terça-feira, dezembro 17, 2019

POLÍTICA


Datafolha: Com 72% de reprovação, Crivella fica atrás de Paes e Freixo para 2020.




Eduardo Paes e Marcelo Freixo aparecem tecnicamente empatados para a prefeitura do Rio em 2020. Já Crivella tem apenas 8% das intenções de votos.

O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), aparece em terceiro lugar nas intenções de votos para a eleição municipal de 2020, com apenas 8%.

De acordo com a nova pesquisa Datafolha, publicada neste domingo (15) no jornal Folha de S. Paulo, lideram as intenções de votos o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) e o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL). 

Segundo a pesquisa, Eduardo Paes está na frente, com 22% das intenções, mas empata tecnicamente com Freixo, que por sua vez, tem 18% dos votos.

Depois aparece Crivella, com 8%, Martha Rocha (PDT), com 7%, Eduardo Bandeira de Mello (REDE), com 6%, Benedita da Silva (PT), com 4%, e Alessandro Molon (PSB), Rodrigo Amorim (PSL) e Clarissa Garotinho (PROS), todos com 2%, e Fred Luz (Novo), com 1% das intenções de votos.

Já o número de brancos e nulos ainda está alto, com 25%. Cerca de 2% dos entrevistados também não sabem em quem votar. 

Há dois anos na prefeitura, Crivella enfrenta uma reprovação atual de 72%. A pesquisa apontou que o índice de reprovação do prefeito do Rio cresceu 32 pontos percentuais desde que ele assumiu a prefeitura, em janeiro de 2017. 

Em dezembro deste ano, 72% da população consideram sua gestão ruim/péssima, enquanto 20% consideram regular e apenas 8% avaliam sua gestão como ótima ou boa. O prefeito, que enfrenta crise financeira e na segurança pública, pretende disputar a reeleição no ano que vem. 

O instituto Datafolha entrevistou mais de 870 pessoas entre quarta-feira (11) e sexta-feira (13) na cidade do Rio de Janeiro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. 
 

Reclamações contra Deltan Dallagnol no CNMP disparam em ano de Vaza Jato.




Deltan em coletiva do MPF. Procurador já teve 12 processos arquivados
O CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) aprovou na última 3ª feira (10.dez.2019) a abertura de mais 1 PAD (processo administrativo disciplinar) contra o procurador Deltan Dallagnol. Eis a íntegra da decisão.

O coordenador da força-tarefa do MPF (Ministério Público Federal) na Lava Jato em Curitiba já responde a 24 representações no conselho. Outras 12 foram arquivadas.

No novo processo aberto pelo CNMP, Dallagnol responderá por publicações a respeito do senador Renan Calheiros (MDB-AL) nas redes sociais. O procurador afirmou que eventual vitória do emedebista na eleição para a presidência do Senado, no início do ano, representaria uma derrota para o combate à corrupção no país.

A atuação do coordenador da Lava Jato incomoda, também, a outros congressistas. São pelo menos mais 10 reclamações de políticos que se queixam de excessos cometidos por ele. Entre os autores de reclamações estão o ex-presidente Lula, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Rui Falcão (PT-SP).

As queixas ganharam tração depois do escândalo da Vaza Jato, que revelou supostas conversas entre os procuradores da força-tarefa de Curitiba e outros, dentre eles o ministro da Justiça e ex-juiz federal, Sergio Moro.

Eis os procedimentos em andamento contra Dallagnol:


Recursos e defesa

Para garantir o direito à ampla defesa de procuradores e outros eventuais membros do Ministério Público denunciados, o CNMP dá possibilidades de recurso até o trânsito em julgado. São eles:
*Embargos de declaração — depois de aplicada a penalidade, o integrante do MP tem 5 dias para entrar com esse pedido. Feito isso, o plenário volta a deliberar se aceita ou não ou embargo;

*Revisão de penalidade — pode ser solicitada em até 1 ano depois de o processo transitado em julgado;

*Mandado de segurança no STF — o membro penalizado pode acionar o Supremo Tribunal Federal utilizando esse instrumento jurídico, que serve para garantir 1 direito que tenha sido ameaçado.

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