sexta-feira, novembro 01, 2019

HOMOSSEXUALIDADE

Todo gay é promíscuo?



“Todo gay é promíscuo”

Aquela afirmação clássica de alguém que perdeu uma bela oportunidade de ficar quieto…

E como a gente escuta ela por aí, não é mesmo?

Desde o papai conservador do amigo até a tia da padaria, todos têm um pitaco infundado na vida sexual alheia para dar. Afinal, medir as palavras antes de falar pra quê, né?

E a explicação, geralmente, é a seguinte: se todo homem só pensa em sexo, então, dois homens juntos, claro, viraria uma completa putaria…

Close erradíssimo, gatos e gatas!

Para começo de conversa, vamos esclarecer conceitos aqui.

Sim, porque o povo adora chamar os “viados” de promíscuo, sem nem ao menos saber o que a palavra significa.

Então, aí vai uma informação importante:

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), toda pessoa que teve mais de dois parceiros por ano é promíscua.

Sim, você leu direitinho:

Apenas mais de dois parceiros por ano.

Se até nas novelas os personagens trocam de parceiro a cada capítulo, essa classificação pode ser um pouco chocante, né não?

Viu só! Talvez você conheça mais gente promíscua do que imaginava…

Sinceramente?

Colocar toda a promiscuidade do mundo nas costas dos gays é mais um daqueles mitos carregados de preconceito e de generalização.

Claro que o meio gay pode, sim, ser bem promíscuo. Jamais ousaria dizer o contrário.

Você pode ir numa balada e pegar 10 descamisados sem ao menos ter perguntado o nome de nenhum. Pode fazer o banheirão. Pode apostar a sorte em um “glory hole”. Pode frequentar saunas e cinemas pornôs.

Sim, você pode fazer tudo isso.

Mas dizer que TODO homem gay curte esse tipo de coisa é o mesmo que dizer que todo macho hétero é escroto, ou que toda mulher sonha em casar de branco e ter filhos…

Não é verdade!

Existem, sim, gays mais exacerbados sexualmente. Como também existem héteros. Como também existem mulheres.

E que fique bem claro: isso não é uma crítica à promiscuidade. Sou da teoria que cada um é bem livre para fazer o que bem entender da própria vida e do próprio corpo.

Isso é, sim, uma crítica ao estigma, à generalização e à necessidade que as pessoas têm de empacotar outras em padrões.

Nem todos os gays são sarados, bem penteados, com senso de moda e talento musical. Alguns não são sequer sensíveis, como muitos gostam de acreditar. 

Então, não se deixe rotular: rótulos foram feitos para embalagens.

Quer arrumar um namorado e ficar só com ele, no maior romantismo e sem nunca pular a cerca?

Ótimo, seja muito feliz.

Quer passar o rodo em geral, porque a vida é curta e o tesão é grande?  

Ótimo também!

Nenhuma opção é mais bonita do que a outra só porque de repente o tio do supermercado pensa assim.

Entenda de uma vez por todas:

Não existe um modelo para a homossexualidade porque ela é apenas uma característica, como a cor dos olhos ou o tamanho do pé. 

Casais gays também querem ter família, filhos, cachorro e papagaio. Assim como alguns casais héteros também querem se divertir e curtir a liberdade além dos carnavais.

E tá tudo bem.

Cada caso é um caso.

A verdade, meus amores, é que promiscuidade não escolhe sexualidade. Héteros podem ser promíscuos, gays podem ser promíscuos, lésbicas podem ser promiscuas…

Aliás, promiscuidade, drogas e doenças não definem e não são exclusividades do mundo gay. Sempre bom lembrar!

Generalizar é sempre um erro.

Todo homem gay gosta de homem. Ponto.

O resto é pura generalização idiota.

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