quinta-feira, outubro 17, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Uganda não aplicará mais pena de morte para homossexuais.



O porta-voz da presidência já anunciou que Uganda não aplicará mais pena de morte para homossexuais. “Não há planos do governo de introduzir uma lei como essa”, disse à Reuters o porta-voz da Presidência Don Wanyama.

Vale frisar que a revogação da medida no país aconteceu após uma comoção mundial. Na verdade, o país africano anunciou a proposta de perpetração de pena para homossexuais na quinta-feira passada, porém, após as críticas, declinou.

É oportuno lembrar que outros países, também atrozes com LGBTs, recuaram da decisão de penalizar gays. Brunei é um exemplo. O país do Sultão, seguindo à risca os preceitos da Sharia, havia determinado o apedrejamento de gays.

Contudo, após grande repercussão midiática, voltou atrás. A decisão ocorreu após Brunei ter sido alvo de protestos de celebridades como George Clooney e Elton John.

Escócia concede perdão judicial a homens condenados por serem gays no passado.

Bandeira LGBT mesclada com a da Escócia 

Apesar da Escócia ser referência quanto aos direitos LGBT+, nos dias de hoje, o país europeu não tem um passado tão limpo nesse quesito. Até a década de 1980, homens bissexuais e homossexuais — ou seja, que se relacionavam de algum modo com o mesmo sexo — eram condenados judicialmente. No entanto, tudo mudou.

A partir de terça-feira (15) todos esses recebem um perdão judicial, visando corrigir esse erro histórico e limpar a ficha de tais pessoas, de acordo com o G1. O site ainda traz a seguinte declaração de Humza Yousaf, secretário escocês de Justiça: “Não há mais lugar para homofobia, ignorância e ódio na Escócia moderna”.

sse perdão aconteceu por conta de uma lei aprovada pelo Parlamento escocês no ano de 2018. Yousaf complementou sua fala: “A legislação cumpre os compromissos assumidos pela primeira-ministra, que pediu desculpas pelas leis discriminatórias e agora ultrapassadas e pelos danos causados a muitos”.

Ainda conforme o site, Kezia Dugdale — que é lider do Partido Trabalhista — definiu a Escócia como o país com o parlamento mais gay do mundo. Isso se deve ao fato de que, em 2016, quatro dos seis líderes partidários se identificaram nessa esfera LGBT.

Coca-Cola recebe multa na Hungria, em campanha com casais do mesmo sexo.

Campanha da Coca-Cola com casal gay

Embora a homofobia seja uma clara realidade no mundo inteiro, cada país lida de um jeito diferente com o assunto, por conta de posicionamentos e legislações diversas. Na Hungria, a Coca-Cola recebeu uma multa por conta de uma campanha publicitária com casais do mesmo sexo.

A empresa de refrigerantes e afins recebeu uma multa dos reguladores húngaros, enfrentou ataque de parlamentares do partido Fidesz, que é dominante no país. A mídia acusa a marca de violar leis de publicidade do país, alegando que a proibição se deve “a proteção de crianças e menores”, porque “prejudicam o desenvolvimento físico, mental, emocional ou moral”, como aponta o Pink News.

Além da imagem de um casal homoafetivo, a Coca-Cola Zero ganhava o slogan de “zero açucar, zero preconceito”. O site 24.hu relata que a gigante foi multada em aproximadamente 500 mil florins, que equivale atualmente a 6911 reais. A marca de refrigerantes emitiu a seguinte nota:

“Acreditamos que somos todos iguais, independentemente de nacionalidade, religião, gênero, idade, origem étnica, idioma, hobbies ou pontos de vista. Acreditamos que tanto os heterossexuais quanto os homossexuais têm o direito de amar as pessoas que amam. Em nossa campanha publicitária, destacamos os princípios que representamos, como nossa crença na igualdade das pessoas. Acreditamos em um mundo baseado nesses valores, onde todos são livres para viver felizes”.

O parlamentar húngaro Boldog István comandou um boicote, atraindo um abaixo-assinado com 42 mil assinaturas, numa espécie de campanha anti-LGBT. Boldog publicou o seguinte: “Até que eles tirem seus pôsteres provocantes da Hungria, não vou consumir seus produtos”.

Eduardo Bolsonaro usa o pai, Trump e arma em camiseta com piada homofóbica.


Eduardo Bolsonaro publicou hoje em suas redes sociais foto que aparece com uma camiseta com a sigla LGBT. Mas, como se podia esperar, é uma piada – e de mau gosto.

No lugar de menção a lésbicas, gays, bissexuais e trans, a camiseta traz as palavras “liberty” (liberdade), “guns” (armas), Bolsonaro e Trump.

Na legenda da foto, o deputado disse que “conceito de LGBT foi atualizado com sucesso”.

“O conceito de LGBT foi atualizado com sucesso por uma equatoriana que mora na Argentina e me deu essa camisa aqui no Brasil. Curtiram?”, escreveu Eduardo.

Tirando a estátua da Liberdade, Trump, Bolsonaro e Armas nada têm a ver com a pauta da diversidade.

Prefeitura de SP fará festival com peças censuradas por governo Bolsonaro.


A Secretaria de Cultura da prefeitura de São Paulo anunciou, na sexta-feira (11/10), que promoverá um festival de arte com peças censuradas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. Algumas das peças proibidas são “Abrazo”, da companhia Clowns de Shakespeare; “Gritos”, da Caixa Cultural de Brasília; e “Caranguejo Overdrive”, do Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro.

O secretário Alê Youssef, produtor cultural, afirmou em entrevista divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, que o evento ocorrerá. Segundo Youssef, o festival, batizado de Verão sem Censura, é uma atitude a resistência pró-ativa aos ataques que o governo federal tem promovido à classe artística.

“Uma resistência que absorve o valor, que luta pelo valor mais importante da cultura, que é a liberdade de expressão”, disse. “Nós vamos fazer isso não como uma medida de antagonismo ao governo federal, mas de valorização da nossa cultura”.

Ministério Público abre inquérito contra padre após campanha homofóbica durante missa.


No texto da ação, promotor de Pernambuco aponta que religioso convidou fiéis a participarem de abaixo-assinado contra a criminalização da LGBTfobia, aprovada pelo STF em junho.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu um inquérito civil para investigar um padre, que teria feito comentários LGBTfóbicos durante uma missa, no Recife. Segundo o texto da ação, o religioso teria classificado como “ativismo judicial” a criminalização dos casos de violência contra pessoas LGBT, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em junho deste ano.

No texto publicado no site do MPPE, nesta terça-feira (15), o promotor Maxwell Anderson de Lucena Vignoli, da 7ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania do Recife, aponta que o inquérito tem como objetivo apurar as circunstâncias “de possíveis violações dos direitos da população LGBT”.

Segundo a promotoria, o alvo da investigação é o padre Rodrigo Alves de Oliveira Arruda, vigário na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, no bairro da Várzea, na Zona Oeste da capital. O MPPE informou, ainda, que a notificação foi feita pelo grupo LGBT Leões do Norte.

Na denúncia feita ao Ministério Público, a ONG afirma que, durante missa realizada no fim de junho deste ano, o religioso pediu que fiéis participassem de abaixo-assinado contrário à criminalização da LGBTfobia. Ele também teria se referido à Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) número 26 como “ativismo judicial”.

O padre teria classificado a medida como “mordaça, pois a sociedade não poderá ter a expressão de teor religioso contrário ao que essas pessoas pensam”, ainda de acordo com a denúncia feita ao MPPE.

O promotor determinou a notificação do padre Rodrigo Alves de Oliveira Arruda, da Arquidiocese de Olinda e Recife e do movimento Leões do Norte. Todos, segundo a promotoria, devem prestar esclarecimentos.

Por meio de nota, o MPPE informou que o promotor não comentaria o assunto e que as informações referentes ao caso eram as que estavam no texto divulgado na página do órgão.

A assessoria de comunicação Arquidiocese de Olinda e Recife informou, por telefone, que o padre Rodrigo não faz parte dos quadros da instituição, sendo pertencente à Congregação do Sagrado Coração. A arquidiocese também disse não concordar com as declarações do padre.

A reportagem entrou em contato com a Congregação do Sagrado Coração, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. O padre não foi localizado para comentar a denúncia.

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