terça-feira, outubro 08, 2019

POLÍTICA

Planilha indica caixa 2 em campanha de Bolsonaro e Álvaro Antônio, diz jornal.



Depoimento do ex-assessor parlamentar Haissander Souza de Paula à PF (Polícia Federal) e uma planilha apreendida em uma gráfica indicam que dinheiro do esquema de candidatas laranjas do PSL em Minas Gerais foi desviado para abastecer, via caixa 2, as campanhas do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. A informação é da Folha de S. Paulo.

O ministro foi indiciado pela PF e na última 6ª feira (4.out.2019) e denunciado pelo MPE-MG (Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais) pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita e associação criminosa. Ele nega ter cometido atos ilegais.


Tanto o presidente como o ministro são filiados ao PSL. Haissander, assessor parlamentar de Álvaro Antônio à época da campanha do ministro para se reeleger deputado federal, disse em seu depoimento que “acha que parte dos valores depositados em campanhas femininas, na verdade, foi usada para pagar material de campanha do ministro e de Bolsonaro”.

Na planilha, nomeada “MarceloAlvaro.xlsx”, apreendida na empresa Viu Mídia, consta 1 suposto fornecimento de material eleitoral para a campanha do presidente com a expressão “out“, que, de acordo com os investigadores, significa pagamento “porfora“. Na tabela, há referência ao fornecimento de duas mil unidades de material eleitoral (laminado) para a campanha de Bolsonaro, sendo R$ 4.200 “out” e R$ 1.550 com “NF” [nota fiscal].

No entanto, não há registro na prestação de contas entregue por Bolsonaro à Justiça Eleitoral de gastos com a empresa Viu Mídia.

Haissander foi preso por 5 dias no final de junho, ao lado de outros 2 investigados —entre eles 1 atual assessor de Álvaro Antônio, que jamais havia reconhecido, até então, a existência de fraude no uso das verbas públicas do PSL durante a campanha de 2018.

No depoimento em que aponta suspeitas de caixa 2 na campanha de Álvaro Antônio e de Jair Bolsonaro, Haissander afirma ainda que “com certeza Lilian não gastou os R$ 65 mil recebidos”.

A declaração se refere a Lilian Bernardino, uma das 4 candidatas laranjas reveladas pela Folha. As mulheres, apesar de figurarem no topo das que nacionalmente mais receberam verba pública do PSL, não apresentaram sinais de que tenham realizado campanha.

As 4, juntas, receberam um total de R$ 279 mil de verba pública do partido e alcançaram apenas 2.074 votos. Parte desse dinheiro foi parar em empresas ligadas ao gabinete do hoje ministro.

O depoimento de Haissander, que integra os autos da investigação, foi dado 9 horas depois de ele ser preso, no dia 27 de junho de 2019. A demora ocorreu devido à espera por 1 advogado.

No interrogatório de custódia, o ex-assessor afirmou que não confirmava as declarações que havia dado anteriormente. A defesa tentou invalidar o 1º depoimento, mas a Justiça negou o pedido, argumentando que “todas as garantias constitucionais e legais restaram asseguradas, dentre elas a prévia ciência de permanecer em silêncio”.

Bolsonaro volta a negar ligação com candidaturas-laranjas e critica imprensa.


O presidente Jair Bolsonaro voltou a negar nesta segunda-feira ter qualquer ligação com as suspeitas de candidaturas-laranjas de seu partido, o PSL, em Minas Gerais, e acusou a imprensa de querer derrubá-lo com mentiras e distorções.

Após cumprimentar apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro se direcionou a jornalistas que estavam no local e criticou a imprensa, chamando de "patifaria" e "covardia" uma reportagem do jornal Correio Braziliense segundo a qual o governo estuda acabar com a estabilidade dos servidores federais como parte de uma nova reforma administrativa.

"Nunca falei nesse assunto, isso é querer jogar o servidor contra mim", disse Bolsonaro, de acordo com vídeo de um apoiador do presidente disponível no YouTube.

"Como ontem a Folha de S.Paulo querer me ligar ao problema de Minas Gerais. É um esgoto a Folha de S.Paulo. Lamento a imprensa brasileira agir dessa maneira, o tempo todo mentindo, distorcendo, me difamando. Vocês querem me derrubar? Eu tenho couro duro, vai ser difícil", acrescentou.

Na sexta-feira, o Ministério Público estadual de Minas Gerais ofereceu denúncia contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, em uma investigação em que ele é alvo sobre uso de candidaturas-laranjas do PSL no Estado nas eleições passadas.

A acusação tem como base o indiciamento feito pela Polícia Federal do ministro do Turismo. Antônio presidiu o diretório mineiro do PSL e é suspeito de envolvimento na escolha de candidaturas de fachada com o objetivo de desviar recursos públicos do fundo eleitoral.

A defesa de Marcelo Álvaro Antônio afirmou em nota que, "embora o ministro tenha ocupado a posição de presidente do partido, ele não exerceu qualquer ato relacionado ao objeto das apurações".

"E apesar de ter sido profundamente investigado durante esses oito meses de inquérito instaurado não há um depoimento ou prova sequer que demonstre qualquer ilícito imputável ao Ministro", declarou o advogado Willer Tomaz, na nota.

Bolsonaro ja tinha negado envolvimento no domingo com o caso das supostas candidaturas-laranjas do PSL em Minas Gerais, em uma publicação no Twitter em que também criticou o jornal.

O presidente disse que sua campanha não usou dinheiro do fundo partidário. Também no domingo, Bolsonaro recebeu o apoio do ministro da Justiça, Sergio Moro, que afirmou, por meio da rede social, que nada foi observado contra Bolsonaro nas investigações do caso.

PF sugere nova investigação sobre caixa 2 em campanha do ministro do Turismo.

Contas de campanha do ministro do Turismo são alvo de nova apuração

A PF (Polícia Federal) sugeriu abertura de nova investigação do caso de candidatas-laranjas do PSL. Dessa vez, o foco são as contas de campanha do ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), segundo o jornal Folha de S. Paulo desta 2ª feira (7.out.2019).  

Depoimento e uma planilha apreendida pela PF levantam suspeita de que, com o esquema de candidaturas-laranja, o PSL teria desviado dinheiro para ser usado nas campanhas de Jair Bolsonaro e de Marcelo Álvaro, coordenador da candidatura presidencial em Minas Gerais e candidato a deputado federal.

A investigação tem o ministro do Turismo como foco, suspeito de ter movimentado recursos de campanha sem o conhecimento da Justiça Eleitoral. Os casos já foram enviados ao Ministério Público, que irá decidir se abrirá ou não uma nova apuração.


''Indicação de Eduardo fere lei'', aponta Janaina Paschoal.




São Paulo — Uma das autoras do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a jurista e agora deputada estadual paulista Janaina Paschoal (PSL) vem sendo tachada de comunista por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro. Ela afirma que votaria nele de novo, mas avisa que não concorda com tudo o que ele faz. Ela ressalta ainda, que a base de apoio de Bolsonaro está diminuindo. 

 Para a parlamentar, que foi cotada para ser vice de Bolsonaro, o presidente tem exagerado na agenda de costumes e precisa de alguém que bote um freio nele, pois não pode abandonar as outras agendas, principalmente, a do combate à corrupção. Janaina considera excessiva a interferência dos filhos do presidente no governo. 
Na avaliação da deputada paulista, o grande erro do capitão reformado desde que assumiu tem sido insistir na candidatura do filho 03, o deputado Eduardo Bolsonaro, para ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos. A indicação não pode ocorrer do ponto de vista jurídico, segundo ela. “Eu entendo que fere a lei da probidade administrativa. É o princípio da probidade a impessoalidade. E é flagrante que ele está indicando o filho por ser filho”, explica a autora de outro pedido de impeachment: agora contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

Doutora em Direito Penal, Janaina engrossa o coro dos que lamentam a recente decisão da Corte Suprema que pode invalidar várias decisões da Lava-Jato. Para ela, a operação que virou referência no combate à corrupção no país corre o risco de ruir. A seguir os principais trechos da entrevista concedida pela deputada. 

Bolsonaro volta a criticar Luciano Huck e compra de jato com recursos do BNDES.

Nome do apresentador Luciano Huck é peça central na articulação de um grupo de políticos, economistas e representantes de movimentos de renovação

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o apresentador Luciano Huck por uso dos recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES) para a compra de um jato particular. 

Em participação por vídeo conferência no 3º Simpósio Conservador de Ribeirão Preto, Bolsonaro fez referência a um empréstimo de R$ 17,7 milhões feito por Luciano Huck no BNDES em 2013, para a compra de uma aeronave particular da Embraer. Os empréstimos eram parte de um programa do banco destinado a financiar investimentos de empresas, chamado Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) usado para a compra da aeronave.

“Alguém quer um dinheiro do BNDES pagando 4% aí? Ele diz aqui que está viajando o Brasil. Obviamente, viajando o Brasil com o (inaudível) BNDES. Alguém acha que o povo vai votar no pau mandado da Globo, mas não estamos aqui fazendo campanha. É um direito dele”, afirmou Bolsonaro.

O Estado mostrou que o nome de Luciano Huck é peça central na articulação de um grupo de políticos, economistas e representantes de movimentos de renovação para a construção de uma alternativa de centro diante do cenário de polarização da política nacional.

Em entrevista à revista Marie Claire, a apresentadora Angélica, mulher de Huck, afirmou que uma eventual candidatura do marido para a Presidência da República é um “chamado”. “Não posso dizer que acho muito legal Luciano sair candidato, não seria verdade, mas tem uma hora que você não está mais no controle. É uma espécie de chamado”, disse.

Lei de Abuso

Bolsonaro disse ainda neste sábado, 5, que não vai questionar a derrubada dos vetos da Lei de Abuso de Autoridade no Supremo Tribunal Federal (STF), pois os poderes da República são independentes. O evento conta com a participação de congressistas, como as deputadas federais Joice Hasselmann (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF).

“Eu vetei grande parte da Lei de Abuso de Autoridade. O Parlamento derrubou o veto. Essa lei entra em vigor a partir do ano que vem. Lei é lei. Tem gente questionando agora, via ações de inconstitucionalidade, o STF. Eu não pretendo questionar”, disse.

Durante a videoconferência, o presidente também negou ter criticado a informação de que o Supremo tentaria validar juridicamente as mensagens do aplicativo Telegram envolvendo integrantes da Operação Lava Jato. “Eu não critiquei o STF. Não critico o presidente Dias Toffoli, não critico Rodrigo Maia, não critico Davi Alcolumbre, do Senado. Nós somos poderes independentes. A regra do jogo é essa. O que o Supremo decidir, eu tenho que cumprir. O que o Congresso votar, eu tenho o poder de vetar. Se o Parlamento derrubar o veto, são eles e não se discute mais. Eu não crio atrito.”

Pacote anticrime

Bolsonaro também falou sobre a campanha para divulgar o pacote anticrime, principal bandeira do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Ele afirmou que peças publicitárias podem ser suspensas por conta de uma liminar impetrada pela oposição. “A esquerda empilha você de processo e você tem que responder o tempo todo. Por exemplo, está vindo um processo que está chegando a minha mesa que eu vou ter que suspender com o Sérgio Moro a propaganda da Lei Anticrime. Vamos ver quais são os argumentos, mas chegando a liminar imediatamente vai suspender isso aí”, afirmou o presidente.

A campanha publicitária é uma tentativa de salvar a discussão do pacote na Câmara que resiste a parte das mudanças propostas. Moro tem se reunido com o presidente da Casa, Rodrigo Maia, para discutir a melhor estratégia. Os dois se encontraram na semana passada e a intenção é incluir o projeto na pauta do plenário nas próximas semanas.

Pressionado por Moro no início do ano para acelerar a votação do pacote, Maia chegou a desmerecer o projeto ao dizer se tratar de um “copia e cola” de outra proposta já apresentada na Câmara, formulada com ajuda do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Na semana passada, após a reunião com Moro, o presidente da Câmara voltou a pedir “cautela” com o projeto e disse ser contrário ao trecho que trata do excludente de ilicitude.

O caos econômico ainda é culpa do PT?


Bolsonaro abandonou a Reforma da Previdência


CONFUSÃ0 NA CÂMARA!!!DEPUTADOS ACA'BAM COM EDUARDO BOLS0NARO E DÃO INVERTIDA HISTÓRICA!!!


BOLSONARO ENFRENTA SÉRGIO MORO E PAULO GUEDES [TRETA] !!!


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