segunda-feira, março 23, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Escócia perdoa homens condenados por homossexualidade.


Medida possibilitará que centenas limpem seu registro criminal, estima organização.

O governo da Escócia concede a partir de 15 de outubro perdão a todos os homens homossexuais e bissexuais que foram condenados por terem cometido relações sexuais com indivíduos do mesmo sexo, sob uma legislação que vigorou até a década de 1980.

Segundo o governo, a medida visa corrigir um erro histórico. “Não há mais lugar para homofobia, ignorância e ódio na Escócia moderna”, afirmou o secretário escocês de Justiça, Humza Yousaf. O perdão só foi possível graças a uma lei aprovada pelo Parlamento escocês em 2018.

“A legislação cumpre os compromissos assumidos pela primeira-ministra, que pediu desculpas pelas leis discriminatórias e agora ultrapassadas e pelos danos causados a muitos”, acrescentou Yousaf.

Em 2017, a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, pediu desculpas publicamente aos homens afetados pelo “erro histórico” das condenações.

A relação sexual entre indivíduos do mesmo sexo foi descriminalizada no país em 1980. Somente em 2001, a idade mínima referente ao consentimento foi igualada entre casais heterossexuais e homossexuais.

Centenas de homens na Escócia possuem registro criminal devido a condenações por essa lei discriminatória, que punia também o beijo entre homens e até mesmo o flerte homossexual. “Uma condenação dessa poderia significar o fim da carreira, a perda de amigos e da família. Todos esses enormes impactos”, afirmou o diretor da organização Equality Network, Tim Hopkins.

A Equality Network estima que milhares de homens tenham sido processados por serem homossexuais nos últimos 150 anos. O ato sexual entre mulheres nunca foi criminalizado em vários países e, na maioria das vezes, nem era reconhecido como tal.

De acordo com a medida que entrou em vigor, todos os afetados receberão o perdão, incluindo aqueles que já morreram. Os impactados devem, no entanto, entrar com um processo administrativo, que será gratuito, para receber a anistia e limpar o registro criminal.

A Inglaterra e o País de Gales já aprovaram leis semelhantes, mas foram criticados por seu escopo limitado. O sistema jurídico escocês é independente do sistema dos outros integrantes do Reino Unido.

A Escócia tem sido regularmente conceituada como um dos países mais avançados da Europa em relação às proteções legais para membros da comunidade LGBTI – apesar de ter descriminalizado a homossexualidade somente 13 anos depois da Inglaterra e do País de Gales.

Em 2016, a então líder do Partido Trabalhista Escocês, Kezia Dugdale, descreveu a Escócia como o país com “o Parlamento mais gay do mundo”. Na época, quatro dos seis líderes partidários do país se identificavam como lésbica, gay ou bissexual – incluindo a própria Dugdale.

Isolamento social é ameaça para pessoas LGBTs em países árabes.



Coronavírus mobiliza grupos de apoio a oferecerem ajuda remota para confinados com famílias abusivas ou dependentes de coquetel anti-HIV.

AMMAN (Ban Barkawi, da Thomas Reuters Foundation) – Com o aconselhamento por telefone e a entrega emergencial do coquetel de medicamentos anti-HIV, grupos LGBTQI+ em todo o mundo árabe estão aumentando o apoio às pessoas que, por causa do confinamento necessário para combater o coronavírus, estejam lutando contra família abusivas e a solidão.+

Com mais de 40 casos confirmados na Cisjordânia, a Autoridade Palestina fechou locais de oração, pediu que os cidadãos limitem o contato social e impôs um toque de recolher na cidade de Belém.

"O ambiente em que vivemos é, infelizmente, agressivo à comunidade LGBT+", diz Omar Al-Khatib, do grupo LGBTQI+ palestino alQaws, onde pessoas LGBTQI+ geralmente vivem com famílias que não as aceitam. Ficar em casa pode eliminar o acesso dessas pessoas a espaços privados e aumentar o bullying.

A aceitação de minorias é baixa no altamente conservador mundo árabe. Relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são ilegais e podem ser punidos com multas, prisão ou até mesmo a pena de morte, de acordo com a organização Human Rights Watch. As restrições impostas pela pandemia do coronavírus deixam pessoas LGBTQI+ sem opções a não ser ficarem em casa, já que espaços que costumam oferecer algum acolhimento, como cafés e clubs, estão fechados.

Com o fechamento dos negócios, as preocupações com dinheiro também aumentam entre a população LGBTQI+, sobretudo os que vivem sós porque foram rejeitados por suas famílias.

"A quarentena cria um sentimento de isolamento e medo e, como eles estão sozinhos, não é seguro", explica Khatib, cujo grupo usa o Facebook para convocar as pessoas que se sintam sós a chamar sua hotline, que está aberta nas noites de quarta e domingo.

O Líbano, primeiro país árabe a organizar uma Parada do Orgulho LGBTQI+, em 2017, já registrou 130 casos de coronavírus. O governo anunciou que vai fechar fronteiras, bancos e a maioria das instituições públicas até 29 de março. O grupo Líbano Orgulhoso organizou uma força-tarefa de voluntários que vão entregar medicamentos para pessoas com HIV que não possam sair de suas casas.

"Elas estão com medo de vir buscar os medicamentos", afirma o diretor do grupo, Bertho Makso. "Têm medo de que falte medicamento e não podem sair porque não há transporte público."

O apoio remoto está crescendo na Tunísia, que teve seu primeiro candidato LGBT à presidência no ano passado (ele teve que deixar o país depois de ser ameaçado de morte por muçulmanos extremistas). Com cerca de 30 casos de coronavírus, as autoridades tunisianas suspenderam as atividades nas mesquitas, fecharam cafés e proibiram encontros culturais, esportivos e econômicos.

O grupo LGBTQI+ Mawjoudin terminou com os aconselhamentos presenciais e fechou a sala comunitária de seu centro na capital Túnis, onde as pessoas costumavam passar seu tempo livre ou encontravam amigos em um ambiente seguro. As ligações para a hotline do grupo cresceram nas últimas semanas, segundo Hana, uma ativista LGBTQI+ que prefere não dar o sobrenome porque ativistas sofrem assédio no país onde relações entre pessoas do mesmo sexo pode ser punido com até três anos de prisão.

"As pessoas expressam sua frustração. Quando podiam sair sozinhas, elas tinham a liberdade de ter um momento em que não mentiam para suas famílias. Agora já não têm isso.

Mais de 10 mil presos se autodeclaram LGBTI no Brasil, afirma Ministério da Justiça.



O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) solicitou aos estados brasileiros informações sobre a população LGBTI nos presídios com o objetivo de quantificar as populações de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais presos no sistema prisional brasileiro.

Segundo publicação de Nota Técnica do Depen, 23 estados e o Distrito Federal informaram que 10.457 presos se autodeclaram LGBTI e a população LGBTI presa divide-se em 3165 lésbicas, 2821  gays, 3487  bissexuais, 181 homens trans, 248 mulheres trans, 561 travestis e 14 intersexuais.

O estado com maior população LGBTI é São Paulo com 5.027, seguido por Minas Gerais, 1.148 e Espírito Santo, com 825. O Amapá declarou não ter nenhum preso LGBTI.

No documento, há recomendações para o seguimento de procedimentos como: classificação da pessoa presa, respeito ao nome social do preso ou presa procedimentos de revistas e a garantia de acesso ao que é disposto na Lei de Execução Penal (LEP), como o trabalho.

Entre as recomendações sobre o tratamento a esses presos estão: oferecer à pessoa LGBTI em espaço de vivência específico, separada do convívio dos demais presos;  como devem ser feitas as revistas das pessoas LGBTI presas, incluindo visitantes; acesso a pinças para extração de pelos e produtos de maquiagem; à manutenção de seus cabelos compridos para travestis e mulheres trans e de cabelo raspado para homens trans.

Barba facilita o contágio e a transmissão do novo coronavírus, verdade ou fake?


Evaristo Costa ao promover enquete sobre visual 

Alguns sites noticiaram que o governo americano e inglês teriam recomendado por meio de redes sociais que as pessoas raspassem barba ou bigode, moda entre os gays, pois o acúmulo de pelos no rosto eram potenciais transmissores do Covid-19.

Inclusive, algumas celebridades e atletas já anteciparam e rasparam seus pelos faciais, com medo do contágio. Mas será que isto é verdade ou apenas mais uma teoria conspiratória da internet?

O fato é que a ligação entre a possível transmissão da doença pela barba e bigode se daria pelo uso de máscara. Isso porque, dependendo do tipo de pelos faciais e tamanho, não vedariam totalmente as máscaras de proteção.

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos informou em seu perfil no Twitter que não recomenda máscaras faciais ou respiradores para uso público em geral, mas somente para quem apresenta sintomas de problemas respiratórios.

Nathalie MacDermott, especialista em infeções do King’s College, em Londres, revelou ao Standard: “O perigo de uma barba ao usar uma máscara facial é que ela pode não se encaixar no rosto da pessoa com segurança e fornecer uma barreira suficiente para proteger o indivíduo/saúde do trabalhador.”

O youtuber Eddie, do Manual do Homem Moderno, explica como a barba e o bigode poderão sim, reter o vírus por um tempo e ser um fator de transmissão e ainda lamenta o fechamento das barbearias na quarentena. Veja vídeo:



“O grande problema da barba está mais na questão de higiene básica do que qualquer outra coisa. Isso porque as secreções podem ficar alojadas nos pelos faciais com maior facilidade e transmitir por contato”.

Ou seja, quem quiser ter e manter seus pelos faciais, basta ter o cuidado redobrado com a higiene diária, mantendo rosto e barba limpos, procurar espirrar e tossir no antebraço ou bíceps e jamais encostar o rosto em objetos de uso público, obedecendo a distância recomendada.

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