quinta-feira, março 05, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY

Mulher se passa por homem no Grindr e chantageia usuário com fotos recebidas.



Uma francesa chamada Yannick Glaudin, de 31 anos, foi presa por ameaçar homens no aplicativo de namoro gay Grindr. Ela começou as conversas com sua primeira vítima em maio de 2017 enquanto se passava como homem sob o pseudônimo de Steven St Pier no aplicativo.

De acordo com o The Guardian, Glaudin recebeu fotos e vídeos íntimos do homem, e passou a enviar essas imagens para as famílias, amigos e colegas dele e de seu então namorado, usando várias identidades falsas.

Ela também contatou a polícia em várias ocasiões para acusar falsamente o homem de agressão e pedofilia. Glaudin foi condenada a 13 meses de prisão na segunda-feira (2 de março). Ela escapou da justiça por mais de um ano depois de fugir para a França, seu país natal.

A juíza Silas Reid disse que o comportamento de Glaudin foi “projetado para causar o máximo transtorno” e descreveu suas ações como uma “campanha perturbadora de assédio”. “É difícil entender por que ela fez o que fez”.

A London Crown Court soube que Glaudin começou seu assédio quando a vítima parou de fazer contato em dezembro de 2017. Em fevereiro de 2018, ela descobriu que a vítima entrou em um novo relacionamento com outro homem.

“Essa mulher me acusou de ser um pedófilo, criou perfis falsos do meu parceiro em aplicativos de namoro, enviou vários estranhos para minha casa exigindo sexo anônimo, me seguiu e tirou fotografias da nossa porta da frente e nos provocou”, ele disse.

Morre Jô de Camaragibe, ativista e agitadora cultural LGBT de Pernambuco.



Josenita Duda Ciríaco, nome conhecido na militância LGBT e na cena cultural de Pernambuco, faleceu no último domingo (dia 1) na região onde atuava, Camaragibe, onde era conhecida como Jô do Camaragibe.

A ativista e agitadora cultural faleceu aos 63 anos. O sepultamento aconteceu nesta segunda-feira (2), às 16h, no Cemitério Municipal de Camaragibe e teve a presença de amigos de militantes da causa lésbica.

Conhecida também como Nita, a pernambucana teve papel decisivo em vários movimentos do Estado de Pernambuco, onde de início aos trabalhos de luta e inclusão ainda nos anos 1970 e assinou eventos como a “Noite da Metamorfose”, programa de cunho educativo que reunia ações de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis e performances teatrais.

Jô também é tida como peça-chave no movimento lésbico em Pernambuco e carregava em seu histórico de ações participação nas fundações do Partido dos Trabalhadores e do Movimento Negro Unificado Brasil; além da criação, em 1990, da Articulação e Movimento Homossexual do Recife e Região Metropolitana (AMHOR) e participação na AME – Associação das Mulheres Entendidas.

Há 34 anos, deu vida, junto a outros nomes, ao Centro Comunitário Vivendo e Aprendendo, no Celeiro das Alegrias Futuras, em Camaragibe. Recentemente, Nita foi a homenageada da 2ª Periférica – Mostra de Cinema de Camaragibe, no Amigos do Cine Teatro Bianor Mendonça Monteiro, na Vila da Fábrica.

Senhor de 58 anos é brutalmente espancado no RJ e aponta homofobia como motivação do crime.



Um homem de 58 anos, que não quis ser identificada por medo de se expor, foi brutalmente espancado na quarta-feira (26/02) de cinzas em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. De acordo com a vítima, a motivação da violência foi homofobia.

Em entrevista ao G1, a vítima contou que não se lembra de muitos detalhes do que aconteceu e disse ter bebido. “Eu só acordei e tinha um casal passando. Eles perguntaram se eu queria ajuda. Mas disseram que iam chamar a ambulância primeiro. Não demorou e eles me socorreram”, contou o rapaz.

O homem ficou com diversas marcas no corpo mas contou que a pior é a marca psicológica. “Eu vou ter que voltar a minha vida normal mas a pé eu não ando mais. Não ando mais sozinho. A princípio vai ser assim”, disse. Uma sobrinha da vítima disse que espera que o caso seja solucionado.

“A nossa intenção (da família), é que o caso do meu tio não acabe sendo mais um caso. Não aumente a estatística. E que essas pessoas que se sentem no direito de fazer o que pensam sem medir as consequências parem com essas atitudes de violência”, lamentou. Vale ressaltar que Nova Friburgo possui um Centro de Cidadania LGBT que auxilia vítimas de casos como este e presta orientação jurídica e psicológica. O Governo do Estado disponibiliza o Disque Cidadania LGBT que funciona pelo tel: 0800 023 4567.

Mulher é vítima de homofobia dentro de supermercado em Salvador.


O homem chegou a chamar a vítima de "sapatona" e "safada"

Uma mulher foi alvo de ataques homofóbicos e importunação sexual, enquanto fazia comprar ao lado de sua esposa no supermercado Atakarejo de Salvador, na Bahia. O caso aconteceu o último dia 26 de janeiro.

Através de uma publicação no seu perfil do Instagram, Nelly de Oliveira relatou que fazia compras no local ao lado de sua esposa, quando foi surpreendida pelo idoso que fazia gestos obscenos em sua direção.

Nelly afirmou que o homem ficava olhando fixamente para ela e passava a língua entre os lábios, além de segui-la por entre as seções do mercado. Ao ser questionado do ocorrido, o idoso ficou revoltado.

“Perguntei o motivo daquilo, que eu não estava entendendo ele começou a ficar nervoso e chamar de sapatão, nigrinha, safada, descarada eu e minha esposa de forma extremamente vexatória e chamando a atenção de todo mercado”, escreveu.

Após discutir com o homem, Nelly afirmou ter procurado o gerente do supermercado Atakarejo, mas acabou recebendo uma negativa, com a justificativa de que não poderia resolver o ocorrido.

Jovem é espancada por transfóbicos na Região Metropolitana de São Paulo.


Transexual foi atacada por dois homens durante o Carnaval.

Vídeo feito com celular mostra dois homens agredindo violentamente uma transexual na cidade de Suzano.

Um vídeo feito com um celular mostra dois homens agredindo violentamente uma transexual na rua Benedito Faria Marques Filho, esquina com a Timóteo Umbriaco, na região central da cidade. O espancamento aconteceu há uma semana, no sábado de Carnaval.

Em entrevista para a Agência Record, Ana Corolina Leal, de 26 anos, contou como aconteceu a agressão covarde e bárbara.

Ela disse que estava indo no mercado e foi hostilizada por dois homens que estavam conversando em frente a uma farmácia. Diante das provocações dos rapazes, Ana disse que também os xingou, mas seguiu adiante e entrou no mercadinho.

Na volta, ao passar novamente em frente à farmácia, os dois homens começaram a destratá-la novamente. Ela respondeu aos xingamentos, mas foi atacada.

O vídeo mostra um homem a segurando, enquanto outro, maior, desfere diversos golpes no corpo da transexual com um porrete.

Ela é violentamente espancada no meio da rua diante do movimento de carros e pedestres, que nada fazem para socorrer a jovem.

A transexual afirmou que os agressores só pararam de bater quando já estavam cansados e ela praticamente desfalecida no asfalto.

Uma amiga de Ana, que mora perto do local da agressão, a socorreu e a levou para casa. De lá elas ligaram para a polícia, que chegou ao local depois que os agressores já tinham desaparecido.

A transexual espancada sofreu ferimentos severos nas costas, na cabeça, nas pernas nos braços e disse que ficou sem andar por quase uma semana. Ela relatou que não foi ao hospital por estar sem documentos e que as amigas fizeram curativos e lhe deram remédios para amenizar as dores no corpo.

Carol declarou que não conhecia os dois homens que a agrediram, mas sabe que eles são amigos do dono da farmácia, pois viu os três conversando quando passou em frente ao estabelecimento.

A vítima disse que não fez boletim de ocorrência porque acredita que a polícia não respeita as pessoas trans e não iria investigar o caso com profissionalismo.

Segundo a Agência Record, a Polícia Militar, informou que: “recebeu um chamado para o local, mas quando a equipe chegou não encontrou nada. Em seguida uma testemunha ligou novamente e avisou os policiais que tinha socorrido a vítima ao hospital. A viatura retornou e orientou sobre o registro do boletim de ocorrência na delegacia. Os policiais elaboraram um BO PM. Denúncias podem ser feitas para Corregedoria da instituição para devida apuração.”

A Polícia Civil de Suzano confirmou que a vítima não apresentou boletim de ocorrência e por isso não há investigação em curso.

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