terça-feira, fevereiro 11, 2020

POLÍTICA

Bolsonaro se irrita com imprensa e manda “uma banana” a jornalistas.


O presidente Jair Bolsonaro se irritou com reportagens publicadas pela imprensa e mandou “uma banana” a jornalistas, fazendo 1 gesto de cruzar os braços. Segundo ele, a mídia não tem cumprido o seu papel e faz fofoca.

Ele conversou com jornalistas na saída do Palácio do Alvorada, às 16h30, mas não respondeu às perguntas. Bolsonaro se referiu às matérias de sua fala sobre as despesas de pessoas que têm HIV no Brasil e também sobre a cobrança de ICMS feita pelos Estados. Assista no vídeo (3min5s).


A 1ª declaração foi feita na última 4ª feira (5.fev.2020), quando comentou a campanha de abstinência sexual da ministra Damares Alves (Mulher e Direitos Humanos). Neste sábado, ele voltou ao tema.

“Eu falei na semana passada de uma menina que deu à luz pela 3ª vez com 16 anos de idade sendo aidética. É isso que eu falei. Eu falei: o que faltou? Faltou uma mãe, uma avó, uma instrução, uma orientação para não começar a fazer sexo tão cedo. Qualquer pessoa com HIV, além do problema de saúde que é gravíssimo, é custoso para todo mundo. Vocês focaram que o aidético é oneroso no Brasil”, disse Bolsonaro.

O presidente afirmou ainda que está “levando porrada” de “todo e qualquer grupo” de pessoas que tem a doença. “Esse não é o papel da imprensa. Vocês não podem continuar assim destruindo reputações. Vê se vai ter alguma retificação de vocês amanhã. Não vai ter porque o editor não vai deixar ir para frente”, afirmou chefe do Executivo.

Bolsonaro também comentou as reportagens sobre a intenção do governo federal criar 1 projeto de lei para forçar Estados a baixarem o ICMS sobre a gasolina.

Os governadores reagiram à movimentação do presidente. Ele ainda afirmou que zerar a alíquota do tributo seria “vergonha na cara”.

“Não vi uma matéria legal e decente sobre a questão do ICMS nos combustíveis. Apenas levam para o lado: desafiou os governadores. É só fofoca. É só intriga. Fica ruim conversar com vocês. Sei que muito de vocês não têm culpa, porque passa pela mão do editor, que está rindo”, afirmou Bolsonaro.

Qual é a relação entre acusado de chefiar milícia morto e Flávio Bolsonaro?


Queiroz (à dir.) é ex-motorista e ex-segurança do hoje senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente

A morte de Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado de chefiar a milícia Escritório do Crime, trouxe de volta à tona as ligações dele com o hoje senador Flávio Bolsonaro (sem partido), primogênito do presidente da República.

Foragido desde janeiro de 2019, Nóbrega morreu durante uma operação policial no interior da Bahia. "Buscamos efetuar a prisão, mas o procurado preferiu reagir atirando", declarou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa.

Nos últimos 20 anos, a trajetória de Nóbrega se cruzou com a de Flávio Bolsonaro algumas vezes. O filho de Jair Bolsonaro já fez homenagens ao ex-policial militar e empregou em seu gabinete a mãe e a mulher dele, esta por mais de uma década.

Essas ligações vieram a público por causa de duas investigações: um suposto esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando assessores devolvem parte dos salários, e o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).

Nóbrega era acusado de chefiar a milícia e o grupo de assassinos profissionais aos quais, segundo investigadores, estão ligados dois acusados de participação direta na morte da vereadora em março de 2018. Ele também era suspeito de se beneficiar financeiramente do esquema de repasses ilegais no gabinete de Flávio Bolsonaro.

O advogado de Nóbrega, Paulo Emilio Catta Preta, declarou a jornais brasileiros que seu cliente era acusado sem provas e temia ser morto como "queima de arquivo". Em nota, o PSOL exigiu "esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do miliciano", peça-chave, segundo o partido, para "revelar diversos crimes".

Desde o fim de 2018, Flávio tem afirmado ser vítima de acusações infundadas e de uma "campanha difamatória com o objetivo de atingir o governo de Jair Bolsonaro". Disse ainda ter defendido e homenageado mais de uma centena de agentes de segurança ao longo de sua trajetória parlamentar.

Exaltações e homenagens

A família Bolsonaro tem um extenso histórico de homenagens a policiais e outros agentes de segurança em moções e condecorações concedidas pelo poder público.

Dois dos homenageados foram alvos em uma operação deflagrada em janeiro de 2019 (Os Intocáveis) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro e pela Polícia Civil fluminense contra acusados de integrar uma milícia.

Adriano Magalhães da Nóbrega, que estava foragido desde então, e Ronald Paulo Alves Pereira, preso na ação, foram homenageados na Alerj entre 2003 e 2005 por indicação do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Ambos são suspeitos de integrar o Escritório do Crime, grupo de extermínio que pode, segundo investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, estar envolvido no assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Ainda não foram identificados, porém, a relação da milícia com esses crimes e os mandantes deles. Os dois ex-policiais presos sob acusação dos homícidios negam ter cometido os crimes.

Adriano Nóbrega era acusado de chefiar milícia no Rio de Janeiro

Em outubro de 2003, o filho do presidente propôs, "com orgulho e satisfação", uma moção de louvor a Nóbrega, que ao longo de vários anos de atividade policial desempenhou sua função com "excepcional comportamento", "dedicação, brilhantismo e galhardia".

"Imbuído de espírito comunitário, o que sempre pautou sua vida profissional, atua no cumprimento do seu dever de policial militar no atendimento ao cidadão", afirma o texto da moção. A redação é a mesma usada em outra dezena de homenagens feitas por Flávio a policiais no âmbito da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Dois anos depois, Nóbrega estava preso sob acusação de homicídio de um guardador de carros que havia denunciado policiais e recebeu uma nova homenagem de Flávio na Casa, desta vez com a Medalha Tiradentes, a mais alta honraria da Assembleia Legislativa.

Naquele ano, 2005, Nóbrega foi condenado pelo Tribunal do Júri, mas no ano seguinte conseguiu um novo julgamento e foi solto e absolvido. Ex-oficial do Batalhão de Operações Especiais (Bope), ele sempre negou todas as acusações.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o filho do presidente disse ter homenageado Adriano Nóbrega naquele ano porque acreditava que o policial era injustiçado ao ser acusado "de ter matado um trabalhador que, na verdade, era um traficante".

"Resolvi abraçar aquela causa. Até homenageei ele depois como forma de mostrar que acreditava na palavra dele. Ele, agora, está sendo acusado de um monte de coisa. Se ele estiver errado, que a lei pese sobre ele. Como exigir de mim saber de algo que 15 anos depois veio à tona?", respondeu.

Também em 2005, o então deputado federal Jair Bolsonaro também saiu em defesa pública de Nóbrega. Em discurso na Câmara dos Deputados, ele disse ter presenciado integralmente pela primeira vez a um Tribunal do Júri, onde "estava sendo julgado um tenente da Polícia Militar de nome Adriano".

Segundo Bolsonaro, naquela ocasião, oficiais da PM estiveram ao lado da Promotoria o "acusando de tudo que foi possível, inclusive se esquecendo do fato de que ele sempre foi um brilhante oficial e foi, se eu não me engano, o primeiro na Academia da Polícia Militar".

 Vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram mortos em março de 2018

Bolsonaro demonstra irritação ao relatar que um outro PM, acusado de ter atirado contra a vítima, foi inocentado, mas Nóbrega, que liderava a ação, acabou condenado.

"A quem interessa a condenação pura e simples de militares da polícia do Rio de Janeiro, sendo culpados ou não?", questiona o parlamentar. Em seguida, ele passa a acusar o casal Garotinho, que comandava o Estado naquela época, de ceder à pressão de organizações internacionais pela punição de policiais violentos e de perseguir autoridades da PM que tentem defender esses agentes em processos judiciais.

Empregos de parentes

Até novembro de 2018, Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete a mãe e a mulher de Nóbrega, que foi expulso da PM fluminense em 2014 por relação com jogo do bicho.

Os cargos das duas parentes vieram à tona em janeiro de 2019, quando foi deflagrada a Operação Os Intocáveis contra a milícia conhecida como Escritório do Crime.

O Ministério Público do Rio de Janeiro afirma que essa milícia cometia agiotagem, receptação de carga roubada, extorsão de moradores, cobrança de taxas para prover serviços ilegais e intimidação com uso da força.

A mãe de Adriano e ex-assessora de Flávio Bolsonaro, Raimunda Veras Magalhães, também é citada no relatório do então Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf, hoje UIF) que identificou movimentações financeiras atípicas do ex-assessor do filho do presidente, Fabrício Queiroz.

Queiroz passou a ser investigado pela Promotoria do RJ em 2018, depois que o Coaf identificou movimentação financeira atípica e incompatível com sua renda.


Para a defesa de Flávio Bolsonaro, investigações do Ministério Público sobre seu gabinete na Alerj são ilegais

O órgão, que atua na prevenção e combate à lavagem de dinheiro, apontou ao Ministério Público diversas transações suspeitas feitas por ele, incluindo uma centena de saques em dinheiro e um cheque de R$ 24 mil depositado na conta da hoje primeira-dama da República, Michelle Bolsonaro. O presidente disse que o amigo estava pagando de volta um empréstimo.

Segundo Flávio Bolsonaro, a mãe de Nóbrega foi indicada e supervisionada por Queiroz, responsável por apresentá-lo a Adriano Nóbrega em 2003. "Não posso ser responsabilizado por atos que desconheço, só agora revelados com informações desse órgão", afirmou Flávio, em referência ao relatório do Coaf.

Para ele, o parentesco entre suas duas ex-assessoras e um acusado de comandar milícia é "mais uma ilação irresponsável daqueles que pretendem me difamar". E completa: "Aqueles que cometem erros devem responder por seus atos".

Queiroz, por sua vez, disse sempre ter agido de "forma lícita". Segundo ele, funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro depositavam parte de seus salários em sua conta a fim de ampliar, informalmente e sem o conhecimento do parlamentar, a base de funcionários ligados ao então deputado estadual.

Ele também negou ter se "beneficiado de qualquer recurso público para si ou terceiro". Segundo sua defesa, a investigação do Ministério Público não conseguiu encontrar nenhuma irregularidade cometida por ele.

Elo entre rachadinha e milícia
O avanço das investigações do Ministério Público sobre o suposto esquema de rachadinha no âmbito do gabinete de Flávio Bolsonaro indicou uma relação mais profunda com Adriano Nóbrega do que as nomeações de duas parentes dele.

Segundo a Promotoria, Fabrício Queiroz usou empresas controladas por Nóbrega para lavar parte dos recursos repassados por servidores do gabinete de Flávio.


O filho do presidente passou a ser investigado depois de relatório do Coaf

Estima-se que a mãe e a então mulher de Adriano, Danielle Mendonça, receberam mais de R$ 1 milhão de salários, e pelo menos quase R$ 200 mil foram repassados direta ou indiretamente para Queiroz.

Raimunda, mãe de Adriano, é sócia de um restaurante em Rio Comprido, na zona norte do Rio, em frente a uma agência bancária na qual foram depositados R$ 91.760 em dinheiro vivo para Fabrício Queiroz, separados em 18 depósitos.

Segundo o Ministério Público, um celular de Mendonça apreendido durante as investigações continha troca de mensagens entre ela e Queiroz.

Em uma delas, ele envia a ela seu contracheque para que fizesse seu Imposto de Renda, um forte indício, de acordo com investigadores, de que ela não trabalhava naquela função e somente servia de laranja no esquema.

Queiroz também alerta Mendonça para ter "cuidado com que vai falar no celular" e a orienta sobre eventuais depoimentos à Promotoria no âmbito da investigação da suposta rachadinha.

Segundo promotores, Nóbrega indicou em uma troca de mensagens com Mendonça que era beneficiado pelo esquema no gabinete de Flávio Bolsonaro: "Contava com o que vinha do seu tmbm". Ela ficou empregada ali entre setembro de 2007 e novembro de 2018, e acabou exonerada por Queiroz quando as investigações vieram a público.

Miliciano Adriano estava escondido em sítio de vereador do PSL, na Bahia.

O ex-capitão do BOPE Adriano Magalhães da Nóbrega, suspeito de integrar uma milícia no Rio de Janeiro

Ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais, Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como chefe da milícia “Escritório do Crime”, foi localizado pela polícia em um sítio de propriedade do vereador do PSL Gilsinho da Dedé. A informação é do Portal G1. O miliciano reagiu à prisão, trocou tiros com os agentes e acabou morto na manhã deste domingo, 9, na cidade de Esplanada, no litoral baiano.

Em entrevista ao G1, o parlamentar afirmou que soube da operação por um vizinho e negou conhecer o miliciano. Segundo Dedé, o terreno é cercado de arame, mas não há caseiro vigiando a propriedade.

“Um vizinho me disse que estava tendo uma ação no meu sítio, achando que era assalto, e perguntou se eu sabia do que se tratava. Mas estou viajando e não tenho informação nenhuma além dessa”, disse o vereador.

Segundo Dedé, ele só soube da operação quando ligou para um delegado da região. O parlamentar acredita que o terreno foi invadido por Adriano e espera por mais esclarecimentos da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, que atuou em parceria com a Polícia Civil do Rio.

O vereador reiterou que nunca viu nem teve contato com Adriano na vida. “Além das fotos que saíram na mídia, eu nunca o vi, falei, fui apresentado ou tive contato com ele”, afirmou.

Marielle: miliciano do grupo de Ronnie Lessa é morto em operação



Miliciano Adriano Nóbrega estava escondido em sítio de vereador do PSL


Quem não suspeitar da “troca de tiros” que matou Adriano da Nobrega ou é muito ingênuo ou muito safa



BOMBA! CHEFE DA MILÍCIA AMIGO DA FAMÍLIA BOLSONARO É MORTO PELA POLÍCIA! QUEIMA DE ARQUIVO?


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