sexta-feira, outubro 18, 2019

POLÍTICA

Deputada do PSL admite candidaturas-laranja: ‘Não tem santo aqui’.


A deputada Soraya Manato (PSL-ES) afirmou, em sessão na Câmara nessa 3ª feira (15.out.2019), que o PSL teve candidatos laranjas em 2018, assim como outros partidos. “Pessoal da esquerda, não tem ninguém santo aqui dentro. Tem laranja em tudo quanto é partido. Aqui no PSL, tiveram os candidatos laranjas, mas a grande maioria foi eleita honestamente”, disse.

Assista ao momento em que ela fala isso (0min56s):



Manato também citou siglas que teriam utilizado os candidatos de fachada: “Prováveis candidatos laranjas na eleição de 2018: PSL, 15%; PT, 12%; PP, 12%; MDB, 14%; PSDB, 2%; PR, 23%”, enumerou.

O PSL está na mira da PF (Polícia Federal), que investiga o uso de candidaturas laranjas no ano passado. No mesmo dia da declaração da congressista, o deputado e presidente nacional da sigla, Luciano Bivar (PSL-PE), foi alvo de mandado de busca e apreensão na sua casa, em Jaboatão dos Guararapes (PE).

Segundo reportagens publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, Bivar e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), teriam atuado em esquema que se valeu de candidatas laranjas nos diretórios do PSL em Pernambuco e em Minas Gerais, respectivamente.

Presidente do PSL é alvo de operação da Polícia Federal sobre candidaturas laranja.

Candidato do PSL em Pernambuco foi a terceira maior beneficiada com verba do partido e recebeu apenas 274 votos. 

PF cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado Luciano Bivar (PSL-PE).

A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira (15) mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), suspeito de participação em esquema de candidaturas de laranjas. O parlamentar é presidente do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro.

A casa de Bivar no Recife (PE) e a sede do partido estão entre os alvos, assim como o endereço de três candidatas e de duas gráficas, Itapissu e Vidal. Os mandados foram autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, a pedidos da polícia e do Ministério Público. 

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, Maria de Lourdes Paixão, que oficialmente concorreu a deputada federal em Pernambuco e teve apenas 274 votos, foi a terceira maior beneficiada com verba do PSL em todo o País. Ela recebeu R$ 400 mil de dinheiro público do partido na eleição de 2018.

A suspeita é de uso de candidaturas de fachada para cumprir a cota de 30% de candidaturas femininas.

A defesa do deputado disse  que “já foram ouvidas diversas testemunhas e não há indícios de fraude no processo eleitoral”. “A busca é uma inversão da lógica da investigação, vista com muita estranheza pelo escritório, principalmente por se estar vivenciando um momento de turbulência política”, diz nota do Escritório de Ademar Rigueira.

Outros nomes da sigla também são alvo de investigações. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, na presidência do PSL de Minas Gerais, é suspeito de comandar esquema para desvio de dinheiro também  com candidaturas de laranjas para cumprir a cota feminina. A suspeita é dos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa.

Segundo as investigações, quatro candidatas ligadas a Álvaro Antônio receberam, juntas, R$ 279 mil de verba pública do PSL, mas alcançaram apenas 2.074 votos. Parte dos recursos foi para em empresas ligadas ao gabinete do atual ministro.

Álvaro Antônio foi indiciado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público, mas segue no cargo. Ele nega qualquer irregularidade e prometeu provar sua inocência.

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, uma planilha apreendida em uma gráfica e um depoimento dado à Polícia Federal sugerem que o dinheiro desviado, por meio de caixa dois, teve como destino as campanhas de Álvaro Antônio, para deputado federal, e de Jair Bolsonaro, para presidente. O ministro foi coordenador da campanha presidencial em Minas Gerais.

Nos últimos dias, Bivar e Bolsonaro têm protagonizado uma disputa na cúpula do PSL e o presidente e parte da bancada de deputados federais estuda opções para deixar o partido.

A repercussão das investigações levou à demissão, em fevereiro, do então ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Ele presidiu o PSL nacionalmente em 2018 e coordenou a campanha presidencial. Bebianno negou contato com as candidatas laranjas e responsabilizou os diretórios estaduais do partido pelos repasses.

Filipe Martins nega rixa entre militares e olavistas: 'Mistificação'

Escritor Olavo de Carvalho e o assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Martins

Assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República e discípulo de Olavo de Carvalho diz ao HuffPost que há menos divergências no governo do que a mídia tenta retratar.

“Mistificação”. Essa foi a palavra mais usada pelo assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República, Filipe Martins, em entrevista exclusiva concedida ao HuffPost no fim de semana. 

O aluno do escritor Olavo de Carvalho não é de conceder entrevistas e explicou: “Não gosto de falar. Sou assessor. Não sou eu quem tem que falar”. Aceitou, contudo, responder algumas perguntas do HuffPost após sua participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em São Paulo, durante a qual falou justamente sobre seu mestre. 

Logo de cara, negou-se a falar sobre reportagem da revista Crusoé segundo a qual ele interage com grupos de WhatsApp que articulam ataques contra adversários de Jair Bolsonaro. “Você vai perder a pergunta, porque eu vou entrar na Justiça, pedir direito de resposta. Então, não vou falar nada”, disse. 

O que se diz sobre o funcionamento da política externa foi o primeiro ponto sobre o qual Martins disse haver “mistificações”, bem como sobre as pessoas que estão próximas ao presidente Jair Bolsonaro. 

Considerado um conselheiro presidencial, ele negou que haja ou sequer tenha ocorrido uma rixa entre olavistas e militares no governo. “Isso é total fantasia. Acho que a mídia criou esquemas tentando compreender um modelo fácil de interpretação do governo. Mas é um modelo fácil, simples, até elegante eu diria, porque tem ali grupos que interagem, disputam, mas é um modelo errado”, afirmou, já tentando dar por encerrada a conversa. 

"Simplesmente não existe conflito entre generais ou militares e ala ideológica, e ala olavista e ala política. O que há, evidentemente, são discordâncias que ocorrem de tempos em tempos. Então isso tudo não passa de mistificação."

Questionado porém como poderiam surgir informações por ele classificadas como “fantasiosas” de fontes de dentro do governo, Filipe Martins retrucou:  “Se estão dentro do governo, ou estão erradas, ou estão equivocadas, ou estão mentindo”.

Acontece que o confronto foi público. A rixa com a ala militar se acirrou com os ataques direcionados ao general Carlos Alberto dos Santos Cruz, que acabou demitido em junho, após ter virado alvo de inúmeras críticas públicas de Olavo de Carvalho. Ele foi literalmente fritado nas redes sociais, onde seguidores do escritor pediam que fosse nomeado para Secretaria de Governo, no lugar do então ministro, Carlos Bolsonaro, o filho 02 do presidente. 

A perseguição motivou uma manifestação do braço direito do general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. O ex-comandante do Exército general Villas Boas foi ao Twitter e chamou Olavo de “verdadeiro Trotsky de direita” e disse que, no momento em que o País busca coesão, o “guru” age no sentido de acentuar as divergências.


HuffPost: Como é seu envolvimento na política externa? Há quem diga que o senhor é até mais presente que o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo... 

Filipe Martins: Existe uma série de mistificações sobre como funciona a política externa. Eu e o ministro Ernesto e os demais que participam disso, em alguns momentos isso inclui o Eduardo [Bolsonaro], somos uma equipe muito coesa. Todo mundo trabalha junto, tem um pensamento muito parecido, uma forma de ver desafios muito igual. No que diz respeito ao ministro Ernesto, especificamente, é um sujeito que eu admiro muito. Eu tive a honra de apresentar ele ao presidente, sabendo que ele era a pessoa certa para o ministério, que ele deveria ser o formulador de política externa. Evidentemente, como amigos, nós conversamos, ele tem grande consideração por mim, motivo pelo qual eu sou muito grato a ele. Mas a minha função é basicamente de assessorar o presidente em todas as questões internacionais, acompanhar o diálogo que ele tem com chefes de Estado, acompanhar as correspondências, preparar essas correspondências quando elas são por escrito, acompanhar ligações, acompanhá-lo nas viagens, organizar essa agenda internacional dele, e também, evidentemente, ajudar ali nas falas, nos pontos de conversação e tudo o mais. 

Agora, diz-se que o senhor está presente em mais do que nas questões internacionais, que tem atuado também em aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro. É verdade? 

O presidente é uma pessoa que escuta todo mundo, muito aberta a sugestões, ideias. Mas evidentemente tem um grupo de pessoas que ele conhece há mais tempo, pessoas que ele sabe que têm um comprometimento com as mesmas ideias e os mesmos valores de quem ele se socorre com frequência. Mas normalmente isso é exagerado ou distorcido. Tem muitos ministros, muitas pessoas que são ouvidas neste processo mais íntimo que acabam ficando de fora, outros são inclusos sem participar. E acontece assim: o presidente tem seu círculo interno, confia nessas pessoas, e a mídia tenta fazer essa mistificação, falando em gabinete do ódio, gabinete da raiva, e coisas do tipo. Mas na verdade o que há é um diálogo franco do presidente com toda a sua equipe. Ele consulta das pessoas mais simples, dos cargos mais baixos, até os cargos mais altos, para pegar o pulso realmente do momento, da situação, para poder fazer as melhores decisões. Lembrando sempre que as decisões são efetivamente dele. Eu digo isso como uma espécie de testemunho pessoal, porque eu já acompanhei esse processo todo. Ele ouve perspectivas contraditórias, coloca as pessoas para debater, conversar, e chega a uma decisão. 

Em determinado momento deste ano, há alguns meses, houve embates entre o que se convencionou chamar da ala olavista e os militares do governo... 

Isso é total fantasia. Dentre os melhores amigos que eu fiz ali no governo, tem pessoas como o general [Augusto] Heleno, o general [Luiz Eduardo] Ramos, pessoas de todas as camadas — eu não vou citar aqui vários nomes... Mas simplesmente não existe conflito entre generais ou militares e ala ideológica, e ala olavista e ala política. O que há, evidentemente, são discordâncias que ocorrem de tempos em tempos. Mas eu diria que eu e o general Heleno discordamos muito, muito menos do que eu discordo, às vezes, de pessoas que são colocadas na mesma ala ali a que eu pertenço [olavista]. Então isso tudo não passa de mistificação. Acho que as pessoas que estão analisando o governo estão sendo um pouco preguiçosas. Elas acham que existe um esquema redondinho, fechadinho, que explica tudo, essa interação entre os grupos. E no fundo não. São pessoas muito abertas, muito sinceras, honestas, que compartilham ali o mesmo interesse de fazer o bem pelo País e que têm backgrounds diferentes, têm perspectivas diferentes e essas perspectivas são debatidas e confrontadas com toda a tranquilidade. 

Por que o senhor acha, então, que têm surgido essas notícias? De onde vêm? 

Acho que a mídia criou esquemas tentando compreender um modelo fácil de interpretação do governo. Mas é um modelo fácil, simples, até elegante eu diria, porque tem ali grupos que interagem, disputam, mas é um modelo errado.

Mas para serem publicadas, essas informações saem de algum lugar, são ditas por alguém... Pessoas do governo, certo? 

Bom, não sei se são. Mas se estão dentro do governo, ou estão erradas ou estão equivocadas ou estão mentindo.  

Brasil discursa contra ditadura na Venezuela, mas quando pode fazer algo, se cala, diz HRW.


Human Rights Watch aponta silêncio do Brasil diante da candidatura da Venezuela para Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Brasil discursa contra a ditadura na Venezuela, mas quando pode fazer algo, se cala, segundo análise do presidente da HRW (Human Rights Watch), Kenneth Roth. Em visita ao Brasil, Roth ressaltou que agora, na véspera da eleição para o Conselho dos Direitos Humanos na ONU, é hora de o País agir, mas está em silêncio. Isto porque tanto o Brasil quanto a Venezuela são candidatos à reeleição para as duas vagas da América Latina no colegiado.

Segundo a HRW, o Brasil prometeu marcar posição contra a candidatura da Venezuela e em favor de uma terceira opção: a Costa Rica. Para Roth, no entanto, o Brasil resiste tem fazer essa campanha por não querer se prejudicar. “É muito fácil para o Brasil manter o discurso contra a Venezuela, não fazer nada, e garantir a vaga no conselho”, disse.

“Será que o governo Bolsonaro está amaciando sua relação com a Venezuela para manter sua vaga no Conselho? Espero que ele não tenha feito esse pacto com o diabo”, completou.

Se o Brasil não interfere, são dois países concorrendo a duas vagas, com possibilidade de serem automaticamente reeleitos. Se o governo brasileiro endossa a candidatura da Costa Rica e se opõe a Venezuela, são três países concorrendo por duas vagas.

No início deste mês, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, discursou contra a candidatura da Venezuela. Em evento no Itamaraty afirmou que a candidatura do país vizinho “é uma excrescência”. “Queremos a vaga para usar o conselho como plataforma para a busca da democracia e dos direitos humanos na Venezuela”, pontuou.

Roth tem esperança de que o Brasil ainda se posicione ao longo desta quarta-feira (16) contra a candidatura da Venezuela. “O governo fez uma promessa. Espero que cumpra”, disse.

O que é recurso em segunda instância?


Polícia Federal revela fraude do PSL


B0'MBA!!! AUDIO DE BOLS0NARO TRAM'AND0 G0LPE VA'ZA


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