segunda-feira, novembro 25, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Indonésia proíbe a contratação de homossexuais em ministérios.




Como já se sabe, a Indonésia é um país bem inóspito com LGBTs. Desta vez, os ministérios indonésios estão proibindo a contratação de mulheres grávidas, homossexuais e deficientes. O Defensor Público, Ninik Rahayu, denunciou a medida.

“O Ministério da Defesa proíbe as mulheres grávidas de se candidatarem a um emprego, enquanto a AGO e o Ministério do Comércio proíbem isso com pessoas trans”, afirmou Ninik.

“Proibir as pessoas de se candidatarem a um emprego simplesmente porque são transgêneros não é aceitável e é uma violação dos direitos humanos”, acrescentou ele à AFP. “A Indonésia deve tentar recrutar os melhores e mais brilhantes candidatos para sua administração pública, sem aplicar restrições arbitrárias e odiosas”, acrescentou.

“Isso vai contra a Constituição da Indonésia e suas obrigações sob o direito internacional dos direitos humanos”, concluiu o defensor, que ressaltou que qualquer tratamento indigno não será tolerado.

Ativistas LGBTs abrem ação contra Crivella e pedem 1 milhão de indenização.


Marcelo Crivella e imagem de beijo entre personagens gays de Vingadores 


Três instituições que lutam pelos direitos da comunidade LGBT se uniram nesta quinta-feira (21), para mover uma ação contra o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB).

A atitude dos grupos tem a intenção de reparar os danos morais coletivos sofridos pela comunidade LGBT, após a tentativa de censura causada por Crivella na última Bienal do Livro do Rio. O caso ocorreu por conta de uma HQ de Vigadores, que tinha dois homens se beijando.

A ação é encabeçada pelas entidades Antra (das travestis e transexuais), ABGLT (de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersexos) e GADvS (Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero).

Por conta do transtorno causado, que na época foi parar no STF, as entidades pedem a indenização de R$ 1 milhão. O valor deve ser pago pelo prefeito caso a Justiça do conceda o pedido de forma integral.

Em entrevista ao site Gaúcha ZH, a advogada do grupo Antra, Maria Eduarda Aguiar da Silva, disse que a ação coletiva contra o pastor, que é primo de Edir Marcedo, é um ato pedagógico.

“A atitude de Crivella não é isolada. O Brasil entrou numa onda conservadora e voltada para a censura. Estamos vendo o governo federal, por exemplo, censurando editais LGBTs no cinema. Parece que tudo que é para a comunidade está sofrendo um ataque, e a gente precisa combater isso”, apontou.

Com o valor de indenização solicitado, os grupos solicitam que Crivella invista na criação de um fundo para implementar políticas públicas voltadas ao combate à LGBTfobia. Além disso, também é pedido uma retratação pública em um grande veículo de comunicação.

Em SC, professora sofre transfobia ao se candidatar para ser diretora.



Uma professora transexual da cidade de Gaspar (SC) foi alvo de transfobia por parte da mãe de um aluno após ela se candidatar para o cargo de diretora do colégio. Segundo o blog Universa, do UOL, Lodemar Schmitt, de 45 anos, é professora de matemática há mais de 25 anos e decidiu apresentar um projeto para tornar a aprovação dos alunos vai rígida e melhorar a convivência na escola.

A votação foi marcada para esta sexta-feira (22/11), mas na quarta (20/11), a mãe de um dos alunos quis incentivar outros pais, através de um grupo de Whatsapp, que é triste um homossexual vestido de mulher querer se tornar o espelho da escola. Essa mãe ainda disse que a indicação de Lodemar para o cargo vai contra os valores da família e que pode influenciar estudantes a serem transgêneros.

Com a repercussão, alunos, ex-alunos e outros professores criticaram a postura da mãe e ela contratou até uma advogada, que pediu uma retratação por mensagem e que fizesse uma faixa para ser colocada em frente à escola contra o preconceito, mas sua postura, mascarada de boas intenções, não mudou. Na publicação, ela soltou a típica frase de “não sou preconceituosa, tenho até amigos que são gays”. O cartaz não foi feito e a professora disse que vai manter o processo em que alega ter sofrido racismo e homofobia dessa mãe.

Após sofrer homofobia, cabeleireiro espanca homem até a morte.


A vítima afirmou que chamada de bixa e viado minutos antes do crime

Um cabeleireiro foi preso suspeitos de espancar um homem até a morte nesta quarta-feira (19), na cidade de Anápolis, 55km de Goiânia. O caso teria acontecido após o agressor ter sofrido homofobia.

Conforme a Polícia Civil, o suspeito, identificado como Euder Cruz Assunção, de 26 anos, afirmou que havia sido ofendido pela vítima, Antônio Alves dos Santos, de 48 anos, minutos antes do crime. Antônio tentou invadir um terreiro de umbanda bêbado e o chamado de “bixa” e “viado”.

Irritado com as ofensas, ao sair do terreiro Euder encontrou Antônio na rua e desferiu vários socos no rosto da vítima. A agressão foi assistida por trabalhadores e clientes que estavam em uma lanchonete.

Ao site G1 o delegado titular da Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), Vander Coelho, disse que o crime é tratado como homicídio e que imagens das câmeras dos comércios da região ajudaram nas investigações.

“Por mais que a vítima tenha ofendido o agressor, a reação foi desproporcional. Normalmente, nos casos de homofobia, o ofendido é que é agredido, e não o agressor”, disse o delegado.

Há poucos meses a cidade Goiânia ganhou destaque na mídia também por outro caso de homofobia. Após sair da Parada LGBTI+ da cidade, um rapaz relatou que foi vítima de estupro e homofobia. O caso segue em investigação.

Envolvido em morte de cabeleireiro gay é preso acusado de ameaçar testemunhas.




A Divisão de Capturas do DHPP – Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoas – esclareceu que Jamerson Matos dos Santos foi preso acusado de ameaçar e coagir testemunhas do caso em que o cabeleireiro Plínio Henrique de Almeida Lima, de 30 anos, foi assassinado na avenida Paulista, no dia 21 de dezembro de 2018, por motivações homofóbicas.

Segundo informações do R7, Santos estava foragido da Justiça e na última segunda-feira (18/11), os policiais conseguiram prendê-lo em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara do Juri de São Paulo, no último dia 25 de outubro. Apesar de estar envolvido no caso, inicialmente, Jamerson havia sido ouvido apenas como testemunha, já que quem matou o cabeleireiro foi Fuvio Rodrigues Matos, amigo do suspeito, e acusado de desferir um golpe de canivete na vítima após fazer insultos homofóbicos contra rapaz.

No entanto, segundo a polícia, Jamerson passou a ameaçar e coagir testemunhas do caso, e por isso, a Justiça acatou o pedido de prisão preventiva. Ele deverá responder pela prática de crime de homicídio qualificado.

Jovem é agredido no interior de SP e alega homofobia: “Disseram que ‘viado’ tinha que morrer”.




Um jovem de 25 anos registrou um boletim de ocorrência depois de ser agredido por um grupo em Tupã (SP), na última sexta-feira (15/11). Segundo o rapaz, as agressões ocorreram por ele ser homossexual.

De acordo com o registro da Polícia Civil, a vítima relatou que se desentendeu com um rapaz em um baile funk, na noite de quinta-feira (14/11). Ao G1, o jovem, que não quis se identificar, disse que foi um caso de homofobia. “O rapaz estava na festa e falou que eu estava me esfregando nele. Eu sou gay e gosto de dançar, de me divertir. Aí ele pegou e deu três murros nas minhas costas. Quando virei de frente, descontei e ficou por isso mesmo”, lembra a vítima.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, na sexta-feira, o rapaz com quem a vítima tinha se desentendido no dia anterior o encontrou em uma choperia da cidade, na Avenida Tamoios, e os dois tiveram uma nova discussão. O rapaz estava acompanhado de dois amigos, um homem e uma mulher, que também se envolveram na confusão. De acordo com o registro, a vítima foi agredida com arranhões, chutes e ‘gravatas’, sofrendo diversas lesões.




“Um dos caras falou que ‘viado’ tinha que morrer, que tinha que apanhar mesmo. Aí me levaram para o meio da rua e começaram a me bater”, contou a vítima ao G1. Segundo o registro, o jovem foi socorrido para a UPA e, quando saiu do local, teve uma crise convulsiva e desmaiou, sendo levado para a Santa Casa para atendimento médico. A vítima recebeu alta e se recupera em casa.

O boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal e os suspeitos foram identificados e ouvidos nesta terça-feira (19). Segundo a polícia, eles disseram que as agressões foram mútuas. No entanto, as motivações ainda serão apuradas.

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