terça-feira, novembro 12, 2019

POLÍTICA

Lula diz que Bolsonaro governa para 'milicianos' e que está de volta para lutar.


Lula faz discurso em São Bernardo do campo (SP).

Após 580 dias preso em Curitiba, Lula retorna ao seu berço político em uma imagem muito similar àquela vivida no dia da sua prisão.

Após 580 dias preso em Curitiba, Lula retorna ao seu berço político em uma imagem muito similar àquela vivida no dia da sua prisão, em 7 de abril de 2018.

Em São Bernardo do Campo (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o seu segundo discurso em liberdade neste sábado (9) marcado por críticas a OperaçãoLavaJato e mirando as eleições de 2022 ao se colocar como adversário direto do trio Jair Bolsonaro, Sergio Moro e Paulo Guedes.

“O cidadão [Bolsonaro] foi eleito democraticamente. Ele foi eleito para governar para o povo brasileiro, e não para governar para os milicianos do Rio de Janeiro [...] Eles têm que explicar por que estão apresentando um projeto econômico que vai empobrecer ainda mais a sociedade brasileira”, afirmou o ex-presidente. 

De acordo com Lula, o Brasil “não merece o governo que tem”. O ex-presidente afirmou que a “esquerda vai derrotar a ultradireita” em 2022. 

“Nós não podemos permitir que eles destruam o nosso País [..] Não podemos permitir que os milicianos acabem com o País que construímos. Um País que era respeitado no mundo inteiro [...] É uma questão de honra recuperar esse País”, completou.

Ao citar o presidente Bolsonaro, o petista afirmou que ele “nunca fez um discurso” e só “ofende as mulheres, negros e LGBTs”. 

“Ele tem que explicar quem matou Marielle. Ele tem que explicar onde está o Queiroz. Como ele acumulou patrimônio, porque ele querem destruir a Petrobras, o BNDES, o Banco do Brasil”, questionou o petista.

No fim do discurso, Lula reafirmou a sua oposição à Bolsonaro ao criticar a agenda de reformas e citar que países vizinhos, como Chile e Argentina, estão enfrentando problemas com o modelo liberal proposto pelo ministro da economia Paulo Guedes, a quem o petista se referiu como “destruidor de sonhos”.  

Lula deixou a prisão em Curitiba na última sexta-feira (8), após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que derrubou a prisão depois de condenação em segunda instância. O juiz que assinou o despacho foi Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Federal de Curitiba.

Na manhã deste sábado, o petista embarcou em um avião fretado para São Paulo. O ex-presidente estava preso desde abril do ano passado por ser condenado em 2ª instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá, investigado na Operação Lava Jato.

Dirceu deixa a prisão e reencontra Lula

Além do ex-presidente, o ex-ministro José Dirceu também foi liberado da prisão após determinação da Justiça do Paraná. Ele estava preso desde maio de 2019 no Complexo dos Pinhais. 

A decisão foi da juíza Ana Carolina Bartolamei Ramos, da 1ª Vara de Execuções Penais de Curitiba. O ex-ministro responde por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa em processos da Lava Jato. 

Após deixarem a prisão, os petistas se reencontraram em uma festa organizada no apartamento de um amigo de Lula. Dirceu aproveitou o reencontro para gravar um vídeo ao lado do vice-presidente do PT, o deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP).

“Eu estava na trincheira da prisão. Agora estou aqui de novo na trincheira da luta. Agora não é [a] do Lula livre. Agora é para nós voltarmos e retomarmos o governo do Brasil”, afirmou o ex-ministro. 

O que o STF decidiu antes? 

Essa foi a terceira vez em que o STF mudou seu entendimento sobre prisão após condenação em segunda instância. Desde a promulgação da Constituição atual, em 1988, condenados eram presos após a segunda condenação. Em 2009, o Supremo passou a exigir o trânsito em julgado, ou seja, quando não restam mais recursos.

Já em fevereiro de 2016, a corte permitiu a prisão de uma pessoa do estado de São Paulo que ainda tinha recursos pendentes. Em dezembro daquele ano, a mudança foi consolidada no julgamento de um recurso com repercussão geral reconhecida, quando a decisão passou a ser seguida por todos os tribunais do País.

Em 4 de abril de 2018, o plenário negou um habeas corpus preventivo ao ex-presidente Lula. No dia seguinte, o juiz Sergio Moro determinou a prisão do petista.

‘Lutar pela Justiça não é tarefa fácil’, diz Moro após juiz soltar Lula.



Em mensagens compartilhadas no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro chamou Lula de “canalha” e o ministro da Justiça Sergio Moro lamentou a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal). Eles se manifestaram sobre a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na manhã deste sábado (9).

Moro afirmou que “lutar pela Justiça não é tarefa fácil” e disse que a decisão do STF ainda pode ser alterada. 

Bolsonaro não citou o nome do petista, mas em referência ao ex-presidente escreveu que seus apoiadores não deveriam dar “munição ao canalha” que está “momentaneamente livre”, mas “carregado de culpa”.

O vídeo que acompanha a publicação de Sergio Moro foi gravado na última sexta-feira (8), durante a cerimônia de posse na Academia Nacional de Polícia. O presidente Jair Bolsonaro também estava presente no evento.

Já em sua publicação, Bolsonaro recupera trecho de discurso em que cita os “amantes da liberdade” e agradece ao ministro da Justiça por sua atuação na Operação Lava Jato. O presidente atribui à Moro parte da responsabilidade de sua eleição.

“Em parte, o que acontece na política no Brasil, devemos a Sergio Moro”, diz o presidente.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu da prisão após 580 dias preso em uma cela na sede da Polícia Federal (PF) em Curitiba, na tarde da última sexta-feira (8).

O juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Federal de Curitiba, determinou a expedição do alvará de soltura do ex-presidente após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de derrubar a prisão após condenação em segunda instância.

Lula ataca TV Globo e ‘lado podre' da PF e do Ministério Público em 1º discurso.


O ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva deixa a prisão em Curitiba.

“Eu quero lutar para mostrar que se existe uma quadrilha, é essa maracutaia que eles tentaram, ao lado da Rede Globo, de criar a imagem de que o Lula era bandido”, declarou o ex-presidente.

Em seu primeiro discurso ao sair da prisão em Curitiba, na tarde desta sexta-feira (8), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o que ele chamou de “lado podre do Ministério Público, da Polícia Federal, da Receita Federal”, que, de acordo com ele, trabalharam para criminalizar a esquerda, o PT e o próprio Lula.

Sob os gritos de “Lula, eu te amo” e fogos de artifício, o petista agradeceu aos militantes, mencionou nomes da liderança do PT, da CUT e do MST.

Ainda, fez questão de agradecer nominalmente ao seu advogado Cristiano Zanin, à Gleisi Hoffmann, presidente do PT, e também ao ex-prefeito Fernando Haddad.

Em sua fala, Lula afirmou que nunca pensaria que estaria conversando com homens e mulheres que permaneceram durante 580 dias gritando “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite”.

“Não importa se estivesse chovendo ou se estivesse 40 graus, vocês eram o alimento da democracia que eu precisava para resistir”, disse o ex-presidente.

Após os agradecimentos, Lula também aproveitou o momento para apresentar a sua namorada, a socióloga Rosangela da Silva.

“Eu consegui a proeza de, preso, arranjar uma namorada, estar apaixonado e ela ainda aceitar casar comigo”, declarou o ex-presidente, dando um beijo na namorada.

No discurso, Lula afirmou que o Brasil “não melhorou” depois que ele saiu do governo e afirmou que está “mais corajoso” para percorrer o Brasil e “melhorar a vida” no País. Ainda, teceu críticas fortes a atuação da Polícia Federal e do Ministério Público na Operação Lava Jato.

“Eu quero lutar para mostrar que se existe uma quadrilha, é essa maracutaia que eles tentaram, ao lado da Rede Globo, de criar a imagem de que o Lula era bandido”, declarou.

No final da fala, o ex-presidente agradeceu a todos os militantes que estiveram presente na sede da PF.

“Eu saio daqui sem ódio. Aos 74 anos, o meu coração só tem espaço para o amor”, afirmou.

Bolsonaro diz que não estaria onde está se não fossem as decisões de Moro quando juiz.



Sergio Moro foi o responsável por condenar em primeira instância o ex-presidente Lula, que era líder das pesquisas eleitorais.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (8) que não estaria onde está agora se o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, não tivesse cumprido bem a missão quando era juiz responsável pela operação Lava Jato.

Segundo o presidente, que fez discurso ao lado do ministro durante cerimônia de formatura de novas turmas da Polícia Federal, parte do que acontece na política brasileira atualmente se deve a Moro.

Bolsonaro não citou nenhuma ação específica julgada por Moro enquanto esteve à frente da Lava Jato. No entanto, Moro foi o responsável por condenar em primeira instância o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que era líder das pesquisas eleitorais antes de ser proibido de disputar a eleição do ano passado devido à Lei da Ficha Limpa.

URGENTE!! ATÉ que Enfim Resolveram Contar TUDO para os Brasileiros


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