sexta-feira, janeiro 24, 2020

MINHA VIDA GAY

“Se eu tivesse medo de homem, não dormiria com um”, diz prefeito gay de Lins.

Prefeito da cidade de Lins, Edgar Souza 

O prefeito da cidade de Lins, Edgar Souza, viralizou nas redes sociais nesta sexta-feira (17), após responder de forma inusitada algumas críticas ao seu governo durante uma entrevista. (vídeo abaixo)

A resposta do político foi divulgada a partir do canal Nova TV. Questionado sobre as criticas à sua administração, Edgar afirmou que tem recebido ameaças, inclusive de agressão física, mas que não tem medo.

“Primeiro, tenham coragem! Falam tanto do prefeito gay, que é viado. Tenha coragem, apareça. Seja homem ou seja mulher, dê a cara a tapa. Tem um que me falou que ia quebrar minha cara e não apareceu até agora. Vem aqui quebrar a minha cara. Se eu tivesse medo de homem, não dormia com um”, afirmou.

O prefeito, que trata sua sexualidade de forma aberta, é casado com o modelo Max Souza. Para o Observatório G, Edgar já comentou sobre os desafios de ser um prefeito assumidamente gay e a luta, não só pela diversidade, como também por toda a sociedade.

“Fico feliz por ver o reconhecimento de minha comunidade. Embora todos os ataques homofóbicos puder mostrar que nós LGBTs temos capacidade e compromisso. O preconceito é, principalmente, construído pelos grupos fundamentalistas e da extrema-direita”, afirmou.

“Sempre nos “pintam” como depravados, pedófilos e que só pensam em sexo. Minha comunidade poder ver que isso não é verdade e no exercício do mandato fui o prefeito que resolveu os problemas crônicos da saúde e educação da cidade”, completou.

20 anos casados, mulher relata momento que descobriu que marido era gay.



Uma mulher chamada Mary, que optou por não revelar o nome completo, deu entrevista para Livelive, e contou como foi o processo após descobrir que seu marido era gay. Ela afirmou que quando descobriu, soube que o seu casamento não tinha mais como seguir.

“Descobri por acidente e naquele segundo soube que meu casamento havia terminado. Eu o amava. O amor não morre com facilidade, leva tempo, como faz para crescer, leva tempo para morrer”, disse a mulher.

“As pessoas falavam que ele é fantástico por sair do armário, mas ninguém se importava comigo. Tudo é uma mentira. O casamento, o nascimento das crianças. Ele já me amou?” disse Mary.

De acordo com o Põe na roda, ela ainda contou que mesmo depois de descobrir a sexualidade do marido, guardou segredo por três meses antes do divórcio. Apesar de toda a experiência ter sido traumática, hoje ela deseja felicidades ao ex, e encontrou ajuda em grupo de apoio online.

“Merece a sarjeta”, diz psicóloga homofóbica após consulta com paciente gay.


Na semana passada, um post que exibia a conversa através de um aplicativo de um paciente homossexual e uma psicóloga homofóbica viralizou nas redes sociais completamente.


Na conversa, a profissional responde o garoto dizendo que ele merece a sarjeta e que o seu final será bem melancólico. O jovem reside no grande ABC, São Bernardo do Campo.

“Minha família sempre teve alguns problemas em relação à minha sexualidade. Depois que eu me assumi gay para meus pais, eles entraram na vibe de melhorar o relacionamento em casa. Eu topei e minha mãe recebeu a indicação dessa psicóloga de uma conhecida”, contou o paciente Vinicius, em entrevista a Universa.

Fui sincero e abri meu coração. Falei que estudava, trabalhava e estava ali para melhorar a relação com meus pais porque eles tinham alguns problemas de aceitação”, conta Vinicius. “Ela mencionou que, como gay, deveria me dar ao respeito porque, com uma família dessas, não poderia reclamar. Aí entramos na parte em que ela menciona que gays querem privilégios”, relatou o moço

Depois do ocorrido, o rapaz denunciou a profissional ao Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, que logo após se pronunciaram. “Seguimos como princípio a defesa intransigente dos direitos de toda a população, em especial sobre a população LGBT+, explicitamos que a orientação sexual e a identidade de gênero não se configuram como doença. Vedando a/o psicóloga/o qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos homoeróticos nem tampouco orientem, de maneira coercitiva, tratamentos não solicitados”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário