quinta-feira, janeiro 16, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Goleiro da Argentina pinta cabelo em protesto contra a homofobia.


Após estrear visual na partida entre Tigres e Atletico de San Luis, jogador se manifestou pelos direitos LGBTs nas redes sociais.

Neste final de semana, o Nahuel Guzman, goleiro do Tigres (México), surpreendeu ao aparecer com o cabelo completamente modificado. Ele entrou em campo, neste domingo, dia 12/01, contra o Atlético de San Luís com as cores do arco-íris na cabeça.

Depois disso, o jogador, que foi reserva da seleção argentina na Copa do Mundo de 2018, falou, pelas redes sociais, sobre o preconceito com a comunidade LGBT pelo mundo.

“Ano 2020 no planeta Terra. Casos de discriminação homofóbica ainda estão presentes em nossa sociedade e o futebol não é exceção. Compreender nossa enorme diversidade social e promover os direitos x inclusão é o compromisso de todxs.”, escreveu o atleta.

Com 33 anos de idade, Guzman tem passagens pelo Newell’s Old Boys, Independiente Rivadavia e atua pelo Tigres desde 2014.

A homofobia no futebol brasileiro

No Brasil, o combate à homofobia no futebol tem crescido há um tempo e se intensificou no último ano. Em 2019, pela primeira vez, um árbitro parou um jogo por causa de gritos homofóbicos. O caso ocorreu na 16ª rodada do Brasileirão na partida entre Vasco x São Paulo, o juiz era o Anderson Daronco.

No ano passado, os clubes brasileiros se uniram nas redes sociais para fazer mensagens contra o preconceito. E também no último ano, o STJD emitiu um ofício contra os casos de homofobia, prevendo, inclusive, perda de pontos dos clubes caso os torcedores continuem com cantos preconceituosos.

Em 2019, a própria CBF chegou a ser multada pela Conmebol em decorrência de gritos homofóbicos na Copa América. Na ocasião, a entidade sulamericana aplicou uma multa no valor de US$ 15 mil (R$ 57 mil, aproximadamente).

Carnaval 2020! Brasília terá 21 blocos LGBTs.




2020 trouxe mais esperança de dias melhores, e com ele o Carnaval , que vem deixando todos na ansiedade para o grande evento. Blocos e muita folia LGBTs em Brasília não faltarão.

Para a alegria de todos, esse ano é o que possui mais bloquinhos LGBTS. Em 2019 o bloquinho “Quem chupou, vai chupar mais” recebeu em torno de 60 mil foliões e a organização foi bem elogiada.

Mostrando que os bloquinhos que trazem a diversidade são os mais atrativos, é nítido que todos os públicos se envolvem nos ritmos, e eles agradam desde heterossexuais a homossexuais.

Em Brasília, após um projeto de lei do Deputado distrital Fábio Félix do PSol, que busca um Carnaval mais leve, colorido e sem preconceitos, já são 21 bloquinhos confirmados, de acordo com o Metrópoles.

Falar de Carnaval, é lembrar da cantora de axé Ivete Sangalo. A musa já prometeu e confirmou que lançará um EP com boas músicas, para embalar a alegria de todos os foliões em 2020.

Desembargador que vetou Porta dos Fundos se disse contra a ‘censura’ ao votar por absolvição de Bolsonaro por homofobia.


E em 2017, o desembargador Benedicto Abicair foi relator de um recurso de Jair Bolsonaro, então deputado federal, no TJ-RJ, numa acusação de homofobia.

Ao relatar recurso do então deputado, Benedicto Abicair afirmou: 'Não vejo como, em uma democracia, censurar o direito de manifestação de quem quer que seja'.

Responsável pela decisão de suspender a veiculação do especial de Natal do Porta dos Fundos na Netflix (“A primeira tentação de Cristo”), o desembargador Benedicto Abicair, da Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), relatou em novembro de 2017 um processo no qual o presidente Jair Bolsonaro, então deputado federal, foi condenado em segunda instância a pagar indenização por dano moral em ação movido por grupos de defesa dos direitos LGBTQI+ que o acusaram de ter dados declarações homofóbicas e racistas. Segundo O Globo, na ocasião, Abicair votou a favor de um recurso de Bolsonaro sob a argumentação de que, em uma democracia, não via como “censurar o direito de manifestação de quem quer que seja”.

Bolsonaro era réu por ter dito ao programa “CQC”, da TV Band, que não teria filhos gays porque os seus “tiveram boa educação”. Outras declarações concedidas à atração também foram objeto da ação.

Após perder em primeira instância e ser condenado a pagar R$ 150 mil ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDDD), do Ministério da Justiça, Bolsonaro entrou com recurso no TJ-RJ pedindo sua absolvição no caso. Esse recurso foi relatado por Benedicto Abicair, que teve o voto a favor da absolvição vencido pela maioria dos desembargadores.

Ministra Damares Alves fará nova campanha para jovens não transarem.




A ministra de direitos Humanas, a polêmica Damares Alves, está com mais uma meta definida. Dessa vez, ela está decidida a gastar o dinheiro público para uma campanha relacionada a diminuição das ISts e evitar gravidez.

De acordo com a Veja, as inspirações para a campanha de Damares, seriam de campanhas evangélicas como “Eu escolhi esperar”, e provavelmente aplicada no próximo mês desse ano.

Recentemente a ministra deu uma declaração sobre as minorias. “Em relação à população LGBT: fizemos uma discussão sobre qual é a prioridade do segmento. Enfrentamento à violência. Então vamos priorizar isso. Como estão os membros da comunidade na região ribeirinha? Vamos pegar um barquinho e vamos lá na comunidade ribeirinha saber como está o menino gay, disse Damares.

“Descobrimos que a política pública não chegou para as minorias. Cadê os gays indígenas? Onde estão as meninas lésbicas indígenas? Por que não se falou nisso no Brasil?. Nós descobrimos que eles são hostilizados em algumas comunidades e precisamos cuidar“, finalizou a famosa.

Ministério Público investiga homofobia após beijos em formatura de PM no DF.




Coronel da reserva fez comentários LGBTfobicos em áudio que circula nas redes sociais. Câmara Legislativa pediu investigação; PM diz que 'não coaduna ou apregoa quaisquer tipos de preconceito'.

Demonstrações de afeto envolvendo policial gay e lésbica foram motivos de homofobia durante a formatura dos novos soldados da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), no último sábado (11). Fotos publicadas (veja imagem acima) em redes sociais e que mostram dois PMs beijando seus companheiros foram alvos de comentários LGBTfóbicos em grupos de colegas da corporação.

Um áudio que circula nas redes sociais mostra um homem, identificado como coronel da reserva da PMDF, criticando os beijos. Ele afirma que as demonstrações de afeto foram uma “avacalhação” da corporação e que “aquele postura poderia ter sido evitada. É lamentável”.

Após a divulgação do caso, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) pediu à PM que investigue os comentários. O Ministério Público do DF também disse que “será instaurado procedimento para a apuração da prática homofóbica e adoção das medidas cabíveis”.

A Polícia Militar do DF proibiu qualquer dos envolvidos de conceder entrevistas sobre o caso (veja mais abaixo). A corporação informou que “os áudios atribuídos a um coronel da reserva remunerada manifestam uma opinião pessoal e serão analisados pela corporação” e que “não coaduna ou apregoa quaisquer tipos de preconceito”.

Comentários LGBTfóbicos

No áudio enviado em grupos de colegas, o policial afirma que os colegas “não se criam” e que a corporação foi “irreversivelmente maculada” por conta dos beijos publicados pelos PMs LGBT nas redes sociais.

“Eles não se criam. Mas a nossa corporação já foi irreversivelmente maculada. Nós hoje somos motivo de chacota no Brasil inteiro […]. Muito obrigado, senhores, os senhores conseguiram destruir a reputação da nossa Polícia Militar.”

“Não tenho nada a ver com a sexualidade deles. A porção terminal do intestino é deles e eles fazem o que quiserem. Uma coisa é o que se faz quando se está fardado […]. Aprendemos sempre que se deve preservar a honra e o pundonor policial militar. Então é isso que foi quebrado ali. Aquela avacalhação, aquela frescura ali poderia ter sido evitada. É lamentável”, diz a gravação.

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O tenente-coronel, que confirmou ter enviado a mensagem de voz a um grupo de amigos não quis comentar o assunto. Nas redes sociais, outros colegas compartilharam a mensagem do militar (veja imagem acima).

Investigações

Na tarde desta segunda-feira (13), a Comissão de Direitos Humanos da CLDF entrou em contato com os policiais alvo dos comentários e se colocou à disposição dos militares.

O deputado distrital Fábio Felix (Psol), que preside a comissão, enviou à Polícia Militar um pedido de apuração do fatos. No documento, o parlamentar pede ainda que sejam adotadas medidas para proteção direitos fundamentais dos policiais.

“A transcrição do áudio pode configurar o crime de homofobia, a princípio. Isso porque ela revela desprezo aos policiais homossexuais pela simples circunstância de serem homossexuais” diz o documento.

O Ministério Público do DF confirmou a abertura de investigação no Núcleo de Enfrentamento à Discriminação.

“A homotransfobia representa uma forma contemporânea de racismo. Portanto, apurada a autoria de condutas que importam em atos de segregação que inferiorizam membros integrantes do grupo LGBT, o autor pode ser processado nos diversos tipos penais definidos na lei de racismo e no Código Penal”, disse em nota.

“O Ministério Público reputa inaceitável qualquer tratamento discriminatório, atuando de forma preventiva e repressiva nos atos de preconceito, reafirmando a incompatibilidade das práticas homotransfóbicas com o ordenamento constitucional brasileiro.”

Apoio

Da internet também vieram comentários positivos para os casais. Em uma rede social, seguidores de um deles desejaram felicidades. Em outro comentário, uma pessoa elogia a atitude dos militares.

“Linda foto, parabéns! Saibam que vocês não estão fazendo nada de errado.”

Após a repercussão, colegas também reuniram fotos de casais heterossexuais se beijando fardados com o objetivo de demonstrar que a proporção do caso cresceu pelo fato de se tratarem de casais do mesmo sexo.

O que diz a PM?

Tentamos contato com os PMs que aparecem nas fotos, no entanto, a corporação os impediu de falar com a reportagem para “evitar maiores exposições e controvérsias”. Veja abaixo a íntegra do posicionamento da Polícia Militar:

“A Polícia Militar do Distrito Federal informa que não coaduna ou apregoa quaisquer tipos de preconceito. Os áudios atribuídos a um coronel da Reserva Remunerada manifestam uma opinião pessoal, e serão analisados pela Corporação.

A PMDF informa ainda que a ética e o pundonor policial militar são preceitos basilares da Corporação, aos quais os policiais militares estão sujeitos, independentemente de cor, sexo, etnia, religião ou opção sexual.

O posicionamento oficial da PMDF órbita em torno do respeito às crenças, à ética e ao profissionalismo, pilares que todos os policiais militares devem observar no exercício de seus deveres.

A Polícia Militar do Distrito Federal reforça que não coaduna com quaisquer tipos de preconceito. As críticas divulgadas em redes sociais são opiniões pessoais e não condizem com o ponto de vista do comando da Corporação.

No entanto, com o objetivo de evitar maiores exposições e controvérsias, nenhum integrante da Corporação está autorizado a conceder entrevista sobre o assunto.”

Um comentário:

  1. O engraçado que muitos militares ajudam seus colegas quando estes se casam com mulheres: aplaudem, fazem fila, homenagem, todo mundo fardado e feliz.

    Mas quando é um casal gay dizem que é contra o regulamento, é uso indevido de servidores e dos locais públicos militares, desvirtua o serviço militar.

    Hipocrisia pura...

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