sexta-feira, dezembro 13, 2019

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 A ‘pirralha’ Greta Thunberg é eleita ‘Personalidade do Ano’ pela ‘Time’.



Greta Thunberg é eleita 'Personalidade do Ano' pela 'Time'.

A revista norte-americana “Time” elegeu a ativista sueca Greta Thunberg, um dos principais nomes da luta contra as mudanças climáticas, como “Personalidade do Ano” de 2019. A informação foi revelada nesta quarta-feira (11).

A adolescente de 16 anos ganhou a capa da publicação que, desde 1927, todo mês de dezembro presta uma homenagem à pessoa que marcou os 12 meses anteriores.

Thunberg é líder de um movimento global de estudantes contra as mudanças climáticas e causou incômodo em líderes políticos ao cobrá-los na ONU pela falta de ações para combater o aquecimento global.

Ela ganhou destaque internacional depois de iniciar protestos semanais do lado de fora do Parlamento da Suécia e inspirar milhões de jovens a lutarem pelo clima às sextas-feiras na campanha “Fridays For Future”.

Sua iniciativa rendeu uma campanha pelo Prêmio Nobel da Paz em 2019, mas também foi alvo de críticas por líderes como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que a chamou de “histérica”.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a chamou “pirralha” após ser perguntado sobre o assassinato, no último final de semana, de dois índios Guajajara, no Maranhão.

“Índio? Qual é o nome daquela menina lá? Greta. A Greta já falou que os índios morreram porque estavam defendendo a Amazônia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí. Pirralha”, disse Bolsonaro, ao falar com jornalistas na última terça-feira (10).

Logo depois, Thunberg passou a usar a mesma palavra na descrição de seu perfil no Twitter.

“Vocês roubaram os meus sonhos e infância. Estamos no início de uma extinção em massa, e a única coisa que vocês falam é sobre dinheiro e o conto de fadas de crescimento econômico eterno. Como se atrevem?”, afirmou Greta em um de seus discursos mais duros na ONU, em setembro.

A sueca já fez pronunciamentos em diversos eventos internacionais como o Fórum Econômico Mundial e a Conferência pelo Clima da ONU.

Moro responde a Maia sobre Paraisópolis: 'Não podemos confundir as coisas'.




 'Tanto no caso da menina Ágata como no episódio de Paraisópolis, não teria qualquer pertinência a aplicação da proposta de excludente de ilicitude constante no projeto anticrime', disse Sérgio Moro

BRASÍLIA - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, respondeu ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, após o deputado ter afirmado que, se uma proposta do projeto de lei anticrime estivesse vigorando, não estariam sendo investigados os envolvidos na operação policial em Paraisópolis que terminou com a morte de nove pessoas no início do mês.

Uma das propostas do pacote do ministro Sérgio Moro, a ampliação da chamada excludente de ilicitude, lista situações em que policiais em atividade e cidadãos em geral poderiam ficar sem punição mesmo se causassem mortes. O ministro afirmou, no entanto, que essa regra não poderia se aplicar no caso específico de Paraisópolis, bem como na morte da garota Ágatha Felix, no Rio de Janeiro, por um tiro de policial.

“Respeitamos a decisão da Câmara de rejeitar a excludente de ilicitude, mas não podemos confundir as coisas. Tanto no caso da menina Ágata como no episódio de Paraisópolis, não teria qualquer pertinência a aplicação da proposta de excludente de ilicitude constante no projeto anticrime”, disse Sérgio Moro ao Estado nesta segunda-feira, 9.

Maia tocou no assunto horas mais cedo ao defender as alterações promovidas pela Câmara dos Deputados no projeto de lei enviado ao Legislativo pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública. "Se o projeto estivesse sancionado com o excludente de ilicitude, os policiais do caso Paraisópolis não estariam sendo investigados", disse Maia.

Nove pessoas morreram pisoteadas e 12 ficaram feridas durante tumulto após ação da Polícia Militar em baile funk na comunidade na madrugada de domingo, 1.º. Três policiais militares envolvidos nessa ação foram afastados de suas funções.

As mortes foram descritas por Moro, na semana passada, como resultado de um "erro operacional grave". Em participação em um debate na quarta-feira passada, Moro já tinha opinado também que não haveria chance de os policiais de Paraisópolis se beneficiarem da excludente de ilicite proposta no pacote anticrime. "Em nenhum momento ali existe uma situação de legítima defesa (a justificar a excludente de ilicitude”, disse.

Naquele mesmo dia, a Câmara dos Deputados aprovou o chamado pacote anticrime sem a excludente de ilicitude de Moro. A alteração foi feita pelo grupo de trabalho que unificou duas propostas, a do ministro da Justiça e a do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Outra modificação significativa no pacote retirou a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, assim como o chamado plea bargain - acordo entre Ministério Público e réu de confissão do crime para cumprir pena mais branda sem necessidade de julgamento.

Ainda sobre o pacote anticrime, Maia disse que é importante ter uma lei mais dura para enfrentar a impunidade e atender pleitos da maioria da sociedade, desde que "limitado a não ter excessos". "Tiramos coisas (do pacote) que não estão maduras para serem aprovadas."

O pacote anticrime chegou nesta segunda-feira, 9, ao Senado. Questionado sobre a perspectiva para a tramitação nesta Casa, Maia ressaltou que pressionar os senadores para apenas ratificarem o texto tal como saiu da Câmara "não é bom".

As declarações foram dadas por Maia ao chegar para almoço com CEOs de Empresas Britânicas no Brasil, no começo da tarde em São Paulo.

Soltura de Lula é aprovada por maioria da população, segundo Datafolha.



O ex-presidente Lula (centro), Fernando Haddad (esquerda) e a deputada Gleise Hoffmann (direita) no Congresso Nacional do PT em São Paulo

Pesquisa do Datafolha publicada nesta 3ª feira (10.dez.2019) pelo jornal Folha de S. Paulo indica que a maioria da população considera justa a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a decisão do STF contra a prisão após condenação em 2ª Instância. 54% dos entrevistados aprovam a liberação, ante 42% que a consideram injusta. 5% não souberam responder.

Confiança nas declarações
A pesquisa também mediu a confiança dos entrevistados no ex-presidente. 37% dizem nunca confiar nas declarações de Lula, enquanto 25% afirmam sempre acreditar. Ao todo, 36% disseram que às vezes têm confiança nas falas do ex-presidente.

O presidente Jair Bolsonaro teve resultado menos favorável. 43% dos entrevistados disseram nunca confiar no que Bolsonaro diz, ante 19% que sempre confiam. Afirmaram confiar às vezes 37%.

A pesquisa entrevistou 2.948 pessoas em 176 municípios do país entre os dias 5 e 6 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.


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