiramente a união faz a força e que ninguém vai soltar a mão de ninguém.


Considerada a 2ª maior Parada do país e o 3º evento que mais atrai turistas pra cidade, ficando atrás apenas do carnaval e réveillon, a 24º Parada do Orgulho LGBTI do Rio de Janeiro aconteceu nesse último domingo (22/09) de forma esplendia e plena, mesmo com todas as adversidade, veladas ou não, que a sociedade ainda tenta nos impor.

Ministério Público abre inquérito contra Crivella após tentativa de censura LGBT+.



O Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou um inquérito Civil contra o prefeito Marcelo Crivella (PRB), para “apurar a apreensão de livros com conteúdo LGBT durante a Bienal do Livro/2019”. A investigação é um pedido dos vereadores Tarcísio Motta e Renato Cinco, ambos do PSOL-RJ.

Além disso, o MP-RJ também recomendou que Crivella não adote medidas que restrinjam a circulação de publicações com conteúdo LGBT+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros), como ocorreu durante a Bienal do Rio.

Segundo o promotor Filipe Ribeiro, da 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva da Cidadania, a exigência de lacre em revistas, livros e periódicos só pode ocorrer caso o material seja pornográfico. Caso não, a produção deve ser tratada como qualquer outra.

Ainda conforme o promotor, o ponto de vista do Estatuto da Criança e do Adolescente, não autoriza que a prefeitura adote um “entendimento que estigmatiza parcela minoritária da sociedade”. Além disso, ele também apontou que a atitude iria criar “seres humanos de 1ª e 2ª categoria”.

Senador capixaba questiona Augusto Aras sobre cura gay e família LGBT.



Augusto Aras foi o nome que Jair Bolsonaro indicou para Procuradoria-Geral da República (PGR), assim tendo que ser sabatinado. Fabiano Contarato, senador do Espírito Santo pela Rede, fez o questionamento que mais repercutiu nas mídias sociais.

Fabiano, que é o primeiro homossexual a assumir tal cargo, fez lembrança a uma carta assinada por Aras à Associação Nacional de Juristas Evangélicos, onde se comprometeu com a “causa cristã”, que resume o conceito de família apenas a casais heterossexuais monogâmicos.

De acordo com a Istoe, o senador perguntou o seguinte: “Eu sou delegado de polícia há 27 anos, eu sou professor de Direito há 20, estou senador da República. Eu tenho muito orgulho da minha família, eu tenho um filho. O senhor não reconhece a minha família como família? Eu tenho subfamília? E diz mais: estabelece cura gay. Eu sou doente, senhor procurador?“.

A indagação arrancou aplauso de alguns presentes. Aras admitiu não ter lido a carta inteira no momento em que assinou e declarou querer que “homem e mulher” seja substituído por “pessoas” no conceito de família. No entanto, pecou a taxar a homossexualidade como uma escolha.

Jean Wyllys critica Damares, após ministra atacar jornalistas: “criminosa”.



O ex-deputado federal Jean Wyllys criticou nesta quarta-feira (25), a postura da ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, após ela atacar as jornalistas da revista AzMina, afirmando que a publicação faz apologia ao crime, por apoiar o aborto.

Através de um vídeo, o novo professor da Universidade de Harvard defendeu a livre expressão das jornalistas e acusou a ministra de usar a máquina pública para orquestrar um ataque.

“A revista de jornalismo independente AzMina fez uma excelente matéria sobre aborto seguro a partir de recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Por esse motivo, a ministra de Bolsonaro, Damares, usou a máquina do Estado para perseguir e tentar censurar as jornalistas de AzMina”, disse ele, que decidiu processar o apresentador Ratinho por fake news.

“Damares divulgou dados pessoais e endereços das jornalistas na tentativa de intimidá-las, acusando-as de “apologia ao crime”. Ora, a única criminosa nessa história é Damares, que está usando a máquina do Estado para perseguir a dissidência política. A única criminosa é Damares, que quer que as mulheres continuem morrendo vítimas de abortos clandestinos e inseguros”, completou.

Polêmica

O caso envolvendo Damares e a revista ocorre desde a última quinta-feira (19), quando a ministra publicou uma mensagem no Twitter, afirmando que teria dado encaminhamento à denuncia contra a revista, por dar detalhes de como se fazer um “aborto seguro”.

“Já encaminhei a denúncia às autoridades competentes. Esperamos uma resposta rápida. Liberdade de expressão é uma coisa. Isso aí é apologia ao crime e pode matar meninas e mulheres”, escreveu.

Desde então as jornalistas têm passado por diversos tipos de ataques. Nas redes sociais AzMina afirma que “faz jornalismo porque acredita que a informação pode salvar vidas e lutar contra o machismo”.

Vale ressaltar que o texto, chamado “Como é feito um aborto seguro?”, é baseado no protocolo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), portanto, não há crime. O método, inclusive, é utilizado por muitas mulheres mundialmente.

Homofobia! Jovem é espancado ao sair de casa noturna e está em estado grave.



Infelizmente, há de se noticiar mais um caso onde se denota a homofobia como causador da violência física. De acordo com informações do G1, um rapaz de 22 anos foi espancado por seis pessoas, na saída de uma festa numa casa noturna em São Bernardo do Campo (SP).

Roger Passebom foi agredido no domingo (22), resultando num traumatismo craniano e sua consequente internação no Hospital Municipal de Clínicas, em estado grave, em coma induzido na UTI, precisando fazer um cirurgia pra drenar um hematoma no cérebro. Ainda de acordo com a publicação, a confusão se iniciou dentro da festa, enquanto ele dançava com amigos.

Outros homens começaram a provocar Roger e seu grupo de amigos, mas em seguida foram expulsos por seguranças, do local. Conforme Silvio Brito, tio da vítima conta, os agressores esperaram a saída de Roger e dos amigos, assim preparando uma emboscada.

O sobrinho de Silvio partiu para ajudar os amigos, que até conseguiram fugir. O mesmo não aconteceu com Roger, que foi espancado por 6, recebendo chutes, principalmente na região da cabeça. Uma viatura o socorreu e a Secretaria de Segurança Pública informou que o 1º DP abriu inquérito para investigar o caso, procurando testemunhas e câmeras de segurança.

Casal gay processa Azul por funcionário não aceitar dois pais.



Um casal homoafetivo francês, residente há 10 anos no Brasil, entrou na justiça com uma ação de reparação de danos contra a companhia aérea Azul.

Louis Planès e Benjamin Cano planejaram um passeio em Trancoso, na Bahia, junto com o os pais de Benjamin (que moram na França), para que eles conhecessem o neto, de dois aos de idade.

Do Rio de Janeiro para Porto Seguro eles não tiveram problemas para embarcarem na mesma empresa aérea. Mas na volta, ao receber a certidão da criança, um dos atendentes da Azul teria questionado onde estava a mãe do bebê.

Quando informado que a criança não tinha mãe, mas sim dois pais, o funcionário falou que isso não era possível e que procuraria um agente da Polícia Federal.

Como era sábado, a PF não estava de plantão no terminal. A família ficou por 3 horas aguardando uma solução. Os pais de Benjamin tiveram que embarcar para o Rio para não perderem o vôo para a França.

Louis e Benjamin perderam o vôo da Azul e gastaram aproximadamente R$5.300,00 para voltarem para casa. Para o casal, o atendente da Azul foi preconceituoso e ofereceu obstáculos ao embarque do filho, mesmo o documento apresentado estando apto para embarque, conforme a ANAC.

O caso ocorreu em maio do ano passado, mas neste mês a justiça foi favorável ao casal. Ainda assim, a Azul recorreu da decisão, e o caso corre na justiça do Rio de Janeiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário