sexta-feira, outubro 11, 2019

POLÍTICA

Bastidores: Igreja vai se opor a planos de Bolsonaro no Sínodo da Amazônia.



BRASÍLIA - O rangido dos motores de duas balsas cargueiras ecoava num início de noite sem chuvas na orla de Icoaraci, um distrito bucólico de Belém do Pará, onde as ruas ostentam o nome de travessas. Lado a lado, as embarcações cortavam as águas barrentas e turvas da Baía do Guajará carregadas com centenas de toras de madeira empilhadas. Bem em frente, estavam reunidos 56 bispos católicos que pretendem denunciar, no Vaticano, os efeitos negativos do extrativismo. Mas o que consideram um problema passa sem ser notado. São 18h30. Com a inseparável cruz peitoral, eles celebravam a missa da última reunião no País antes do Sínodo da Amazônia, um encontro mundial de bispos convocado pelo papa Francisco.

Sob desconfiança e monitorada pelo serviço de inteligência da Presidência, a cúpula da Igreja na Amazônia brasileira decidiu se fechar nos preparativos para o sínodo, que começou neste domingo, 6, em Roma.



No último encontro no Brasil, as atividades ocorreram em uma casa de retiros na periferia da capital paraense, onde os bispos rezavam, estudavam e debatiam das primeiras horas da manhã ao início da noite.

Até mesmo uma procissão que mimetizou o Círio de Nazaré, a mais importante manifestação católica de massas da Amazônia, ocorreu intramuros na propriedade. O fato causou estranheza em três guardas municipais, escalados, com armamento antidistúrbio, para dar segurança ao encontro.

Eram sinais de que a Igreja anda incomodada com as críticas de segmentos ultraconservadores do clero e da cúpula do governo de Jair Bolsonaro (PSL), principalmente na ala militar. No caso dos religiosos, o grupo vê no sínodo uma mudança nos dogmas históricos do clero pela sugestão de ordenar padres casados.

Já para integrantes do Executivo, o evento defende uma brecha para o papa interferir na soberania brasileira sobre a floresta, ao denunciar ausência de políticas públicas e se opor aos planos de exploração econômica, anunciados por Bolsonaro. O papa apoia uma mobilização internacional de países e entidades, entre elas organizações não governamentais (ONGs), um dos alvos mais frequentes de ataques do presidente.

O governo e os conservadores consideram que o texto-base preparado para discussão em Roma tem viés de esquerda. Chamado de Instrumentum Laboris, o documento de trabalho sintetiza um processo de escuta feito em nove países pelos quais a floresta tropical se espraia, com mais de 265 atividades e 87 mil pessoas envolvidas, a maior parte no Brasil.

A Igreja enfoca a degradação ambiental provocada pelas "grandes companhias", a "corrupção" e a "violência", o descaso com os índios, quilombolas e ribeirinhos, da atenção à saúde desses povos à garantia da integridade de suas terras. Condena o avanço da pecuária, do desmatamento e da mineração na floresta. Também trata de questões religiosas ligadas à liturgia e à evangelização, como a incorporação de rituais e línguas indígenas às cerimônias, o ordenamento de padres casados, a valorização das mulheres na hierarquia católica e a presença expansiva de igrejas neopentecostais.

Uma parte dessas sugestões é considerada uma ruptura no catolicismo. Por causa das críticas, o documento passou a ser chamado pelos bispos de "texto mártir", confidenciou o arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa. "Ele apanha de todo lado."

A expectativa dos bispos é de mais ruídos, apesar de tentativas para minimizá-los. Nos pronunciamentos, por exemplo, Bolsonaro quase nunca é nominado. Os clérigos preferem se referir a ele de forma mais genérica, substituindo o nome do presidente por "governo", "País", "Estado", "autoridades"... Os religiosos evitaram entrar no embate direto e pessoal com o chefe do Executivo.

Há entre os organizadores do sínodo quem enxergue na campanha difamatória uma articulação internacional contra o papa incentivada por Steve Bannon, que foi estrategista da campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Eles, no entanto, não têm evidências de que Bannon esteja por trás das críticas de cardeais conservadores, como o americano Raymond Burke e o alemão Walter Brandmüller.

A suspeita vem do fato de que Bannon tem o papa como alvo há algum tempo. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou até uma campanha nas redes sociais com os lemas "Eu apoio o papa" e "Eu apoio o sínodo".

Em duas oportunidades, o bispo de Marajó, no Pará, dom Evaristo Spengler, foi ao Congresso Nacional pedir apoio aos deputados. Discursou da tribuna e entregou a Carta de Belém, com protestos dos bispos, e se opôs abertamente aos planos do governo, lançando uma campanha de rechaço à mineração e grandes obras amazônicas. Ele disse ainda que o governo é que ameaça a soberania nacional ao se aliar a interesses dos Estados Unidos.

Em São Paulo, dirigentes do PSL vão à Justiça contra Eduardo Bolsonaro.



A indicação de que o presidente Jair Bolsonaro pode deixar o PSLcoincide com a resistência que seu grupo político tem enfrentado para controlar o partido nos Estados. Em São Paulo, dirigentes regionais foram à Justiça para tentar reverter atos baixados pelo deputado Eduardo Bolsonaro, que assumiu o comando estadual da sigla em junho passado. No Rio, o senador Flávio Bolsonaro teve de voltar atrás na decisão de expulsar os filiados que mantêm no governo de Wilson Witzel (PSC) – que tem feito críticas ao governo federal.

“Filho 03” de Bolsonaro, Eduardo determinou até agora o afastamento dos presidentes de 73 dos 280 diretórios do PSL em São Paulo. Para justificar a medida, alegou irregularidades como ausência de prestação de contas, dupla filiação ou mesmo casos de condenação por estelionato. Dos 73 afastados, pelo menos dez já conseguiram brecar na Justiça a sua substituição.

Os dirigentes regionais chegaram a criar um grupo de WhatsApp para compartilhar modelos de petições enviadas aos tribunais, bem como cópia das prestações de contas entregues por cada um. Também circula entre o grupo uma sugestão de carta endereçada ao presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, pedindo a volta do senador Major Olímpio à presidência do partido no Estado.

“Não quero voltar à direção do partido, mas não me omito em assistir calado a destruição do partido no Estado”, disse Olímpio, que vê uma “caça às bruxas”.

Destituída do diretório de Paulínia, Lucia Abadia ainda tenta recuperar o cargo. Ela atribuiu seu afastamento ao fato de ter sido contra o lançamento de candidato nas eleições suplementares da cidade para, disse ela, economizar verba do fundo eleitoral.

Procurado nesta terça-feira, 8, Eduardo Bolsonaro não deu resposta até a publicação deste texto.

O Riotambém é palco de resistência a Bolsonaro. No mês passado, Flávio determinou a saída do PSL da base do governo Witzel e ameaçou expulsar os filiados com cargos na administração. Diante da oposição de deputados, teve de rever sua posição. Formalmente, o PSL deixou a base de apoio do governador fluminense, mas delegou aos filiados a possibilidade de decidir se mantêm seus indicados em postos do governo.

Atualmente, indicados do PSL ocupam 40 cargos na administração estadual, incluindo duas secretarias. “A fusão do PSL com o bolsonarismo misturou o que cada grupo tinha de pior: a bagunça do primeiro com o autoritarismo do segundo”, afirmou Paulo Gontijo, presidente do movimento Livres e líder destituído do diretório estadual do PSL no Rio.

Carlos Bolsonaro e Major Olímpio trocam farpas no Twitter.




O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC) e o líder do PSL no Senado, Major Olímpio (PSL-SP), trocaram farpas no Twitter nesta 3ª feira (8.out.2019). O filho 02 do presidente Jair Bolsonaro acusou o senador de tratar mal o seu pai.

“Fico estarrecido da (sic) maneira como este senhor trata o Presidente hoje! Ninguém é imune à (sic) críticas, mas meu Deus! É surreal!”, publicou Carlos na sua conta.

Olímpio retrucou, dizendo que “ninguém do Senado defende mais” Bolsonaro e o governo do que ele. “Tds [todas] as discordâncias são em relação a (sic) gestão dentro do PSL em SP e na bancada do senado (sic)”, escreveu. Veja a discussão:



O bate-boca aconteceu depois de Olímpio repercutir fala do presidente sobre o PSL. De manhã, Bolsonaro falou para 1 apoiador “esquecer” o partido e o seu presidente nacional, Luciano Bivar. “O cara [Bivar] está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também, entendeu? Esquece esse cara, esquece o partido”, cochichou Bolsonaro a Diogo Araújo, 19 anos, do PSL jovem.

O líder do PSL no Senado disse que ficou “perplexo” com o episódio e que conversou com Bivar, com o vice-presidente do partido Julian Lemos e com o  ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, para entender a intenção dele. “Eu não sei a motivação oficial do presidente, só o presidente pode esclarece a manifestação dele”, afirmou.

Olímpio vem tecendo críticas a algumas decisões de Bolsonaro e ao seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Nesta 2ª feira (7.out), em entrevista ao jornal Broadcast –sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado–, ele disse que Flavio “não existe” mais para ele.

‘Estou perplexo’, diz Major Olimpio sobre fala de Bolsonaro envolvendo PSL.



O senador Major Olimpio (PSL-SP) afirmou, nesta terça-feira, 8, estar “perplexo” com o comentário feito por Jair Bolsonaro a um apoiador, na manhã de hoje. No Alvorada, o presidente pediu a um rapaz que esquecesse o PSL e disse que o deputado federal Luciano Bivar (PE), chefe da sigla, está “queimado para caramba”.

O eleitor se apresentou a Bolsonaro como pré-candidato no Recife pelo PSL. Logo em seguida, o presidente cochichou em seu ouvido: “Esquece o PSL”. Mesmo assim, ele gravou um vídeo com o presidente ao seu lado dizendo “Eu, Bolsonaro e Bivar juntos por um novo Recife”.

O presidente pediu que ele não divulgasse a gravação. “Ó, cara, não divulga isso, não. O cara Bivar está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido”. Após ser repreendido, o rapaz fez uma nova gravação: “Viva o Recife, eu e Bolsonaro”.

“Só posso dizer que fiquei perplexo. Eu não sei a motivação oficial do presidente. Só o presidente pode esclarecer a manifestação dele”, disse o líder do PSL no Senado. Olimpio afirma que conversou com Luciano Bivar, com o vice-presidente do partido, Julian Lemos (PB), e com o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, para “saber qual seria o sentido ou a intenção em relação a isso”.

Embora Bolsonaro esteja com um pé fora do PSL, o senador ressaltou que este é “o partido do presidente, o único partido que é 100% fiel ao presidente em todas as votações”.

Conforme adiantou o Radar, o presidente deve se reunir nos próximos dias com Bivar para selar sua decisão de sair ou não do partido.

O humor do presidente com o cacique pernambucano é péssimo. A contabilidade do partido segue nas mãos de Bivar e Antônio Rueda, que não divulga como gasta o dinheiro do partido e impede que aliados do presidente façam parte do comando da legenda.

Como a investigação sobre o ministro do Turismo afeta Bolsonaro.



Planilha sugere que esquema de candidaturas laranja serviu para desviar dinheiro público, por meio de caixa dois, para campanha presidencial, segundo Folha.

As suspeitas de crimes em torno do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, em um sistema de candidaturas laranja nas eleições de 2018, se aproximam do presidente Jair Bolsonaro. Na última semana, a Polícia Federal indiciou o integrante do primeiro escalão do governo e o Ministério Público de Minas Gerais ofereceu denúncia contra ele.

As investigações concluíram que Álvaro Antônio, na presidência do PSL de Minas Gerais, comandou esquema para desvio de dinheiro em que asmulheres eram usadas em candidaturas de fachada para cumprir a cota de 30% de candidaturas femininas. A suspeita é dos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa.

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo publicada neste domingo (6), uma planilha apreendida em uma gráfica e um depoimento dado à Polícia Federal sugerem que o dinheiro desviado, por meio de caixa dois, teve como destino as campanhas de Álvaro Antônio, para deputado federal, e de Jair Bolsonaro, para presidente. O ministro foi coordenador da campanha presidencial em Minas Gerais.

Em uma planilha, nomeada como “MarceloAlvaro.xlsx”, há referência ao fornecimento de material eleitoral para a campanha de Bolsonaro com a expressão “out”, que significa “pagamento por fora”, segundo os investigadores.

A prática de caixa dois é quando um candidato omite da sua prestação de contas à Justiça Eleitoral alguma verba usada na campanha. Essa conduta é crime previsto no Código Eleitoral, com pena de até cinco anos de prisão.

Já Haissander Souza de Paula, assessor parlamentar de Álvaro Antônio à época e coordenador de sua campanha a deputado federal disse em depoimento à PF que “acha que parte dos valores depositados para as campanhas femininas, na verdade, foi usada para pagar material de campanha de Marcelo Álvaro Antônio e de Jair Bolsonaro”.


Em uma planilha, nomeada como “MarceloAlvaro.xlsx”, há referência ao fornecimento de material eleitoral para a campanha de Bolsonaro com a expressão “out”, que significa “pagamento por fora”, segundo os investigadores.  


O que disse o ex-assessor de Álvaro Antônio? 

Haissander foi preso por cinco dias no final de junho, ao lado de outros dois investigados, na operação Sufrágio Ostentação. Segundo as investigações, seu papel era cobrar das envolvidas no esquema  a devolução da verba pública de campanha.

No depoimento, de acordo com a Folha, o ex-assessor disse que “com certeza Lilian não gastou os R$ 65 mil recebidos”, em referência a Lilian Bernardino, uma das quatro candidatas laranjas. Juntas, elas receberam R$ 279 mil de verba pública do PSL, mas  alcançaram apenas 2.074 votos. Parte dos recursos foi para em empresas ligadas ao gabinete do atual  ministro.

Em setembro, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu que a fraude à cota de gênero nas eleições leva à cassação de toda a chapa eleita, o que pode servir de precedente para futuros julgamentos.

Haissander foi denunciado na última sexta-feira (4), junto com Álvaro Antônio, além de outros suspeitos de envolvimento nos crimes. Cabe à Justiça decidir se acata ou não a denúncia. Se isso ocorrer, o ministro vira réu e vai responder a um processo criminal no qual poderá ser condenado ou absolvido.

O que diz a planilha sobre as campanhas do PSL?

Ainda de acordo com a Folha, a planilha com dados relativos ao PSL foi encontrada na gráfica Viu Mídia, que teria prestado serviços a duas das candidatas laranjas, ao partido e a Álvaro Antônio, segundo informações dadas pelo partido à Justiça Eleitoral.

De acordo com os investigadores, os pagamentos via caixa dois foram destinados à impressão de material de campanha do ministro e do presidente.

Na planilha, há referência ao fornecimento de 2.000 unidades de material eleitoral (laminado) para a campanha de Bolsonaro, sendo R$ 4.200 “out” e R$ 1.550 com “NF”, qu significa “nota fiscal”, segundo a PF. A prestação de contas do presidnte à Justiça Eleitoral, contudo, o nome da Viu Mídia não aparece.

O mesmo documento mostra o registro de fornecimento de 1.400 laminados para a campanha de Álvaro Antônio, sendo que o pagamento teria sido feito R$ 3.360 por fora e apenas R$ 740 com nota fiscal. À Justiça Eleitoral, ele declarou ter pago R$ 280 à gráfica. 

Há ainda na planilha a menção a 2 mil adesivos de material conjunto para os dois então candidatos, também pagos por meio de caixa dois.


De acordo com os investigadores, os pagamentos via caixa dois foram destinados à impressão de material de campanha do ministro e do presidente.  

Qual impacto político das investigações no PSL?

Além das campanhas de Álvaro Antônio e de Bolsonaro, há indícios de irregularidades dentro do PSL envolvendo candidatos em Pernambuco, estado do atual presidente da sigla, deputado Luciano Bivar.

A repercussão do caso levou à demissão, em fevereiro, do então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Ele presidiu o PSL nacionalmente em 2018 e coordenou a campanha presidencial.

Bebianno negou contato com as candidatas laranjas e responsabilizou os diretórios estaduais do partido pelos repasses.

Dentro da sigla do presidente, o clima nos últimos meses foi de silêncio sobre as acusações contra o ministro. Em abril, a deputada estadual Janaína Paschoal (PSL-SP) foi voz isolada ao cobrar a demissão do mineiro após a deputada federal Alê Silva (PSL-MG) relatar ameaças.

Os parlamentares têm mantido uma agenda de encontros regular com o ministro, que segue com apoio presidencial. “Ele não chegou ao final da linha. Se for algo de grave, substancioso, a gente toma uma decisão. Ele está fazendo um brilhante trabalho”, disse Bolsonaro, em entrevista ao Estadão, publicada neste domingo.

O que Álvaro Antônio e Bolsonaro dizem?

A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto não comentou a reportagem da Folha. Já a defesa de Álvaro Antônio, afirmou, em nota enviada ao jornal, que a investigação não apontou nenhum ato irregular do ministro e que embora ele tenha ocupado a posição de direção do partido, não “exerceu qualquer ato relacionado ao objeto das apurações”. 

Em seu perfil no Twitter, o ministro da Justiça, Sergio Moro, disse que “nem o delegado, nem o Ministério Público, que atuam com independência, viram algo contra o presidente neste inquérito de Minas”.

O ministro, cuja pasta comanda a Polícia Federal, já sugeriu anteriormente ter tido informações sobre o inquérito sigiloso do caso dos laranjas. Em junho, Bolsonaro afirmou ter recebido informações do ex-juiz. Na época, o ministério chegou a admitir que Moro repassou dados ao presidente, mas depois mudou a versão, dizendo que só trataram do que havia sido divulgado pela imprensa.


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