quinta-feira, setembro 05, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Jair Bolsonaro é criticado ao afirmar que “família é homem e mulher”.




Jair Bolsonaro assumiu a presidência do Brasil no primeiro dia de 2019 e desde então vem colecionando polêmicas. A mais recente aconteceu em entrevista ao canal da atriz Antonia Fontenelle no YouTube.

Ao ‘Na Lata’, o presidente falou sobre muitos assuntos, num vídeo que ultrapassou os 47 minutos. Dentre as muitas conversas, a que viralizou foi a que ele decidiu conceituar o que interpreta como “família”.

Sem rodeios, Bolsonaro alfinetou o Partido do Trabalhadores (legenda do penúltimo presidente eleito democraticamente): “Mudou o governo, não é mais o PT que está aqui, onde a família era um lixo, onde os valores familiares não valiam nada, onde se aceitava qualquer coisa em nome da família”.

Citou um artigo da constituição para deslegitimar diversos modelos familiares. “Família é homem e mulher, tá lá. Emende a constituição, dizendo seja o que for e a gente vê como é que fica. Como eu sou cristão, eles vão ter que apresentar uma emenda à Bíblia. Não sei quem vai votar. Então, vou continuar agindo da mesma maneira”, disse ele. Vários internautas criticaram a declaração.

João Dória ordena recolhimento de apostilas sobre identidade de gênero e recebe críticas.




João Dória é o atual governador de São Paulo e sua gestão já coleciona algumas polêmicas. A mais recente se refere a uma apostila que falava de assuntos como identidade de gênero, orientação sexual, DSTs e gravidez.

O material foi distribuído para alunos — entre 13 e 14 anos — do 8º ano do Ensino Fundamental, da rede estadual paulista, na disciplina de Ciências. Tomando conhecimento, Dória ordenou, na terça-feira, o recolhimento das apostilas com o tal conteúdo.

No Twitter, escreveu o seguinte: “Fomos alertados de um erro inaceitável no material escolar dos alunos do 8º ano da rede estadual. Solicitei ao Secretário de Educação o imediato recolhimento do material e apuração dos responsáveis. Não concordamos e nem aceitamos apologia à ideologia de gênero”.

Uma jornalista, em resposta, criticou a fala: “Governador Doria, ‘apologia’ é palavra usada para se falar de crime. O material do qual faz referência com jargão criminal é simplesmente a mesma linguagem usada pelo STF para criminalizar a homofobia pelo dever de igualdade. Igualdade não é ideologia. Sugiro cautela nas palavras”.

De acordo com nota enviada ao G1, a Secretaria da Educação de São Paulo afirmou que “o termo ‘identidade de gênero’ estaria em desacordo com a Base Nacional Comum Curricular do MEC e com o Novo Currículo Paulista aprovado em agosto”. A seguir, confira o polêmico trecho.



Morando na Alemanha, Jean Wyllys desabafa sobre ameaças de morte no Brasil.




Há seis meses vivendo na Alemanha, após receber intensas ameaças de morte, o ex-deputado federal Jean Wyllys revelou que tem passado por bons momentos em Berlim, no entanto, lamentou os tempos difíceis do Brasil.

Em entrevista à revista GQ Brasil, Jean relembrou seus dias de luta que passou logo após a morte de Marielle. Segundo ele, as ameaças de morte chegaram a ser diárias e até por meio de telefone pessoal.

“Não podia continuar no país e faço questão de dizer para as pessoas que isso se deu por causa das ameaças que chegavam por telefone, por e-mail, pelas redes sociais, mas também pelas agressões que o cidadão comum fazia contra mim. É uma experiência dolorosa demais você deixar um lugar que é seu, em que você viveu toda a vida, porque sua permanência ficou insustentável”, afirmou.

“Essa recente avalanche de fake news contra mim despertou uma nova onda de ameaças de morte. Então, tenho certeza de que fiz a coisa certa. Não posso voltar para o Brasil nem para passar férias, nem para ver minha família. Falo com a minha mãe quase todo dia e a grande angústia dela – e também a minha – é saber se vou voltar antes dela morrer”, confessou.

Jean ainda fez uma reflexão sobre como as pessoas tratam as minorias, sem olharem para as situações com empatia. “Existe uma face de nós que estava recalcada. Que nação é essa que se incomoda com o fato de que as famílias pobres recebam 70 reais por mês através do Bolsa Família, que chama de bolsa-vagabundo um valor que tanta gente gasta numa única noite num bar?”, contou ele, que ainda se sente otimista quanto a situação política brasileira.

Transexual foi torturada e abusada sexualmente por policiais militares, em Goiânia.


Mulher mostra braço com lesões após prisão realizada por policiais militares, em Goiânia. 


Comissão de Direitos Humanos da OAB-GO instaurou processo para cobrar providências. Costureira está presa suspeita de tráfico de drogas.

Uma transexual de 31 anos denuncia ter sido agredida por dois policiais militares durante uma abordagem no último sábado (31), em Goiânia. A advogada dela, Gislane Carvalho, diz, em documento enviado à Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), que a costureira foi “afogada, espancada, amarrada e violentada com um cabo de vassoura”. Ainda segundo a defesa, os policiais teriam ameaçado matar a vítima caso ela denunciasse as agressões.

A reportagem solicitou, às 11h04, um posicionamento da Polícia Militar em relação à denúncia envolvendo PMs, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) da OAB-GO decidiu instaurar um processo interno na segunda-feira (2) para cobrar providências dos órgãos da Segurança Pública de Goiás em relação à denúncia. De acordo com o presidente da CDH, Roberto Serra, o caso é “sério”.

“Por ser uma mulher negra e trans, tem o fator homofóbico e preconceituoso. Já enviamos ofícios aos órgãos da Segurança Pública e até ao Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura, e vamos cobrar a devida apuração do caso e as providências possíveis”, afirmou.

Segundo a vítima, os policiais “cortaram sua bermuda e enfiaram um pau” nela. Um exame realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) comprovou a existência de lesões no corpo dela, todas causadas por “meio de ação contundente”, de acordo com relatório médico.


Transexual denuncia que foi torturada por policiais militares, em Goiânia. 


Agressões e prisão

De acordo com documento enviado pela advogada à Comissão de Direitos Humanos da OAB-GO, os policiais militares abordaram a mulher em um shopping da capital. Ela estava com um grupo de pessoas no local, e os policiais começaram a cobrar que elas entregassem drogas e armas. No entanto, segundo a advogada, os PMs não encontraram nada.

Gislane afirma que os policiais militares levaram o grupo para uma casa abandonada, onde praticaram as agressões contra a vítima.

Na casa da mulher, foram encontrados cerca de 10 kg de cocaína. Ela foi presa por tráfico de drogas e encaminhada à Central de Flagrantes. Ao ser questionada, a costureira teria admitido a posse da droga.

Durante audiência de custódia, o juiz João Divino Moreira Silvério determinou a conversão da prisão em flagrante em preventiva e determinou que os órgãos competentes fossem notificados sobre a denúncia de agressão.

Homem é suspeito de ameaçar e jogar bomba caseira na casa de vizinhos gays em Franca.




A Polícia Civil investiga um comerciante por suspeita de ameaçar um casal homossexual que mora no prédio ao lado da casa dele no bairro São Joaquim em Franca (SP).

Pedro Paulo da Fonseca, de 55 anos, chegou a ser detido na noite de segunda-feira (2), depois de jogar uma bomba na garagem dos vizinhos e tentar agredir um deles com uma faca. Ele foi liberado após prestar depoimento no Plantão da Polícia Civil.

Com medo de que algo pior possa acontecer, o sapateiro Eduardo Rodrigues da Silva, de 35 anos, e o namorado, o cabeleireiro Igor Bellinazzi, de 22 anos, pretendem se mudar e estão procurando uma casa para alugar em outro bairro.

“Como a gente vive? Não consegui nem trabalhar direito, a gente tem medo. Nunca passei por isso, não tenho passagem na polícia, sou trabalhador. Nem dormi, fiquei atento. Estamos vendo outra casa para morar. Quem é ele para falar alguma coisa de nós?”, disse Eduardo.

O sapateiro contou que mora no prédio atual há dois anos. Mas, há cerca de oito meses, os dois passaram a ser ameaçados com frequência pelo comerciante, que mora na casa ao lado com um irmão.

“Sempre foi verbalmente, ele dizia ‘vocês têm que virar homem’, ‘vou fazer vocês virarem homem’. Na segunda-feira, ele só não partiu para cima porque os policiais seguraram. Ele chegou batendo o podão no nosso portão”, relembrou.

Eduardo disse que não se importou com os gritos e ofensas, mas acionou a PM depois que o vizinho jogou uma bomba caseira na garagem do edifício na noite de segunda-feira. Quando os policiais chegaram ao local, o comerciante ainda tentou agredir o sapateiro.

“Parecia que ele estava meio louco, não sei. Ele nem viu os policiais, foi com um canivete para cima de mim. O policial deu um golpe e conseguiu desarmar ele”, relembrou Eduardo, destacando que, nesse momento, Pedro pegou uma faca que levava na cintura.

Um dos PMs tentou imobilizar o comerciante e sofreu um ferimento em uma das mãos. Pedro foi algemado e levado ao Plantão da Polícia Civil, onde prestou depoimento. Ele acabou liberado, mas responderá pelo crime de ameaça.

“O delegado me orientou a mudar do bairro, disse que esse cara sempre deu muito trabalho, tem uns 10 boletins de ocorrência registrados contra ele por perturbação, jogar bomba, xingar os vizinhos. Tem muito boletim de ocorrência contra ele”, disse o sapateiro.

Ameaças

Pedro confirmou que jogou uma bomba caseira na garagem do prédio dos vizinhos, alegando que ele e o irmão também são ameaçados. O comerciante disse ainda que os dois têm relação com uma facção criminosa, mesmo reconhecendo não ter provas sobre a denúncia.

“O pessoal está ameaçando a gente, eu já tinha postado na internet. A polícia acabou me agredindo, achando que eu ia esfaquear os dois. Mas, eu não ia fazer isso, não. A gente está sendo ameaçado, querem tirar a gente da própria casa”, afirmou.

O comerciante disse que se mudou do Amazonas para o interior de São Paulo em março deste ano e, atualmente, está desempregado, apesar de já ter trabalhado no setor de comunicação visual e também na construção civil.

“Eu contei a história, o delegado mandou tirar a algema de mim e me soltar. Eu voltei a pé, sem camisa, para casa. Agora, eu vou responder [ao inquérito] e vou abrir processo contra eles, porque estão ameaçando a gente. Não tenho medo deles, não”, relatou.

O caso está sendo investigado pelo 2º Distrito Policial de Franca.


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