segunda-feira, janeiro 06, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Três torcedores são presos por racismo e homofobia durante jogo do Chelsea.




Três torcedores foram presos após o jogo entre Brighton e Chelsea, na última quarta-feira (01/01), por conta de supostos ataques racistas e homofóbicos.

Dois torcedores do Brighton foram expulsos do estádio Falmer – um por supostos abusos racistas contra jogadores do Chelsea e outro por supostos ataques homofóbicos direcionados à torcida visitante. Um fã dos Blues foi removido após supostamente desferir ofensas homofóbicas contra apoiadores do time da casa. Os três foram presos pela polícia de Sussex do lado de fora do estádio e enfrentam acusação.

Em nota no site oficial do Brighton, o vice-presidente do clube, Paul Barber, lamentou o ocorrido e se não seriam necessárias punições mais severas em casos semelhantes. “Se a perspectiva de um banimento vitalício de assistir seu clube jogar futebol não é um impedimento forte o suficiente, precisamos fazer a pergunta sobre se os tribunais devem ter o poder de aplicar punições mais severas? O futebol só pode fazer muito, e estamos cansados da reputação do jogo ser manchada por essas pessoas”, declarou.

O executivo também reforçou que o Brighton não tolera racismo, homofobia ou qualquer outra forma de discriminação. Barber pediu que, caso os torcedores testemunhem um comportamento discriminatório no estádio, denunciem à equipe administrativa.

Homens estão tomando Viagra para ir à praia e ficar com o pênis “meia-bomba”.




Nesta semana, o “viagra” virou um dos assuntos mais comentados da internet. O motivo?! Algumas pessoas estariam tomando 1/4 do comprimido para ficarem com o pênis “meia-bomba” e andarem na praia mostrando que tem volume.

“Algumas gays Ipanemers (de Ipanema) malham antes de ir pra praia pra manter os músculos inchados e tomam 1/4 de viagra pra ficar meia bomba o tempo todo e chamar atenção na praia. O desespero, meu pai amado”, contou um usuário do Twitter. Não demorou muito para que uma discussão polêmica tomasse conta da rede social. Enquanto alguns condenaram, com razão, o uso do medicamento para este fim, outros saíram em defesa do uso.

“Não se retoca a maquiagem toda vez que vai no banheiro?! Qual o problema disso gente? Na real. Agora a Pablo sair maquiada no rabo é um problema? Deixa cada um com seu rolê montação e vão aproveitar a bagaça do último dia do ano!”, escreveu um usuário da rede social.

É importante ressaltar que o medicamento é utilizado para o tratamento da disfunção erétil e deve ser usado apenas com recomendação médica. Segundo a bula, já foram relatados eventos cardiovasculares graves com o uso, incluindo infarto do miocárdio, morte súbita cardíaca, arritmia ventricular, hemorragia cerebrovascular e ataque isquêmico transitório.

Ativista LGBT relata ter sofrido agressão de policiais em Recife.




O ativista LGBT Eliseu Neto e assessor parlamentar do Senado afirmou que foi vítima de um caso de homofobia na cidade de Recife. O caso aconteceu na madrugada deste sábado (4).

Através de uma publicação no Twitter, Eliseu relatou ter sofrido uma sequência de atos problemáticos. Primeiro ele foi expulso de um carro da 99 táxi, por estar com o namorado e depois foi agredido por policiais militares.

“Estávamos dentro do (99)e o motorista do aplicativo nos mandou descer, que não queria “aquilo” dentro do carro. Quando eu fui tirar foto da placa do carro para reportar ao aplicativo/empresa o motorista disse que chamaria a polícia, pois a havia uma viatura em frente”, explicou.

“De forma surreal o policial chegou já agressivo. Pedi que ele se acalmasse e se identifica-se. A resposta foi um empurrão. Levantei e disse que ele não poderia tratar NINGUÉM daquela forma. Fui empurrado novamente. Foi uma cena surreal”, completou ele.

Revoltado com a atitude da Polícia Militar de Pernambuco, Eliseu exigiu que o partido PSB se pronunciasse sobre o caso de LGBTfobia, já que o governo do estado é administrado por eles.

“É inacreditável estar de férias e sofrer lgbtfobia da PM do PSB. Vou aguardar realmente uma posição”, disse ele, que é um dos responsáveis pela criminalização da LGBTfobia pelo STF.

Após a alta repercussão do caso nas redes sociais, o aplicativo 99 se pronunciou e criticou a atitude do motorista. “Nossos serviços são voltados para todes as pessoas, independente de raça, gênero, cor, etnia, religião, nacionalidade, orientação sexual ou classe social. A atitude do motorista não foi de acordo com nossas diretrizes”, disse.

Casal denuncia agressão e homofobia por motorista de Uber em Fortaleza.




Um casal de empresários denunciou um motorista da Uber por homofobia e agressão, depois de solicitarem um carro na Rua Monsenhor Bruno, no Bairro Meireles, em Fortaleza, na manhã desta quinta-feira (02/01). Segundo os dois passageiros, o condutor afirmou que “não ia levar viado” e agrediu um dos homens que esperavam pelo transporte com um tapa.

De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pelas vítimas no 2º Distrito Policial, o casal solicitou e, depois de entrarem no veículo, o motorista percebeu que eles eram homossexuais e desferiu um tapa no rosto de uma das vítimas. Em seguida, o condutor alegou que “não ia levar viado” no transporte dele, referindo à orientação sexual dos dois homens. “Meu marido e eu pedimos um Uber por volta de 9h da manhã, e quando entramos no carro o motorista disse que não ia levar ‘viado’ e deu um tapa no meu companheiro, que já é um senhor. Saímos do carro e ele ainda discutiu e nos ameaçou”, conta uma das vítimas.

Em nota, a Uber informou que tem uma política de tolerância zero a qualquer forma de discriminação em viagens realizadas em sua plataforma. A empresa de transporte por aplicativo também colocou que o caso está sendo apurado e que medidas cabíveis serão tomadas. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou, em nota, que o 2º Distrito Policial investiga o caso.

Proibida de usar banheiro, trans é arrastada à força e expulsa de shopping em Maceió.


Lanna Hellen disse que segurança bateu na porta do banheiro e pediu para que ela se retirasse. 


Em nota, o Shopping Pátio Maceió informou que a ação dos seguranças foi “necessária para garantir a segurança dos demais clientes”.

Lanna Hellen denunciou à Polícia Civil que foi impedida por um segurança de usar o banheiro feminino no Shopping Pátio, localizado na Cidade Universitária, em Maceió por transfobia. O caso aconteceu na noite de sexta-feira (3).

Em nota o shopping Pátio informou que a equipe de segurança foi acionada para socorrer uma ex-funcionária que subiu em uma mesa da praça de alimentação. A ação foi necessária para garantir a segurança da própria pessoa e dos demais clientes. Disse que a funcionária não foi impedida de usar o banheiro feminino e que vai apurar o que aconteceu (confira a nota na íntegra abaixo).

Lanna Hellen disse que estava no shopping e foi usar o banheiro feminino, mas o segurança foi até a porta para pedir que ela se retirasse.

“Ele bateu na porta e disse que uma cliente se sentiu incomodada de um homem estar usando o banheiro feminino. Eu sou travesti, me vejo travesti há sete anos. Perguntei pra ele porque eu não poderia usar o banheiro. E ele só respondeu que estava cumprindo ordens”, disse Lanna Hellen, em entrevista ao site G1.

Depois disso, Lanna fez alguns vídeo indignada com a situação e subiu em uma das mesas da praça de alimentação.

“Eu queria entender porque estavam fazendo aquilo comigo. Eu fiquei com tanta raiva. Há leis que asseguram que nós travestis podemos usar o banheiro feminino. Os seguranças me tiraram da mesa e me levaram para a doca [setor de carga e descarga]. Esperamos a polícia Militar e depois foram levados para a Central de Flagrantes”, afirma.

Lanna registrou um Boletim de Ocorrência (BO) e disse que vai entrar com ação contra o shopping.

“O delegado disse que tem lei e que eu posso sim usar o banheiro, coisa que eu já sabia. Uma advogada da OAB me ligou e me deu todas as orientações sobre o caso. Eu já estou com advogada e vou entrar com todas as ações que eu puder contra esse shopping”, diz.

Lanna disse ainda que já trabalhou em uma loja no shopping e que sempre utilizou o banheiro feminino.

O caso de Lanna ganhou repercussão nacional e se tornou um dos casos mais comentados do Twitter. Muitas pessoas que estavam no shopping fizeram postagens com vídeos a favor do direitos de Lanna.

Veja a nota do shopping Pátio

O Shopping Pátio Maceió esclarece que ontem (03), a equipe de segurança foi acionada em socorro a uma ex-funcionária transexual de uma das lojas, que subiu em uma mesa da Praça de Alimentação. A ação foi necessária para garantir a segurança da própria pessoa e dos demais clientes. Informamos também que em nenhum momento a cliente, até este fato, foi impedida de utilizar das instalações do Shopping. Em resposta aos vídeos que circulam nas redes sociais, esclarecemos que não houve registro de nenhuma pessoa impedida de usar o banheiro, apenas reclamação de clientes. Não houve agressão por parte da equipe de segurança. O Shopping Pátio Maceió segue apurando os fatos e se mantém firme no compromisso de atender com respeito e segurança a todos os seus clientes. O Shopping informa, ainda, que recebe e acolhe com respeito e empatia a todos os públicos independente de orientação sexual ou identidade de gênero e reitera que respeita os direitos assegurados no Brasil a toda comunidade LGBTI+ e que não colabora em favor de qualquer cerceamento do direito de ir e vir de todos.

Discussão no STF

Em 2015, os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram a favor do direito de pessoas trans usarem banheiros conforme sua “identidade de gênero”, ou seja, como se percebem (homem ou mulher), independentemente do sexo a que pertencem.

O julgamento, porém, foi interrompido por um pedido de vista (mais tempo para analisar o caso) do ministro Luiz Fux. Faltam ainda os votos de outros nove ministros para uma decisão final, ainda sem data para ocorrer.

Governador determina ‘apuração rigorosa’ sobre caso de transfobia em shopping de Maceió.




O governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), informou na noite deste sábado (4) que determinou uma ‘apuração rigorosa’ sobre a violência de transfobia sofrida por Lanna Hellen, que foi impedida por seguranças do Shopping Pátio de utilizar o banheiro feminino na sexta-feira (3). O shopping nega, mas diz que vai apurar o que aconteceu.

Por meio da sua conta pessoal no Twitter, Renan Filho afirmou que “a transfobia é algo que não pode ser tolerado” e que o ocorrido “fere os direitos humanos mais elementares”.

Em entrevista à TV Gazeta, Lanna Hellen ainda relatou que chegou a ser detida por policiais militares e levada para a Central de Flagrantes, onde ficou em uma cela com outros dois homens antes de ser liberada e registrar um Boletim de Ocorrência contra o shopping.

“Me colocaram em uma cela com mais dois caras, aí depois que estavam batendo o processo todo e tal, me chamaram, aí perguntei ‘vou assinar o quê?’. Aí ele falou ‘você só vai assinar desobediência’, disse.

Ela deu mais detalhes do ocorrido na noite de sexta. “Ele [segurança do shopping] bateu na porta e disse que uma cliente se sentiu incomodada de um homem estar usando o banheiro feminino. Eu sou travesti, me vejo travesti há sete anos. Perguntei pra ele porque eu não poderia usar o banheiro. E ele só respondeu que estava cumprindo ordens”.

Testemunhas que presenciaram a situação disseram que ainda tentaram acompanhar Lanna quando ela foi levada pelos seguranças do shopping, mas foram impedidas.

“Vieram dois bombeiros e um segurança do shopping e arrastaram ela. Ele saiu empurrando as pessoas e dizendo ‘você é o quê dela? Você está atrapalhando o meu serviço’. E a gente ‘não precisa tratar ela desse jeito, solta ela’, aí ele falou ‘ela não, é um macho'”, contou a autônoma Daniele Maria.

A advogada que representa Lanna Hellen, Rayanne Albuquerque, disse que é preciso reparar os danos causados pelo ocorrido. “Estaremos dando início à reparação de danos morais e de responsabilidade criminal das pessoas que cometeram o ato criminoso”.

Entendimento ratificado pela presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL), Anne Caroline Fidelis.

“Não há qualquer tipo de respaldo que justifique uma conduta violenta, principalmente quando não houve uma motivação para que aquela atitude fosse tomada”, disse Anne Caroline.

Protesto no shopping

Nesta tarde, dezenas de pessoas protestaram na praça de alimentação do shopping onde aconteceu o caso de transfobia com Lanna Hellen.

De mãos dadas e com faixas e cartazes que pediam respeito às causas LGBTQI+, os manifestantes gritavam “ninguém solta a mão de ninguém”.

Manifestação toma conta de shopping de Maceió após ato de transfobia.

Manifestação contra transfobia no Shopping Pátio 


Centenas de pessoas participaram de um protesto neste sábado (4), contra transfobia, em Maceió. O caso acorreu logo após seguranças do Shopping Pátio impedirem uma transexual de usar o banheiro feminino.

“O que eu fiz para me impedirem? Nada! Não desrespeitei ninguém e nem vou desrespeitar. Mas eu sei que a lei abrange muitas coisas e a gente tem, sim, que lutar pelo que é nosso direito conquistado. Chega de ser leigo”, disse a transexual Lanna Hellen, no mesmo lugar onde foi arrastada por seguranças.

O caso envolvendo a transexual e os trabalhadores do shopping ocorreu na última sexta-feira (3). O ato de transfobia tomou conta das redes sociais após a cantora Danny Bond dar visibilidade ao assunto.

Após ser chamada por um segurança de “macho” e não de mulher, a moça tentou se defender protestando em meio a praça de alimentação, exigindo respeito. No entanto, foi impedida e arrastada para fora do estabelecimento.

Questionado sobre o ocorrido pelo site Revista Fórum, o shopping “informou que a mulher não foi impedida de usar o banheiro e que a ação dos seguranças foi necessária para garantir a segurança dela e das demais pessoas presentes”.

Lembrando que desde junho do ano passado a discriminação por conta da sexualidade, é considerado crime no Brasil. Caso seja avaliado pela justiça, o criminoso pode ter pena de até três anos de prisão.

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