sexta-feira, fevereiro 28, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

China possui maior economia LGBT do mundo, apesar dos desafios para a comunidade.


A China ainda carece de leis sobre casamento e anti-discriminação para pessoas do mesmo sexo. Um relatório da Daxue Consulting descobriu que o país tem a maior economia LGBT do mundo, visto que o dinheiro gerado pela diversidade varia entre entre 230 bilhões e 390 bilhões de libras.

No entanto, o relatório publicado pelo Gay Times, disse que este mercado é “inexplorado” devido à relativa privacidade da comunidade LGBT na China. Um estudo de 2015 da ONU descobriu que apenas 5% das pessoas LGBT na China são assumidos para suas famílias.

Para isso, propagandas com temas LGBT podem estar mudando esse quadro. Um anúncio da empresa Tmall no início deste ano feito para o Ano Novo Lunar apresentava um casal do mesmo sexo.

Em entrevista à Reuters, Allison Malmsten, analista da China na Daxue Consulting, disse: “Os jovens chineses parecem estar se abrindo e aceitando a cultura LGBT”. Sobre o anúncio, ela acrescentou: “Muitas dessas empresas têm consumidores jovens e mostrar inclusão simplesmente torna um anúncio memorável”.

No entanto, apesar do sucesso do anúncio, as regras chinesas sobre liberdade de expressão ainda proíbem a exibição de “comportamentos sexuais anormais” em conteúdo on-line, como a homossexualidade é definida como no país.

Censura

A China proibiu a exibição de personagens gays em programas de televisão e de um beijo gay em Alien: Covenant. Em 2018, a Mango TV foi proibida de veicular o Eurovision depois que cortou a performance da Irlanda nas semi-finais por causa de dois dançarinos do mesmo sexo.

“A mudança real ainda está longe, já que o governo chinês ainda impõe controles rígidos, mas o poder dos internautas e das comunidades LGBT na luta contra a propaganda do governo é forte.”

Em agosto passado, o governo chinês anunciou que não legalizaria o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Quando pressionado por jornalistas sobre se a China seguiria Taiwan,

Zang Tiewei, porta-voz do país para assuntos jurídicos do parlamento, disse que a regra atual “se adequa à condição nacional e às tradições históricas e culturais de nosso país”.

Evangélicos pressionam e Wilson Witzel revoga lei contra homofobia.



Após pressão da bancada evangélica no congresso, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, vai revogar um decreto que prevê punição em casos de homofobia. A decisão ocorre após a decisão de regulamentar a lei que já tinha projeto desde 2015 e só no dia 18 deste mês foi regulamentada.

Segundo informações do Jornal O Globo o governo fluminense disse que o decreto foi “publicado equivocadamente, sem a correção do governador, excluindo fatos não contidos na lei”.

O decreto, publicado no dia 18 de fevereiro, regulamentou a Lei 7.041, de 2015, que prevê punições a qualquer estabelecimento ou agentes públicos que pratique discriminação contra pessoas em função do sexo, identidade de gênero ou orientação sexual, ou que adotem atos de coação ou violência física e verbal contra as vítimas.

A punição pode ser em forma de advertência, multa de R$ 19 mil a R$ 78,5 mil, suspensão ou até a cassação da inscrição estadual — exigência para o funcionamento do estabelecimento no estado do Rio de Janeiro.

“Queremos que esse decreto seja sustado na íntegra. Caso contrário, o governador pode saber que viverá com os evangélicos e católicos um inferno pós-carnaval”, disse o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), líder do governo na Alerj.

Apesar der ter sido eleito por São Paulo, o deputado federal Marco Feliciano (ainda sem partido) comemorou a decisão em sua conta no Twitter. Segundo o pastor, Witzel fez “o que nenhum esquerdopata teve coragem até hoje”, ou seja, garantir e proteger a vida e os direitos de pessoas LGBTQIA+ de usarem estabelecimentos sem sofrerem preconceito.

Crivella deixa cariocas sem remédio para tratamento da AIDS.



O Grupo Pela VIDDA, entidade que dá apoio a pessoas com HIV, recebeu várias denúncias, nos últimos, dias, de que postos de atendimento de saúde da cidade do Rio de Janeiro, administrada por Marcelo Crivella, estão apresentando falta de medicamento retroviral – usado em medicina preventiva e também no tratamento de soropositivos.

A partir dos casos denunciados por falta do medicamento, todos são dos bairros do Catete, Copacabana e Gávea, na zona sul carioca, o coordenador do Grupo Pela VIDDA, Márcio Vilardi disse que “o medicamento é o que não deixa as pessoas com HIV ficarem doentes. A preocupação aumenta porque nesta sexta (21), as unidades fecham ao meio-dia.

Na quinta (20), algumas pessoas disseram que não conseguiram retirar o medicamento ainda. Existe o risco de essas pessoas ficarem sem o medicamento durante o Carnaval”.

Em nota publicada também nesta sexta, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro mostrou uma série de medidas improvisadas: por exemplo, informou que haverá um plantão na farmácia do Centro Municipal Dom Hélder Câmara, em Botafogo, e que os pacientes devem regressar às unidades durante a manhã deste sábado (22) “para serem orientados sobre a retirada da medicação”.

A Secretaria também justificou o erro de gestão que levou à falta do antirretroviral, alegando problemas durante a transição de sistemas em alguns postos, já que a Prefeitura assumiu, nesta semana, o controle de 75 unidades que estavam sendo administrados pela organização Viva Rio desde 2014, e prometeu que “as dificuldades não serão encontradas a partir de agora”.

Viradouro ganha carnaval 2020, liderada por casal gay de carnavalescos.



Após 23 anos sem levar o título, a escola conquistou o lugar mais alto no campeonato, com enredo feminista.

Pela primeira vez na história do Carnaval do Rio de Janeiro um casal assumidamente gay de carnavalescos conquista o campeonato. Marcus Ferreira e Tarcisio Zanon brilharam em 2020 e chegaram ao título deste ano.

Juntos há quatro anos, eles acompanharam a apuração na Marquês de Sapucaí e vibraram com a vitória da escola de samba de Niterói. Após 23 anos sem levar o título, a Unidos do Viradouro conquistou o lugar mais alto no campeonato, com um enredo que tem como foco o feminismo, em especial a força da mulher negra. ‘Viradouro de Alma Lavada’ homenageou As Ganhadeiras de Itapuã, uma história viva que começou no século XIX, quando escravas faziam trabalhos braçais remunerados, como lavar roupa à beira da Lagoa do Abaeté, a fim de conseguir juntar dinheiro para conseguir alforriar outros escravos, principalmente mulheres.



Tarcisio e Marcus entram pra história deste país como o primeiro casal assumidamente gay de carnavalescos a ganhar o título mais almejado do carnaval, um casal que outrora trabalhava de forma individual, competindo em escolas do grupo de acesso e que tiveram oportunidades negadas mesmo sendo campeões e conseguindo elevar outras escolas para o tão aclamado grupo especial. Esse foi um desfile que, sem dúvidas, mostrou que a luta das mulheres continua e contornará sempre, assim como a luta dos LGBTs.

Casal gay é vítima de ataque homofóbico em São Paulo.



Um casal gay foi brutalmente espancado por um grupo de homens neste último sábado (22), no centro da cidade de São Paulo. Uma das vítimas acabou tendo traumatismo craniano.

Conforme informações do site G1, o caso foi registrado na polícia como injúria e lesão corporal. Até o momento, a polícia não conseguiu identificar os três homens que participaram da agressão.

Segundo dados do registro policial, os jovens estavam voltando de uma festa na boate Zig Duplex, quando foram surpreendidos por palavras homofóbicas proferidas por três homens que estavam em um estacionamento.

Ainda segundo relatos das vítimas, as agressões foram tão fortes, que um deles chegou a desmaiar. No entanto, mesmo desmaiado, o rapaz continuou sendo agredido. Ao ver o ataque, algumas pessoas tentaram socorre-los.

De acordo com à publicação, mesmo com grandes ferimentos, as vítimas voltaram para casa, mas devido a fortes dores, procuraram ajuda médica. Ao chegar no hospital, foi descoberto o traumatismo craniano.

Jovem gay espancado em bar denuncia homofobia no carnaval.



Ontem, 25, durante a terça de carnaval, o jovem Felipe Ronchi foi espancado com um pedaço de pau dentro de um estabelecimento nas proximidades da Rua Augusta, no centro de São Paulo. Ele conta que pediu para usar o banheiro do estabelecimento e que não houve nenhum tipo de discussão, a violência foi simplesmente gratuita.

Ronchi gravou um vídeo onde conta que além dele, que teve que levar pontos na cabeça, sua irmã teve um braço quebrado: “acabei de levar duas pauladas na cabeça só porque pedi para usar o banheiro e o proprietário, após me dar um tapa, e aí comecei a virar mais uma estatística da violência e da homofobia”.

O jovem diz que as providências serão tomadas e pede que divulguem o endereço do local, que é Rua Martins Fontes 390. “Fiquem atentos, porque a homofobia é real”, alerta o jovem.

Em sua conta de Facebook, amigos prestam solidariedade e reforçam que o perigo está em todos os lugares para pessoas LGBTQIA, bem como a denúncia e boletim de ocorrência é o melhor caminho para combater esses atos de violência.

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