terça-feira, março 31, 2020

POLÍTICA

Eduardo Bolsonaro acusa Maia de manipular redes sociais, que responde: ‘Não tenho robôs’.


Filho do presidente sugeriu que popularidade do presidente da Câmara na internet era manipulada

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), discutiram neste sábado (28.mar.2020) pelo Twitter.

Eduardo Bolsonaro retuitou uma postagem sugerindo que a popularidade de Maia nas redes estaria sendo manipulada. Escreveu: “Denúncia gravíssima. E depois dizem que nós temos gabinete do ódio. É de lascar. Quem está manipulando a internet desta maneira? A quem isso interessa? Não é ao Bolsonaro. E depois a mídia joga juntinho deles ainda!”.

Rodrigo Maia respondeu: “Eduardo Bolsonaro, bem-vindo ao gabinete da sensatez. Viu como é possível ter uma rede orgânica e sem ódio? Acompanhe o meu perfil. Não tenho robôs. Aqui eu procuro contribuir para um Brasil mais justo e quero que passemos por essa pandemia com o menor número de mortes possível”, escreveu o presidente da Câmara.


Maia também recomendou ao filho do presidente que mantenha o apoio na aprovação de medida para ajudar o país. “Foque nas soluções e siga as diretrizes do Ministério da Saúde”, concluiu.

Eduardo Bolsonaro acusa Maia de manipular redes sociais


Bolsonaro ignora Ministério da Saúde, vai às ruas e cumprimenta comerciantes.


Presidente ignora Ministério da Saúde e sai às ruas.

Após ser confrontado por ministro Mandetta, presidente volta a defender fim do isolamento, abertura de igrejas e eficácia da cloroquina.

No dia seguinte a ter seu discurso confrontado pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o presidente Jair Bolsonaro, 65 anos, foi para a rua neste domingo (29), justamente o contrário do que seu subordinado orientou horas antes em meio à pandemia de coronavírus. Em dois centros comerciais em bairros próximos ao centro de Brasília, Taguatinga e Ceilândia, o mandatário cumprimentou comerciantes e voltou a defender que trabalhos não devem ser interrompidos, igrejas precisam ser mantidas abertas, e a cloroquina é sim eficaz no tratamento da covid-19. 

Apenas serviços essenciais estão funcionando no Distrito Federal por conta de um decreto do governador Ibaneis Rocha que limita a circulação local. Ainda assim, conforme relatos de pessoas que estavam com o presidente, ao notar a comitiva presidencial, muitas pessoas se aproximaram e formou-se uma aglomeração. 

O próprio Bolsonaro compartilhou em suas redes sociais vídeos de trechos de conversas com comerciantes. “O que eu tenho conversado com o povo, eles querem trabalhar. É o que eu tenho falado desde o começo. Vamos tomar cuidado, a partir dos 65 fica em casa”, disse a um vendedor de churrasquinho em Taguatinga. 

Ainda acrescentou: “Aquele remédio lá, a hidroxicloroquina, está dando certo em tudo quanto é lugar.” 

Já em Ceilândia, em frente a uma padaria, recebeu o pedido para não fechar igrejas e disse que já tinha atendido a isso, mas a Justiça limitou sua decisão, garantindo que haverá recurso. 

Esta semana, ele colocou igrejas e lotéricas como atividades essenciais complementando um decreto. No caso dos templos religioso, atendeu a pedidos da bancada evangélica, uma aliada desde o início do mandato. A Justiça, porém, derrubou a medida. 

Em um outro vídeo divulgado no qual critica a imprensa por estar nas ruas também, acompanhando seus passos, o presidente reforça mais uma vez seus discurso e, no lugar de falar do coronavírus como uma pandemia, mais uma vez se refere à covid-19 como uma “gripe”. 

“A luta toda não é para evitar o contágio pela infecção, porque ela virá. Esse esforço que está sendo feito, o preço que vai ser pago lá na frente, na minha opinião, é que vai ser enorme para o Brasil. Temos 38 milhões de pessoas que vivem na informalidade. Uma parte considerável perdeu o emprego, não tem poupança , não tem mais nada na geladeira, e a gripe infelizmente virá”, afirmou, acrescentando ainda que não vai “desautorizar ninguém”. 

Bolsonaro, porém, não quis comentar as carreatas marcadas em várias cidades do País para este domingo e segunda (30) em defesa do fim do isolamento, e que já vem acontecendo desde semana passada. Ele próprio e seus filhos, conforme aliados seus reportaram ao HuffPost, têm compartilhado e estimulado as ações. 

As falas e a atitude de Bolsonaro neste domingo vão vigorosamente ao encontro do que disse seu ministro da Saúde neste sábado (28), que se posicionou a favor do isolamento social e ressaltou que não está na hora de reabrir as portas de comércio. 

Mandetta também destacou que a cloroquina deve ser usada apenas em casos graves, caso contrário pode provocar “arritmia cardíaca e paralisar a função do fígado”. Disse ainda que a substância ainda está em fase de estudo e, no País, é utilizada para tratar outras doenças, como malária. 

Auxiliares mais próximos já esperavam que o mandatário não recebesse bem o discurso do ministro da Saúde na coletiva à imprensa no sábado. Na ocasião, o chefe da pasta rebateu, ponto a ponto, o que o mandatário vem pregando desde o início da crise do coronavírus, o que fontes disseram ao HuffPost que Bolsonaro considerou um “confronto direto” da parte de Mandetta. 

CORONAVÍRUS: DISCURSOS DE BOLSONARO E MANDETTA SE OPÕEM


Mandetta avisou a Bolsonaro que defenderia isolamento e pediu que presidente parasse de minimizar pandemia de coronavírus.


Ministro disse a Bolsonaro que não vai defender fim do isolamento. 

Em reunião tensa, demais ministros civis acompanharam posicionamento do chefe da Saúde, mas não se sabe agora qual será a reação do mandatário.

A entrevista coletiva no sábado (28), em que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, endureceu o discurso pelo isolamento horizontal contra a disseminação do coronavírus e fez críticas diretas a posturas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro veio depois de uma reunião tensa no Palácio da Alvorada, na qual o ministro pediu que o presidente não diminuísse mais a gravidade da epidemia, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do encontro.

Na reunião, que teve a participação de outros ministros, Mandetta também avisou ao presidente que não defenderia o chamado isolamento vertical, que vem sendo apregoado por Bolsonaro como forma de reduzir o impacto econômico da pandemia.

“Foi uma reunião ríspida”, disse uma das fontes. “Mandetta não abre mão do isolamento horizontal. Ele está pisando em ovos, mas algumas coisas ele não vai abrir mão. Vamos ver o que vai acontecer daqui para frente.”

Na coletiva, Mandetta disse que sua atuação será guiada pela ciência e defendeu que as pessoas fiquem em casa.

“Ainda não dá para falar: ‘Libera todo mundo para sair’, porque a gente não está conseguindo chegar com o equipamento, como a gente precisa”, afirmou o ministro na entrevista. “Se sair andando todo mundo de uma vez, vai faltar (o atendimento) para rico e pobre.”

Mandetta ainda criticou as carreatas pela abertura do comércio, marcadas em várias cidades e que chegaram a ter vídeos compartilhados pelo próprio presidente e seus filhos, e disse que o medicamento cloroquina, defendido por Bolsonaro como solução para a epidemia, não é uma panaceia e pode ser tóxico.

Bolsonaro tem defendido um abrandamento das medidas de restrição à circulação adotadas por prefeitos e governadores, apontando a necessidade de se deixar o isolamento horizontal, vigente em várias cidades, e passar a usar o vertical, no qual somente idosos e pessoas com doenças pré-existentes ficariam isoladas, liberando as demais para voltar ao trabalho e estudantes para voltarem às escolas.

De acordo com uma segunda fonte, Mandetta foi para a entrevista convencido da necessidade de ser claro na sua posição em defesa do isolamento, porque as falas do presidente ?e sua própria tentativa, essa semana, de contemporizar? estavam levando ao crescimento de movimentos para acabar com a contenção da circulação de pessoas quando o sistema não está preparado para um pico da epidemia.

A conversa com Bolsonaro, no entanto, não foi amigável. O ministro pediu ao presidente para controlar o discurso e evitar incentivar o fim do isolamento, o que Bolsonaro não recebeu bem.

"Ainda não dá para falar: ‘Libera todo mundo para sair’, porque a gente não está conseguindo chegar com o equipamento, como a gente precisa. Se sair andando todo mundo de uma vez, vai faltar (o atendimento) para rico e pobre."

-Mandetta

No encontro no Palácio da Alvorada estavam, além de Mandetta, os ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto, da Justiça, Sergio Moro, da Defesa, Fernando Azevedo, da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, da Advocacia-Geral da União, André Almeida, e o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres.

Parte dos ministros cobrou do presidente uma unificação do discurso do governo, que depois do pronunciamento da semana passada alimentou a rede bolsonarista, mas também foi extremamente criticado pela sociedade, incluindo governadores, prefeitos e parlamentares.

Nesse ponto, Mandetta deixou claro que iria se pautar, como tem dito, pela saúde, e não defenderia a liberação agora do comércio, como tem feito Bolsonaro.

Do grupo que estava na reunião no Alvorada, Mandetta teve o apoio dos ministros civis ?Moro, Marinho, Jorge Oliveira? e do general Braga Netto, o que lhe deu peso na discussão

“Não foi uma conversa fácil”, disse uma das fontes.

As duas fontes confirmam que não está nos planos do ministro pedir demissão, nem de ninguém da sua equipe. Na entrevista, Mandetta afirmou: “Volto a repetir: vou ficar aqui junto com vocês enquanto o presidente permitir, enquanto eu tiver saúde... ou até a hora que não for mais necessário ficarmos aqui.”

No Palácio do Planalto, a avaliação essa semana era de que a saída de Mandetta nesse momento faria mal para o governo, mas não se sabe qual será a reação de Bolsonaro daqui para frente.

“Depende de qual será a reação do presidente ao se sentir confrontado”, disse uma das fontes.

“Ele (Mandetta) está pisando em ovos. Vai ter que ter muita habilidade”, disse a segunda fonte.

Em um ponto os ministros reunidos com o presidente neste sábado prevaleceram: ele desistiu de fazer um novo pronunciamento, como havia anunciado em entrevista na sexta-feira.

Bolsonaro havia dito que planejava uma segunda fala esse final de semana para, segundo ele, dizer “a verdade”. Foi convencido de que não era um bom momento.

Justiça suspende campanha de Bolsonaro em defesa do fim de isolamento social.


Governo prepara propaganda com discurso compatível ao pronunciamento do presidente, defendendo retorno dos brasileiros ao trabalho.

Juíza de plantão Laura Bastos Carvalho diz que propaganda "poderia trazer danos irreparáveis à população".

A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou, em caráter liminar (provisório), que o governo do presidente Jair Bolsonaro não veicule a campanha publicitária “O Brasil não pode parar”, que defende o fim do isolamento social como medida de evitar a disseminação do novo coronavírus, na contramão do que vem pregando a OMS (Organização Mundial de Saúde).

Esta semana, a Secretaria de Comunicação da Presidência contratou, sem licitação, uma empresa para elaborar a propaganda ao custo de R$ 4,8 milhões. O mote da propaganda segue o que tem afirmado o presidente Jair Bolsonaro, inclusive o que ele disse em rede nacional de rádio e televisão na última terça (24), ao dizer que apenas idosos e pessoas com doenças pré-existentes devem ficar em casa para evitar contágio pelo vírus. 

Na decisão, a juíza de plantão Laura Bastos Carvalho acata um pedido do Ministério Público Federal e manda que “a União se abstenha de veicular, por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital, peças publicitárias relativas à campanha “O Brasil não pode parar”, ou qualquer outra” que à ela façam referência. Determinou ainda uma multa de R$ 100 mil por infração. 

O valor gasto pelo governo para a campanha daria para comprar cerca de 70 respiradores — cada respirador custa, em média, R$ 70 mil. Segundo levantamento do UOL, cerca de 60% dos municípios brasileiros — nos quais vivem 33,3 milhões de pessoas — não têm nenhum respirador disponível em suas unidades de saúde.

No documento, a magistrada destaca que a comunidade científica indica o achatamento da curva como uma medida necessária para evitar o colapso do sistema de saúde e permitir o tratamento de quem contrair coronavírus. 

“Nesse sentido, fica demonstrado o risco na veiculação da campanha “O Brasil não pode parar”, que confere estímulo para que a população retorne à rotina, em contrariedade a medidas sanitárias de isolamento preconizadas por autoridades internacionais, estaduais e municipais, na medida em que impulsionaria o número de casos de contágio no país. Na dita campanha não há menção à possibilidade de que o mero distanciamento social possa levar a um maior número de casos da Covid-19, quando comparado à medida de isolamento, e que a adoção da medida mais branda teria como consequência um provável colapso dos sistemas público e particular de saúde. A repercussão que tal campanha alcançaria se promovida amplamente pela União, sem a devida informação sobre os riscos e potenciais consequências para a saúde individual e coletiva, poderia trazer danos irreparáveis à população”, registra a juíza Laura Bastos de Carvalho. 

Após notícias sobre a decisão, o Palácio do Planalto divulgou mais a nota negando a existência da campanha publicitária (veja a íntegra ao final da matéria) e classificou as informações como “mentira”e “fake news”. O HuffPost confirmou com fontes do governo não apenas a contratação da empresa de publicidade para este fim, como também que, em grupos de WhatsApp bolsonaristas, vídeos piloto do material já começaram a circular. 

A Secom da Presidência, contudo, havia feito postagens nas redes sociais institucionais na quarta (25) com o slogan da campanha, em que diziam: “No mundo todo são raros os casos de vítimas fatais do coronavírus entre jovens e adultos. A quase-totalidade dos óbitos se deu com idosos. Portanto, é preciso proteger estas pessoas e todos os integrantes dos grupos de risco com todo cuidado, carinho e respeito. Para estes, o isolamento. Para estes, o isolamento. Para todos os demais, distanciamento, atenção redobrada e muita responsabilidade. Vamos, com cuidado e consciência, voltar à normalidade. #oBrasilNãoPodeParar”.

Segundo o site Poder 360, a agência contratada, a iComunicação, foi aberta em 2002, tem um capital estimado de R$ 250 mil, e ocupa seis salas em um prédio no Setor de Autarquias Sul, em Brasília. 

Além de uma propaganda que estava prevista para começar a ser veiculada já nos próximos dias, também se planejava vídeos institucionais. 

Na noite de quinta (25), Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo no Facebook que já dava o tom da campanha. “Para trabalhadores autônomos, o Brasil não pode parar. Para ambulantes, engenheiros, feirantes, arquitetos, pedreiros, advogados, professores particulares e prestadores de serviço em geral, o Brasil não pode parar”, diz a narração. Ao fim, é exibida a marca do governo federal.

A campanha começou a ser pensada junto com o pronunciamento em rede nacional de Bolsonaro, quando o mandatário mais uma vez minimizou o coronavírus, defendeu o isolamento apenas de idosos e pessoas com doenças -pré-existentes. Também criticou o fechamentos de escolas, comércios e outras atitudes que vêm sendo tomadas por governadores para tentar controlar a disseminação da covid-19. 

Depois da fala do presidente em rádio e TV para todo o País, várias frentes de apoiadores começaram a se organizar. Já nesta sexta (27), houve carreatas de micro, pequenos e médios empresários, comerciantes de toda ordem, em diversos locais do País, com gritos de “O Brasil não pode parar”. 

Apesar disto, vários governadores voltaram a reforçar as decisões de manter o fechamento de escolas, comércios, parques e outros locais em que pode haver aglomeração de pessoas. 

Definitivamente, não existe qualquer campanha publicitária ou peça oficial da Secom intitulada “O Brasil não pode parar”. Trata-se uma mentira, uma fake news divulgada por determinados veículos de comunicação. Não há qualquer veiculação em qualquer canal oficial do Governo Federal a respeito de vídeos ou outras peças sobre a suposta campanha. Sendo assim, obviamente, não há qualquer gasto ou custo para a Secom, já que a campanha não existe.

Até sexta, de acordo com dados oficiais, 92 pessoas já haviam morrido por coronavírus no Brasil e mais de 3 mil contraíram o vírus. 

'O Brasil precisa discutir quem vai ser o fiador das mortes' por coronavírus, diz Doria.


Governador João Doria eleva ainda mais tom contra presidente Jair Bolsonaro.

Governador de São Paulo detona campanha do governo Bolsonaro que pede para o Brasil não parar: "A hashtag do momento é #FicaEmCasa".

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), elevou o tom das críticas ao governo Bolsonaro, que está preparando campanha para que os brasileiros interrompam o isolamento por conta do coronavírus e voltem ao trabalho. A iniciativa #OBrasilNãoPodeParar é fruto da contração de uma agência de propaganda sem licitação por R$ 4,8 milhões.

Logo após visitar o hospital de campanha montado no estádio do Pacaembu para receber pacientes com coronavírus, nesta sexta-feira (27) à tarde, Doria questionou as diretrizes opostas dentro do próprio governo.“Temos um governo ou dois governos federais?”, provocou. De um lado, disse Doria, estão o ministro Luiz Henrique Mandetta, técnicos e cientistas, que sublinham o isolamento social para conter o avanço da covid-19. Do outro, Bolsonaro apoia volta ao trabalho da maior parte da população para não prejudicar a economia e, portanto, o isolamento apenas dos grupos de risco (idosos e pessoas com comorbidades). 

Para o tucano, os R$ 4,8 milhões gastos com a campanha deveriam ser reservados à compra de insumos hospitalares, máscaras e respiradores — a fim de ampliar a capacidade de internação e atendimento dos hospitais ante a escalada do coronavírus. Em 31 dias, o Brasil registra 92 mortes por covid-19 e 3.417 contaminados. São Paulo concentra o maior número de mortos: 68.

“O Brasil precisa discutir quem vai ser o fiador das mortes [por coronavírus]”, disparou Doria, que lembrou o arrependimento do prefeito de Milão. Giuseppe Sala admitiu ter errado ao endossar campanha para a cidade não parar, no fim de fevereiro, ainda no início do surto na Itália.

Há exatamente um mês, em 27 de fevereiro, a Itália tinha 650 casos do novo coronavírus. Hoje, o país tem mais de 80 mil casos e o maior número de mortes do mundo — 8,2 mil, de acordo com a central de monitoramento da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Só na Lombardia, região do norte da Itália cuja capital é Milão, são mais de 4 mil mortos.

“Vamos precisar . 4.400 pessoas para ter a certeza de que o convite para irem às ruas, para fazerem o que não devem fazer, é um erro?”, questionou Doria, em mais um episódio de confronto com Bolsonaro.

Nesta semana, os dois bateram boca em reunião do presidente com os governadores Sudestes via teleconferência. “O senhor, como presidente da República, tinha que dar o exemplo. Tem que ser um mandatário para comandar, para dirigir e para liderar o País e não para dividir”, disse Doria, ao criticar o pronunciamento de Bolsonaro em rede nacional contra o isolamento social na terça-feira (24).

“Acabou as eleições (sic), [você] me vira as costas e começa a me atacar covardemente àquele que emprestou seu nome para a eleição não de forma voluntária”, revidou Bolsonaro.

Ainda nesta sexta-feira, Doria alfinetou a campanha do governo, com a tag ##OBrasilNãoPodeParar. “Cidadão: você, que ama a vida, siga as orientações dos médicos. A hashtag do momento é #FicaEmCasa.”

O governador de São Paulo anunciou ajuda de R$ 50 milhões para a capital paulista, com transferência dos recursos fundo a fundo. O dinheiro será usado para financiar mais hospitais de campanha na cidade.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) agradeceu a parceria e fez coro às palavras de Doria sobre o isolamento social: “O isolamento, as medidas de proteção à vida... Isso não é uma ação de esquerda ou de direita; é uma ação humanitária”.

Janaina Paschoal discute com Zambelli e chama Bolsonaros de 'malucos'.



Janaina Paschoal e Carla Zambelli, ambas deputadas pelo PSL, discutiram nas redes sociais neste domingo (29). O tema da discussão foram as medidas defendidas por Bolsonaro para enfrentar a covid-19, doença causada pelo surto do novo coronavírus.

Em post provocador, Janaína convidou os colegas de partido a distribuírem cestas básicas para os moradores da periferia, e também provocou os colegas sobre a “gripezinha”, como Jair Bolsonaro tem tratado a covid-19.

“Gente, vocês que acham que estamos enfrentando uma gripezinha, saiam da frente do computador, parem de seguir e xingar quem pensa diferente. Vão trabalhar como voluntários nos hospitais, auxiliando na triagem dos doentes!”, escreveu.

“Quero ver Eduardo, Flávio, Carlos, Gil Diniz, Douglas Garcia, Carla Zambelli e cia, distribuindo cestas básicas nas comunidades! Eles não estão no grupo de risco, defendem isolamento vertical! Bora provar que é só uma gripezinha! Ficar no computador chamando carreata é fácil!”, completou.

Carla Zambelli fez questão de reagir à provocação da deputada. “Estou trabalhando em uma PEC q reduz temporariamente salários de servidores para usar na crise, estou trabalhando 18h por dia e em nenhum momento chamei ou incentivei carreata. Defendo o governo pq acredito nas pessoas q o conduzem. E acho q seu tom está começando a conter ódio”, rebateu.

Janaína respondeu novamente: “Carla, sabe o tanto que gosto de você. Mas não votei em uma Deputada para dizer amém a uma família de malucos. Votei em alguém para me representar. Eu apoio os Ministros, cujo trabalho vem sendo prejudicado pelo chefe”.

por fim, Zambelli citou as precauções individuais que tem tido com o coronavírus e disse que a deputada estava “fora de si”. Meu marido é policial e está trabalhando todo dia, chega em casa e troca a farda no banheiro externo da casa p poder me cumprimentar, o mesmo eu faço quando preciso sair. Não acho q é hora de todos voltarem ao normal, mas tenho preocupações SÉRIAS com possível desabastecimento”, afirmou.

“Janaína, te rogo: CHEGA! É momento de união, pare um pouco e pense na instabilidade que seus comentários causam. Veja a condução do Mandetta, do Paulo Guedes já q vc não suporta mais JB, deixe os ministros trabalharem, pq estão dando um show. Reflita, vc está fora de si”, finalizou.


Reinaldo: Bolsonaro quer o impeachment! Que se dê isso a ele


O ROLEZINHO DO BOLSONARO X GREG NEWS: QUEM VAI SE SACRIFICAR?!


Eduardo Oinegue fala sobre a inteligência do presidente Jair Bolsonaro


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