terça-feira, janeiro 21, 2020

POLÍTICA

Secretário de Cultura é demitido após vídeo com referências nazistas.


Em vídeo, Roberto Alvim repete parte do discurso de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista 

A exoneração de Roberto Alvim foi pedida pelos presidentes da Câmara e do Senado e até Olavo de Carvalho criticou o secretário: 'talvez não esteja muito bem da cabeça'.

O secretário de Cultura, Roberto Alvim, cavou a própria cova. Após divulgar um vídeo nas redes sociais oficiais da Secretaria de Cultura em que repete parte do discurso de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Alvim foi exonerado.

O presidente Jair Bolsonaro demitiu o secretário após a repercussão negativa do vídeo, que anunciava uma premiação. Ele informou a lideranças do Congresso no fim da manhã de sexta-feira (17), após ser cobrado por isso.

Pouco depois das 13h, a demissão foi formalizada. Em nota, o presidente afirmou que a permanência de Alvim se tornou “insustentável” ainda que ele “tenha se desculpado”. 

“Reitero nosso repúdio às ideologias totalitárias e genocidas, bem como qualquer tipo de ilação às mesmas. Manifestamos também nosso total e irrestrito apoio à comunidade judaica, da qual somos amigos e compartilhamos valores em comum”, completa o texto, assinado pelo próprio Jair Bolsonaro.

Jair M. Bolsonaro✔

- "Comunico o desligamento de Roberto Alvim da Secretaria de Cultura do Governo. Um pronunciamento infeliz, ainda que tenha se desculpado, tornou insustentável a sua permanência."

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que está acima de Alvim, havia sido informado da decisão do mandatário e o Planalto passou boa parte da manhã tentando costurar a nota em que informou a demissão.

A ideia inicial era não citar o vídeo, porém, a repercussão, sobretudo ante a comunidade Judaica, tornou essa omissão impossível. O presidente foi cobrado pessoalmente pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, que é judeu.  

No início da tarde o vídeo de Alvim foi retirado do ar.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, havia pedido na manhã desta sexta, via rede social, a cabeça de Alvim. “O secretário da Cultura passou de todos os limites. É inaceitável. O governo brasileiro deveria afastá-lo urgente do cargo”, escreveu Maia no Twitter.

Rodrigo Maia✔

"O secretário da Cultura passou de todos os limites. É inaceitável. O governo brasileiro deveria afastá-lo urgente do cargo." https://oglobo.globo.com/cultura/roberto-alvim-copia-discurso-do-nazista-joseph-goebbels-causa-indignacao-24195523 …

Davi Alcolumbre, soltou nota em que classifica o vídeo como “acintoso, descabido e infeliz ”. “Como primeiro presidente judeu do Congresso Nacional, manifesto veementemente meu total repúdio”, escreveu.

Ele ainda afirmou ser “totalmente inadmissível, nos tempos atuais, termos representantes com esse tipo de pensamento”. “E, pior ainda: que se valha do cargo que eventualmente ocupa para explicitar simpatia pela ideologia nazista e, absurdo dos absurdos, repita ideias do ministro da Informação e Propaganda de Adolf Hitler, que infligiu o maior flagelo à humanidade”.

Antes disso, Davi Alcolumbre telefonou para Jair Bolsonaro reclamando do vídeo de Alvim e também pediu o afastamento dele do cargo. Ouviu do presidente que a “esquerda estava exagerando” na repercussão do caso, mas que concordava que o secretário de Cultura havia feito uma “declaração infeliz”. 

Além da pressão dos líderes do Congresso, pesou na decisão a reação de Olavo de Carvalho, guru do Bolsonarismo, nas redes sociais: ”É cedo para julgar, mas o Roberto Alvim talvez não esteja muito bem da cabeça. Veremos”, escreveu Olavo em sua conta no Facebook. 

Ao usar trechos do discurso do ministro nazista, Alvim atingiu, especialmente, a comunidade judaica, em grande parte apoiadora de Bolsonaro.

Olavo de Carvalho

-É cedo para julgar, mas o Roberto Alvim talvez não esteja muito bem da cabeça. Veremos.

Em nota, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, também criticou o secretário. “Há de se repudiar com toda a veemência a inaceitável agressão que representa a postagem feita pelo secretário de Cultura. É uma ofensa ao povo brasileiro, em especial à comunidade judaica”, disse.

No vídeo, Goebbels e ópera de Wagner

No vídeo, o secretário afirma que “a cultura não pode ficar alheia às imensas transformações polutas que estamos vivendo”. “A arte brasileira da próxima década será heróica e nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”, completa.

A frase é semelhante à do ministro nazista. “A arte alemã da próxima década será heróica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”, disse Joseph Goebbels em discurso para diretores de teatro documento no livro Joseph Goebbels: Uma biografia, do historiador alemão Peter Longerich.

Outra referência do nazismo é a música de fundo, da ópera Lohengrin, de Richard Wagner, obra que Hitler disse ter sido decisiva em sua vida, em sua autobiografia.

PSOL quer que Alvim responda judicialmente 

O PSOL soltou uma nota em que diz que sua bancada na Câmara entrará com representação na Procuradoria Geral da República contra Alvim.

Segundo o partido, ainda que seja exonerado, ele deve responder judicialmente por suas declarações.

“O caso configura a prática de apologia ao crime (art. 287 do Código Penal) e incitação ao crime (art. 287 do Código Penal), assim como também se enquadra na lei de racismo, que pune a pratica e incitação a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, inclusive a propaganda relacionada ao nazismo (art. 20 da lei nº 7716/1989)”, diz o texto divulgado pelo PSOL.

Saída de Alvim não significa fim da 'cruzada' na Cultura contra 'esquerdismo'


Bolsonaro nega censura, mas tem defendido uma seleção com base em questões ideológicas para definir quais projetos serão beneficiados pelo governo.

Busca pelo fortalecimento do conservadorismo por meio de políticas culturais faz parte das diretrizes do governo Bolsonaro e será cobrada do próximo secretário de Cultura.

A queda do dramaturgo Roberto Alvim do comando da Secretaria Especial da Cultura está longe de significar o fim da “cruzada” contra o “esquerdismo” na Cultura, com o enaltecimento do conservadorismo e do ultranacionalismo.

Isso porque Alvim basicamente colocou no papel projetos - como o Prêmio Nacional das Artes - que estão amplamente em sintonia com o que defende o presidente Jair Bolsonaro para os meios culturais. E provavelmente será cobrado de seu sucessor na pasta que faça o mesmo.

Embora Bolsonaro não cite em nenhumas das 81 páginas da sua proposta de governo a palavra “cultura”, o termo tem um capítulo específico no programa de seu novo partido. O Aliança pelo Brasil se compromete a “lutar, na cultura, pela restauração dos valores tradicionais do Brasil”. Afirma que tais valores foram consolidados por grandes heróis do passado.

O discurso casa com o do dramaturgo no vídeo em que anunciou o Prêmio Nacional das Artes. Nele, Alvim fala que “a arte brasileira da próxima década será heróica e nacional (…) e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”. Frase é semelhante à do ministro nazista Joseph Goebbels: “a arte alemã da próxima década será heróica (…) e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”.

A repercussão do vídeo de Alvim levou à sua demissão. Mas, para o presidente, se não fosse a reação negativa - especialmente com a comunidade judaica -, o dramaturgo continuaria no cargo. Ele chegou a dizer que não havia motivos para o afastamento e que todo o “barulho” era “coisa da esquerda”. Na noite anterior à demissão de Alvim, ao lado do então secretário, Bolsonaro afirmou que seu objetivo para a área é fazer cultura para “a maioria”.

O presidente relatou que tinha se revoltado com muitos filmes e que mandou suspender qualquer concessão. “Afinal de contas, isso não é censura. Se o cara quer fazer um filme. (...)  Pode fazer, mas pode não com dinheiro público”. No meio do ano passado, o presidente vetou um edital que beneficiava entre outros a temática LGBT. O presidente nega censura, mas tem defendido uma seleção com base no mérito do conteúdo das obras para definir quais projetos serão beneficiados pelo governo. 

“A gente não quer investir em questão de ideologia, a gente quer fazer uma cultura sadia. E que você, pai e mãe, tenha prazer em assistir um filme, ir ao teatro, ao cinema. Saber que seus filhos menores, quando forem ao cinema, não vão ser agredidos com uma coisa que não condiz com a cultura e com a educação brasileira”, afirmou.

‘Bombardeio conservador’

É com essa diretriz que trabalham os subordinados do presidente que elaboram políticas para o setor. Dias antes dessa live, Alvim havia prometido a Bolsonaro um “bombardeio de arte conservadora”. Na quinta (16), ao lado do presidente, Alvim afirmou que a secretaria está tentando criar um “cinema sadio, ligado aos nossos valores, princípios e alinhado com essa ideia de conservadorismo em arte, que, na verdade, é uma arte que dignifique o ser humano, que dignifique a condição humana”.

A “cruzada” na Cultura, com objetivo de varrer a ideologia de esquerda, no entanto, é essencialmente ideológica, atada ao conservadorismo. E essa orientação ideológica direcionada pelo presidente é a mesma que levou à saída de Henrique Pires, um dos antecessores de Alvim, do comando da Cultura. Por não concordar com a suspensão do edital que contemplava a temática LGBT, Pires deixou o cargo. 

De saída, disparou: “Eu não vou fazer apologia a filtros culturais. Para mim, isso tem nome: é censura. Se eu estiver nesse cargo e me calar, vou consentir com a censura. Não vou bater palma para este tipo de coisa. Eu estou desempregado. Para ficar e bater palma pra censura, eu prefiro cair fora”.

À época, em agosto do ano passado, ele denunciou a existência de um controle hierárquico, que o coagia a adequar a produção cultural à visão do governo. Afirmou ainda que tinha conseguido contornar algumas iniciativas, mas que, no caso do edital LGBT, criaram uma situação para não premiá-los. Pouco antes da saída de Pires, Bolsonaro havia anunciado que a Cultura teria um “filtro”.

Esvaziamento da Cultura

A saída de Alvim também expõe a falta de rumo do setor no governo Bolsonaro. Segundo a assessoria do órgão, não se sabe se o Prêmio Nacional das Artes terá continuidade. A concessão da honraria vinha sendo apontada como uma das marcas da gestão de Alvim, que assumiu o posto em novembro do ano passado. Agora, o futuro da premiação é incerto.

A incerteza tem sido uma tônica na área. O governo também se mostrou desnorteado com o futuro da Ancine (Agência Nacional do Cinema). Chegou a anunciar seu fim, com o argumento de que o “poder público não tem que fazer filme”, mas não tirou a ideia completamente do papel. Transferiu a sede do órgão do Rio de Janeiro para Brasília.

Nas mãos de quem deixar a Cultura também tem se demonstrado um problema. Em pouco mais de um ano de governo, a área teve ao menos quatro chefes e foi do Ministério da Cidadania para o guarda-chuva do Ministério do Turismo. Sua estrutura, no entanto, ainda segue perdida. As demandas da imprensa, por exemplo, têm sido direcionadas ainda à assessoria de imprensa da Cidadania.

Rompido com chefe da Secom, Carlos Bolsonaro atua nas redes como porta-voz informal do governo.


Carlos Bolsonaro apagou, na sexta (17), um post no Twitter no qual negava que deseja assumir qualquer função relativa à comunicação no governo.

Só em 2020, o filho 02 do presidente dedicou mais de 70% dos posts em sua conta no Twitter a anúncios relacionados ao governo e à defesa da gestão do pai.

Carlos Bolsonaro, o filho do presidente conhecido por sua intensa e polêmica atuação nas redes sociais, passou por um período de silêncio no fim de 2019. Foram 28 dias, em que se especulou sobre os motivos que o levaram a cancelar suas contas, sempre tão ativas e cheias de seguidores.

Ao retornar, o 02 pareceu decidido a mudar completamente sua postura no Twitter. Um levantamento feito pelo HuffPost mostra que, das 204 postagens feitas por Carlos em seu perfil pessoal de 8 de dezembro até as 12h de sábado (18), praticamente a metade (101) foram anúncios sobre medidas do governo, ou tuítes em defesa do governo do pai.

Só em 2020, de 78 postagens, 56 - ou seja, 71% -, estiveram dedicadas a tratar de realizações do primeiro ano da gestão Bolsonaro.

Carlos Bolsonaro✔

"A digitalização dos serviços geram desburocratização e economia ao cidadão e cerca de R$ 116milhões/ano para o governo. Em 2020, o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) físico, será substituído pelo formato eletrônico."

A disposição de atuar nas redes como porta-voz informal do governo começou a chamar a atenção, especialmente agora, com a crise que se instaurou envolvendo o secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten - primeiro um aliado de Carlos, hoje, um desafeto.   

Na transição, ainda em 2018, Carlos era uma aposta para assumir o posto de secretário de Comunicação. Gustavo Bebiano, o primeiro a ser cortado do governo - inclusive fritado nas redes sociais com a ajuda do filho do presidente - vetou. 

O vereador carioca, que está afastado do cargo, nega publicamente que deseje assumir qualquer função relativa à comunicação no governo, mas apagou, na sexta (17) pela manhã - pouco depois de publicar -, um post no Twitter em que afirmava justamente essa recusa.

“Já disse inúmeras vezes que nada tenho a ver com isso e que não pretendo nada, mas os canalhas insistem e dessa vez nem leem pensamentos, inventam mesmo e dane-se!”, escreveu, em reação a uma reportagem da Crusoé, sobre como a crise com Wajngarten poderia abrir portas para Carlos na comunicação do governo. 


Carlos Bolsonaro reage à matéria da revista Crusoé que fala que crise na comunicação abre portas para ele. Post foi apagado.

Distanciamento do chefe da Secom

Segundo interlocutores do Planalto ouvidos pelo HuffPost, Carlos e Wajngarten se afastaram nos últimos meses por “divergências e disputas de poder na comunicação palaciana”. 

Wajngarten foi alçado ao posto em abril do ano passado, pelas mãos do próprio Carlos, e juntos, operaram pela saída do então ministro da Secretaria de Governo, general Alberto Santos Cruz, de quem ambos discordavam. Foi o general Luiz Eduardo Ramos quem entrou no lugar, e logo tratou de se aproximar do secretário. 

Limado Santos Cruz, Carlos sugeriu, e teve a ideia comprada por Wajngarten, que o pai começasse a falar diariamente na porta do Palácio da Alvorada: uma forma de pautar a imprensa e se aproximar mais dos apoiadores. 

Acontece que as declarações polêmicas de Bolsonaro muitas vezes não repercutem bem e Carlos teria começado a ficar incomodado com a sequência de manchetes negativas, culpando o secretário, segundo o HuffPost apurou.

De acordo uma fonte do Planalto, Carlos não entende que o problema não é Bolsonaro falar na porta do Alvorada, “mas o que ele diz”.

Começou, então, a guerra aberta de Carlos com a Secom (Secretaria de Comunicação). Vieram, inclusive, sequências de posts com críticas à comunicação palaciana. 

Carlos Bolsonaro✔

"O novo jogo da “isentucanosfera”... É lamentável somente nós lutarmos para mostrar o que tem sido feito de bom 24h ao dia enquanto se vê uma comunicação do governo que nada faz!"

Carlos chegou a dizer que a comunicação do governo “sempre foi uma bela de uma porcaria”, em um claro sinal de distanciamento de Wajngarten. 

Há quem fale que o 02 já pensa em substitutos para a Secom. No fim de 2019, chegou a correr o nome do blogueiro Allan dos Santos como uma possibilidade. Interlocutores do Planalto não acreditam nesta possibilidade e, tampouco, que o filho queira assumir a vaga. 

Riscos de Carlos sob os holofotes

Um congressista com trânsito no clã que preferiu não se identificar avaliou ao HuffPost que, com o momento complicado que a família vive em questões que chamou de “policiais”, não caberia colocar um filho “sob os holofotes”. “Vale lembrar que, volta e meia, o presidente sobe o tom e acusa o [Wilson] Witzel [governador do Rio de Janeiro] de perseguição contra seus filhos”, diz. 

Ele se refere a duas situações. Uma é a investigação do Ministério Público do Rio contra o 01, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), acusado de lavagem de dinheiro. Segundo os promotores, ele é suspeito de lavar R$ 2,3 milhões num esquema de “rachadinha”, quando se coage funcionários a devolver parte dos salários. O caso teria ocorrido quando ele ainda era deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), de fevereiro de 2003 a janeiro de 2019.  

O outro caso ao qual esse parlamentar se refere diz respeito à morte de Marielle Franco (PSOL). Em uma entrevista em 24 de dezembro, o presidente insinuou que o governador Wilson Witzel estaria plantando provas contra sua família e na casa de um de seus filhos para tentar incriminá-los pela morte da vereadora.

“A nova intenção deles, agora... querem fazer uma busca e apreensão na casa de outro filho meu, já, pelo que tudo indica, fraudando provas, plantando provas falsas dentro da casa dele. Isso tudo é o inferno que a gente vive. É um jogo de poder, é um jogo de poder sujo isso aí”, afirmou Bolsonaro, ao falar com José Luiz Datena, em seu programa na Band.  


Secretário da Cultura, Roberto Alvim cita ministro nazista em pronunciamento



#RodrigoConstantino: Vídeo de Roberto Alvim é medonho e preocupante



BOLSONARO MANTÉM CHEFE DA SECOM NO CARGO E VOLTA A ATACAR A FOLHA | UOL TRENDS



Bolsonaro exclui a Folha de S.Paulo da coletiva mas Jornalista insiste em fazer perguntas


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