quinta-feira, fevereiro 20, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Homem é condenado a cinco anos de prisão após incendiar casa de transexual.



Um homem foi preso após incendiar a casa de uma mulher transexual. O caso aconteceu na cidade de Sheffield, em South Yorkshire, na Inglaterra. Ele perseguia há vítima há meses.

Conforme informações da BBC News, Lee Harrison foi condenado por cinco anos após atear fogo na caixa de correio do flat da mulher. A justiça concluiu que o ato foi motivado por transfobia.

Ainda segundo à reportagem, o rapaz havia ameaçado a moça no dia anterior ao ataque, informando que iria atear fogo nela. Em depoimento, a mulher informou que estava em casa no momento da violência e teria sido assustador.

“Não pude escapar, fiquei preso porque o fogo vinha da porta da frente e a fumaça subia as escadas. Eu realmente acreditava que estava prestes a morrer”, disse a amiga da vítima, que também presenciou o fato.

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, diz ter sido vítima de homofobia.



O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre do DEM, utilizou a sua conta oficial do Facebook para externar insatisfação com os ataques e comentários negativos que vem sofrendo.

Tais comentários iniciaram-se após um vídeo no qual Davi Alcolumbre dançava em um bloco carnavalesco junto de seu pai se tornar viral na web.

“Um vídeo antigo meu, dançando carnaval de rua com meu pai, está sendo editado e espalhado pelas redes sociais, de forma criminosa, com mensagens machistas, homofóbicas e antissemitas. Todos os dias, em algum lugar, alguém é ofendido gratuita e injustificadamente nas redes sociais. Definitivamente, o mundo não precisa disso“, diz Alcolumbre (DEM-AP) em seu post do Facebook.

“A democracia é perfeita, porém quando um pequeno grupo, e digo pequeno diante da imensidão de cidadãos que não compactuam com essas atitudes, acredita mesmo poder, impunemente, atacar, ofender e ferir quem quer que seja, todos perdem”, finalizou o presidente.

O senador disse que, embora, “como figura pública”, não costume se abater com ataques do tipo, se sentiu na “obrigação de filho em defender meu pai”.

Ari Areia será o primeiro deputado estadual gay do Nordeste.



O ator e ativista da causa LGBT, Ari Areia, será o primeiro gay assumido a ocupar uma cadeira de deputado estadual no nordeste. Ele é o primeiro suplente do PSOL na Assembleia Legislativa do Ceará. Teve 11.326 votos nas últimas eleições e foi apoiado por artistas cearenses como Silvério Pereira e Jesuíta Barbosa, além do ex-deputado federal Jean Wyllys. 

Segundo o jornal O Povo, um dos maiores do nordeste, Ari “em breve assume cadeira na Assembleia no lugar de Renato Roseno que vai se licenciar para virar prefeitável”. O deputado estadual Renato Roseno irá concorrer à prefeitura de Fortaleza e tem por tradição abrir espaço para novas lideranças políticas em seu mandato. 

Nas redes sociais, assim que a notícia começou a se espalhar no Ceará, o ativista escreveu para os seus seguidores: “O fato é que Renato é, sim, nosso pré-candidato a prefeito e na hora que a data dessa suplência estiver definida, eu vou é avisar para a Bancada Fundamentalista já ir comprando uns remedinhos para dor de cabeça”. 

Só em 2020, o Ceará já registrou 11 mortes por lgbtfobia e já soma 27 casos graves de agressões à LGBTs.  Está entre os cinco estados brasileiros que mais mata travestis, segundo relatório da Associação Nacional das Travestis e Transexuais (Antra). Foi lá onde ocorreu o brutal assassinato da travesti Dandara, há três anos. 

Ao entrar na Assembleia Legislativa do Ceará, Ari Areia também será o único negro a defender as pautas do movimento negro no parlamento cearense. 


Homofobia: professor é espancado e torturado por horas após ter vídeo íntimo vazado.



Mais um caso de crime de homofobia. Desta vez, em Serra Brance, no Cariri Paraibano, na tarde deste segunda-feira (17) um professor foi torturado com requintas de crueldade por horas e o crime foi filmado pelos criminosos.

Segundo informações colhidas pelo portal De Olho no Cariri e matéria feita pela TV Cariri, o conhecido professor de espanhol Luiz Carlos Rodrigues Alves foi agredido covardemente por um grupo de pessoas, tendo parte de sua roupa retirada e foi violentado por todo o corpo, tendo que ser socorrido às pressas para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.




De acordo com depoimento da vítima às autoridades policiais, a agressão foi praticada por quatro homens numa localidade conhecida como “Beco das Vertentes”, município de Serra Branca. A vítima chegou a desmaiar no local e só conseguiu fugir porque um carro passou pelo local e afugentou os agressores.

Luiz Carlos chegou a reconhecer dois dos suspeitos de participação no crime e um deles foi detido imediatamente pela polícia. Trata-se de Joseph Morone, que está detido desde a noite de ontem, mas negou ter participado da agressão.

O crime aconteceu um dia após um vídeo ter viralizado nas redes sociais envolvendo a vítima, Luíz Carlos, praticando sexo oral em praça pública. A polícia investiga se a agressão se deu por homofobia, ou se havia outra causa motivadora.

O primeiro acusado já foi levado à cadeia pública e foi enquadrado pelo crime de tortura motivado por homofobia. O delegado Dr. Edson Vasconcelos, responsável por instaurar o inquérito que investiga as agressões sofridas ao professor serra-branquense, diz que o crime foi covarde e fruto do preconceito alastrado em meio a sociedade.

Homem mata patrão após ser chamado de “gay”, no Pará.



Um homem foi preso neste último sábado (15), após confessar ter assassinado a tiros o próprio patrão por ser chamado de “gay”, na cidade de Itaituba, sudoeste do Pará. Após o caso, ele mesmo se entregou na polícia.

Conforme informações do site G1, o homem confirmou em depoimento que trabalhava na oficina mecânica de Josean Silva de Abreu, de 45 anos, quando foi chamado de “gay” durante uma discussão.

Ainda segundo à publicação, o criminoso ficou irritado com a “ofensa”, que aconteceu na sexta (14), e voltou no dia seguinte para “conversar” com o patrão. Depois de uma nova discussão, ele disparou tiros através de uma arma de calibre 12.

Sem problemas com o que houve na oficina, o ex-funcionário se apresentou espontaneamente na delegacia e confessou o assassinato. Além disso, ele também afirmou ter outra arma em casa.

Repórter da Globo é vítima de homofobia após ato solidário.


Jornalista Rômulo D’Ávila

O jornalista Rômulo D’Ávila sofreu um ataque homofóbico nesta semana, após tentar socorrer ao vivo um idoso que estava em apuros. O caso viralizou nas redes sociais, mas teve gente que achou muito “gay” a atitude do profissional.

Para quem não lembra, o caso surgiu durante a cobertura da última enchente que atingiu São Paulo. Ao vivo no jornal Hora 1, Rômulo percebeu que um idoso estava desorientado e tentou socorrê-lo.

Conforme o Rio Gay Life, incomodado com a atitude do repórter, um homem foi até o perfil do Instagram de Rômulo e afirmou que ele era muito afeminado, e deu entender que ele não estava conseguindo “enganar”.

“Você dá muita pinta na TV cara, você é MUUUUITO GAY, espero que você já saiba disso rsrsrs. Os trejeitos e a voz não enganam pô”, escreveu o homem, que se considera muito fã de Bolsonaro.

Apesar da fala do internauta, Rômulo é abertamente homossexual e não esconde isso de ninguém. Ao ver o comentário, o repórter não pensou duas vezes e deu uma resposta à altura.

“Pessoa pobre de espírito. Dá pena. Ainda bem que homofobia é crime e eu já estou agilizando tudo. E vem aqui, no meu insta, me chamar de gay? Logo eu, viado de nascimento! Hahahaahaaha. Achou que ia descobrir a América. Meu amor…”, respondeu Rômulo D’ávila.

Funcionário público é agredido e diz que foi vítima de homofobia na Lapa.


Guilher Luz, vítima de agressão

Conforme fora anunciado pelo Jornal O Dia, o funcionário público do Rio, Guilherme Luz de 33 anos, foi vítima de um ataque covarde na última madrugada de sábado. Mais precisamente na Lapa, região central da cidade. Guilherme afirma ainda que o ataque foi motivo por homofobia.

“Eu estava com uma orelha de coelho e mexendo no celular, quando um deles começou a falar ‘viadinho’ para mim, mudando a voz. Os outros estavam só rindo”, disse Guilherme. O carioca foi agredido enquanto lanchava em um bar no Arcos da Lapa.

“Ele me agarrou e começou a dar um monte de socos nas minhas costas, nos braços. Eu cheguei a dar uma apagada”, relembrou Guilherme. O jovem contou que não sofrera ainda mais com as agressões pois uma mulher o ajudou no momento do ataque.

O funcionário público do Estado do Rio de Janeiro fez um registro das agressões na 5ª DP do Rio. A delegacia registrou a ocorrência como lesão corporal por homofobia. O servidor também foi ao IML de São Cristóvão fazer exame de corpo de delito.

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