sexta-feira, dezembro 06, 2019

MINHA VIDA GAY

Chris Martin, do Coldplay, admite que tinha medo de ser gay na adolescência: “Eu era muito homofóbico”.




Chris Martin, vocalista do Coldplay, revelou em entrevista à Rolling Stone que era homofóbico no passado. Segundo o cantor, que estudou em um internato só para meninos quando era jovem, ele se preocupava bastante com as ofensas homofóbicas dos outros estudantes e admitiu que tinha medo ser gay por conta do bullying e do preconceito dentro do colégio.

“Eu também era bastante homofóbico, porque eu pensava, ‘se eu for gay, estou completamente ferrado pela eternidade’, e eu estava meio que descobrindo a minha sexualidade. ‘Talvez eu seja gay, talvez eu seja isso, talvez eu seja aquilo, eu não posso ser isso’, eu ficava aterrorizado”, contou ele. “Eu estava no internato com um monte de crianças duronas, que me diziam, ‘Você é definitivamente gay’, meio que de uma forma agressiva, e isso foi estranho para mim por alguns anos… E eu não sabia se era, e não podia ser porque achava que era errado. Eu realmente comecei a me preocupar com isso”, continuou.

“Aos 15 anos, eu não sei o que aconteceu, mas eu fiquei, tipo, ‘Sim, e daí?’, e isso passou durante à noite. Foi bem interessante quando eu pensei ‘E daí se eu for gay?'”, explicou o vocalista. “Isso fez eu me perguntar, ‘Ei, essas coisas que estou aprendendo sobre Deus e tudo mais, não tenho certeza se concordo com toda essa religião em particular”, disse ele. “Então, por alguns anos isso ficou um pouco instável e eventualmente eu pensei, ‘Ok, acho que tenho minha própria relação com o que eu acho que é Deus, e não é realmente uma religião para mim'”.

Aos 80 anos, ator de X-MEN fala como foi sair do armário: “Era ilegal!”.




Conhecido por estrelar filmes da saga X-MEN, o ator Ian McKellen desabafou como foi passar tantos anos dentro do armário sendo um homem gay. A declaração do artista foi dada na sua biografia.

No livro, intitulado Ian McKellen: Uma biografia, o ator, que já está com 80 anos, revelou que mesmo quando assumiu publicamente sua sexualidade em 1988, ele ainda por muito tempo tentou se encontrar.

“Eu realmente não sabia quem eu era: um gay enrustido”, disse McKellen, que também é conhecido por suas ações como ativista da comunidade LGBT+. Ainda no livro, ele lembra que Cambridge sempre foi um lugar aberto às diversidades.

Apesar de vivido uma constante briga interna por conta de sua sexualidade, Ian confessou que desde 1988 que seus amigos já sabiam que ele era gay. No entanto, deixar isso aberto não era uma opção, já que nesta época ser gay no Reino Unido era crime.

Em outro momento, o ator fez questão de reafirmar o pensamento da mídia quanto a artistas LGBTs fora do armário. “Será que o público levaria sua atuação a sério, como Romeu, por exemplo, se soubesse que na vida real ele gostava mais de Mercurio do que de Julieta?”.

Pedro Henrique Müller, de “Orgulho e Paixão”, comemora dois anos de casado com marido.



O ator Pedro Henrique Müller, que fez o soldado Otávio na novela “Orgulho e Paixão”, da Globo, acaba de completar dois anos de casamento com o marido, Marcello Talone. Para a data especial, os dois organizaram uma festa simples em casa, com direito a bolo decorado com corações e champanhe.

“2 anos desse dia que a ditadura gay foi declarada aqui na nossa casa. 2 anos que topamos cair nessa arapuca heteronormativa. Eu culpo a Julia Roberts. Te amo. Não esquece de lavar a louça hoje. Quero mais prosseco e bolo de coração, que nunca mais teve”, brincou o ator na legenda da foto.

Em “Orgulho e Paixão”, Pedro Henrique foi o soldado Otávio, que viveu um romance com Luccino, personagem de Juliano Laham. No fim da trama, após muita torcida do público, os dois se beijaram.

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