sexta-feira, novembro 01, 2019

DIREITOS

Promotora de coletiva sobre caso Marielle fez campanha para Bolsonaro.


 Promotora do caso Marielle, Carmen Eliza Bastos de Carvalho veste camiseta em apoio ao então candidato Jair Bolsonaro


A promotora do Ministério Público do Rio Carmem Eliza Bastos de Carvalho, que participou da coletiva sobre o caso Marielle Franco nesta quarta-feira 30, fez campanha para o então candidato à Presidência Jair Bolsonaro em 2018. Imagens de seu perfil no Instagram, que circulam na manhã desta quinta-feira 31 nas redes sociais, revelam que ela foi uma entusiasta da campanha do então candidato. “Há anos que não me sinto tão emocionada”, escreveu, no dia 1º de janeiro deste ano, quando postou uma imagem da posse do presidente.

O Ministério Público revelou ontem que era falso o depoimento do porteiro que associou o nome do presidente Jair Bolsonaro ao de um suspeito de ter participado da morte de Marielle. No Instagram de Carmem também há imagens dela com uma camisa com o rosto de Bolsonaro, e uma foto ao lado do deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL). Ao lado do deputado federal Daniel Silveira (PSL), ele quebrou uma placa com o nome da vereadora Marielle Franco durante a campanha eleitoral de 2018.

Essa foi a primeira vez que Carmem Eliza Bastos participa de uma coletiva de imprensa sobre o caso Marielle Franco. Nos outros posicionamentos do MP do Rio, a responsabilidade de dar explicações aos jornalistas sobre o rumo das investigações foi das promotoras Simone Sibilio, coordenadora do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e Letícia Petriz.

O que dizem os moradores sobre o porteiro do condomínio de Bolsonaro.




O porteiro que prestou depoimento à polícia vinculando o nome do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) está de férias e tem previsão de retorno ao trabalho no mês que vem. Moradores e funcionários relatam que é tenso o clima no condomínio Vivendas da Barra, localizado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Lá, o presidente e o policial militar reformado Ronnie Lessa, suspeito de ter efetuado os disparos, têm casas.

Segundo esses relatos, o porteiro que está no centro do debate que sacode o Brasil nesta semana é um funcionário antigo, com mais de uma década de serviços prestados ao Vivendas da Barra. Ele é tido como alguém “de confiança” e um dos mais idosos em atividade no local. VEJA também confirmou que há, sim, um sistema de interfones que conecta a portaria às mais de cem casas do condomínio. O protocolo é que o interfone seja usado, e caso o morador não atenda, um funcionário usa uma bicicleta para ir até a casa.

O porteiro ganhou destaque nacional ao dizer à polícia que no dia da morte de Marielle e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, um dos suspeitos, Élcio de Queiroz obteve autorização de “seu Jair” para entrar no condomínio. O caso foi revelado pelo Jornal Nacional na noite de terça-feira, 29. Ontem, porém, o Ministério Público revelou que a autorização para entrada foi dada por Ronnie Lessa. O crime ocorreu horas depois do encontro da dupla. Segundo o MP, a gravação com a voz de Lessa autorizando a prova de Queiroz é a prova mais contundente de que os dois estavam juntos naquele dia, algo que ambos sempre negaram.

Caso Marielle: Deputado pede proteção ao porteiro


"Tenho dó do porteiro, que vai sofrer perseguição e humilhação'



2 comentários:

  1. Isso porque a Constituição proíbe aos membros do Judiciário e do Ministério Público de se envolverem em atividades político-partidárias...

    Nosso país realmente precisa de uma limpeza, e isso deveria começar por cima, lá da elite econômica e política.

    Infelizmente, são essas pessoas quem acusam e julgam. E elas mostra, cada dia mais, que não tem pudor em decidir ou apresentar parecer contra a lei, a Constituição e a Justiça.

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  2. Esse caso vai dar pano pra manga. As evidências começam a ser mais claros. Os fatos começam a se encaixar e o que faltam, são as provas. Vamos aguardar o desenrolar deste episódio. Há muitas coisas a serem esclarecidas.

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