segunda-feira, outubro 07, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Há 30 anos a Dinamarca reconhecia o casamento gay, hoje são 28 países.



Trinta anos depois da Dinamarca ter-se tornado no primeiro país do mundo a reconhecer a união civil entre pessoas do mesmo sexo, em 1989, o casamento homossexual é hoje reconhecido em 28 países.

“Foi uma cerimônia como qualquer outra que havia todos os dias no registo civil, mas, pela primeira vez na história, dois homens podiam vivê-la”, recordou, em declarações à agência France-Presse, Ivan Larsen, orgulhoso por ser um dos primeiros homossexuais no mundo a dar esse passo.

No dia 01 de outubro de 1989, no mesmo dia em que a legislação dinamarquesa reconhecia a união civil entre duas pessoas do mesmo sexo, este pastor e o seu companheiro, Ove Carlsen, psicólogo, que se conheceram três anos e meio antes num bar em Copenhague, trocaram votos, algo tão banal nos dias de hoje, mas tão sensacional naquela época.

Na véspera de celebrarem as bodas de pérola, este casal reservado, que fala a uma só voz, lembrou a espetacularidade de um momento “histórico”. “Pensamos que é necessário falar sobre o que se passou na Dinamarca (…) para passar a mensagem: ‘É bom e possível'”, disse Carlsen.

Foram precisos mais quatro anos para que outro país, a Noruega, legalizasse a união entre casais do mesmo sexo. No entanto, para Ove Carlsen, viver abertamente a sua homossexualidade nem sempre foi óbvio, já que chegou a ser casado com uma mulher, de quem tem dois filhos.

“A minha ex-mulher disse-me: ‘Tens de viver a tua própria história'”, referiu-se.

Já divorciado, conhece Ivan, com quem casou e transformou uma mera cerimónia civil num “ato pioneiro”, que ficou escrito para a história. Na Dinamarca, “até 1866, a homossexualidade era punível com a pena de morte e até 1933 não se podia ser assumidamente homossexual”, apontou.

A união civil, que dá as mesmas garantias de um casamento em termos de tributação ou herança, não pode ser celebrada numa igreja e não era reconhecida no estrangeiro. Além disso, só podia ser celebrada se uma das pessoas fosse dinamarquesa.

Entre 1989 e 2012 foram celebradas 7.491 uniões civiis entre pessoas do mesmo sexo, sendo que só em junho de 2012 é que o casamento é aberto a todos e os homossexuais têm desde então os mesmos direitos que os casais heterossexuais e podem casar numa igreja.

Atualmente, há cerca de 30 países que reconhecem as uniões entre pessoas homossexuais, sendo que em Portugal esse reconhecimento aconteceu em 2010, depois da votação na Assembleia da República ter aprovado com 126 votos a favor, 97 contra e sete abstenções.

A lei foi aprovada na especialidade em fevereiro e posteriormente analisada pelo Tribunal Constitucional, que não encontrou qualquer inconstitucionalidade. A lei foi promulgada pelo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva e entrou em vigor a 05 de junho de 2010, o que fez com que Portugal se tornasse no oitavo país no mundo a reconhecer estes casamentos.

Casal gay de brasileiros é agredido em Lisboa na frente da polícia.



Um casal de brasileiros foi agredido em Lisboa, Portugal, no último domingo (29/09), em frente à polícia local. Victor Drummond e Fabio Liebl foram alvo de agressões após quatro homens tentarem vender drogas a eles e não obterem êxito.

“Tudo porque ignoramos a oferta de venda de drogas de um grupo que fica deliberadamente ao ar livre fazendo isso. Na frente da polícia. E agredidos na frente dela. Que poderia tê-los prendido. Mas não os fez”, escreveu Drummond nas redes sociais. O casal apresentou queixa à polícia. Em entrevista ao site Dezanove, de Portugal, Drummond e Liebl disseram que tiraram fotos dos suspeitos, que ofereceram drogas, e isso teria motivado as agressões. O casal teria corrido para chegar à polícia, que estava a cerca de 20 metros do local, mas os agressores conseguiram atingir Liebl.

Ao UOL, Drummond relembrou as agressões e disse que tentou chamar a atenção dos policiais. “Foi muito pânico. Eu fiquei num fogo cruzado”, relatou. Ele tentou afastar os agressores de seu marido. “A polícia veio caminhando”, lembra Drummond. Os suspeitos foram abordados, mas foram apenas notificados pela polícia, contou o brasileiro.

Liebl disse nas redes sociais que as agressões aconteceram durante o dia na Praça do Comércio, um dos principais cartões postais da capital portuguesa. No local, é comum haver grupos que abordam turistas para oferecer drogas. “Mas o amor de nossos amigos está nos ajudando a superar isso e a continuar na luta por dias melhores a todos”, escreveu.

Câmara autoriza escolta em todo o país para o deputado David Miranda.



Marido do jornalista Glenn Greenwald, o deputado federal teve a proteção negada pelo governador do Rio, Wilson Witzel.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), concedeu o direito à escolta da Polícia Legislativa ao parlamentar David Miranda (PSol-RJ), marido do jornalista Glenn Greenwald. A proteção vale por todo o território nacional, segundo informação da colunista Bela Mégale, do jornal O Globo.

Em agosto, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), negou solicitação da Câmara dos Deputados para que o estado fornecesse escolta a Miranda quando estivesse no Rio. Em contrapartida, o PSol fez o pedido ao presidente da Casa.

Miranda encaminhou denúncias de ameaças de morte, muitas com teor homofóbicos, à Polícia Federal. O parlamentar havia feito denúncia-crime em 13 de março sobre a situação, após assumir a vaga de deputado, em substituição a Jean Wyllys. Na época, o antecessor, eleito em 2018, desistiu do posto também por ameaças.

Conforme relato de Miranda, depois da divulgação de mensagens entre o ministro da Justiça, Sergio Moro, e procuradores do Ministério Público Federal (MPF) — série de reportagens conhecida como Vaza Jato —, as ameaças se intensificaram. O material foi obtido pelo The Intercept Brasil por fonte anônima.

Deputado gay bolsonarista é punido por ser transfóbico na ALESP.



O deputado estadual Douglas Garcia (PSL) recebeu nesta quarta-feira (2), uma advertência verbal da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), após proferir falas consideradas transfóbicas durante uma sessão da casa.

O processo que gerou a punição de Douglas foi movido pela deputada transexual Erica Malunguinho (PSOL) e pela deputada Professora Bebel (PT). Na época, o parlamentar disse que tiraria “no tapa” uma transexual que usasse o mesmo banheiro que sua mãe ou irmã.

Douglas foi convocado pelo conselho de ética da casa, onde ouviu através da presidente do colegiado, a deputada Maria Lúcia Amary (PSDB), a advertência sobre sua fala, que foi considerada descriminatória.

“O pronunciamento foi caracterizado como quebra de decoro parlamentar por conter declaração de cunho discriminatório, transfóbico e incitar a violência contra a população transexual e travesti”, disse um trecho do texto.

Através de seu perfil do Twitter, o deputado comentou a punição em tom de indignação. “Acabo de ser advertido verbalmente pelo Conselho de Ética da ALESP por defender os direitos das mulheres poderem usar o seu próprio banheiro, por defender a minha irmã e minha mãe, por não aceitar que a militância LGBT desça goela abaixo a sua agenda no nosso Brasil”, escreveu o parlamentar, que é abertamente gay.

Polícia do Rio prende familiares de PM acusado de matar Marielle Franco e Anderson.



A investigação do caso Marielle Franco, a vereadora do PSOL executada no dia 14 de março de 2018 junto com o motorista Anderson Gomes, avançou nesta quinta-feira com a prisão de Eliane de Figueiredo Lessa, mulher do policial militar reformado Ronnie Lessa, acusado de apertar o gatilho. Ela foi detida junto a seu irmão e outras duas pessoas por obstruir as investigações. A mulher é acusada de ter planejando e montado um esquema para descartar as provas do crime, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio.


Frota faz coro a xingamento ao presidente no Rock in Rio: “Bolsonaro tem que tomar no c*”.



Além de levar o filho Enzo para curtir o melhor do Rock in Rio ontem (5), Frota também aproveitou o ensejo para entoar um coro de protesto contra o presidente Bolsonaro. Nesse sentido, ele falou ao Uol sobre a experiência e sobre a atual gestão do político.

“Acabamos de assistir ao Charlie Puth. Agora vamos assistir ao Black Eyed Peas. Assistimos a Anitta também”, contou ele. “Apresentei o Rock in Rio, em 1991, na TV Globo, e queria muito trazer o meu filho pra assistir”, declarou.

Alexandre Frota, que já teceu duras críticas ao atual cenário político, também foi indagado a respeito dos xingamentos ao presidente na atração. Desse modo, Frota concordou com o povo e disparou: “Porra Bolsonaro tem que tomar no c*“.

Vale frisar que não é primeira vez que o protesto vem à tona. Na apresentação de Elza Soares, o povo aproveitou para mandar o presidente tomar no c*. Além do mais, a apresentadora Titi Müller repercutiu ao direcionar o microfone para plateia, que também protestava contra Bolsonaro.

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