sexta-feira, dezembro 13, 2019

POLÍTICA

Ex-aliada de Bolsonaro, Joice Hasselmann é escolhida pelo PSL para ser líder na Câmara.

Hoje rival de Bolsonaro, Joice Hasselmann chegou a ser líder do governo no Congresso. 

Deputada é símbolo da guerra entre o PSL e a ala que apoia o presidente Jair Bolsonaro.

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) foi escolhida pelo PSL para assumir a liderança do partido na Câmara dos Deputados. A decisão de integrantes do partido foi tomada dias após a suspensão de 17 bolsonaristas da legenda. Entre os que estão com direitos partidários suspensos está o atual líder da sigla, deputado Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente.

Na tarde desta quarta-feira (11), a Secretaria-Geral da Mesa confirmou a mudança na liderança. A formalização dependeu de aval do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Parlamentares do PSL alinhados ao presidente da sigla e rival do presidente Jair Bolsonaro, Luciano Bivar (PE), estiveram com Maia para pressioná-lo.

A mudança na liderança é mais um capítulo da briga de Bolsonaro com o PSL, partido que serviu de plataforma para sua eleição. A troca de farpas dentro da sigla se tornou pública, em outubro, quando o presidente disse a um apoiador que Bivar está “queimado” em Pernambuco. Desde então, o partido rachou. Uma ala segue em apoio ao presidente e outra se alinhou a Bivar.

A participação de Joice no conflito se tornou um episódio à parte. Ela era líder do governo no Congresso e, em meio à crise, foi destituída do cargo por Bolsonaro por não ter apoiado a indicação do filho dele para se tornar líder da legenda, ainda em outubro. Eduardo sucedeu o deputado Delegado Waldir (GO) na liderança.

Bolsonaristas passaram, então, a atacar a deputada. De aliada, Joice passou a ser rival e a duelar com os filhos do presidente, em especial Eduardo. Na semana passada, ao participar da CPMI das Fake News, ela acusou o adversário de comandar a “milícia digital” bolsonarista, segundo ela, usada para “destruir reputações”.

O racha no PSL se tornou insustentável e em novembro Bolsonaro deixou a sigla para criar seu próprio partido: Aliança pelo Brasil — ainda em fase de construção. Deputados que o apoiam, entretanto, não podem deixar o PSL, por causa da legislação que trata sobre fidelidade partidária. Sem justificativa plausível, eles correm o risco de perder o mandato, caso deixem o PSL.

Sem ter como deixar o PSL, bolsonaristas usam Twitter e Justiça para rivalizar com o partido.

Por causa das regras da fidelidade partidária, o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, não pôde seguir o caminho do pai e do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), que se desfiliaram do PSL.

Novela sobre racha no PSL está longe do episódio final.

Parlamentares bolsonaristas que foram alvo de punição no PSL buscam na Justiça e nas redes sociais espaço para rivalizar com os adversários de partido. A vitória na Justiça, com o congelamento das suspensões e advertências, deu aos 18 deputados que haviam sido punidos munição para marcar posição contrária à ala alinhada ao presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE).

O Twitter foi invadido por comemorações e alfinetadas na atual líder da legenda na Câmara, Joice Hasselmann (SP). “A alegria da Joice e seus comparsas durou pouco”, afirmou na rede social o deputado bolsonarista Filipe Barros (PR). 

Na quarta-feira (11), Joice foi indicada pelos deputados bivaristas (que não tiveram seus direitos partidários suspensos) para o cargo. No mesmo dia, a Justiça do Distrito Federal cancelou as punições aos deputados próximos ao presidente Jair Bolsonaro. Foi o chefe do Executivo quem tornou a rivalidade interna do partido pública. Em outubro, a um apoiador, Bolsonaro disse que Bivar estava “queimado” em Pernambuco e emendou: “esquece o PSL”.

Cerca de um mês depois de ter estourado a crise, Bolsonaro se desfiliou da legenda para criar um novo partido, o Aliança pelo Brasil. Por causa das regras da fidelidade partidária, o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), um dos filhos do presidente, no entanto, não pode seguir o caminho do pai e do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), que também deixou o PSL.

No início deste mês, Eduardo, que ocupava a liderança do PSL da Câmara, havia sido suspenso de seus direitos partidários por 12 meses. Com isso, ele não pôde seguir na liderança do partido. Agora, a expectativa é de que ele volte a brigar pelo posto. Quando assumiu a liderança, ele desistiu da indicação para se tornar embaixador do Brasil em Washington (EUA). 

A decisão do juiz Giordano Resende Costa revoga as penalidades até que o caso tenha seu julgamento concluído na corte. Os bolsonaristas pedem à Justiça a anulação da reunião do Diretório Nacional que confirmou as advertências e suspensões. O grupo argumenta que faltou publicidade na convocação do encontro. Para o juiz, a falta de divulgação é um “vício gravíssimo e insanável”.

A deputada Joice Hassalmann contesta a justificativa do grupo e a decisão da Justiça. Segundo ela, “as notificações foram via cartório, edital e até WhatsApp”. “Decisão ilegal. Será derrubada”, afirmou no Twitter.

Novela sem fim

Esse episódio com atuação da Justiça é apenas mais um da guerra interna no PSL. A expectativa é que a troca de farpas continue até que os insatisfeitos consigam na Justiça uma justificativa plausível para deixar o partido sem perder o mandato. Eles não foram expulsos do PSL porque o partido não quer facilitar a migração deles para uma outra legenda. 

A lei dos partidos prevê, no artigo 22-A, que o detentor de cargo eletivo que se desfiliar sem justa causa perderá o mandato. Isso acontece apenas para deputados e vereadores, eleitos por critérios de proporcionalidade. Senadores, governadores e o próprio presidente, cargos de eleição majoritária, podem migrar de legenda a qualquer tempo.

Um argumento em estudo pelos bolsonaristas é perseguição. Por justa causa, a Justiça considera “mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação pessoal”. Os deputados também podem deixar a legenda na janela partidária, que é o prazo de 30 dias, seis meses antes da eleição em que parlamentares podem transitar de uma legenda para outra tranquilamente - em abril do ano que vem haverá uma janela.

Lista das punições, que foram congeladas

Deputados suspensos
Por 12 meses: Eduardo Bolsonaro (SP), Alê Silva (MG), Bibo Nunes (RS), Daniel Silveira (RJ)
Por 10 meses: Sanderson (RS)
Por 7 meses: Vitor Hugo (GO), Carlos Jordy (RJ)
Por 6 meses: Bia Kicis (DF), Carla Zambelli (SP), Filipe Barros (PR), Márcio Labre (RJ)
Por 3 meses: Luiz Philippe de Órleans e Bragança (SP), Junio Amaral (MG), General Girão (RN)
Deputados advertidos
Aline Sleutjes (PR)
Chris Tonietto (SC)
Hélio Lopes (RJ)
Coronel Armando (SC)

Em resposta a Bolsonaro, Greta muda descrição no Twitter para “pirralha” 

Presidente Jair Bolsonaro (esq.) citou Greta nesta 2ª ao comentar a morte de 2 indígenas no Maranhão no último sábado (7.dez)

A ativista sueca pelo meio ambiente, Greta Thunberg, 16 anos, alterou a biografia de sua conta no Twitter para depois de ser criticada pelo o presidente Jair Bolsonaro nesta 3ª feira (10.dez.2019).

Ao sair do Palácio da Alvorada, de manhã, o presidente da República referiu-se à ativista como “pirralha”, em resposta à pergunta de 1 jornalista a respeito da morte de 2 indígenas da etnia Guajajara mortos no Maranhão. Pouco depois, o perfil de Greta na rede social passou a exibir a palavra “Pirralha” na descrição, campo normalmente utilizado para o usuário colocar informações a respeito de si.

Greta tem 16 anos e discursou na abertura da Cúpula do Clima da ONU em 23 de setembro de 2019. Comentou a morte dos índios Guajajara no seu Twitter no último sábado (7.dez). “É vergonhoso que o mundo permaneça em silêncio sobre isso”, declarou a ativista.

O COMENTÁRIO DE BOLSONARO

A fala de Bolsonaro mais cedo veio ao falar na porta do Palácio do Alvorada, em resposta a 1 jornalista. O repórter não mencionava a ativista –a referência veio do próprio presidente da República.

Ao ser questionado a respeito dos indígenas mortos no Maranhão, Bolsonaro perguntou: “Índio? Como é que é o nome daquela menina lá, a de fora lá?”

Lembrado do nome da ativista, o presidente respondeu: “Greta! A Greta já falou que os índios morreram para defender a Amazônia. É impressionante a imprensa dar espaço para uma pirralha dessa aí. Pirralha!”

Em seguida, retornou ao assunto: “Preocupa, qualquer morte preocupa, queremos seguir a lei. Nós somos contra o desmatamento ilegal, contra a queimada ilegal. Tudo o que for contra a lei, nós somos… contra.”

PIRRALHA & INDÍGENAS #METEORO.DOC


GRETA THUNBERG É A PERSONALIDADE DO ANO DA REVISTA TIME!


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MINISTRO DA EDUCAÇÃO E O CIRCO DOS HORRORES!


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