segunda-feira, fevereiro 17, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Putin dispara contra LGBTs e afirma que Rússia não vai legalizar casamento gay.




Vladimir Putin, presidente da Rússia, deu uma declaração nesta quinta-feira (13), afirmando que enquanto estiver no poder não vai legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Conforme informações do jornal O Globo, a declaração do político aconteceu durante um encontro com uma comissão governamental, onde foi discutido mudanças na Constituição do país.

“Sobre o “pai um” e o “pai dois”, eu já falei publicamente sobre isso e repetirei de novo: enquanto eu for presidente, isso não vai acontecer. Serão papai e mamãe”, declarou Putin.

Vale lembrar que a Rússia ainda é um dos 70 países ao redor do mundo que a homossexualidade é considerada como algo criminoso. Inclusive, no último ano uma ativista chegou a ser presa por divulgar uma ilustração com casais LGBTs. Ela foi condenada por “propaganda gay”.

Bolsonaro, Doria e Crivella ganham “Troféu Pau de Sebo” no Oscar LGBT.



O presidente Jair Messias Bolsonaro, o governador do estado de São Paulo João Dória e o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella e até instituições como a Anvisa estão entre os vencedores da categoria “Pau de Sebo do Ano” na edição de 2019 do “Oscar LGBT”.

Contrariando Bolsonaro, há na lista nomes como Felipe Neto, o time de futebol Bahia, prefeituras, governos e emissoras de TV foram indicados à categoria “Troféu Triângulo Rosa”, prêmio dado a quem contribuiu e ou ajudou diretamente à comunidade LGBTQ+ no Brasil.

Desde o início da década de 90, o Grupo Gay da Bahia (GGB) comanda o “Oscar LGBT”, realizado sempre e após a premiação do Oscar, indicando e premiando nomes que contribuíram ou obstruíram a pauta no ano anterior.

Além do grupo baiano, participam do júri a Aliança Nacional LGBT+ e o Grupo de Dignidade de Curitiba. “Infelizmente, tivemos mais uma vez um presidente da república como um dos destaques dentre os que pisaram na bola da cidadania LGBT“, diz Luiz Mott, fundador do GBB.

A censura à campanha publicitária do Banco do Brasil com modelos LGBT e a ofensa contra um jornalista a quem, Jair Bolsonaro chamou de “cara de homossexual terrível” são duas justificativas para a escolha.

João Dória e Crivella foram indicados ao Pau de Sebo por censurarem publicações com conteúdo LGBT. A Anvisa levou o Pau de Sebo pela restrição à doação de sangue de doadores homossexuais.

Vale lembrar que Dilma Rousseff foi a primeira presidente da república a receber o troféu Pau de Sebo em 2012 pelo veto ao kit anti-homofobia. Lula, FHC e Fernando Collor receberam o prêmio positivo do Triângulo Rosa por políticas consideradas respeitosas à população LGBTQ+.

Vereadora denuncia falta de compromisso da prefeitura de Fortaleza com a população LGBT.



Segundo a vereadora e presidente da Comissão de Direitos Humanos e da Frente Parlamentar em Defesa da População LGBT, Larissa Gaspar (PT), a Prefeitura de Fortaleza não estaria investindo em políticas públicas para a comunidade LGBTQI+. Em nota, Larissa denuncia que dos R$ 2,7 milhões destinados às políticas, “nenhum real” foi utilizado no último ano. E a mesma reclama também que o orçamento de 2020 teria caído para R$ 884 mil.

“Na prática, os serviços municipais estão sem estrutura, faltando pessoal e equipamentos. Já as pessoas trans, sofrem com preconceito e violência”, reforça a vereadora do Partido dos Trabalhadores.

Vale lembrar que o Ceará é o segundo estado mais violento para travestis e transexuais viverem no Brasil. 

Conforme noticiou o jornal O POVO ONLINE, a Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHDS) garantiu, em nota, que tem realizado as ações previstas no Plano Municipal de Política LGBT e voltadas para a promoção da cultura, esporte, saúde, assistência social e profissionalização da comunidade. O Plano foi instaurado em 2012 pelo projeto de lei nº 0245, com vigência de dez anos.

Núcleo de Estudo da UNIFESP tem parecer contrário ao PL que restringe trans em esportes.



O professor Magnus R. Dias da Silva, representante do Núcleo de Estudos, Pesquisa, Extensão e Assistência à Pessoa Trans emitiu uma carta em nome da UNIFESP sobre o PL apresentado pelo deputado estadual Altair Moraes.

Vale lembrar que tal projeto de lei tem o intuito de fazer-se obrigatório o homem ou a mulher competir em campeonatos esportivos nas categorias do sexo o qual lhes foram designado na maternidade.

Segue na íntegra a carta emitida pelo Nucleo:

Ilmos. Srs. Deputados Estaduais
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Dirijo-me respeitosamente a vossa excelência em resposta à PL 346/2019 que propõe que a Casa do Povo do estado de São Paulo vote pela exclusão da população trans no esporte com base na classificação restrita, incompleta e superficial de categorização do sexo biológico.
Ao longo dos últimos 25 anos de trabalho como médico e professor de endocrinologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, aprendi e pude exercer minha prática docente-assistencial a partir de uma leitura acadêmica criteriosa e atualizada de livros e artigos científicos de literatura biomédica relacionados ao desenvolvimento do sexo, desde o período de embrião até a puberdade. Nesse sentido, reconheço a ampla e qualificada produção científica nessa área e reafirmo para V. Ex. a. e toda a sociedade, com a segurança de um pesquisador e interlocutor do conhecimento científico produzido, de que a definição de sexo biológico é muito complexa e que não se limita a categorização binária mais comum de distribuição cromossômica (46,XX e 46,XY), gonadal (ovários e testículos), da genitália interna (útero presente ou ausente) e externa (vagina ou pênis), secreção e ação hormonal (estrogênios e androgênios). Asseguro a V. Ex. a que a biologia moderna reconhece os corpos variantes (pessoas trans e intersexo) como parte importante e necessária da natureza adaptativa e diversa do ser vivo. Além disso, o sexo biológico não é compreendido como fator compulsório e determinante da identidade de gênero.
Peço a compreensão de V. Ex. a. para o fato de que o dimorfismo sexual macho/fêmea só tem sentido dentro da dimensão reprodutiva. Ou seja, para além da biologia da preservação da prole, todos os demais órgãos, tecidos, funções e sistemas biológicos podem apresentar diferenças funcionais, de
competências e capacidades (entre o macho e a fêmea) que são equivalentes e circunstancialmente compensatórias, tais como transporte de oxigênio, nível de hemoglobina e hormônios sexuais, capacidade cardiovascular e osteoarticular, estatura e pelve óssea, força e memória muscular. Em outras palavras, podemos observar essas diferenças de desempenho funcional e de formas físicas entre os sexos se comparamos o valor da média e mediana do fenômeno analisado entre grupos, no entanto, é igualmente científico reconhecer que existe uma margem de distribuição populacional em que essas funcionalidades/competências mensuráveis se sobrepõem.
Frente a essa observação, pesquisadores da área consideram cientificamente coerente a comparação de medidas avaliativas entre pessoas transgênero e cisgênero somente quando dentro da mesma categoria de gênero. Fora desse rigor metodológico e ético, o estudo está enviesado e não tem sustentação cientifica, além de violar o princípio da equidade e honestidade. Seria, portanto, devastador para todos nós, inclusive para cidadãs e cidadãos transgênero e intersexo de São Paulo, que V. Ex. a. contribuísse com a exclusão de pessoas trans no esporte, especialmente aquelas que já modificaram seus corpos e funcionalidades hormonais, atendendo aos critérios previamente estabelecidos por um comitê especializado de um determinado esporte. Negar o acesso de pessoas trans ao esporte, desconsiderando o esforço da pessoa trans em se adequar equitativamente aos critérios da média/mediana de medições objetivas no gênero de afirmação, desconsidera as bases endocrinológicas das mudanças corporais induzidas pela hormonioterapia.
Reitero minha disposição à ALESP para construirmos uma PL alternativa a essa apresentada de forma enviesada, e que seja, portanto, mais consenso entre pesquisadores e representantes da sociedade, mais humana, mais inclusiva e melhor respaldada cientificamente.
Atenciosamente,
Magnus R. Dias da Silva
Professor Associado Livre Docente
Disciplina de Endocrinologia, Departamento de Medicina
Escola Paulista de Medicina (EPM) – UNIFESP
Chefe do Ambulatório de Endocrinologia de Transição Adolescente-Adulto
Coordenador do Ambulatório do Núcleo TransUnifesp.

Na última semana, a PL entrou em votação na ALESP mas teve sessão encerrada devido ao quorum, ou seja, não haviam representantes o suficiente para tal feito. Até o momento, não há uma nova data para as votações entre os deputados e deputadas.

Uber inicia campanha contra a LGBTQfobia: “Nenhum tipo de violência deve ser tolerada”.



Após recentes episódios lamentáveis de LGBTfobia, a UBER iniciou uma campanha no Brasil para evitar que novos casos de preconceito aconteçam com os usuários do aplicativo de transporte.

“Este não é apenas um post. É um posicionamento oficial da Uber: nenhum tipo de violência deve ser tolerada e acreditamos no respeito como um caminho para segurança. É simples. Ou pelo menos deveria ser”, começa o texto, divulgado nas redes da Uber. “Se você comete assédio, atos de racismo, LGBTfobia ou qualquer outro tipo de violência em viagens feitas por meio da nossa plataforma, a Uber não é pra você”.

“Se você faz piadas sobre a cor de pele de alguém e acha que respeito ao próximo só deve acontecer quando o próximo é igual a você, já sabe né? Isso mesmo, a Uber não é pra você. Sim, a Uber pode excluir de sua comunidade a conta de pessoas que não respeitem o Código de Conduta. Afinal, a gente acredita no respeito como um caminho para segurança, e segurança é inegociável”, continua a empresa.

A campanha também foi para as ruas e já pode ser vista pelas grandes cidades. “Você é dos blocos dos assediadores, racistas ou LGBTfobicos? A Uber não é pra você”, diz um dos anúncios da campanha, divulgado em um ponto de ônibus em São Paulo.

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