segunda-feira, dezembro 02, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Suécia é o país mais seguro para LGBT+ e Brasil fica bem abaixo no ranking.




A situação do amor entre pessoas do mesmo sexo é diferente entre os países, há países que protegem mais, nos quais em suas Constituições existe a proibição de discriminar por orientação sexual, e também os que determinam pena de morte contra quem mantém relações sexuais com pessoas do mesmo sexo.

Um estudo foi realizado para definir quais são os países mais perigosos do mundo e os que conseguem ter uma segurança maior a casais gays. A metodologia da pesquisa foi avaliar fatores como a legalidade do casamento gay, número de funcionários gays em empresas, índice de assassinatos e os direitos básicos que todo LGBT* precisa. A Suécia ocupa o 1º lugar do ranking como o país com maior segurança.

Logo após a Suécia, o Canadá está em 2º lugar, Noruega em 3º e Portugal em 4º. O ranking confirma o Brasil em 28º e Estados Unidos em 24º.

De acordo com o G1, o Brasil atualmente ocupa o 28º lugar em relação à segurança a casais LGBT+ e a transexuais, visto que os dados desse ano de 2019 são disparados de homossexuais e trans assassinados.

É válido que para que exista um Brasil melhor, e mais seguro, cabe ao governo os direitos básicos e justos com toda população LGBT+.

Homofobia! Jovens que agrediram casal de lésbicas vão a julgamento.


O caso aconteceu em maio deste ano 

Quatro jovens suspeitos de espancarem duas mulheres lésbicas em um ônibus, irão a julgamento nesta semana na cidade de Londres, na Inglaterra. O caso de agressão ocorreu em maio deste ano.

Os adolescentes, que não tiveram os nomes divulgados, responderão por roubo, assalto e por crime de ódio, que está previsto na Lei da Ordem Pública da localidade.

Na época o caso viralizou nas redes sociais após uma das vítimas, Melania Geymonat, 28 anos, ter publicado uma carta aberta no Facebook relatando o ocorrido entre ela e a namorada, Chris.

Na ocasião, Chris e Melania estavam na parte superior do ônibus, quando foram abordadas pelos rapazes, que perceberam que as duas eram um casal. Sendo assim, eles começaram fazerem chacotas e pedirem para as duas se beijassem.

Gay tem vaga recusada em quarto e ainda ouve: Não é preconceito nem nada.




Caso aconteceu em Curitiba, onde o universitário Lucas Vasconcelos estuda jornalismo e estava à procura de um quarto para morar.

Um estudante universitário de 21 anos foi proibido de alugar um quarto por conta de sua orientação sexual. O dono do espaço perguntou, logo no início da negociação, se o interessado era hétero e, ao receber uma negativa como resposta, descartou alugar o quarto: “Não é por preconceito nem nada”, afirmou. A conduta, explica advogado especialista em Direitos LGBTs, se enquadra no crime de homofobia sancionado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) neste ano.

O caso ocorreu nessa terça-feira (26) em Curitiba (PR), onde o universitário Lucas Vasconcelos estuda jornalismo e estava à procura de um quarto para morar. “Fui em um site que chama ‘Web Quarto’ e encontrei um lugar bacana para morar, perto da faculdade e com tudo que precisava por perto. Olhei a descrição do apartamento, o proprietário me pediu meu número e me chamou pelo WhatsApp”, conta Lucas.




A primeira pergunta feita pelo homem na noite de ontem, como mostrada no print acima, foi sobre a orientação sexual do candidato à vaga. Após o jovem dizer que não é hétero, o proprietário responde: “Desculpa não é por preconceito nem nada luvas (sic) mais (sic) eu prefiro alugar para héteros”.

“Foi bem direto mesmo. Foi basicamente aquilo, logo de cara ele perguntou isso. Eu me senti super mal, porque faz muito tempo que eu não sofria uma discriminação tão escancarada, é bem triste passar por isso”, relata.

Não é a primeira vez que Lucas sofre por conta de sua orientação sexual. “Eu já apanhei na rua só por ser gay. Dois caras pararam e bateram em mim. Falaram que eu tinha que aprender a ser homem, que estavam me dando uma lição. Minha sorte é que apareceram outras pessoas para me socorrer”, conta.

Sobre o caso do quarto, Lucas já está em contato com um advogado. “Até então eu iria deixar passar, mas não dá. Já olhei com meus pais um advogado da nossa família para entrar com um processo, pelo menos, por danos morais”, completa.

Na descrição do local, o proprietário diz procurar “um(a) ‘roomate'”. “Tenho quarto disponível no apartamento onde o condomínio oferece vários comodidades como academia, carro compartilhado, salão com churrasqueira, etc”. Ele ainda especifica que não “aceita crianças ou animais de estimação”.

A reportagem tentou contato com o proprietário, tanto por telefone quanto por WhatsApp, mas o número da redação foi bloqueado por ele.

Bahia! Descontrolado, homem invade bar LGBT e agride clientes em Salvador.


O homem entrou no Bar Caras e Bocas e agrediu clientes 

Um homem foi preso na madrugada deste domingo (1º), após invadir e destruir um bar LGBTQIA+ localizado na Rua Carlos Gomes, na cidade de Salvador. No momento ocorria show de drag queens.

Identificado como E.O.L.M, o agressor, que estava visivelmente descontrolado, invadiu o Espaço Cultural Caras & Bocas e agrediu clientes, causando um enorme transtorno no local.

Conforme o site Me Salte, o homem é conhecido entre os frequentadores do bar como uma pessoa problemática e que costuma causar brigas enquanto consome dentro de estabelecimentos LGBTs da cidade.

O caso se iniciou ainda enquanto o homem estava em um ônibus, no qual ele também destruiu. Segundo relatos de um dos passageiros que estava no coletivo, ele gritou que iria “matar os gays”.

“Ele entrou sereno e segurava um saco quando, do nada, começou a gritar, dizendo que ia matar os gays e olhou pra mim e disse:’você é viado e vai morrer’. Do nada, tirou um paralelepípedo do saco e jogou contra uma das janelas do ônibus que quebrou. Os estilhaços atingiram o meu rosto”, contou uma testemunha ao site.



Logo após destruir o ônibus, o agressor pediu para o motorista parar o veículo na frente do bar, onde ele entrou e começou a fazer ameaças, além de destruir completamente o estabelecimento.

“Ele quebrou garrafas e queria furar a gente. Dizia que só sairia com a chegada do deputado estadual Isidório”, disse a drag queen Valerie O’rarah, que se apresentava no momento do ataque e foi agredida.


O homem entrou no Bar Caras e Bocas e agrediu clientes 

O caso foi registrado na Central de Flagrantes da Polícia Civil e será encaminhado para 1ª Delegacia, em Salvador. Em nota, a polícia informou que o rapaz relatou fazer uso de drogas ilícitas e teria misturado medicamentos controlados.

Esta não é a primeira vez que o bar Caras e Bocas passa por ataques. O espaço já foi vítima de eventos homofóbicos por mais de cinco vezes. Em uma delas três sacos contendo pedras de gelo foram jogados no telhado do estabelecimento.

Em Fortaleza, travesti é baleada enquanto andava na rua.




Uma travesti acabou sendo baleada na Avenida Augusto dos Anjos, no Bairro Parangaba, em Fortaleza, na noite desta quarta-feira (27). O crime configura tentativa de homicídio com lesão corporal.

Segundo informações do G1, a travesti identificada como Karoline estava andando na rua quando foi surpreendida por um homem, que atirou diretamente contra ela. A vítima correu e logo foi socorrida pelo Samu, já o atirado fugiu.

Ainda não se sabe pormenores sobre o crime, se foi motivado por transfobia ou outra razão, porém, a polícia acredita que se trata de acertos de conta, já que a moça atuava como garota de programa nas redondezas.

Recentemente, outro crime envolvendo uma travesti garota de programa causou comoção. Conhecida popularmente como “Bruna Surfistinha”, a garota levou um tiro enquanto tomava banho.

Mãe que matou o filho por homofobia é condenada a 25 anos de prisão




O Tribunal do Júri condenou a 25 anos e 8 meses de prisão em regime fechado, nesta quarta-feira, 27, a gerente Tatiana Ferreira Lozano Pereira, acusada de matar o próprio filho, Itaberli Lozano, de 17 anos, em Cravinhos, no interior de São Paulo. Dias antes do crime, o filho havia denunciado as agressões que sofreu da mãe, que não aceitava o fato de ele ser gay.

Outras dois envolvidos no crime, Victor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa, foram condenados, cada um, a 21 anos e 8 meses de reclusão. As defesas vão entrar com recursos.

O crime aconteceu em dezembro de 2016.

Itaberli havia passado a morar com a avó depois de ser agredido pela mãe, mas ela o atraiu à sua casa com o pretexto de fazer as pazes. No imóvel, com a ajuda dos outros dois condenados e de um adolescente de 16 anos, ela submeteu o filho a uma sessão de espancamento e depois o golpeou com facadas no pescoço. Após constatar a morte, Tatiana pediu ajuda ao marido, padrasto de Itaberli, para se livrar do corpo. O cadáver do filho foi levado a um canavial e incendiado.

Tatiana só notificou a polícia sobre o desaparecimento de Itaberli oito dias depois do crime. Foi necessária perícia para a identificação do corpo parcialmente carbonizado. Durante o processo, o Ministério Público sustentou que o crime tinha sido motivado por homofobia, pois a mãe não aceitava a condição do filho de ser homossexual.

Em depoimento, ela chegou a dizer que "não aguentava mais ele", reclamando que o filho levava homens para casa e usava drogas. Tatiana, no entanto, sempre negou a homofobia.

 'Família em primeiro lugar', comentou Itaberlly Lozano nas fotos que postou ao lado da mãe, do padrasto e do irmão tiradas no último Natal

Padrasto

O julgamento do padrasto, Alex Canteli Pereira, foi adiado porque seu advogado, que também defendia a mulher, deixou o caso alegando conflito de interesses. Pereira responde pelo crime de ocultação de cadáver.

Durante o processo, o padrasto contou que a mulher havia relatado a ele como havia dado as facadas que mataram o filho. Tatiana foi condenada por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ela foi levada para a penitenciária de Tremembé.

O julgamento do padrasto de Itaberli ainda não tem data para ser retomado.

Após ser preso por agredir gay, boxeador faz live em cela.




O domingo (25) foi conturbado em uma balada em Goiânia. Um casal gay, após ser agredido, foi parar na delegacia com o agressor, um lutador de boxe. Os três foram conduzidos pela PM após a confusão no local.

Cezar Souza disse ao Metrópoles que foi agredido depois de trocar carícias com o namorado. Antes do ocorrido, a vítima tinha sido apresentada ao agressor e todos se divertiam no bar. “Parecíamos íntimos. Mas foi quando abracei o meu companheiro que fui agredido com gritos de ‘viado’ e ‘gays’. Fui levado para o banheiro e acordei vomitando. Tinha levado vários socos”, lembra.

“Em pleno século XXI, ainda existe essas barbaridades. Tomamos providências na esfera criminal e tomaremos providências na área cível”, disse Lucas Marcelo de Oliveira, advogado de Cezar.

Além do mais, procurado pelo Metrópoles, o agressor Artur Junqueira Lobo Ferreira, disse que agrediu sim, pois o casal gay “pegou em suas partes íntimas” e ele apenas se defendeu. Arthur ainda enfatizou que não quer nenhum gay dizendo que ele “tem bunda grande“. “Ele pegou na minha parte íntima. Disse que eu tinha uma bunda bonita. Eu apenas me defendi desse abuso sexual que sofri” , disse Arthur.

“Se não reajo, eu teria sido estuprado. Não sei qual a índole da pessoa que queria me estuprar. Eu sei que estou certo. Perdi minha razão. Sou um cara de boa, sou fazendeiro. Se me chamarem de homofóbico de novo vou denunciar. Sei que vocês editam o que estou falando. Tenho muitos amigos homossexuais, cada um tem sua opção. Eu só não aceito uma pessoa falar que sou gostoso, que tenho uma bunda grande, que sou bonito”, completou.

Desfecho do caso

O agressor Arthur salientou que não precisa de fama, pois já é bombado no Instagram (20 mil seguidores). Ainda fez uma live em uma saleta que ficou após ser detido, mas logo solto. Junqueira pagou R$ 1 mil de fiança e foi liberado e a vítima precisou se submeter a diversos exames e está se cuidando para não ter sequelas da violência.

O lutador, para comemorar ainda mais a sua soltura, fez outra live em um bar para mostrar que está muito bem e aproveitou para expor os seus amigos na mesa. Segundo Arthur, ele não é homofóbico.



Nenhum comentário:

Postar um comentário