segunda-feira, março 30, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Ativistas LGBT protocolam pedido de impeachment de Bolsonaro com apoio de artistas.



Um grupo de ativistas LGBT e juristas que defendem os direitos humanos protocolou um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última quarta-feira (25) na Secretaria-Geral da Mesa, órgão de assessoramento legislativo da Câmara dos Deputados.

Falta de decoro, racismo, homofobia e irresponsabilidade em atos institucionais são os argumentos do pedido protocolado sob o número 4260. Nomes relevantes do meio do ativismo LGBT do Brasil, como Eliseu Neto, Paulo Iotti, Dimitri Sales e Amanda Anderson, protocolou o pedido.

Segundo a coluna de Monica Bergamo na Folha de S.Paulo, mais de 200 figuras públicas assinaram outro pedido de impeachment, este feito por parlamentares do PSOL, e protocolado na Câmara em 18 de março, entre eles Felipe Neto, Caio Blat e Maria Rita.

Os pedidos de impeachment vêm em momento em que o governo Bolsonaro está em crise, enfrentando críticas vindas de todos os setores em decorrência da má condução da crise do novo coronavírus (COVID-19).

Grupo religioso de Gana culpa LGBTs pela pandemia do coronavírus.



A organização islâmica Missão Muçulmana de Gana afirmou que a pandemia do coronavírus foi causada por conta das pessoas LGBTs. Em um comunicado, o conselho afirmou que pessoas LGBTs são “abomináveis”. As informações são do site Pheeno.

“É importante que reconheçamos nossos pecados contra o mundo, especialmente os atos mais abomináveis, como a homossexualidade, lesbianismo e pessoas trans”, disseram os líderes religiosos.

Além disso, foi pedido para que as pessoas se arrependessem do “pecado da homossexualidade, lesbianismo e transgêneros trará misericórdia e intervenção de Alá para combater a pandemia em Gana e no resto do mundo”.

Este tipo de pronunciamento pelas autoridades religiosas do país não é novidade. Na última semana Osamanu Sharubutu, membro do Conselho Nacional da Paz de Gana, fez um discurso de escala nacional para afirmar que pessoas LGBTs são demoníacas.

“O Todo-Poderoso Deus criou a mulher para um homem e vice-versa. Peço a todos que não se entreguem a isso”, disse o religioso que também pediu para que o presidente voltassem a permitir a reabertura das mesquitas e proibisse “reuniões LGBTs”.

Homem de 40 anos morre de Covid-19 após ir a festival gay em Miami.



Homem de 40 anos morre no condado de Miami-Dade que registra suas duas primeiras mortes relacionadas ao coronavírus, e uma delas foi identificada em um homem sem problemas ou complicações de saúde anteriores, de acordo com membros da família.

Segundo noticiou o site WSVN, Israel Carreras sucumbiu ao vírus depois que seus amigos disseram que ele o contraiu durante o Festival de Inverno em Miami Winter Party, ocorrido no dia 10 de março, onde vários outros casos do vírus apareceram.

Franco Conquista, o parceiro da vítima, disse que, a princípio, ele se isolou em casa, mas ficou progressivamente mais doente e foi ele foi levado ao hospital.

“Ele começou a se sentir mal depois do evento”, disse Conquista. “Nós fomos juntos. Eu fui para a casa dele, cuidando dele por dois dias, e eu também tinha o vírus. Ele não conseguia respirar, então fomos ao hospital onde ficou quatro ou cinco. Lá o colocaram para dormir porque ele estava realmente agitado e ele nunca mais acordou.”

Segundo familiares, Carreras, que é cubano, morava em Miami e era bem conhecido na área. Amigos o descreviam como um trabalhador que trabalhava cerca de 14 horas por dia em um armazém e como motorista do Uber, para que ele pudesse economizar dinheiro para enviar para sua família em Cuba.

“Só quero que as pessoas saibam que isso é sério”, disse Conquista. “Eles precisam ficar em casa. Isso não mata apenas pessoas idosas. Esse pobre garoto tinha apenas 40 anos de idade. O vírus pode matar qualquer pessoa, então fique em casa e pense em outras pessoas. Só porque você não é afetado diretamente, não significa que as pessoas não sofrem com isso.”

Encontro no Grindr termina em morte e jovem é condenado a 24 anos.

Brian Healless e Alex Davies 

Um jovem foi condenado a 24 anos de prisão em regime fechado, após assassinar um outro rapaz com 128 facadas, no norte da Inglaterra. O caso aconteceu após os dois marcarem um encontro pelo Grindr.

Segundo informações do The Guardian, Alex Davies, de 18 anos, marcou um encontro com o assassino, Brian Healless, em um local discreto, pois ele ainda não havia saído do armário.

Healless então sugeriu uma área remota na região de Parbold Hill, próximo a floresta em Lancashire. Ao encontrar o rapaz no local, o criminoso esfaqueou o garoto por 128 vezes e logo em seguida arrastou a vítima para a vegetação, onde escondeu o corpo.

Ainda conforme investigações, foi detectado que Healless planejava se encontrar com mais quatro garotos, no qual conversava pelo mesmo aplicativo. Ele foi preso antes mesmo de praticar novos atos.

“Alex era um jovem de bom coração, gentil e trabalhador que nunca faria mal a ninguém. Sem dúvida, você premeditou matá-lo. Você é uma pessoa manipuladora, calculista e desonesta”, disse o juiz em sua sentença.

Casal lésbico processa escola por forçar filho a ouvir sermão homofóbico.


Um casal lésbico acionou a justiça federal no Distrito Leste do Tennessee contra o professor de ginástica Chuck Comer, da West Valley Middle School, nos EUA. As mães afirmam que a instituição utilizou o time de basquete para promover o programa “Adolescentes por Cristo”.

Segundo o site Pink News, após a admissão do garoto, o time foi informado de que para entrar na equipe teria que estar duas vezes por semana nas reuniões da organização cristã. A programação do grupo começava antes da escola e consistia no professor de ginástica lendo e interpretando a Bíblia por cerca de 30 minutos na sala de aula.

“Se os estudantes se recusassem a participar do programa ‘Adolescentes por Cristo’, seria negada a eles a oportunidade de participar do programa de basquete patrocinado pela escola”, afirma o processo, explicando que “durante as sessões de pregação, eram destacadas ‘questões LGBT+’ como relações com ‘pecado’”.

De acordo com a ação criminal, a escola sabia que técnico estava forçando os alunos a ouvir sermões anti-gays como precedente para o programa de basquete há pelo menos oito anos. O processo alega que “ao fazer proselitismo inconstitucional para os alunos, como condição precedente à participação em atividades patrocinadas pela escola, as ações da instituição violam a cláusula de livre exercício da Primeira Emenda”.

O documento ainda afirma que a família havia sofrido “lesão mental grave” como resultado das ações do professor de ginástica e da cumplicidade da escola.

O estudante do ensino médio e suas duas mães LGBT+ estão pedindo uma liminar para impedir a exigência de participação no programa, além de requerer US$ 1 milhão em indenizações compensatórias e até US$ 10 milhões em indenizações punitivas.

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