terça-feira, novembro 05, 2019

POLÍTICA

Bolsonaro afirma que pegou áudios da portaria de condomínio 'antes que fossem adulterados'


O presidente Jair Bolsonaro na entrada do Palácio da Alvorada. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
“A minha convicção é de que ele [Witzel] agiu no processo para botar meu nome lá dentro", disse Bolsonaro a jornalistas neste sábado (2).

Presidente também acusou novamente o governador Wilson Witzel de manipular o processo que trata assassinato de Marielle Franco.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que teve acesso aos áudios das ligações realizadas entre a portaria e as casas do condomínio em que mora, Vivendas da Barra antes que, segundo ele, os áudios fossem adulterados.

A afirmação foi feita durante entrevista a jornalistas em Brasília, neste sábado (2), ao visitar uma concessionária de motos. O presidente, no entanto, não especificou a data em que retirou os arquivos da portaria do condomínio.

“Agora, eu estava em Brasília, está comprovado. Várias passagens minhas pelo painel eletrônico da Câmara, com registro de presença, na quarta-feira geralmente parlamentar está aqui”, disse o presidente que, em seguida, falou sobre o acesso que teve aos áudios da portaria do Vivendas da Barra.

“Eu estava aqui, não estava lá, e outra, nós pegamos antes que fosse adulterado, pegamos lá toda a memória da secretária eletrônica, que é guardada há mais de anos, a voz não é minha. Não é o seu Jair. Agora, que eu desconfio, que o porteiro leu sem assinar ou induziram ele a assinar aquilo. Induziram entre aspas, né? Induziram a assinar aquilo.”

Em seguida, o presidente acusou novamente o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de manipular o processo sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco para incluir seu nome. Bolsonaro afirmou que Witzel está usando a “máquina do estado” para perseguir a ele, parentes e amigos com o objetivo de se tornar presidente da República.

"A minha convicção é de que ele [Witzel] agiu no processo para botar meu nome lá dentro."

-Presidente Jair Bolsonaro, em conversa com jornalistas

“A minha convicção é de que ele [Witzel] agiu no processo para botar meu nome lá dentro. Espero agora que não queiram jogar para cima do colo do porteiro. Pode até ser que ele seja responsável, mas não podemos deixar de analisar a participação do governador. Como é que pode um delegado da Polícia Civil ter acesso às gravações da secretária eletrônica?”, disse.

Anteriormente, Bolsonaro já havia acusado Witzel de supostamente atuar de forma irregular nesse caso e o governador fluminense se defendido publicamente das afirmações feitas. Ele não se manifestou ainda neste sábado.

“Chegando [no governo], [Witzel] virou inimigo nosso e começou a usar a máquina do estado para perseguir Flávio, Carlos, eu, o [deputado] Hélio Negão e tudo quanto é amigo meu está sendo investigado”, completou o presidente.

O contexto do nome de Bolsonaro na investigação do caso


Reportagem do Jornal Nacional relaciona o nome do presidente Jair Bolsonaro ao caso Marielle Franco.

Nesta semana, reportagem do Jornal Nacional revelou que o nome do presidente foi citado em documentos da investigação do caso Marielle Franco. A Polícia Civil do Rio de Janeiro teve acesso ao livro de visitas do condomínio Vivendas da Barra, na Zona Oeste carioca, onde o presidente mora, assim como o policial militar Ronnie Lessa, acusado de ser autor dos disparos contra a vereadora em março de 2018.

No dia do crime, em 14 de março de 2018, Elcio Queiroz, outro envolvido no crime, teria anunciado que iria à casa 58, de Bolsonaro, mas foi à 65, de Lessa. Menção ao presidente pode fazer com que o inquérito siga para o STF (Supremo Tribunal Federal). 

A reportagem aponta que, em dois depoimentos, o porteiro reiterou ter interfonado para a casa 58 e que identificou alguém “com a voz do Seu Jair”. O JN destaca que a guarita do condomínio Vivendas da Barra grava as conversas da portaria e tenta, agora, recuperar as informações da data. No mesmo dia, contudo, reportagem aponta que Bolsonaro estava em Brasília.

Bolsonaro, que estava na Arábia Saudita à época, entrou ao vivo pelo Facebook às três horas da manhã do horário local. Durante transmissão, o presidente mostrou descontrole, falou palavrões e, em momentos de fúria, afirmou que a TV Globo tenta atacar sua imagem e disse que não renovará sua concessão. Ele também acusou o governador fluminense, Wilson Witzel, de ter sido o responsável pelo vazamento da informação contida no inquérito.

“Vocês vão renovar a concessão em 2022, não vou persegui-los, mas o processo tem que estar limpo. Se não estiver limpo, não tem concessão da renovação de vocês. Vocês apostaram em me derrubar no primeiro ano e não conseguiram”, disse, sobre a TV Globo. “O senhor [Wilson Witzel] só se elegeu governador porque ficou o tempo todo colado com o Flávio, meu filho”.

Bolsonaro ainda questionou: “Qual a intenção de desgastar o governo federal? O que vocês ganham com um governo fraco?” E continuou: “Qual a intenção de vocês? O orgasmo da TV Globo é ver alguém preso? Eu seguro a onda. Eu tenho imensa responsabilidade. Eu tenho compromisso. Apesar da imprensa porca, nojenta, canalha, imoral.”

Witzel manda polícia investigar vídeo que o critica e o relaciona à Globo.

No vídeo, também é possível escutar 1 narrador dizendo que Witzel liberará recursos do Estado do RJ para o Grupo Globo

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), determinou que a Polícia Civil investigue 1 vídeo em que ele aparece como “pretenso candidato da Globo” com a intenção de “tentar destruir a imagem do presidente da República”, Jair Bolsonaro.

O vídeo começou a ser amplamente divulgado via WhatsApp por bolsonaristas. Na montagem, é possível escutar 1 narrador dizendo que Witzel liberará recursos do Estado para o Grupo Globo. Diz que a intenção de Witzel é “destruir a imagem de Bolsonaro” e pede para que o vídeo seja divulgado.

Com a determinação, a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática instaurou 1 inquérito, na 6ª feira (1º.nov). Além de investigar a origem do material, apurará se houve disparo em massa.

O governador também pediu que o Gabinete de Segurança Institucional do Rio de Janeiro entre no caso.

Assista ao vídeo (1min36s):


EMBATE

A afirmação é similar à fala de Bolsonaro durante live realizada na 3ª feira (29.out). Na ocasião, Bolsonaro culpou o governador do Rio de Janeiro por “vazar” informações do processo de Marielle para a TV Globo.

Além disso, o presidente disse que Witzel só foi eleito pela proximidade com seu filho 01, o senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), durante a campanha. Bolsonaro disse ainda que, depois de eleito, o governador fluminense estaria tentando “destruir” sua família para concorrer à Presidência em 2022.

Horas depois, o chefe do Executivo do Rio respondeu às acusações de Bolsonaro. No Twitter, afirmou que lamentava as declarações do presidente e que “jamais houve qualquer tipo de interferência política nas investigações conduzidas pelo MP e pela Polícia Civil”. Também declarou que não “compactua” com “vazamentos à imprensa”.


Deputados do PSL gastam verba com firmas fantasmas.



BRASÍLIA — Os deputados federais do PSL Julian Lemos (PB) e Heitor Freire (CE) gastaram R$ 97 mil da verba indenizatória da Câmara para imprimir panfletos e 70 mil informativos ao todo com um balanço dos primeiros meses de mandato. No endereço da empresa que eles disseram ter tido o serviço prestado, em Riacho Fundo (DF), funciona apenas um lava a jato. Não foram os únicos. O Estado identificou que 20 dos 53 deputados do partido do presidente Jair Bolsonaro, eleitos com o discurso de renovação da política, apresentaram à Câmara pedido de ressarcimento de R$ 730 mil por serviços prestados por firmas que não existem nos endereços informados nas notas fiscais.

Entre os meses de maio e outubro, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Felipe Francischini (PSL-PR), contratou por R$ 45 mil a Look Estratégias e Marketing. No endereço dela há uma placa de aluga-se. Segundo os vizinhos, o último inquilino foi um consultório odontológico. Além de Francischini, os deputados Fábio Schiochet (SC) e Nereu Crispim (RS) também compraram os serviços da empresa por R$ 12,5 mil e R$ 4 mil, respectivamente.

Dono da Look, Rafael Magalhães admitiu ao Estado que a firma não funciona no endereço da nota fiscal, um shopping em Taguatinga, e não informou onde ela está instalada.

Deputado de primeiro mandato, Professor Joziel (RJ) gastou R$ 41 mil de verba pública com a impressão de jornais na Total Gráfica e Editora. No endereço da empresa funciona um salão de beleza. Na nota fiscal não consta o número de exemplares impressos, o que dificulta a fiscalização.


Julian Lemos (PSL-PB) gastou R$ 63mil em uma gráfica que diz funcionar num Lava Jato em Planaltina, no Distrito Federal.

No local onde a Total Gráfica deveria funcionar, o Estado localizou o mecânico Adail Pereira Alves, que se apresentou como tio do dono da empresa. Ele contou que a firma deixou de funcionar em 2018, quando o parente desapareceu depois de uma de suas empresas falir. “Na época, ele sumiu. Para achar ele é difícil, ninguém encontra. ‘Zicou’ tudo”, lamentou.

Apesar de ter verba da Câmara para enviar os informativos que diz ter mandado imprimir para sua base eleitoral pelos Correios, o deputado Joziel afirma que o transporte foi feito por seus funcionários. “Os assessores levam em bagagens de mão”, disse. “Além disso, um funcionário meu que tem uma caminhonete recentemente fez uma remessa maior.” O deputado não soube dar detalhes da distribuição do material, nem precisar as informações contidas nos boletins.

Ele também disse não ver necessidade de checar se a empresa que está contratando com dinheiro público existe. “Gerou nota? Foi aprovado pela Câmara? Se isso aconteceu, a gente não tem preocupação de ir lá ‘in loco’.”

Delegado Pablo (PSL-AM) pagou R$ 100 mil a um colega de partido para cuidar das suas redes sociais e comunicação. A consultoria contratada, que não funciona no local informado, foi a de Igor Cordovil, atual secretário-geral do PSL no Amazonas. Delegado Pablo recomendou que a reportagem entrasse em contato com a assessoria, que informou o número de Cordovil. O secretário do PSL, no entanto, disse que não trabalha mais para o parlamentar. A reportagem não conseguiu entrar em contato novamente com o deputado.

Eleita pelo Paraná, Aline Sleutjes (PSL) foi buscar consultoria de marketing na Prisma Comércio e Serviço, empresa localizada em Samambaia, na periferia de Brasília, para o qual pagou R$ 14 mil de verba da Câmara. A assessoria da deputada informou que a firma fez um levantamento de dados, montagem de banco de imagem e atualização de suas redes sociais.

O dono da Prisma, João Alexandrino Vasco, informou que não se lembra da deputada. “São várias atividades de prestação de serviço. A especialidade é prestação de serviço de limpeza, conservação, auxílio a mídias. Não conheço nenhuma Aline”, afirmou o empresário.

No endereço da empresa há um imóvel residencial. O dono da Prisma afirmou que no local mora sua mãe. “Não tem endereço físico. O serviço é no cliente”, disse. Ele também afirmou que não tem funcionários.

‘Eu não sei’. Os deputados Julian Lemos e Heitor Freire, que contrataram uma gráfica onde funciona apenas um lava a jato, disseram não saber a localização da firma, mas garantiram que receberam o material encomendado da MaxPel+Car. “Eu mandei imprimir prestação de contas e livros contra pedofilia”, disse Lemos. Sobre a gráfica não existir no endereço da nota, afirmou que “deputado é feito para fazer leis”, o resto é com a assessoria. Até o fechamento desta edição, sua equipe não soube dizer onde funciona a firma. Freire afirmou que “tudo foi feito no seu gabinete e não teve conhecimento sobre endereço e sede física da gráfica”.

A MaxPel+Car está no nome de Lucas Nogueira, de 21 anos. Ele disse que está desempregado, que não conhece Julian Lemos nem Heitor Freire e pediu ao Estado que falasse com seu pai. Alexei Maxuel, o pai, é dono do lava a jato e reconheceu usar o mesmo CNPJ para prestar outros serviços a deputados - de gráfica a venda de refrigerante.

Mesmo faturando alto com a bancada do PSL, ele avalia que os gastos dos parlamentares com o serviço de impressão são “exagerados”. “Eu sempre me perguntei sobre isso como cidadão. Agora, como comerciante, acho uma maravilha, porque sempre sobra uma pontinha para eu rodar (imprimir).”

Os deputados Felipe Francischini, Nereu Crispim e Fabio Schiochet, que contrataram a Look Estratégias e Marketing, alegaram que os serviços vêm sendo prestados. “Em relação ao endereço, informo que cobrei solução dos responsáveis da Look, e fui informado que a atualização foi solicitada”, disse Francischini. Crispim contou que conheceu o representante da Look “pelas dependências da Casa Legislativa”. A assessoria de Schiochet disse que “o endereço da firma não é de responsabilidade dele”.

‘Parlamentar deve checar existência de prestador’
Ao contratar uma empresa que mentiu sobre sua localização, o parlamentar está cometendo uma irregularidade fiscal, na opinião do advogado Saulo Stefanone Alle, especialista em direito público. “A lei é clara. Todo aquele que contrata utilizando dinheiro público deve demonstrar como e por que escolheu o fornecedor. Deve reunir documentos que demonstrem a idoneidade do fornecedor”, diz.

O advogado acrescenta que a Constituição Federal também proíbe que se contrate com dinheiro público quem não esteja em dia com contribuições previdenciárias e com FGTS. “A cota parlamentar é dinheiro público. Não é salário. O parlamentar tem o dever legal e moral de utilizá-lo com decência. Eles têm essa obrigação porque o dinheiro é público, é a primeira obrigação que ele tem.”

Para o presidente da comissão de direito tributário da OAB, Tiago Conde, a prestação de contas do gasto parlamentar precisa ser “severa”. “A lei determina que o parlamentar cheque a idoneidade da firma e sua real existência. Não existe essa história de só mandar um pendrive (para a gráfica imprimir) e acabou”, observou.

A Câmara dos Deputados informou que “não chancela qualquer ilícito” e que compete aos deputados atestar que o serviço foi prestado e que a documentação apresentada pelo prestador é autêntica e legítima.

“Pelo normativo vigente, não compete à área técnica da Casa verificar o cumprimento do serviço, cabendo ao parlamentar atestar que o material foi recebido ou o serviço prestado, que o objeto do gasto obedece aos limites estabelecidos na legislação e a documentação apresentada é autêntica e legítima. Caso haja indícios de irregularidades no uso da cota parlamentar, qualquer cidadão pode procurar os canais oficiais para formalizar denúncia”, informou a assessoria da Casa. 


Bomba! Bolsonaro confessa que pegou as gravações da portaria antes da justiça!




VAI TER (outro) GOLPE? #meteoro.doc




FOLHA DESMASCARA MENTIRA DE BOLSONARO!!!




BOLSOMINIONS ARREPENDIDOS: MILITARES | Galãs Feios




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