quinta-feira, março 19, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Nos EUA, apps de namoro LGBT recomendam 'encontro apenas online' por coronavírus.



“Eu suspeito que veremos aumentos no tráfego, assim como nos meses de inverno”, disse Sean Howell, co-fundador do Hornet.

Devido à pandemia do coronavírus, decretada na semana passada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), os principais sites e aplicativos de namoro direcionados à população LGBT estão alertando usuários a tomar precauções.

Segundo as plataformas, é esperado tráfego maior de usuários nos próximos dias devido às políticas de isolamento social pelo mundo. Porém, a recomendação é que a conversa, por enquanto, siga apenas online.

O Hornet, que possui 30 milhões de usuários regulares em todo o mundo, emitiu uma nota sobre como evitar a contração do vírus que infectou mais de 130.000 pessoas em todo o mundo e causou quase 5.000 mortes.

“Compartilhamos uma variedade de artigos de notícias nos últimos dias dentro do aplicativo, além de enviar mensagens específicas aos usuários”, disse Sean Howell, co-fundador do Hornet, à Thomson Reuters Foundation por email.

Parte do conselho de Hornet é manter uma rede de convívio social, “mas remotamente”.

Apesar da alta capacidade de disseminação do novo coronavírus, em cerca de 80% dos casos de contaminação, os sintomas aparecem de forma leve. Menos de 5% dos casos evoluem para um quadro grave. A principal preocupação é com idosos e pessoas com doenças crônicas. Em infectados com menos de 50 anos, a taxa de mortalidade é de menos de 1%.

A preocupação de ativistas LGBTs pelo mundo.

Mais de 100 grupos de defesa dos direitos LGBT norte-americanos pediram às autoridades de saúde pública que abordem a vulnerabilidade de homens gays e pessoas trans perante o coronavírus. Eles pontuam que parte desta população pode ter seu sistemas imunológico enfraquecido devido às taxas mais altas de HIV e de câncer ― o que pode colocá-la em risco.

Grupos LGBT + estão cancelando e adiando uma série de eventos devido à disseminação do coronavírus, incluindo a parada anual do Orgulho LGBT de Los Angeles. O evento, que geralmente acontece em março e reúne cerca de 200 mil pessoas, foi adiado na última quinta-feira. Ainda não há nova data.

Outros grandes eventos afetados incluem a premiação anual da organização-não governamental GLAAD, batizada de “Media Awards”, que premia órgãos e representantes tanto da imprensa, quanto do entretenimento. O evento, que seria realizado nesta semana em Nova York, foi cancelado.

O site de namoro gay Scruff, que tem mais de 15 milhões de membros em todo o mundo, disse que começou a compartilhar com os usuários dicas da OMS de como combater o coronavírus “em pedaços de 100.000 até que todos os usuários sejam alertados”.

Protegendo usuários.



Um porta-voz do Grindr, aplicativo de namoro gay mais conhecido do mundo, que acaba de lançar o “Grindr Lite” destinado a países emergentes, onde o sexo gay pode ser um estigma ou até considerado um crime, disse à Reuters que enviou um aviso aos usuários na última quinta-feira (12).

“Nós publicamos as diretrizes da OMS no aplicativo Grindr para ajudar os usuários a tomarem as melhores decisões e estarem informados sobre os cuidados no momento de interagir com as pessoas”, disse o porta-voz.

“Ela” e “Fem”, outros aplicativos voltados para mulheres, não responderam aos pedidos de comentários da Reuters.

Já o Tinder, que tem quase 6 milhões de assinantes, divulgou uma nota em que afirma que ”é um ótimo lugar para conhecer pessoas”, porém “proteger-se do coronavírus é mais importante”.

Os aplicativos de namoro, no entanto, podem revelar-se uma tábua de salvação para a saúde mental da comunidade LGBT, à medida em que o coronavírus exige cuidado e isolamento em alguns locais pelo mundo.

“Eu suspeito que veremos aumentos no tráfego, assim como nos meses de inverno”, disse Sean Howell, do Hornet.

“Os aplicativos de relacionamento e as redes sociais costumam ser espaços para conhecer pessoas, mas também auxiliam na manutenção de algum tipo de contato e até acolhimento quando não conseguimos fazer isso pessoalmente, como é o caso de agora.”

Pastor acusa Igrejas de serem “maricas” por lutarem contra coronavírus.



Em pleno a pandemia do coronavírus, a fala de um pastor norte-americano tem tomado conta das redes sociais. Isso porque ele criticou a postura das Igrejas de lutarem contra a propagação do vírus.

Através de seu programa na internet, Jonathan Shuttlesworth afirmou que as igrejas europeias são um “bando de maricas”, por decidirem fechar as portas durante o estado crítico de saúde.

“Que vergonha para toda igreja europeia, bando de mariquinhas”, disse ele, que também afirma que as medidas de prevenção do coronavírus são “trabalho do diabo”, para não haver reuniões em massa.

“A Igreja Católica não tem água benta no saguão. Quão sagrada é a água então? Isso deve ser um sinal de que a sua religião é uma fraude. Qualquer fé que não funcione na vida real é uma fé falsa. Totalmente falsa”, afirmou.

O vídeo tem viralizado nas redes sociais, onde tem sido visto de maneira negativa. “Não fiquem chateados porque os gays são aceitos e amados pelo rei altíssimo sim”, disse uma internauta. “Então por que você não vai para o Irã ou Coreia ou Itália para orar pelas pessoas doentes?”, sugeriu outra.

Aqui no Brasil um pastor Silas Malafaia ganhou destaque na mídia nas últimas semanas após ter um posicionamento parecido e ter se recusado a fechar sua igreja para cultos. A decisão contraria as medidas da OMS.

Coronavírus acende alerta e Paradas LGBTs são canceladas pelo mundo.



O alerta de pandemia do coronavírus tem deixado os mais diversos setores preocupados. Após cancelamento de filmagens e festivais, agora chegou a vez das Paradas LGBTs pelo mundo.

Como intuito de proteger a população, algumas das maiores paradas pelo mundo têm adiado ou cancelado seus eventos, que geralmente ocorrem durante o mês do Orgulho LGBT, celebrado em junho.

O surto gerou o cancelamento das paradas do Reino Unido, Canadá e Austrália. Além disso, eventos como Los Angeles Pride e Miami Beach Pride, nos Estados Unidos, foram adiados.

Aqui no Brasil a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, que está prevista para acontecer no dia 14 de junho, ainda não se pronunciou sobre o caso. No entanto, tudo indica que se resolva das mesma forma que as companheiras pelo mundo.

Até a última semana, o Brasil registrou pouco mais de 203 casos de coronavirus, entre eles alguns artistas famosos, como Preta Gil. Especialistas apontam que o pico maior da doença aconteça em três meses no país (Data que estava marcado para ocorrer a parada).

Medicamento genérico de prevenção à infecção pelo HIV chega ao Brasil e será disponibilizado fora do SUS.



O número anual de casos de Aids, doença provocada pelo vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), vem diminuindo gradativamente no Brasil desde 2013, quando atingiu 42.934 casos. Em 2018, foram registrados 37.161 casos, segundo dados do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids 2019, do Ministério da Saúde.

De 2007 até junho de 2019, foram registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) 300.496 casos de infecção pelo HIV no País. As regiões Sudeste e Sul concentram os maiores números, sendo 136.902 (45,6%) e 60.470 (20,1%), respectivamente. Entre os grupos mais afetados, estão os jovens (entre 20 e 34 anos), com 300.496 infectados (52,7%) no período de 2007 até junho de 2019; e pessoas com mais de 60 anos de idade – aumento de 80% na taxa de infecção por HIV entre este grupo. Essa alta é explicada, entre outros fatores, pelo aumento da expectativa de vida e porque é comum que pessoas nesta faixa etária considerem o uso do preservativo necessário apenas como método contraceptivo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, desde 2012, a oferta da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), além de outros métodos de prevenção. Ele consiste no uso de medicamento anti-HIV de forma programada para evitar uma infecção pelo vírus, com uso diário e contínuo do remédio. Caso haja uma exposição (situação de risco), o medicamento não permite que o HIV se instale no organismo.

O MEDICAMENTO

No Brasil, o tratamento foi disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) no final de 2017, de forma gradual, entre outros métodos de prevenção. Conforme o protocolo nacional, a PrEP pode ser fornecida para pessoas HIV-negativas dos grupos de risco.

A Profilaxia Pré-Exposição não protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e gravidez. Por isso, é importante que o paciente conheça e utilize outros métodos preventivos, como preservativos, também disponíveis gratuitamente nos serviços de saúde.

A Blanver passa a disponibilizar o primeiro medicamento genérico em redes particulares – até então, era apenas oferecido pelo SUS. Até o final de março, as lojas da Drogaria São Paulo no Estado de São Paulo terão exclusividade na venda. O lançamento está disponível por R$ 150,00 (o frasco com 30 comprimidos) – metade do preço da medicação referência. Após o período de exclusividade, a comercialização se estenderá a outras redes de farmácias.

Para Jairo Alves, Gerente Executivo Comercial do Grupo DPSP, o segmento tem mudado, tanto como prevenção, quanto conveniência. “É perceptível que a população está mais preocupada com a saúde. O PrEP é primeiro genérico para prevenção do HIV, e reforça portfólio de remédios inovadores e exclusivos no País, e permitirá, ainda, que usuário encontre o produto com maior facilidade e conveniência em virtude da capilaridade da rede e do horário de conveniência. Além disso, o Brasil foi pioneiro na América Latina ao adotar a terapia como política de saúde, e, com a venda na rede, colaboramos com a ampliação da iniciativa para todo o território nacional”, finaliza.

Covid-19 altera diretrizes para os tratamentos contra o HIV.



Cuidados com a saúde nunca são demais!

Para diminuir a ida da população soropositiva às unidades de saúde, o Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (17/03) uma circular com novas diretrizes e reforços com cuidados pra quem faz tratamento contra o HIV.

Esta circular tem como objetivo dar um espaçamento maior para a retirada dos antirretrovirais nos serviços de saúde, recomendando então que os medicamentos sejam receitados a cada três meses.

Caso as condições clínicas dos pacientes permitam, as consultas médicas, formulários e receituários também devem passar a ter a validade de 90 dias.

A circular também lembra a importância da vacina contra influenza e pneumococos, o que ajuda a reduzir as complicações respiratórias e gripais.

O documento também orienta que os usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV) possam retirar seus medicamentos num período de quatro em quatro meses, sempre respeitando os estoques disponibilizados em cada estado.

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