quinta-feira, novembro 21, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Taxa de suicídio cai após legalização do casamento gay na Suécia e na Dinamarca.



A taxa de suicídio entre pessoas casadas com alguém do mesmo sexo caiu 46% na Suécia e na Dinamarca desde a legalização do casamento gay, em 2009 e em 2012, respectivamente. No mesmo período observado, a taxa de suicídio entre casais heterossexuais diminuiu 28%.

O levantamento, realizado pelo Instituto Dinamarquês de Prevenção do Suicídio e pela Universidade de Estocolmo, comparou taxas de suicídio de cônjuges em casamentos do mesmo sexo e em matrimônios heterossexuais nos períodos de 1989 a 2002 e de 2003 a 2016. “Embora as taxas de suicídio nas populações em geral da Dinamarca e da Suécia tenham diminuído nas últimas décadas, a taxa para aqueles que vivem em casamento do mesmo sexo diminuiu em um ritmo mais acentuado, o que não foi observado anteriormente”, concluiu o estudo.

“Ser casado protege contra o suicídio”, diz a chefe do estudo, Annette Erlangsen, do Instituto Dinamarquês de Pesquisa para Prevenção do Suicídio. “Legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e outras medidas legislativas podem realmente reduzir o estigma em torno das minorias sexuais”. No entanto, seja qual for seu estado civil, os homossexuais continuam mais propensos a tirar a própria vida.

“Ainda existe um grau considerável de homofobia, principalmente contra homossexuais masculinos”, disse Morten Frisch, do órgão dinamarquês Statens Serum Institut. “Pouco menos de um em cada três homens ainda considera moralmente inaceitável que dois homens façam sexo um com o outro”, disse ele, citando uma pesquisa com mais de 62 mil dinamarqueses divulgada em outubro.

Em 1989, a Dinamarca se tornou o primeiro país do mundo a permitir uniões civis do mesmo sexo, e a Suécia seguiu o exemplo em 1995. O casamento entre pessoas do mesmo sexo, contudo, só foi legalizado em 2009 na Suécia, e em 2012 na Dinamarca.

Gay assumido, Diego Hypólito causa polêmica na web ao aparecer com Bolsonaro.


Diego Hypólito causa polêmica na web ao aparecer com Bolsonaro

Gay assumido, Diego Hypólito acabou causando uma polêmica explosiva após surgir sorridente em foto com o presidente Jair Bolsonaro, que é declaradamente contra pautas voltadas para o público LGBT.

As opiniões se dividiram e o atleta foi chamado desde corajoso até de traidor. “Não acredito que o Diego apoia esse desgoverno”, lamentou uma internauta. “Diego, assim vc trai a comunidade LGBT”, ressaltou outro.

“Esse cara é um dos maiores nomes da ginástica nacional, e já vi por diversas vezes ele se matando atrás de patrocínio ou clube para treinar. Falta investimento…”, pontuou o seguidor. “Corajoso, Parabéns, não respeite a galera do lacre”, falou mais um.

A saber, Hypólito já havia causado polêmica anteriormente após comentar em uma publicação de Bolsonaro nas redes sociais. Além do mais, recentemente, desabafou sobre o bullying sofrido na infância, o que foi mais um motivo para a foto em questão ser ainda mais criticada por internautas.

Band demite radialista por comentário homofóbico contra âncora da Globo.



A BandNews FM Goiânia demitiu o radialista Luiz Gama após o jornalista publicar comentários homofóbicos contra o âncora da Globo, Matheus Ribeiro (relembre o caso aqui). "A rádio combate com convicção quaisquer manifestações de preconceito, intolerância ou discriminação", disse a empresa em nota divulgada na manhã desta segunda-feira (18).

No comunicado, a Band reforçou que não faz juízo de valor sobre posicionamentos pessoais de seus funcionários, ainda mais quando feitos fora do ambiente de trabalho, mas que não iria compactuar com a atitude de Luiz Gama. Na semana passada, o radialista escreveu em seu Twitter que um jornalista da Globo estava "fazendo fama por queimar a rosca".

"O conjunto de ideias e posicionamentos de seu grupo de jornalistas, âncoras e comentaristas, fazem da Band News FM uma forte aliada na defesa de valores importantes para uma sociedade saudável, equilibrada e justa", justificou a a rádio. Na sequência, a publicação diz que a BandNews FM Goiânia conversou com a equipe Feras do Esporte, da qual Gama fazia parte, antes de tomar sua decisão. "Em comum acordo, iniciamos renovação de quadro funcional no sentido de afastar o funcionário Luiz Gama, que adotou caminho contrário a esta postura", informou. 

Em escola do Pará, prova com questões homofóbicas causa revolta entre alunos.



Em nota, o Colégio Adventista de Correios disse que as questões "tinham como objetivo colher as diversas opiniões e sentimentos sobre a temática".

Uma prova de língua portuguesa causou revolta entre pais e estudantes do Colégio Adventista de Correios, em Belém, no Pará, e acabou viralizando nas redes sociais. Sete questões chamaram a atenção pela abordagem homofóbica: “O que é homossexualismo?”, “Isso é coisa moderna?”, “Homossexualismo é doença ou opção sexual?”, “A pessoa nasce ou se torna homossexual?”, “A Bíblia condena a relação homossexual?”, “Homossexualismo tem perdão?”, “Como evitar o homossexualismo?”.

O termo homossexualismo — que remete à relação sexual entre duas pessoas do mesmo gênero como doença — foi retirado da lista de doenças mentais em 1990 por decisão da Assembleia-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde).

Segundo Herisson Lopes, 26 anos, irmão de uma estudante de 14 anos, a prova tinha caráter complementar, podendo os estudantes responderem em casa e entregar até hoje. Para fazerem o teste era preciso ler o livro “De Bem Com Você”, de Sueli de Oliveira e Marcos de Benedicto, que, segundo o irmão da estudante, está no conteúdo programático da escola desde 2016. A prova foi aplicada para alunos do 9º ano.

A irmã de Lopes estava ontem fazendo a prova em casa junto com um colega de aula, e ficou irritada com as questões, o que chamou a atenção do irmão. “Ela estava muito indignada, eu sentei e perguntei o que estava acontecendo. E ali ela me mostrou a prova. Fiquei perplexo, é uma atrocidade. Sou gay, por isso fiquei mais indignado”, conta ele. A prova tinha 50 questões, todas baseadas no livro exigido pela escola.

As perguntas polêmicas foram feitas na questão 35 da prova. Nela, os estudantes deveriam consultar o capítulo “Erros na contramão”, que, segundo a prova, “trata do tema homossexualidade”. O capítulo começa com o seguinte questionamento: “o que leva um rapaz ou uma garota a sentir atração sexual por alguém do mesmo sexo?”.

A estudante chegou a responder a prova, mas não a entregou. Ao invés disso, foi com os pais e o irmão até a coordenação da escola na manhã de hoje. Segundo Lopes, a escola disse desconhecer a prova. “É impossível, como a pessoa não sabe o que está passando dentro de sala de aula”, reclama.



Para demonstrar a indignação, Lopes postou a questões polêmicas nos Stories do Instagram e, na manhã de hoje, o assunto já era um dos mais comentados do Twitter.

Procurada, a diretoria da escola salientou que iria se manifestar pela assessoria. Em nota, o colégio disse que as questões “tinham como objetivo colher as diversas opiniões e sentimentos sobre a temática em estudo e davam a cada estudante a oportunidade de expressar livremente sua opinião”. Além disso, salientou que o uso do livro serviu de auxílio na tarefa, como ocorre em outras disciplinas.

A escola salientou que a tarefa requeria “conhecimento prévio do aluno” e “procura proporcionar um debate qualificado a respeito do assunto. A ideia é a de formar um cidadão que respeita opiniões diversas, bem como seja capaz de pensar por si próprio sobre as temáticas apresentadas”. Por último, a instituição observou que “respeita todos os indivíduos sem qualquer tipo de discriminação sexual, racial, religiosa, ou de outra natureza”.

Entretanto, a nota destaca que a escola é uma instituição confessional, ou seja, vinculada ou pertencente a igrejas ou confissões religiosas. “(O colégio) é reconhecido pela confiança e credibilidade que transmite, especialmente por apresentar uma proposta educacional de alta qualidade, pautada em valores baseados na Bíblia e direcionada a promover o desenvolvimento harmonioso das faculdades físicas, intelectuais, espirituais e sociais de cada aluno”, destacou a nota.

Homem acusado de assassinar cabeleireiro gay é preso.



Homem acusado de assassinar cabeleireiro gay é preso 


O caso do cabeleireiro gay, Plínio Henrique de Almeida Lima, de 30 anos ainda se arrasta. Na ocasião, o rapaz andava na rua com o marido e amigos quando foi surpreendido por dois homofóbicos e acabou sendo morto.

A priori, os assassinos começaram a proferir comentários odiosos sobre a orientação de Plínio. Após o cabeleireiro responder às críticas, foi atingindo com golpes de canivete e não resistiu aos ferimentos.

Nesta segunda-feira (18), após investigações da Divisão de Capturas do DOPE, um dos integrantes da dupla foi preso. Em dezembro de 2018, outro integrante da ação, Fúvio Rodrigues de Matos de 32 anos, foi preso após confessar o crime.

Na época, o acontecido tomou grandes proporções e suscitou a discussão sobre LGBTfobia e sua criminalização, já que ano passado o crime ainda não era devidamente tipificado na legislação. Este ano, a homofobia foi enquadrada como crime de racismo.

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