terça-feira, janeiro 07, 2020

POLÍTICA

De amigo a inimigo: 10 nomes que entraram para lista de desafetos de Bolsonaro.


Presidente Jair Bolsonaro entrou em rota de colisão com antigos aliados no primeiro ano de governo.


Antigos aliados do presidente do Jair Bolsonaro passaram a ser inimigos dele em poucos meses. O governo nem bem tinha começado os trabalhos no Palácio do Planalto e uma crise envolvendo áudios vazados e um dos filho de Bolsonaro, Carlos, derrubaram o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno. Ele era tido como homem de confiança do presidente. Depois disso, a lista de desafetos só aumentou.

Confira quem são os ex-amigos – e agora inimigos – do presidente após um ano de governo:

Gustavo Bebianno

Então braço-direito de Jair Bolsonaro, Bebianno foi presidente nacional do PSL e responsável pela distribuição dos recursos do partido durante as eleições de 2018. Com denúncias de irregularidades na distribuição do fundo eleitoral a candidaturas laranjas, a imagem do então ministro ficou desgastada no Palácio do Planalto. A posição no governo ficou insustentável quando ele foi chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro e decidiu divulgar áudios de conversas com o presidente. Bebianno acabou demitido no dia 18 de fevereiro e se desligou do PSL oficialmente em junho.

Luciano Bivar

O presidente do PSL e Bolsonaro estão em crise há meses e a queda de braço dentro do partido continua intensa com suspensões e ameaças de expulsão. A gota d’água no relacionamento entre Bolsonaro e Bivar foi um vídeo em que o presidente da República aparecia afirmando que o deputado estava “queimado pra caramba”. A crise se aprofundou de tal forma que Bolsonaro se desfiliou do PSL e criou um partido próprio, o “Aliança pelo Brasil”.

O PSL rachou entre as alas bolsonarista e bivarista. O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, também deixou a sigla. Como o "Aliança pelo Brasil" não está está registrado formalmente no TSE, pois precisa de 500 mil assinaturas de apoiadores, os Bolsonaros que deixaram a legenda estão "sem partido" no momento. Vários deputados federais esperam uma brecha ou a expulsão para se juntar ao presidente no novo partido.

Alexandre Frota

Frota foi expulso do PSL em agosto, depois de criticar abertamente Bolsonaro nas redes sociais. O deputado era contra a nomeação de Eduardo, filho 03 do presidente, para a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos e se absteve na votação do segundo turno da reforma da Previdência. Também trocou farpas com Olavo de Carvalho, “guru” do bolsonarismo. Depois de fazer parte da tropa de choque do presidente, Frota acabou entrando para o PSDB e hoje é um dos maiores críticos do governo.

Joice Hasselmann

A ex-líder do governo no Congresso, antes bolsonarista de primeira ordem, foi removida do cargo pelo presidente na crise que rachou o PSL. Ela apoiou o deputado Delegado Waldir (GO) como líder do partido na Câmara, enquanto Bolsonaro tentava dar ao filho Eduardo a liderança. Depois disso, ela entrou em atrito direto com os filhos do presidente. Joice os acusou de conduzirem uma “milícia digital” para atacar opositores do governo.

General Santos Cruz

Alvo da ala ideológica do governo, recebeu inúmeras críticas de Olavo de Carvalho. Acabou demitido por “falta de alinhamento político-ideológico”. Também pesaram contra ele os problemas de articulação do Planalto com o Congresso, já que Santos Cruz era um dos responsáveis por essa função. O general foi demitido da Secretaria do Governo em 13 de junho.

Ele teria sido uma das vítimas do "Gabinete do Ódio", o ex-ministro evita fazer comentários sobre o governo ou o presidente. Santos Cruz foi convidado a participar de audiência pública na CPI das Fake News, no dia 26 de novembro, e classificou Olavo de Carvalho como "um vigarista profissional".

Delegado Waldir

O Planalto articulou a queda do deputado da liderança do partido na Câmara para substituí-lo por Eduardo Bolsonaro. Waldir pertence ao grupo que apoia Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, em meio à crise e da guerra de listas de apoio, Waldir decidiu deixar a liderança que foi assumida por Eduardo.

Wilson Witzel

Bolsonaro disse “minha vida virou um inferno após vitória de Witzel”, apesar de terem bandeiras parecidas, a crise em torno do caso Marielle implodiu a relação dos dois. Bolsonaro acusou o governador do Rio de conspirar contra ele, ao vazar informações para a matéria do Jornal Nacional, da Rede Globo, que cita o porteiro do condomínio onde o presidente e um suspeito moram. O presidente também acusa Witzel de estar de olho na presidência da República em 2022. A desavença começou em setembro.

João Doria

Durante a campanha de 2018, o slogan “Bolsodoria” ajudou o governador de São Paulo a conquistar o cargo. A amizade não é a mais mesma desde a eleição, já que a competição entre Doria e Bolsonaro já é por 2022. O presidente chegou a ameaçar transferir a Fórmula 1 de São Paulo para o Rio de Janeiro, mas isso foi antes de brigar com Wilson Witzel, governador do Rio.

Paulo Marinho

Paulo Marinho é o empresário que ajudou a eleger Bolsonaro e agora pretende colocar Doria no Palácio do Planalto. É primeiro suplente de Flávio Bolsonaro, no Senado. O afastamento teria começado logo depois da eleição, em outubro de 2018. Marinho é o atual presidente do PSDB do Rio de Janeiro. "Está faltando gratidão ao governo do capitão", disse Marinho em entrevista à Época. Ele criticou também a influência negativa dos filhos do presidente no governo.

Major Olímpio

Líder do PSL no Senado, Major Olímpio (PSL-SP) afirma que não tem nada contra Jair Bolsonaro. A crise neste caso foi causada principalmente pelo atrito com os filhos do presidente. Carlos Bolsonaro chamou Olímpio de “bobo da corte”, que respondeu pedindo a Bolsonaro para internar o filho numa clínica psiquiátrica.

Também disse que uma armadilha foi criada pelos filhos do presidente. “Flávio Bolsonaro para mim acabou, não existe”, disse Olímpio. A crítica foi causada pela intervenção de Flávio para acabar com a criação CPI da Lava Toga, que deveria investigar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Também foi chamado de desafeto por Eduardo Bolsonaro.

Reformas em ano eleitoral: Congresso terá disposição para votar mudanças em 2020?


Intenção da equipe econômica de Jair Bolsonaro, liderada pelo ministro Paulo Guedes, é fazer passar as reformas tributária e administrativa neste ano.


Reformas tributária e administrativa, prioritárias para o governo, devem enfrentar obstáculos como tempo e vontade dos parlamentares neste ano.

O pacote econômico que pautou 2019, com a reforma da Previdência, segue como prioridade no Congresso em 2020. Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), têm reiterado compromisso com a reforma tributária. Mas lideranças nas duas Casas colocam dúvidas sobre a viabilidade de ela ser aprovada no primeiro semestre devido à eleição municipal, em outubro. 

Há intenção da equipe econômica de Jair Bolsonaro em fazer passar também uma reforma administrativa. Apesar do discurso público de Maia, em que se coloca favorável a pontos específicos da proposta, parlamentares consideram essa agenda impopular e impossível de ser avalizada em ano eleitoral. 

O foco na agenda econômica deve-se, por um lado, aos resultados que isso já tem gerado. Em 11 de dezembro, a agência de risco americana Standard & Poor’s revisou de estável para positiva a perspectiva do rating do Brasil. Em 2015, foi ela a primeira a confiscar o grau de investimento no País. É um sinal favorável a investidores. 

Mudanças nos tributos

A reforma tributária que tramita na Câmara dos Deputados é a que, atualmente, tem maiores chances de prosperar no Congresso. 

Apresentada em abril pelo deputado Baleia Rossi (MDB-SP), o texto já foi avalizado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) em maio e está na comissão especial constituída para analisá-la sob relatoria de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). 

A PEC tem apoio de partidos de centro e direita e também de alguns deputados da oposição.

De forma geral, ela acaba com cinco tributos que incidem sobre o consumo e cria o IBS (Imposto sobre Operações com Bens e Serviços), de competência de municípios, estados e União, além de um outro imposto, sobre bens e serviços específicos — este de competência apenas federal. Ambos ficariam no lugar de três tributos federais (IPI, PIS e Cofins); do ICMS, que é estadual; e do ISS, municipal. O tempo de transição previsto é de dez anos.

No Senado há um outro texto, sob relatoria do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), mas que sequer deve chegar a ser analisado na CCJ da casa. 

Da parte do governo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem afirmado a líderes que pretende enviar a reforma tributária fatiada ao Congresso a partir de fevereiro. “Para evitar perda de arrecadação, favorecimento de corporações, ou de estados e municípios”, afirmou ao HuffPost um deputado que esteve com a equipe econômica na última semana de trabalhos em Brasília antes do recesso de fim de ano.

Segundo este e outros interlocutores que participaram do encontro, Guedes tem consciência das dificuldades políticas enfrentadas pelo governo no Congresso e já compreendeu que, em ano eleitoral, precisará de ainda mais cautela. O ministro sabe, porém, que tem um aliado de peso quando se fala em melhorar o ambiente econômico: Rodrigo Maia. 

O presidente da Câmara é visto por toda a equipe econômica como um importante apoio no diálogo e nas negociações com os parlamentares e até empresários. Tem feito palestras, reuniões e vários encontros com o meio levando a pauta da Câmara, mas também recados de suas conversas com o ministro. Essa ponte é especialmente importante em um governo no qual a articulação política entre o Executivo e o Legislativo é praticamente inexistente.

Empenho dos parlamentares

Há opiniões para todos os gostos. Um dos aliados mais próximos do presidente da Câmara, o deputado Paulinho da Força (SD-SP) acha que é sim possível votar a reforma tributária no ano que vem. “O Rodrigo tem muito interesse e ela já está em estágio bastante avançado aqui na Casa”, afirmou à reportagem. 

Para o deputado Julio Delgado (PSB-MG), da oposição, o calendário eleitoral pode prejudicar e a proposta deve ficar só para depois do pleito. ”É um assunto muito complexo, que ainda precisa de muito mais maturação”, avaliou o parlamentar que já está em seu sexto mandato como deputado federal. 

Já Sóstenes Cavalcanti (DEM-RJ), com certa proximidade de Jair Bolsonaro por integrar a bancada evangélica, não crê na possibilidade de terminar 2020 com ela avalizada. “Ano eleitoral termina em julho, quando começa a campanha”, disse o democrata ao HuffPost.

Rodrigo Maia, porém, tem dito que espera a tributária aprovada na Câmara até o meio do ano. Em café da manhã com jornalistas, ele anunciou a criação de uma comissão mista especial com 15 deputados e 15 senadores para analisar a reforma tributária. Publicamente, a ideia é mesclar os textos da Câmara e do Senado. Mas o que tende a acabar de fato ocorrendo é juntar ao texto já em estágio mais avançado as partes enviadas parceladamente pelo governo. Neste caso, o deputado Aguinaldo Ribeiro deve se consolidar como relator da PEC. 

Penduricalhos

Entre os trechos a serem enviados pelo governo estará um imposto sobre transações financeiras em meios digitais, como aplicativos de celular. Isso foi anunciado na última quarta (18) por Guedes, que tentou distanciar a proposta da antiga CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), cuja sombra sob o governo acabou com a demissão de Marcos Cintra da Receita Federal.

“Nunca foi a CPMF, sempre foi transações. Como tributamos isso? Tem transações digitais. Você precisa de algum imposto, tem que ter um imposto que tribute essa transação digital”, disse.

A ideia inicial era prever um imposto mais abrangente, sobre qualquer transação, tributando até papel moeda. “Temos o nosso conteúdo, estava pronto para ser disparado. Houve um descarrilamento, caiu um secretário da Receita. Na hora que caiu, reconfiguramos o time, continuamos fazendo as simulações que estávamos fazendo, já com tudo preparado para disparar”, completou o ministro da Economia. 

Apesar da interação da equipe econômica com o presidente da Câmara, nesta questão de criação de tributos, Guedes sempre recebe uma resposta negativa de Maia. Isso ocorreu mais uma vez na quinta (19), quando o deputado recebeu jornalistas para um café da manhã na residência oficial da Presidência da Casa. “A resposta da Câmara vai ser não. Imposto sobre movimentação financeira, com o nome que se queira dar, é não. Pode dar o nome que você quiser, apelido”, disse.

Na sexta (20), o presidente Jair Bolsonaro também negou a CPMF e defendeu uma reforma tributária “possível”. “A CPMF é um imposto que está demonizado. Não se toca mais nesse assunto. Agora, o que tenho falado ao ministro Paulo Guedes (Economia) é que não podemos entrar na mesma linha que aconteceu no passado. Queriam uma reforma tributária perfeita, mas não se aprovava nada, vamos simplificar”, afirmou o presidente.

A quase impossível reforma administrativa

O governo havia prometido a reforma administrativa para outubro e agora diz que vai enviar o texto até o meio do ano. O temor de greves em cadeia, porém, tem feito a proposta ficar na gaveta. 

Paulo Guedes sabe da resistência de todos os setores do funcionalismo que serão afetados, mas também das dificuldades que vai enfrentar no Congresso em ano eleitoral. Parlamentares não veem a menor chance de o texto prosperar em 2020. 

A medida tem a intenção de estabelecer novas regras para os futuros servidores públicos, criando um sistema de estágio probatório na contratação e acabando com a estabilidade plena no funcionalismo. 

Entre os pontos que devem estar no texto, há revisão de regras de promoção e de distribuição de cargos; redução dos salários iniciais e maior tempo para alcançar o topo da carreira; aproximação dos rendimentos dos servidores públicos aos da iniciativa privada.


O impacto da política ambiental de Bolsonaro na imagem do Brasil



A CASA CAlU.... PoIícia amanhece na CASA de BOLS0NARO! e faz Busca e apreensão no caso de QUElROZ..




ESCÂNDAL0!!! Moro negocia PRlSÃO de - LuIa em troca de vaga no S'T'F




PEG0U MORO!!! GlLMAR ESFR'EGA A VERDADE NA CARA DE MORO E DALLAGN0L



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