quinta-feira, março 12, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

“Ser hétero passou a ser qualidade”, diz Bolsonaro durante live.



Durante sua live semanal no Facebook nesta quinta-feira (05/03), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que “ser hétero” é uma de suas qualidades e voltou a criticar o “politicamente correto”. De acordo com ele, não se pode fazer mais piadas no Brasil sem ofender algum grupo.

Bolsonaro contou que recebeu diversos elogios de um empresário, mas o mesmo não havia falado sobre ser hétero, o que para o presidente é uma qualidade. “Um empresário começou a falar das qualidades do presidente, né? ‘Honesto, trabalhador’, faltou falar hétero. Aí eu falei: ‘hétero’, ser hétero agora é uma qualidade, né?”, disse.

Em seguida, presidente reclamou sobre ter que pensar no que vai dizer para não ofender as pessoas: “[A imprensa] procura uma palavrinha esquisita. ‘Ó, falou que o cara pesa 8 arrobas’. Não pode, aquela polêmica toda. Criticou mulher, gay. Estamos perdendo o direito de fazer piada. Será que vamos ofender os gordinhos agora? Os carecas? Está chato de viver no Brasil dessa maneira”.

Deputado apresenta projeto de lei para proibir trans em torneios femininos.


Deputado André Fernandes e Bolsonaro 

O Deputado estadual André Fernandes (PSL- CE) apresentou um Projeto de Lei nesta segunda-feira (10), onde solicita a proibição de competidoras transexuais em torneios de esportes femininos. As informações são da Revista Ceará.

Conforme o Projeto de Lei 52/2020, André aponta que mulheres trans têm maior vantagem física por terem nascido biologicamente como homens, o que torna as competições desigual.

“Naturalmente, em termos físicos, o homem é mais forte que a mulher e jamais poderá competir de igual pra igual com uma mulher, apenas por acreditar que é uma mulher. Seja o que quiser, mas na competição, é homem contra homem e mulher contra mulher”, explica à Revista Ceará.

Com a frase “Não é transfobia, é biologia”, o deputado usou seu perfil do Instagram para anunciar o projeto protocolado. Na publicação, André usou a foto da atleta trans Tiffany Abreu, primeira transexual a competir na Superliga feminina.

Regina Duarte gera polêmica ao afirma que não vai agradar minorias.



Nomeada há poucos dias como secretária Especial da Cultura do governo Bolsonaro, Regina Duarte já tem causado polêmica entre os brasileiros. Isso porque a atriz afirmou que não vai dar atenção para minorias.

Durante uma entrevista ao Fantástico deste domingo (8), Regina foi questionada pelo repórter Ernesto Paglia se o governo de Jair Bolsonaro não era para todos, secretária afirmou:

“Governa pra todos. E todos estão livres pra se expressar. Contanto que busquem seus patrocínios na sociedade civil. Você não vai fazer filme pra agradar a minoria com dinheiro público”.

Logo em seguida Paglia continua questionando se as minorias não serão acolhidas com projetos e ex-atriz global volta a afirmar que os interessados devem buscar patrocínio na rede privada.

Nas redes sociais a fala de Regina gerou polêmica e até chegou a se tornar um dos assuntos mais comentados da última noite. “Nada surpreendente, mas dito assim, na cara dura, é um escárnio. Um pum de palhaço na nossa cara”, escreveu um internauta.

Câmara do DF aprova projeto de lei que inclui parada no calendário oficial.



Nesta quarta 11, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou projeto de lei do deputado distrital Chico Vigilante (PT) que insere a Parada do Orgulho LGBT de Brasília no calendário oficial de eventos do Distrito Federal.

A proposição, de 2017, recebeu 9 votos a favor e 5 contrários. A articulação foi realizada pelo ativista Marcos Silva. Para a coordenação do festival Brasilia Orgulho, que inclui a Parada do Orgulho LGBT de Brasília, trata-se de grande vitória.

“A marcha é o maior ato de direitos humanos do DF, a terceira mais antiga do Brasil e terá a 23ª edição em 2020, em 28 de junho. Fazemos parte da história da capital do Brasil. Esse projeto de lei reconhece essa trajetória e essa força.”

O projeto precisa da sanção do governador para tornar-se lei. A marcha brasiliense é emblemática para o ativismo LGBT por fazer concentração em frente ao Congresso Nacional e por percorrer a Esplanada dos Ministérios, o que leva a demanda do movimento social ao coração político do País.

Cientistas apresentam segundo caso de cura do HIV no mundo.



O segundo caso de cura do HIV no mundo foi registrado. O paciente, que não teve o nome divulgado, não apresenta sinais do vírus há três anos. A notícia foi compartilhada através da revista The Lancet HIV.

Identificado como “Paciente de Londres”, o portador do vírus foi submetido a um transplante de células-tronco em maio de 2016 e , após 18 meses, não apresentava mais sinais da doença em seu organismo.

O caso surge quase 10 anos depois de ser identificado o primeiro caso de cura do HIV no mundo. Timothy Ray Brown foi diagnosticado com leucemia, além do HIV, e precisou fazer um transplante de células-tronco, da mesma forma que o Paciente Londres.

Apesar do último caso ter sido bem-sucedido, Timothy sofreu algumas complicações após o transplante e chegou ao ponto de passar por um coma induzido, o que quase gerou a sua morte.

Passado o susto, novos exames realizado 12 anos depois no Paciente Berlim, como era identificado Timothy pelos médicos, não há mais sinal do vírus em seu organismo.

Os casos têm servido como um norte para a possibilidade de se encontrar uma forma mais fácil para a cura da AIDS. A estimulação do sistema de defesa do corpo humano tem sido uma ótima estratégia adotada pelos cientistas da área.

Infectologista LGBT esclarece dúvidas sobre coronavirus e pessoas vivendo com HIV.




O infectologista Vinícius Borges, mais conhecido como Doutor Maravilha nas redes sociais, fez um post explicando as dúvidas de pacientes soropositivos preocupados com e possível epidemia de coronavírus chegando no Brasil. Confira resposta:

Respondendo à esta dúvida muito frequente no meu inbox, decidi falar sobre as peculiaridades da infecção pelo coronavírus em pessoas vivendo com HIV/Aids. Até o momento, não há evidências de que pessoas vivendo com HIV corram maior risco de infecção pelo COVID-19 ou mesmo de apresentar uma forma mais grave da doença.

Os principais fatores de risco para mortalidade são a idade avançada e comorbidades, incluindo doenças renais e diabetes. Alguns grupos com supressão imunológica relativa, como mulheres muito jovens e grávidas, não parecem estar em maior risco de complicações, embora os números ainda sejam muito pequenos.

A Public Health England recomenda que os médicos estejam atentos à possibilidade de apresentações atípicas (sintomas menos comuns, mais frustros) em pacientes imunocomprometidos.

Teoricamente (extrapolando), indivíduos com CD4 menor que 350 apresentam grau de imunodepressão maior e, portanto, poderiam apresentar desfechos piores. Assim como os indivíduos com CD4 acima de 500 geralmente apresentam os mesmos resultados de pessoas não infectadas. Mas são suposições.

Uma observação interessante é que a população de pessoas vivendo com HIV tem envelhecido, e este sim pode ser fator de risco considerável. Portanto, os idosos e idosas precisam de atenção redobrada.

De qualquer maneira, não há motivo para pânico, continuem firmes nas medidas de higiene das mãos e de superfícies e na etiqueta respiratória.

Ainda não há evidência de que os antirretrovirais previnam a infecção pelo coronavírus. Os estudos clínicos para TRATAMENTO da infecção com o lopinavir/ritonavir ainda estão em andamento. Quando eu obtiver mais informações, claro que vocês serão os primeiros a saber.

Homofóbicos que agrediram casal em Volta Redonda são autuados por injúria e lesão corporal.


Marco Antônio e Vinícius foram agredidos em Volta Redonda.

Crime aconteceu na Vila Santa Cecília. Suspeitos irão responder em liberdade.

Foram autuados por injúria qualificada e lesão corporal na tarde desta terça-feira (10) os dois homens que agrediram um casal em Volta Redonda, no Sul do Rio de Janeiro. As vítimas estavam em uma lanchonete na Vila Santa Cecília quando foram agredidas.

De acordo com a Polícia Civil, um dos suspeitos foi ouvido e confessou a agressão, mas não disse que tenha tido motivação homofóbica.

Crime aconteceu no domingo

De acordo com as vítimas, os dois foram até a lanchonete no domingo (8) e sentaram em uma mesa afastada por estarem fumando. Dois suspeitos que estavam em outra mesa se levantaram e mandaram que o casal apagasse o cigarro. Em seguida, começaram a agressão e xingamentos homofóbicos.

“A gente sentou distante das outras pessoas que também estavam lanchando porque a gente queria fumar um cigarro. Daí dois senhores levantam, dizendo que estavam incomodados com o cigarro sendo que a gente estava a dez metros de distância. Quando eu disse que não ia apagar meu cigarro começou a agressão. Creio que foram uns 15 minutos de agressão. Pessoas tentaram ajudar, mas foi uma cena horrível. Não desejo isso para ninguém, nem para o meu pior inimigo. É péssimo.” explicou Vinícius Peres, uma das vítimas.

O casal é de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, e está na casa de uma amiga deles, Sheila Medeiros. Ela contou que os amigos chegaram em casa ensanguentados. “Eu fiquei desesperada porque eles estavam ensanguentados, tinha muito sangue, eles estavam destruídos. Muito machucados mesmo”, disse.

É a quarta vez que os dois visitam Volta Redonda. Depois da agressão e do susto, não pensam em voltar. “Nunca vivi isso. Sempre falam ‘a homofobia existe, mas eu nunca vivi’. A gente só acredita que existe de verdade e que a gente tem que combater a homofobia quando a gente vive isso”, contou Vinícius.

“Não esperava que poderia ter acontecido aquilo naquele momento, foi inesperado. (…) Jamais iríamos imaginar que poderíamos passar por tudo isso”, disse Antônio Marcos Soares, que também foi agredido.

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