quinta-feira, dezembro 19, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Justin Trudeau promete “prioridade máxima” contra terapias de ‘cura gay’.

Justin Trudeau na Parada do Orgulho LGBT de Toronto. (Foto: Getty Images)

Primeiro ministro do Canadá enviou carta ao secretário de Justiça do país pedindo alteração no Código Penal para tornar a prática ilegal.

O primeiro ministro do Canadá, Justin Trudeau, está empenhado em colocar um fim definitivo nas chamadas “cura gay”. O líder canadense enviou uma carta ao seu secretário de justiça, David Lametti, pedindo alteração no Código Penal para torná-la ilegal em todo o país.

No documento, o premiê reeleito afirmou que a proibição de terapias da “cura gay” é uma “prioridade máxima” em seu novo governo.

Trudeau já havia sugerido ao parlamento no início do ano um projeto de lei para coibir a prática, mas sofreu uma derrota, pois, na avaliação dos deputados, não caberia ao governo federal legislar sobre questões do gênero.

Em Vancouver e Ontario, porém, qualquer sessão de cura gay é proibida, seguindo a orientação da Associação Psiquiátrica Mundial. As chamadas “terapias gays”, em muitos casos, consistem em tortura e rituais religiosos.

“Esta é uma oportunidade real para o Canadá mostrar liderança no cenário mundial ao aprovar a legislação mais forte do mundo nesse sentido. Isso irá demonstrar claramente que a terapia de conversão não tem lugar em nossa sociedade ou civilização”, avaliou Kristopher Wells, professor da Universidade MacEwan, ao jornal “The Independent”.

Em novo decreto, Conselho para combater LGBTfobia tem regras alteradas.



A efetividade continua, porém com algumas regras diferentes. O Governo do Acre resolveu fazer algumas alterações no que tange ao Conselho para combater LGBTfobia. A mudança foi feita através de decreto, publicado no Diário Oficial do Acre (DOE).

“O que importa é o política, não o nome da secretaria. Por isso, fizemos essa alteração. As políticas que são importantes, tanto da área dos direitos humanos, da educação, segurança”, começa Francisca Brito, diretora de Política de Direitos Humanos da SEASDHM.

“Então, mesmo que haja alguma alteração administrativa, não vai interferir. Essa é a mudança mais significativa, o resto só alteramos as nomenclaturas das secretarias antigas”, explicou ela ao G1.

É oportuno frisar que Conselhos são importantes para discussão de assuntos pertinentes à comunidade LGBT. Recentemente, o Sejusc do Amazonas sediou eleição para Conselho de Combate à Discriminação LGBT.

Primeiro casamento gay virtual é feito no Brasil.



Graças à tecnologia Blockchain, da startup Growth Tech, o casal Diego Vale defensor público, e Guilherme Mesquita médico tenente da força aérea brasileira (FAB), oficializaram o relacionamento de três anos de forma legal e prática. O primeiro casamento gay virtual no Brasil.

“Foi tudo prático e rápido, só precisamos fornecer dados e levar o documento de identificação no dia. A vantagem maior é que o certificado digital é um mecanismo que aumenta a confiança do processo, e que também é possível a verificação de autenticidade online”, declarou Guilherme.

http://blogs.correiobraziliense.com.br/servidor/wp-content/uploads/sites/10/2019/12/gay-blockchain-1024x768.jpeg

Segundo a revista digital Metrópoles, para casais se casarem, é necessário criar a identidade digital do casal, escolher o tipo de serviço que deseja e um responder um questionário. Durante a cerimonia, o certificado é gerado alguns minutos após sua realização e pode ser retirado no cartório. Possui validação e assinaturas digitais.

A escolha de casar se tornou viável graças à decisão de mudança de estado por parte de Guilherme, que irá morar com Diego em São Paulo. O casal está junto desde 2016, e agora são oficialmente casados.

Após agressão, web resgata vídeo de Karol Eller chamando homofobia de vitimismo.



Com a repercussão da violência, internautas resgataram um vídeo da jovem onde ela afirma que “todo dia morrem várias pessoas assassinadas, não somente gays".

tima de um brutal ataque de homofobia no último domingo (15), a youtuber bolsonarista Karol Eller já havia comentado, nas redes sociais, que homofobia é “vitimismo”.

Após a repercussão da agressão, internautas resgataram um vídeo da jovem onde ela afirma que “todo dia morrem várias pessoas assassinadas, não somente gays, e que homofobia seria vitimismo”.

Publicado há três anos, o vídeo conta com mais de oito mil visualizações. Nas redes, a moça, que no momento tem se mantido a base de remédios, tem dividido opiniões entre apoio e críticas.

Ainda muito debilitada após o caso, na manhã desta terça-feira (17) Karol se pronunciou através do Instagram e pediu para que os seguidores orassem por sua recuperação.

“Gostaria que vcs lembrassem de mim com esse rosto! Deus tá no comando de tudo. Agora estou sem condições de falar ou fazer vídeos explicando! Mas quando eu estiver bem eu volto pra falar com vcs! Obrigada a todos pelo suporte. Orem por mim”, disse.

Com milhares de seguidores no Youtube, Karol Eller é considerada amiga pessoal da família Bolsonaro. Nos últimos anos a moça ficou conhecida por defender abertamente o político e declara que ele não é homofóbico.

Entendendo a agressão

Karol Eller foi vítima de um ataque homofóbico ocorrido neste domingo (15), na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. As informações são da coluna Leo Dias, do Jornal de Brasília.

Conforme a publicação, Karol estava acompanhada da namorada, quando foi surpreendida por um homem que questionou: “Como é que você consegue namorar um mulherão desses hein?”.

Após ouvir diversas provocações do homem, rapidamente o caso virou agressão e Karol foi surpreendida por socos e pontapés. Por conta da intensidade da agressão, a jovem chegou a desmaiar.



“Foi vítima da homofobia que sempre negou”, diz Jean Wyllys sobre Karol Eller.




Jean Wyllys usou o seu blog no portal UOL para se posicionar sobre as agressões, motivadas por homofobia, que, infelizmente, aconteceram com a youtuber Karol Eller, forte defensora de Jair Bolsonaro.

“Sobre como uma fascista lésbica é vítima da homofobia que sempre negou“, diz o título do texto. “Lésbica, Karol fez e faz parte do time de LGBTs que se prestaram e se prestam a passar pano ou a negar a homofobia de Bolsonaro e da extrema-direita brasileira, e a atacar o movimento LGBT, negando a existência da homolesbotransfobia no Brasil e acusando as pessoas que denunciam essa violência de ‘vitimistas’”.

“Mas a vida é real e é de viés, e, por isso, assim como o vereador Fernando Feriado e o humorista Evandro dos Santos – dois outros homossexuais cheios de homofobia internalizada e que uivaram e uivam com os lobos homofóbicos na esperança vã de que estes lhes poupem – Karol aprendeu da pior maneira que, sim, a homofobia existe e que os homofóbicos estão se sentindo mais livres para perpetrar violências contra LGBTs desde que a extrema-direita se tornou hegemonia política e Bolsonaro venceu as eleições no Brasil”, continua.

“Seja qual for a postura de Karol “Eller” – se vai despertar ou se seguirá uivando com os lobos – deixo aqui minha solidariedade a ela, a solidariedade que ela nunca teve em relação a mim nem a outras vítimas da homofobia alimentada pelo governo que ele ajudou a eleger”, finaliza Jean.

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