sexta-feira, março 06, 2020

MINHA VIDA GAY

Gay, ex-líder de terapia para ‘cura gay’ diz que sofreu ‘lavagem cerebral’.



O americano McKrae Game falou sobre os passos que o levaram a virar um líder de terapia e o arrependimento que sentiu por isso.

McKrae Game, conhecido por fundar um dos maiores grupos de terapia para a “conversão gay”, ou “cura gay”, o Hope for Wholeness, revelou ser homossexual em setembro do ano passado.

Num depoimento ao jornal The Guardian publicado hoje, ele falou sobre os passos que o levaram a virar um líder de terapia e o arrependimento que sentiu por isso, dizendo que sofreu uma “lavagem cerebral”.

Game contou que saiu de casa aos 18 anos e ficou amigo de um vizinho. “Estava tomando uma cerveja com ele uma noite e perguntei se ele era gay. Eu contei a ele que eu sempre me perguntei se eu era”, relembrou.

Naquela noite, os dois ficaram juntos porque ele queria saber como era se relacionar com um homem, mas disse ter se sentido incomodado com a situação no fim das contas. “Quando eu era criança, a palavra ‘gay’ era um insulto; Eu só ouvi coisas negativas sobre a vida homossexual.”

Aos poucos, no entanto, ele disse que aprendeu a assumir sua sexualidade e teve um relacionamento. Os dois estavam prestes a ir morar juntos quando o parceiro lhe contou que havia matado uma pessoa ao dirigir embriagado e havia sido condenado a oito anos de prisão por homicídio culposo. “Eu estava apaixonado por ele, mas ele foi tirado da minha vida”, relembrou.

A ideia de ficar sozinho o deixou assustado e parte dele queria ter uma esposa e filhos. “Quando um amigo e sua esposa me dissera para ir à igreja, decidi dar uma chance. Depois de alguns meses, senti que eu tinha encontrado algo significante: Eu acreditava que Deus me amava e tinha um plano pra mim – e esse plano não incluía homossexualidade.”

Um dia, quando estava dirigindo, ele ouviu no rádio uma propaganda para uma conferência cristã direcionada a pessoas LGBT. “Se você é e não quer ser, mude”, dizia o anúncio. Ele foi à conferência e conheceu um conselheiro de um grupo de apoio a homens que estavam “saindo da homossexualidade”. “Discutimos como eu poderia ser mais masculino e sair com mulheres novamente. Eu o vi nos oito anos seguintes”, afirmou.

Game conheceu sua esposa na igreja e começou a trabalhar com seu conselheiro para “ajudar” outras pessoas LGBT cristãos até que decidiu começar seu próprio grupo de terapia. “Sentia como se estivesse em uma missão de Deus. Aconselhei centenas de clientes por mais de 28 anos. Mas enquanto dizia aos outros para reprimir sua sexualidade, ainda estava lutando com a minha.”

Um dia, o presidente do conselho do ministério entrou em seu escritório e disse que havia descoberto que ele ainda assistia vídeos pornôs gays e o demitiu. “Percebi que tinha sido usado como uma ferramenta pela igreja. Ele queria dizer: ‘Olha, esse cara mudou, você também pode.’ Mas eu não havia mudado. Cerca de 18 meses depois que fui demitido, postei no Facebook: ‘Não tenho espaço para o ódio no meu coração. Eu sei que não sou anti-gay. Eu sou gay. Eu recebi centenas de mensagens. A maioria das pessoas ficou agradecida, mas algumas ficaram com muita raiva”, diz.

Game diz que a experiência não abalou sua fé em Deus e que quer “ajudar a igreja a amar e aceitar as pessoas, independentemente de sua sexualidade.” “Sinto como se tivesse escapado de um culto: fiz uma lavagem cerebral por 28 anos. Agora posso começar a explorar quem sou autenticamente.”

Cansei de representar na minha própria vida, diz Rodrigo Sant’Anna sobre sexualidade.



Rodrigo Sant'Anna foi um dos convidados do Altas Horas deste sábado, 29/2. No papo, o ator falou com Serginho Groisman sobre seu casamento com o roteirista Junior Figueiredo. Há pouco mais de um ano, os dois fizeram uma cerimônia íntima em casa, ao lado de amigos e familiares, para celebrar o amor. O humorista comentou que não fez nenhum tipo de divulgação do evento, mas alguns veículos noticiaram o acontecimento ao ver fotos nas redes sociais.

“Não anunciei, o povo que divulgou. Começaram a divulgar que eu tinha assumido, saído do armário, virado gay, enfim. Realmente, eu casei. Falaram que eu tinha ido para casa de festa, mas foi lá em casa, um almoço, fiz uma moqueca, ele é baiano”, explicou.



Ao comentar sobre o seu relacionamento, Rodrigo contou que não costuma receber muitos comentários de haters em seu perfil nas redes sociais: “Não sei se por conta dos meus personagens, de já ter um apelo gay, eu ter estourado com a Valéria que era uma transexual, não sei se meu público não tinha essa questão. Não recebi muitos comentários de haters. Sempre tem um ou outro".


Apesar de hoje não sofrer tanto preconceito, Rodrigo relembrou que passou por momentos difíceis, ele mesmo tinha dificuldade de se aceitar. O ator contou que tinha receio de como as pessoas ao seu redor receberiam a informação de que ele é homossexual.

"Foi complexa essa aceitação pra mim. O fato de ter vindo de uma comunidade sempre torna as coisas um pouco mais complexas que, em geral, são lugares mais preconceituosos. Eu tinha algumas barreiras para vencer naquele lugar que é extremamente machista. Me assumir gay ali era algo muito delicado até para os próprios familiares. Sempre foi um receio muito grande como seria recebida essa informação", disse ele.

"Só que chegou um momento que eu não queria mais. Fui fazer Amor e Sexo, programa com a Fernanda, lembro de uma pergunta: ‘Você já recebeu fio terra?’. Falei: ‘Aqui não, só sai’. Ficar fazendo esse tipinho? Não sou eu, cansei de representar na minha própria vida, então quero ter a oportunidade de ser eu. Gente, eu sou gay, desculpa se isso for incômodo para alguém”, finalizou.

Secretaria explica como enviar cartas para presa trans entrevistada por Drauzio Varella.


 Entrevista realizada por Drauzio Varella com uma presa trans viralizou nas redes sociais

A Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo explicou como enviar cartas para Suzy Oliveira, uma detenta trans que emocionou o público após ser entrevistada pelo médico Drauzio Varella.

A entrevista foi exibida no Fantástico, em 1º de março, e fez parte de uma reportagem em que o médico mostra a vivência de presas trans em presídios masculinos. Em um momento da conversa, o médico pergunta há quanto tempo Suzy não recebe uma visita.

"Oito anos, sete anos", diz Suzy, que recebe um abraço de Drauzio após ele dizer "solidão, né, minha filha". O momento viralizou nas redes sociais, com diversos elogios para o médico e a matéria, além de pessoas com interesse de enviar cartas para Suzy, que está na Penitenciária I José Parada Neto.

Diante dos comentários, a Secretaria disponibilizou um endereço, Rua Benedito Climérico de Santana, 600, Várzea do Palácio, CEP 07034-080, Guarulhos/SP, para o envio de cartas, e pediu que as pessoas incluam o nome de Suzy no envelope.

Netflix lança documentário sobre Caso Gabriel Fernandez e choca web.



Menino de 8 anos foi assassinado após torturas e abusos cometidos pela própria mãe e pelo namorado, após suspeita de que ele fosse gay.

Último lançamento do Netflix tem deixado alguns internautas chocados com a história do assassinato de uma criança de oito anos. Se trata do documentário O Caso Gabriel Fernandez.

A produção narra a história real do assassinato do menino Gabriel Fernandez, que foi abusado e torturado pela própria mãe, Pearl Fernandez e pelo namorado, Isauro Aguirre, apenas pela suspeita de que ele fosse gay. O caso aconteceu no ano de 2013, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Com seis episódios, o documentário detalha as investigações que acabaram desvendando o sofrimento com abusos domésticos pelos quais passava a criança.

Gabriel Fernandez não foi criado por sua mãe e Aguirre. 3 dias depois de nascer, ele foi levado à casa do tio Michael Lemos Carranza, que juntamente com seu companheiro, criou Gabriel até os 4 anos. Depois, o garoto foi tirado de Michael porque não concordavam que um casal homossexual o criasse, e ele foi transferido para a casa dos avós. Finalmente, a guarda foi devolvida para a mãe. Sendo assim, ele passou os 6 últimos meses da vida com as pessoas que seriam responsáveis pelo assassinato.

Em março de 2018 o padastro do garoto, Isauro Aguirre, namorado de Pearl Fernandez, foi condenado a pena de morte. Já a mãe de Gabriel acabou sendo condenada à prisão perpétua.

Nas redes sociais, relatos de emoção e choque tem se tornado frequentes desde que o filme foi lançado. “Nunca fiquei com uma dor tão forte no coração assistindo algo como agora”, escreveu uma internauta.


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