sexta-feira, dezembro 06, 2019

POLÍTICA

''Estou casado com Mourão e sem amante'', diz Bolsonaro sobre Moro vice.




O presidente Jair Bolsonaro disse, nesta quarta-feira (4/12), que, por enquanto, não há intenção de formar uma chapa para a disputa presidencial em 2022 com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, como vice. 

"Por enquanto estou casado com Mourão (atual vice-presidente). Sou sem amante", disse Bolsonaro. O presidente, no entanto, fez diversos elogios ao ministro e ex-juiz federal. "O Moro está indo bem para caramba também na parte política", afirmou. "Está aprendendo, está ficando um hábil político."

No sábado (30/11), a Coluna Brasília-DF revelou que o ministro da Justiça já é tratado nas rodas informais da política como o candidato a vice numa chapa encabeçada pelo presidente em 2022. Entre líderes e assessores do governo cresce a certeza de que Moro na chapa será fundamental, caso a economia não responda a contento no próximo ano. 

Articulador político do Palácio do Planalto, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, avaliou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que uma dobradinha entre Bolsonaro e Moro seria imbatível na disputa de 2022. "Eu falei para o presidente que, se hoje ele fosse tentar a reeleição, com Moro de vice, ganhava no primeiro turno, disparado", afirmou Ramos, sem mencionar o atual vice, Hamilton Mourão.

O general ponderou que Bolsonaro não enxerga essa possibilidade. "Ele não vê nada disso." Moro enfrenta resistências para emplacar o pacote anticrime no Congresso Nacional e é alvo de questionamentos no mundo político, mas ainda mantém a popularidade e foi aplaudido em pé na última semana em show do cantor Roberto Carlos, em Curitiba.

As declarações de Bolsonaro foram feitas em frente ao Palácio da Alvorada. O presidente ainda tentou desviar de perguntas sobre possível chapa com Moro: "Não quero saber de política. É um saco a minha vida, cara. Falar para 2022... Eu chego em casa igual a um zumbi". 

Bolsonaro chegou a convidar, ironicamente, um jornalista para compor a chapa na próxima disputa presidencial. "Se bem que eu jamais teria um vice barbudo", completou Bolsonaro, arrancando risos de seus apoiadores.

Relação

A relação entre Bolsonaro e Moro teve pontos baixos em 2019. O auge do desgaste entre os dois começou após o presidente anunciar, em agosto, a troca do superintendente da Polícia Federal no Rio por "questão de produtividade". Em nota, a PF contradisse o presidente ao afirmar que a substituição já estava planejada e não tinha "qualquer relação com desempenho". 

Nos dias seguintes, Bolsonaro declarou que "quem manda é ele" e que, se quisesse, poderia trocar o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, nome de confiança de Moro. Internamente, as "ameaças" do presidente foram vistas como uma tentativa de interferência política no órgão responsável por investigações.

Em cerimônias seguintes ao atrito pela interferência na PF, Bolsonaro e Moro deram sinais de trégua. Na terça-feira (3/12), o ministro da Justiça disse que o presidente é "uma pessoa muito íntegra" e que o governo vai "muito bem".

Saiba o que significa a suspensão de Eduardo Bolsonaro no PSL.



 Eduardo Bolsonaro perderá cadeiras em comissões temáticas, mas seguirá como presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional

O presidente do PSL, o deputado Luciano Bivar (PE), retomou o controle do partido na Câmara dos Deputados. A disputa interna da sigla, porém, ainda não chegou ao fim. Nesta terça-feira (3/12), o diretório nacional do partido confirmou a suspensão do deputado Eduardo Bolsonaro (SP) e de mais 13 parlamentares — outros quatro levaram advertência. O filho do presidente Jair Bolsonaro não poderá exercer atividades partidárias por um ano. O grupo deve entrar com recurso no próprio diretório nacional. Se não for bem-sucedido, poderá apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a suspensão, os parlamentares perderão funções na Câmara, como lugares em comissões. Eduardo Bolsonaro, por exemplo, terá de deixar a liderança do partido na Casa, mas seguirá como presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional até o fim do ano, porque chegou ao cargo por meio de eleição e, portanto, fica imune a mudanças orquestradas pelo partido. O filho de Bolsonaro, no entanto, terá de sair da CPI Mista das Fake News, na qual ocupava uma vaga.

Os parlamentares foram punidos devido à briga por poder dentro da legenda, com a tentativa de retirar Luciano Bivar do comando da sigla. Eles já manifestaram o desejo de integrar o partido Aliança pelo Brasil, que Jair Bolsonaro pretende criar.

“O movimento claro, insofismável, visível, é que querem formar outro partido, mas não podem querer explodir o PSL e deixar o partido às traças. São pessoas, políticos responsáveis, patriotas, liberais e que querem continuar sua vida pública, política e partidária”, afirmou Luciano Bivar.

Questionado sobre a saída dos parlamentares para a futura legenda de Bolsonaro, Bivar disse que “o mandato é uma coisa da legislação e uma discussão da Executiva nacional”. “O partido é impessoal. Nada é decidido sem uma reunião, sem a Executiva e sem a elite pensante, que são os deputados.”

O “autoritarismo” de Bivar é apenas uma das acusações do grupo de parlamentares bolsonaristas do PSL. A principal reclamação, segundo eles, é a falta de transparência da legenda. Segundo Filipe Barros (PR), a decisão do diretório nacional não surpreende. “Já esperávamos, uma vez que a reunião que aconteceu hoje (nesta terça-feira — 3/12) foi um circo armado pelo autoritário presidente Luciano Bivar, onde ele comanda todos os membros da Executiva”, disparou.

Barros afirmou que a batalha chegará ao STF. “Existe divergência jurídica quanto à extensão dessa suspensão. Alguns entendem que isso afetaria as questões internas do partido, outros, nossa vida parlamentar. Isso será judicializado, se for necessário. E ainda existe a possibilidade de entrarmos com um recurso administrativo, que está pendente”, destacou. “Minha relação com o PSL é muito boa. Eu já disse nas minhas mídias que eu sou um soldado do presidente, mas existe uma questão jurídica que envolve isso. Não podemos deixar a legenda neste momento. Todos os deputados estão aguardando uma orientação jurídica.”

Recurso bilionário

O PSL deixou de ser nanico após eleger 52 deputados no ano passado — na prática, deve receber algo próximo de R$ 1 bilhão em recursos públicos até 2022. A intenção do grupo ligado a Bolsonaro era afastar Bivar para poder dar as cartas na distribuição do dinheiro. A manobra, no entanto, não foi bem-sucedida.

Os castigados

Veja as punições por deputado:

SuspensãoBibo Nunes (RS): 12 meses

Alê Silva (MG): 12 meses

Daniel Silveira (RJ): 12 meses

Eduardo Bolsonaro (SP): 12 meses

Sanderson (RS): 10 meses

Carlos Jordy (RJ): 7 meses

Vitor Hugo (GO): 7 meses

Bia Kicis (DF): 6 meses

Carla Zambelli (SP): 6 meses

Filipe Barros (PR): 6 meses

Márcio Labre (RJ): 6 meses

General Girão (RN): 3 meses

Junio Amaral (MG): 3 meses

Luiz Philippe de Órleans e Bragança (SP): 3 meses

Advertência

Aline Sleutjes (PR)

Chris Tonietto (SC)

Hélio Lopes (RJ)

Coronel Armando (SC)

Entenda o caso

Crise dos laranjas

A crise no PSL começou após publicações de reportagens denunciando as suspeitas de candidaturas laranjas do partido nas eleições de 2018. O presidente da legenda, Luciano Bivar (PE), e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, são alguns dos investigados. As desconfianças incomodaram o presidente Jair Bolsonaro. O estopim foi uma declaração dele a um apoiador pré-candidato às eleições no Recife, ao dizer que Bivar estava “queimado pra caramba”. Depois disso, vazou um áudio do deputado Delegado Waldir (GO) chamando o presidente da República de “vagabundo”, em processo que culminou na votação que deu a liderança do partido na Câmara a Eduardo Bolsonaro. 

Assinaturas eletrônicas 

Por 4 x 3, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta terça-feira (3/12), que é possível a coleta de assinaturas digitais para a criação de partidos, desde que o tema seja previamente regulamentado pelo próprio TSE e que a Corte desenvolva uma ferramenta tecnológica para verificar a autenticidade das assinaturas. Não há previsão de quando isso vai ocorrer.

O julgamento afeta diretamente as pretensões do presidente Jair Bolsonaro de tirar do papel a sua nova sigla, o Aliança pelo Brasil. Ele já disse que poderia tirar o partido do papel em um mês, se o TSE desse sinal verde para a coleta eletrônica de assinaturas.

Na prática, o TSE optou por uma solução intermediária: os ministros consideraram válida a assinatura digital, mas entenderam que para ela ser aceita é preciso que o próprio tribunal faça uma regulamentação do tema — e elabore um dispositivo que permita a checagem dos dados.

Na sessão desta terça-feira (3/12), os ministros analisaram uma consulta apresentada pelo deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), em dezembro do ano passado, antes, portanto, de Bolsonaro anunciar a saída do PSL e informar a criação do Aliança pelo Brasil. “Seria aceita a assinatura eletrônica legalmente válida dos eleitores que apoiem dessa forma a criação de partidos políticos nas listas e/ou fichas expedidas pela Justiça Eleitoral?”, indagou o parlamentar.

Em parecer enviado no mês passado ao TSE, o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques, se manifestou contra a coleta de assinaturas digitais para a criação de partidos. Na avaliação dele, o atual modelo (reconhecimento da firma por um tabelionato de notas) é ainda melhor que a proposta tecnológica da assinatura eletrônica. 

Aliança com o Bolsonaro e dente de R$ 157 mil podem gerar expulsão de Feliciano do Podemos.




Um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro, o deputado Marco Feliciano (SP) corre o risco de ser expulso do Podemos. O partido deve concluir até o fim do mês um processo contra o parlamentar. Um dos casos em análise pelo conselho de ética da legenda é o gasto de R$ 157 mil com um tratamento odontológico reembolsado pela Câmara, revelado pelo Estado em agosto. Na época, o parlamentar argumentou que precisava corrigir um problema de articulação na mandíbula e reconstruir o sorriso com coroas e implantes na boca.

Durante a campanha, Feliciano declarou apoio a Bolsonaro, apesar de o partido ter um candidato próprio: o senador Alvaro Dias. A possível saída forçada de Feliciano ocorre dentro da estratégia do Podemos de se afastar do “bolsonarismo” e se firmar como a sigla da Lava Jato. O partido tem atraído parlamentares da centro-direita descontentes com o governo e, só no Senado, passou de cinco para dez parlamentares nos últimos meses – a segunda maior bancada. Como mostrou o Estado, o crescimento tem incomodado aliados do presidente.

Feliciano se filiou ao Podemos em 2018 com a expectativa de que, sendo pastor da Assembleia de Deus, pudesse ser um puxador de votos.

O deputado afirmou que não está acompanhando o processo disciplinar. “Não estou nem a par disso. Para mim, o que acontecer está bom”, disse, negando que vá deixar o Podemos por decisão própria. “Que o eleitor julgue o caso. Um partido expulsa um deputado por apoiar um presidente da República. Aí, não tem mais o que fazer”, afirmou, acrescentando que fechou um acordo com o Podemos desde a campanha eleitoral para ser independente.


URGENTE!!! JOICE HASSELMAN ENTREGA AS PROVAS C0NTRA BOLS0NARO!!! CASA CAlU (lMPEACHlMENT)




Ouça os áudios trocados entre Jair Bolsonaro e o ex-ministro Gustavo Bebianno




JOICE HASSELMANN ENTRA DE SOLA NA CPMI DAS FAKES NEWS E DÁ NOME AOS BOIS!!!




'TEM CONTAS NO EXTERIOR?', PERGUNTA GLEISI A MORO, QUE DIZ 'ISSO É MALUQUICE'




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