sexta-feira, abril 03, 2020

MINHA VIDA GAY


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Casal gay entra pra história se casando na Torre de Londres.



Jonathan e Jay entraram pra história ao se casarem na Torre de Londres. Foi o primeiro casamento realizado no castelo medieval.


A celebração intimista, para apenas 12 convidados, foi realizada em janeiro deste ano, apenas duas semanas após o histórico ‘Palácio e Fortaleza Real de Sua Majestade da Torre de Londres’ receber licença legal para realizar cerimônias de casamento.


Juntos desde 2013, o casal teve sua união oficializada pela juíza legal Grainne Nixon. Os noivos optaram por se casar no palácio medieval por se identificarem com a história do edifício e também por ser um local único, “nos amamos a intimidade e a história da torre”, cometam.


O casal e os convidados tiveram direito a um tour privado pelas joias da coroa antes de se sentarem para a cerimônia, que aconteceu na ‘Wakefield Tower’, uma sala originalmente criada como parte dos alojamentos de Rei Henrique III e usada pelo mesmo como um escritório para audiências privadas. Após a celebração, houve um jantar íntimo com os convidados na ‘Martin Tower’.


“Tivemos a honra de ser o primeiro casal a se casar na Torre de Londres, já a que sua licença para realização de casamentos no castelo foi concedida apenas duas semanas antes da data do nosso casamento. O pai de Jay serviu no exército no regimento da rainha, ao lado do novo carcereiro chefe da Torre, Jim Duncan, que pôde se juntar a nós, tornando esta noite ainda mais especial e memorável para todos nós”, comentou Jonathan.

Pandemia está cancelando cirurgias de redesignação de gênero nos EUA.



Devido ao grande crescimento da pandemia da Covid-19, os hospitais têm deixado de lado os cuidados de saúde de pessoas trans e não binárias, principalmente as cirurgias de redesignação de gênero, que estão sendo consideradas ‘cirurgias eletivas’.

Tatyana Bellamy-Walker, um jornalista americano não-binário do sexo masculino, que aguarda sua cirurgia de redesignação de sexual conta por que esse tipo de cirurgia não pode ser considerada como uma ‘cirurgia eletiva’, mas sim, ela pode salvar vidas.

O jornalista, que tem sua cirurgia agendada para julho deste ano, já esperou mais de um ano para que sua cirurgia de redesignação de gênero fosse oficialmente aprovada por todos os profissionais de saúde que o examinaram. Porém, com a pandemia do novo coronavírus, sua operação pode ser adiada, ou pior, cancelada.



Morador de Nova York, onde o governador Andrew Cuomo ordenou o cancelamento de todas as cirurgias eletivas, Tatyana comenta que as pessoas não têm noção do quão importante é uma cirurgia de redesignação de sexual para pessoas trans e não-binárias.

“Para muitas pessoas, quando ouvem ‘cirurgia eletiva’, entendem que são cirurgias estéticas, Minha cirurgia de afirmação de gênero é considerada ‘eletiva’. No entanto, se minha cirurgia for adiada, ela terá um forte impacto na minha saúde mental e física”, disse Bellamy-Walker.

De acordo com um estudo publicado na revista científica American Journal of Psychiatry em novembro de 2019, as pessoas trans que já tiveram a oportunidade de passar pela transição cirúrgica têm muito menos probabilidade de precisar de serviços de saúde mental. Este foi o primeiro estudo de análise de efeito a longo prazo da terapia hormonal e da cirurgia de afirmação de gênero na saúde mental de pessoas trans.


Quando Tatyana foi buscar o parecer de seu psiquiatra, em um dos poucos centros de atendimento de saúde para pessoas trans de Nova York, o que seria o último passo para a aprovação da sua cirurgia, o jornalista encontrou o centro médico fechado.

“Um membro da equipe do centro de saúde me avisou que, por causa do surto, minha cirurgia poderia ser adiada”, disse ele, acrescentando que ele já teve que passar por várias etapas clínicas para chegar tão longe no processo e ter uma data de cirurgia agendada. “Estou programado para fazer a cirurgia em julho de 2020, mas devido ao adiamento dos procedimentos eletivos, é provável que minha consulta e cirurgia pré-operatórias sejam remarcadas”, disse ele.

“Em agosto de 2018, um médico me diagnosticou oficialmente com disforia de gênero, o sofrimento debilitante que sinto por causa de uma desconexão entre meu cérebro e como o mundo percebe meu corpo. Desde então, recebo tratamento por meio de terapia de reposição hormonal ou injeções abdominais todas as semanas com testosterona. Isso aliviou muitos dos meus sintomas, como depressão e ansiedade”, afirma o jornalista.


“Só recentemente comecei a ser lido como homem em público, por exemplo, caixas de supermercado me chamando de ‘senhor’, pessoas na rua me chamando de ‘irmão’ ou ‘cara’; Embora isso seja um alívio, também é assustador. Evito academias porque temo a potencial violência e estigma que enfrentarei no vestiário masculino. Fazer esta cirurgia o mais rápido possível me permitirá evitar possíveis violências e viver minha vida com segurança”, desabafa Tatyana.

Todos os documentos de Bellamy-Walker possuem marcadores de gênero masculino, incluindo sua carteira de motorista, registros de segurança social e certidão de nascimento. Ele até se registrou no Sistema de Serviço Seletivo (Selective Service System), um sistema militar para todos os homens com menos de 26 anos, apesar da proibição do presidente Donald Trump, de pessoas trans não poderem atuar nas forças armadas americanas.

A cirurgia de redesignação de gênero é, para Tatyana, o último passo de uma transição que já se arrasta por vários anos. “No entanto, de alguma forma, a pandemia está se tornando meu último obstáculo para participar da vida pública”, disse ele.

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