quinta-feira, outubro 03, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Governo Trump tenta remover faixa de pedestre LGBT, mas cidade se recusa.



Acredite se quiser, mas o governo Trump tentou fazer a cidade de Iowa, nos Estados Unidos, remover suas faixas de pedestres nas cores do Orgulho LGBTQ+. A cidade, no entanto, não atendeu o pedido de Trump e se recusou a remove-las.

A Administração Federal de Rodovias do Departamento de Transportes dos EUA enviou uma carta a funcionários em Ames, Iowa, solicitando que removessem as faixas de pedestres do Pride porque alegavam ser um risco à segurança. Uma faixa tem as cores do arco-íris, outra tem as cores rosa, branca e azul do movimento trans, outra tem as cores marrom e negro simbolizando a intersecção com a luta de negros LGBTI+ e a última faixa tem as cores rosa, preta, amarela e branca do movimento não-binário.

“A arte da faixa de pedestres tem o potencial de comprometer a segurança de pedestres e motoristas, interferindo, prejudicando ou obscurecendo os dispositivos oficiais de controle de tráfego. A arte também pode incentivar os usuários da estrada, especialmente bicicletas e pedestres, a participar diretamente do projeto, passear na rua ou dar motivos para não desocupar a rua de maneira conveniente ou previsível ”, escreveu o FHWA em uma carta à cidade de Ames.

“Isso também cria confusão para motoristas, pedestres e outras jurisdições que podem ver essas marcações e instalar tratamentos de pedestres semelhantes em suas cidades”, continuou a carta. “Permitir que uma marcação de pavimento não conforme permaneça no local representa uma preocupação de responsabilidade para a cidade de Ames em caso de colisão de pedestres / veículos ou veículo/veículo”, continuou.

Sensatos, o conselho da cidade decidiu ignorar a determinação do governo federal e manter as faixas coloridas. “Minha única pergunta é: precisamos fazer alguma coisa obrigatoriamente?”, questionou Chris Nelson, membro do conselho da cidade durante uma reunião recente, segundo informou o Ames Tribune. “Ou podemos simplesmente receber a carta e dizer ‘obrigado’?”

O advogado da cidade, Mark Lambert, garantiu aos membros do conselho que sim, até porque a solicitação não exigia um pedido de resposta. “Como eu disse em meu memorando, a FHWA não pôde me explicar como eles tinham jurisdição sobre as ruas da cidade, eles não tinham conhecimento de nenhuma penalidade e disseram que ainda estavam pesquisando isso”, disse Lambert. “Francamente, acho que, de acordo com o próprio manual, há um bom argumento de que não estamos violando o manual, já que não há proibição de cores”.

Brasileiro afirma ter sido espancado em Dublin por homofobia.



Um brasileiro de 28 anos foi brutalmente espancado por uma gangue homofóbica com barras de aço em Dublin, capital da Irlanda, depois de dar um beijo no seu namorado. Vivendo no país há mais de um ano, Danilo Matta estava voltando para casa no último sábado (28/09) de manhã, quando um grupo o agrediu em um ataque que o deixou com os lábios abertos.

“Assim que ele estava fora de vista, a gangue se aproximou e perguntou: ‘o que está acontecendo aqui?’ Nessa hora, comecei a me sentir desconfortável, mas antes que eu pudesse responder, eles me atingiram na boca com uma barra de aço. Depois desse golpe, fiquei atordoado e confuso e não conseguia entender o que havia acontecido. Eles me bateram pela segunda vez na boca e depois peguei minhas chaves no bolso e corri para a porta do meu apartamento”, disse Danilo ao Dublin Live.

Danilo contou que assim que os homofóbicos perceberam que a agressão havia ocorrido em frente ao seu apartamento, eles saíram correndo, em direções opostas. Ele se lembra de ver duas meninas e quatro rapazes. Dois deles estavam de bicicleta. “Liguei para uma ambulância e eles chegaram rapidamente. Eles foram muito prestativos e me limparam e me certificaram de que eu estava bem. Eles queriam que eu fosse ao hospital, mas eu só queria ir para a cama, então me recusei”, disse. A vítima acredita que a agressão foi motivada por homofobia.

Duplamente discriminados, idosos LGBTs recebem apoio de ONG.



Se os desafios da população LGBT são grandes, com a chegada da terceira idade eles só tendem a aumentar. Além de enfrentar preconceitos e lutar por direitos, eles precisam aprender a lidar com limitações, uma vez que sua saúde e vitalidade não são as mesmas. A situação se agrava ainda mais para aqueles que não têm a quem recorrer e vivem sozinhos porque foram banidos do convívio familiar, por opção ou porque os entes mais próximos morreram.

Em São Paulo, a ONG EternamenteSOU tem tentado mudar essa realidade. Fundada por um grupo de voluntários (assistentes sociais, pesquisadores, educadores, psicólogos, advogados), que hoje chega a 23 pessoas, desenvolve projetos voltados a idosos LGBT. "A velhice, de maneira geral, é discriminada pela sociedade. Como será então para idosos homossexuais? Nossa luta é contra a invisibilidade e já conseguimos impactar a vida de, pelo menos, 300 dessas pessoas", diz Rogério Pedro, presidente da ONG.

Para Diego Miguel, padrinho da ONG e especialista em gerontologia pela SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), o idoso LGBT é duplamente marginalizado, tanto pelo preconceito de origem homofóbica quanto pela velhice: "Há artigos que apontam para uma questão muito delicada, a de que idosos LGBT acabam descontruindo sua identidade de gênero, ou voltam para o armário, para serem aceitos e sentirem-se integrados à sociedade", diz.

Até o início desse semestre, a EternamenteSOU funcionava na região central de São Paulo, no Centro de Cidadania LGBT Luiz Carlos Ruas, que será desativado pela prefeitura em novembro. Com isso, a ONG, que está aberta a novos membros, doações e voluntários, opera provisoriamente na sede da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, também no centro da cidade. "Somos nós por nós mesmos. Mas esperamos crescer para ajudar a construir instituições para idosos LGBT por todo o país", diz o presidente da ONG, Rogério Pedro.

Após insulto, homofóbica deve pagar R$ 10 mil de indenização.


Após discussão em elevador, aposentada chama vizinho de “viado”.

Segundo relato de testemunhas, uma aposentada chamou o vizinho de "viado" após uma discussão no elevador do prédio.

Uma aposentada foi condenada a pagar R$ 10.560 de indenização a um professor depois de uma discussão dentro de um elevador. O caso aconteceu no Bairro Sagrada Família, na Região Leste de Belo Horizonte. A mulher chamou o homem de “viado” durante o bate-boca.

Segundo uma ação que tramita na Justiça, a discussão ocorreu momentos após o início de uma reunião de condomínio, marcada para tratar de questões relacionadas ao trânsito de animais soltos no prédio. O professor alega que a aposentada era uma das pessoas que transitava com cães soltos pelo edifício e eles já teriam avançado nas pessoas.

Consta ainda na ação, assinada pelo professor, que a mulher compareceu à reunião com os dois cachorros soltos e colocou cada um deles sobre uma cadeira. Com isso, o rapaz subiu para o apartamento e acionou a Polícia Militar.

Ao retornar pelo elevador, a aposentada teria entrado com os dois cães soltos, e estes avançaram sobre o rapaz e outra moradora. O professor diz que solicitou à vizinha que retirasse os cães do elevador, momento em que ela teria feito um gesto obsceno e o ofendeu verbalmente, chamando-o de “viado”.

A PM chegou ao local, e um boletim de ocorrência foi registrado, com depoimentos de testemunhas, que confirmaram a versão do professor. Este apresentou uma queixa-crime, que resultou também em um processo criminal por injúria, no Juizado Especial Criminal.

A aposentada foi condenada a um mês de detenção pelo crime de injúria, com pena substituída pela prestação de serviços à comunidade, além da indenização.

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