segunda-feira, dezembro 23, 2019

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Após queimar bandeira LGBT, homem é condenado a 15 anos de prisão.


Adolfo Martinez, de 30 anos, foi condenado a 15 anos de prisão após roubar e queimar, nos Estados Unidos, uma bandeira com o símbolo LGBT. A bandeira ficava à frente de uma igreja progressista.

O rapaz admitiu o crime e disse que o cometeu por não “tolerar a homossexualidade”. “Foi uma honra fazer isso. É uma bênção do Senhor”, disse ele à imprensa local.

“Queimei o orgulho deles, pura e simplesmente”, completou o rapaz, que demonstrou notória alegria. Além do mais, Eileen Gebbie, Pastora da igreja, entendeu que o ódio arraigado na sociedade foi o grande propulsor para o ato agressivo.

“Muitas vezes testemunhei Ames não sendo tão progressista quanto muitas pessoas pensam que é, e há uma comunidade gay muito grande que ainda não saiu do armário aqui”, declarou. “Mas 12 pessoas (do júri) que eu não conheço, que não têm interesse em mim ou nesta congregação, disseram que esse homem cometeu um crime, e foi um crime causado por intolerância e ódio“, finalizou ela, conforme a Época.

Bolsonaro ataca jornalistas: “Você tem uma cara de homossexual terrível”.


O presidente Jair Bolsonaro atacou jornalistas nesta manhã de sexta-feira (20/12), na porta do Palácio da Alvorada, ao ser indagado sobre as investigações de “rachadinha” no gabinete de seu filho Flávio quando este era deputado estadual, cargo que ocupou entre 2003 e 2018.

“Você tem uma cara de homossexual terrível. Nem por isso eu te acuso de ser homossexual. Se bem que não é crime ser homossexual”, disse Bolsonaro ao ser questionado por um repórter do jornal O Globo sobre o que faria se o filho dele tivesse cometido algum deslize. Ao ser questionado sobre o cheque recebido pela primeira-dama Michelle Bolsonaro pelo ex-assessor de seu filho, Fabrício Queiroz, no valor de R$ 24 mil, o presidente disse se tratar de um pagamento de empréstimo que ele havia feito. Queiroz é investigado em um possível esquema de “rachadinha” no gabinete do filho mais velho do presidente.

“Pergunta para a tua mãe o comprovante que ela deu pro teu pai, está certo? Querem comprovante de tudo”, disse o presidente. “Você tem nota fiscal desse relógio que está contigo nesse teu braço? Não tem. Não tem. Você tem nota fiscal do seu sapato? Não tem. Você tem do seu carro, talvez nem tenha nota fiscal, mas tem o documento. Tudo tem que ter nota fiscal, comprovante?”, concluiu.

Câmara de Mariana recebe o coletivo Mães da (R)Existência.



Através da Tribuna Livre de Mariana (MG), mães do coletivo (R)Existência explicitaram suas vivências, objetivos e mapearam desafios da comunidade LGBT. O coletivo foi criado pela atual presidente, que, por sinal, possui uma filha LGBT.

“Ela observou que precisaria ser diferente. Lógico que não foi de imediato, mas as duas (mãe e filha) começaram a pensar algo voltado para Mariana que acolhesse o público LGBT, dando apoio e assistência a esse público que sofre muito com o preconceito e a discriminação”, diz a psicóloga, Jacqueline Luciana.

“Mariana ainda não conta com políticas públicas para esse grupo. Nós temos um projeto, aqui na Casa, que institui o Dia Municipal contra a LGBTfobia, que já foi criminalizado no Supremo Tribunal Federal“.

“Então Mariana precisa se adequar e a gente tem que mostrar que Mariana é uma cidade que acolhe todos os seus filhos, independente de raça, credo, religião ou orientação sexual”, salienta Cristiano Villas Boas, Vereador (PT), conforme Portal da Cidade de Mariana.

Suspeitos de torturar e matar professor são presos; polícia investiga homofobia.


Dois suspeitos de torturar e matar um professor de Geografia foram presos em Curitiba. Nesta quinta-feira (19/12), a Polícia Civil informou que as investigações apontam que o crime tenha sido motivado por homofobia. O crime aconteceu no dia 30 de novembro, após uma festa rave.

De acordo com a polícia, o corpo de Ronaldo Pescador, de 40 anos, foi encontrado no banco traseiro do próprio carro enrolado em um tapete, amarrado com fios elétricos e com uma peça íntima feminina dentro da boca, no bairro Alto Boqueirão. Segundo o delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Tito Lívio Barrichello, a vítima foi espancada e torturada em uma festa que aconteceu após a rave.

“O professor e um grupo de pessoas foram até a casa de uma delas, beberam muito, e algumas pessoas usaram drogas. Segundo depoimentos, por razões ligadas a homofobia, os suspeitos começaram, então, a agredir a vítima”, afirmou. De acordo com o delegado, Ronaldo Pescador foi agredido com chutes, marteladas e golpes de cinta.

Segundo a polícia, três pessoas foram identificadas como suspeitas pelas agressões. Outras quatro pessoas estavam na casa e, segundo o delegado, não fizeram nada para impedir as agressões. “Uma delas, inclusive, segundo testemunhas, aumentou o volume da música para que os vizinhos não ouvissem a vítima”, disse o delegado. Três mandados de prisão foram expedidos pela Justiça. A Polícia Civil conseguiu prender dois suspeitos nos dias 12 e 13 de dezembro. Em uma das prisões, os policiais perseguiram o suspeito no calçadão da Rua XV. Segundo o delegado, o homem só foi preso após uma pessoa que passava na rua derrubar o suspeito, que tentava fugir em meio aos pedestres. Um terceiro suspeito continua foragido.

Prostituta paga para espancar travesti em Fortaleza.


Em Fortaleza, uma travesti de apenas 17 anos foi espancada. A vítima sofreu espancamento a mando de uma prostituta, segundo a Polícia. A investigação policial prendeu três agressores. Uma mulher de 20 anos e dois adolescentes foram capturados, mas a mandante do crime, e mais duas pessoas ainda estão foragidas.


O possível caso de transfobia aconteceu no último dia 29 de novembro. No vídeo, a agressão pode ser vista explicitamente, e as imagens apresentam cinco pessoas espancando a adolescente de 17 anos, segundo o G1.

“A vítima estaria, digamos assim, roubando a clientela. A prostituta atua naquela área há mais tempo e se sentiu incomodada pela presença da vítima”, relata o delegado Carlos Eduardo, atuante na investigação do caso.

A criminosa que ordenou o espancamento da travesti, teria oferecido um valor de 100,00 reais aos agressores, segundo o delegado. No começo, o crime não foi colocado como homofobia, mas o delegado pensa na possibilidade de um crime de intolerância sexual, já que nas imagens os agressores usam termos e expressões homofóbicos e transfóbicos.

“Nós verificamos que, durante as agressões, foram utilizadas expressões que, em tese, podem caracterizar outro crime. De acordo com o entendimento do STF, essas expressões podem caracterizar crime de homofobia, transfobia. Isso não está descartado”, disse o delegado do caso.

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