segunda-feira, novembro 18, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Papa Francisco compara políticos homofóbicos a Hitler.



O papa Francisco declarou nesta sexta-feira que políticos que se enfurecem contra pessoas LGBT, ciganos e judeus o fazem lembrar de Hitler.

“Não é coincidência que, às vezes, haja um ressurgimento de símbolos típicos do nazismo”, disse Francisco em um discurso aos participantes de uma conferência internacional sobre direito penal.

“E preciso confessar a vocês que, quando ouço um discurso de alguém responsável pela ordem ou pelo governo, penso nos discursos de Hitler em 1934, 1936”, afirmou ele, saindo de seu discurso preparado.

“Com a perseguição de judeus, ciganos e pessoas com tendências homossexuais, hoje essas ações são típicas (e) representam ‘por excelência’ uma cultura de desperdício e ódio. Foi o que foi feito naqueles dias e hoje está acontecendo novamente.”

Durante o regime nazista de 1933 a 1945 na Alemanha, 6 milhões de judeus foram mortos e homossexuais e ciganos estavam entre os enviados para campos de extermínio.

O papa Francisco não citou nenhum político ou país nominalmente como alvo de suas críticas.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro fez declarações públicas homofóbicas e sexistas antes de assumir o cargo em 1º de janeiro. Ele disse em uma entrevista que preferia ter um filho morto do que um filho gay.

Sindicato repudia comentário homofóbico e racista de jornalista da Band.


Radialista Luiz Gama


O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Goiás (SindJor Goiás), emitiu uma nota de repúdio ao jornalista da BandNews Fm, Luiz Gama, após ele fazer comentários considerados racistas e homofóbicos, no Twitter.

Em uma nota divulgada publicamente neste sábado (16), o SindJorn criticou os comentários feitos pelo radialista e prestou apoio aos profissionais ofendidos com o discurso de ódio.

“Se viram caluniados em suas ascensões profissionais com insinuações de ligações dessas promoções com suas orientações sexuais e a cor de sua pele”, iniciou a nota do sindicato.

Através da nota, o sindicato também aproveitou para rebater o comentário do locutor, que se disse a favor da extinção do registro profissional para pessoas que trabalham no ramo da comunicação.

“A necessidade de manutenção se faz ainda mais premente, principalmente quando vemos que um dos detratores é pessoa que apenas se diz jornalista, sem ter qualquer formação profissional e ética para exercer a profissão”, disse.

O CASO

Em publicações no Twitter, sem citar nomes de pessoas ou empresas, o Luiz Gama afirmou que a uma emissora de televisão tem privilégiado homossexuais e pessoas de cor, por eles ganharem espaço.

“Putz! Onde o Brasil vai parar? Queimar a rosca agora é moda. Um apresentador de telejornal de qualidade média virou a bola da vez no jornalismo nacional só porque revelou que sua rosquinha está à disposição. A qualidade profissional que se f…”, disparou Luiz Gama.

Vale destacar que na última semana o jornalista Matheus Ribeiro, âncora da afiliada da Globo de Goiás, se tornou o primeiro apresentador abertamente homossexual a apresentar o Jornal Nacional.

Procurado pela equipe do site Observatório da Televisão, o jornalista Matheus Ribeiro afirmou que entrará com um processo contra o radialista, por conta dos comentários preconceituosos.

“Chorei muito”, diz engenheira que sofreu homofobia em restaurante.


Mayana e Gabriella em foto feita dentro do restaurante Barravento, na sexta-feira


Conforme já reportamos aqui, um casal de lésbicas acabou passando por uma situação constrangedora na sexta-feira (15) em um restaurante. As duas estavam trocando gestos de carinho na mesa quando foram surpreendidas pelo gerente do local. Nesse sentido, em entrevista ao Correio, Gabriella Garrido confessa que chorou muito.

“Chorei muito, porque me senti ultrajada”, contou Gabriella. “Cheguei no restaurante em torno das 16h, demorou quase 2h até que ele fizesse essa abordagem. Na hora do pôr do sol, eu e minha namorada sentamos na cadeira lado a lado. Tiramos algumas fotos juntas, em determinado momento acariciei o rosto dela, dei um beijo no rosto e ela me retornou com um pitoque. Foi só isso”, disse.

Na ocasião, Mayana Mendes e Gabriela Garrido foram surpreendidas pelo gerente do restaurante Barravento, na Avenida Oceania em Salvador. Ele chamou atenção das duas, segundo Gabriela, por uma troca de carinho no rosto. “Não entendi. Qual é o problema, exatamente?’. Aí ele disse que aquele era um ambiente familiar e que não era permitido ‘esse tipo de contato’”, relatou Gabriella.

Fábio Porchat resolveu comentar o caso através do seu Twitter e aproveitou o ensejo para pedir mais respeito aos LGBTs. “Não é aceitável que pessoas sejam discriminadas, constrangidas e postas pra fora de estabelecimentos apenas por serem LGBTs. Para combater esse tipo de violência foi aprovado na Câmara de Salvador o PL Teu Nascimento e agora a lei aguarda a sanção do prefeito @acmneto_ Quando?”, disse ele.

Em nota, o restaurante se pronunciou e ressaltou que atitudes indignas e preconceituosas contra grupos minoritários são inadmissíveis. Além do mais, enfatizou que os funcionários vão passar por um curso para aprender a lidar com a diversidade.

Homem sofre agressão homofóbica no Habib’s: “Não gosto de viado”.


Agressão homofóbica no Habibs


Marcos Junior foi agredido e expulso por um cliente depois de ajudar funcionária.

Depois de assistir ao jogo entre Flamengo e Botafogo, Marcos Junior e duas amigas do trabalho passaram no restaurante Habib’s para pegar um lanche e voltar para a casa, na última quinta (07), no bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro.

O supervisor de vendas contou em entrevista à revista Marie Claire que esperava para fazer seu pedido na fila quando a senhora, que estava à sua frente, queria um lanche indisponível no cardápio. Após a funcionária dizer inúmeras vezes que não tinha, pediu sua opinião sobre a confusão.

“Concordei com a funcionária e disse que no anúncio exibido no estabelecimento mostrava que o lanche não estava disponível, naquele momento. Então, a mulher falou que não sabia o porquê tinha pedido minha opinião, já que não gostava de viado”, disse Marcos.

“Foi aí que um homem, que estava comendo em uma das mesas, e outros dois partiram para cima de mim. O primeiro me pegou pelo pescoço, chegando a me enforcar. Me arrastou até a porta da loja, sendo que eu não fiz nada para ser retirado do local. Chegando na porta, ameaçou minha amiga que filmava a agressão e deu um chute na minha cara”.

De acordo com ele, os funcionários do Habib´s não o ajudaram. “Por fim, um garoto que estava lá me ajudou. Fui na delegacia prestar Boletim de Ocorrência e também realizei exame de corpo de delito”.

Em nota, a assessoria de imprensa do Habib’s afirmou que lamenta a agressão e que a empresa visa a diversidade. “Lamentamos muito que isso tenha ocorrido e ressaltamos que nossa política interna visa garantir que todos os clientes sejam tratados da melhor forma possível em nossos restaurantes, respeitando a diversidade e proporcionando um ambiente democrático a todos. A rede informa ainda que está disposta a colaborar com as autoridades no curso das investigações”.

Homofobia! Jovem de 21 anos é esfaqueado em Rondônia.

O jovem afirma que foi esfaqueado por ser gay

Um jovem de 21 anos, que não teve o nome divulgado, foi esfaqueado nesta sexta-feira (15), na cidade de Porto Velho, em Rondônia. O garoto afirma que foi vítima de um caso de homofobia.

Em depoimento à polícia, a vítima, que é gay, afirmou que estava andando com o pai na avenida Sete de Setembro, quando foi surpreendido pelo suspeito. Ele foi atingido na região do ombro e na mão direita.

“Ele [suspeito] bateu no meu pai e depois veio com as agressões para o meu lado. Me ameaçou e também veio com preconceito”, relatou a vítima ao site G1. Segundo o jovem, ele ainda tentou fugir do agressor.

“Eu dei a volta, meu pai foi para um lado e eu para o outro. Na esquina encontrei o homem que gritou bem assim: ‘Não corre. O primeiro vai ser tu que eu vou matar depois vai ser seu pai’, aí ele me esfaqueou no braço e na mão”, relata.

Até o momento, o homem, que foi identificado como Afonso pela vítima, não foi preso. Também não há informações sobre a motivação do crime. Caso seja encontrado, o suspeito por ser preso por crime de LGBTfobia.

Pai homofóbico é acusado de matar filho de 14 anos por ele ser gay.


Giovanni Melton tinha 14 anos quando foi morto pelo próprio pai.


Dois anos após ser preso por matar o próprio filho, Wendell Melton compareceu à corte do estado de Nevada, nos Estados Unidos, na última quinta-feira. O homem sempre alegou que o disparo que terminou com a morte do filho foi acidental e ocorreu durante uma briga com o adolescente, mas a mãe de Giovanni e amigos próximos acusam o pai do jovem de homofobia. Em entrevista realizada na última semana, Veronica Melton reacendeu a repercussão do caso e apontou o preconceito como motivação para o crime.


Wendell Melton compareceu à corte pela primeira vez na semana passada para uma audiência


Segundo Veronica, o filho contou para ela que era gay apenas dois meses antes de morrer. Ela disse que acredita que o adolescente compartilhou com o pai a mesma informação, o que teria motivado o crime.

“Meu ex-marido estava sempre tentando descobrir se meu filho era gay ou não, mas meu filho nunca dizia. Ele não conseguiria lidar com isso porque quando nós éramos casados ele fazia comentários muito depreciativos contra gays. Eu sei que ele era homofóbico”, disse Veronica à emissora americana KTNV.

Outra ex-companheira de Melton, Sonja Jones, reforçou o mesmo argumento.

“Giovanni foi abusado mentalmente, fisicamente e espiritualmente, por muitos e muitos anos. Wendell odiava o fato do filho ser gay. Eu tenho certeza que na cabeça dele fazia mais sentido ter um filho morto do que um filho gay. Soube que ele descobriu que o filho tinha um namorado”, disse Sonja por telefone à emissora KSNV.

O crime aconteceu na cidade de Henderson, no estado americano de Nevada em novembro de 2017. Wendell Melton compareceu à corte pela primeira vez na semana passada para uma audiência. Ele ficou preso por quase dois anos após o crime e liberado para cumprir prisão domiciliar em agosto. Melton é esperado para uma nova audiência em fevereiro de 2020, mas a Justiça ainda não determinou quando ele será julgado.

Filho e pai são esfaqueados por homofóbico no meio da rua em Porto Velho.




Vítima contou que antes do ataque o suspeito disse: "Não corre. O primeiro vai ser tu que eu vou matar depois vai ser seu pai".

Um jovem de 21 anos, foi esfaqueado na noite de sexta-feira (15) em Porto Velho enquanto andava na rua com o pai. A vítima disse à Polícia Militar (PM), que foi agredido por ser gay. O crime aconteceu na avenida Sete de Setembro, e foi registrado na delegacia como lesão consumada.

Os policiais receberam o chamado e compareceram no local do crime. De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima estava com ferimentos de faca no ombro e na mão direita. O rapaz relatou a PM que estava com o pai andando na rua quando, sem motivo aparente, o suspeito com uma faca na mão atacou os dois.

Na ocorrência o jovem explica como o ataque aconteceu: “Ele [suspeito] bateu no meu pai e depois veio com as agressões para o meu lado. Me ameaçou e também veio com preconceito”, relatou a vítima. Ele ainda contou a PM que tentou fugir do agressor.

“Eu dei a volta, meu pai foi para um lado e eu para o outro. Na esquina encontrei o homem que gritou bem assim: “Não corre. O primeiro vai ser tu que eu vou matar depois vai ser seu pai”, aí ele me esfaqueou no braço e na mão”, relata.
O suspeito, que foi identificado pela vítima apenas como Afonso, ainda não foi encontrado pela polícia.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e realizou os primeiros atendimentos na vítima.

Criminalização da homofobia
No dia 13 de junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 8 votos a 3, permitir a criminalização da LGBTfobia.

Pela decisão do tribunal, casos motivados por LGBTfobia poderão ser enquadradas no crime de racismo. Pena prevista é de um a três anos, podendo chegar a cinco anos em casos mais graves.

Conforme a decisão do STF:

“praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual ou identidade de gênero da pessoa poderá ser considerado crime;
a pena será de um a três anos, além de multa;
se houver divulgação ampla de ato LGBTfóbico em meios de comunicação, como publicação em rede social, a pena será de dois a cinco anos, além de multa;
a aplicação da pena de racismo valerá até o Congresso Nacional aprovar uma lei sobre o tema.

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