quinta-feira, abril 02, 2020

NOTICIAS DO MUNDO GAY


Enfermeiro gay morre vítima de coronavírus nos EUA.



A pandemia do coronavírus acaba ter mais uma vítima fatal. Nesta última terça-feira (24), morreu em Nova York o enfermeiro gay Kious Kelly, que fazia o atendimento de pessoas com o COVID-19.

Conforme informações do New York Post, Kious, que tinha 48 anos, era portador de uma doença crônica e morreu em decorrência de complicações de saúde. Ele é o primeiro enfermeiro a morrer com o vírus no país.

Ainda conforme a publicação, profissionais a área da saúde do hospital onde Kious trabalhava, o Mount Sinai West, estão com falta de equipamentos necessários. Por exemplo, eles têm utilizado sacos de lixo como aventais.

Através das redes sociais amigos e parentes próximos do enfermeiro acreditam que a morte do enfermeiro foi em decorrência da falta de equipamentos de proteção para os profissionais.

No último final de semana o autor de POSE, Ryan Murphy fez a doação de diversos tipos de equipamentos hospitalares para um hospital dos EUA. Os produtos foram retirados do set de filmagens da nova temporada da série.

Homem de 40 anos morre de Covid-19 após ir a festival gay em Miami.




Homem de 40 anos morre no condado de Miami-Dade que registra suas duas primeiras mortes relacionadas ao coronavírus, e uma delas foi identificada em um homem sem problemas ou complicações de saúde anteriores, de acordo com membros da família.

Segundo noticiou o site WSVN, Israel Carreras sucumbiu ao vírus depois que seus amigos disseram que ele o contraiu durante o Festival de Inverno em Miami Winter Party, ocorrido no dia 10 de março, onde vários outros casos do vírus apareceram.

Franco Conquista, o parceiro da vítima, disse que, a princípio, ele se isolou em casa, mas ficou progressivamente mais doente e foi ele foi levado ao hospital.

“Ele começou a se sentir mal depois do evento”, disse Conquista. “Nós fomos juntos. Eu fui para a casa dele, cuidando dele por dois dias, e eu também tinha o vírus. Ele não conseguia respirar, então fomos ao hospital onde ficou quatro ou cinco. Lá o colocaram para dormir porque ele estava realmente agitado e ele nunca mais acordou.”

Segundo familiares, Carreras, que é cubano, morava em Miami e era bem conhecido na área. Amigos o descreviam como um trabalhador que trabalhava cerca de 14 horas por dia em um armazém e como motorista do Uber, para que ele pudesse economizar dinheiro para enviar para sua família em Cuba.

“Só quero que as pessoas saibam que isso é sério”, disse Conquista. “Eles precisam ficar em casa. Isso não mata apenas pessoas idosas. Esse pobre garoto tinha apenas 40 anos de idade. O vírus pode matar qualquer pessoa, então fique em casa e pense em outras pessoas. Só porque você não é afetado diretamente, não significa que as pessoas não sofrem com isso.”

Casal gay recebe aviso para abandonar casa porque, segundo bilhete, gays “são mais propensos a coronavírus”.



Um casal gay recebeu um “aviso” para deixar seu prédio porque segundo o recado, “os homossexuais são os primeiros a serem contaminados” pelo coronavírus.

O cuidador de 33 anos de idade, David mora com seu parceiro, um motorista do Uber Eats, em um bairro tranquilo da cidade francesa de Marselha. Assim como o resto do país, a cidade está de quarentena desde 16 de março. Segundo informações do site TÊTU , o parceiro de David estava prestes a sair para trabalhar quando encontrou o bilhete deixado no em seu pára-brisa.

“Você poderia deixar a residência porque sabemos que vocês homossexuais são os primeiros a serem contaminados pelo COVID-19?, dizia a nota. “Este é o primeiro aviso. Obrigado”. É importante ressaltar que não há absolutamente nenhuma evidência que sugira que os gays tenham mais probabilidade de contrair ou espalhar o coronavírus.

Reconhecendo a caligrafia no bilhete, ele e seu parceiro acreditam que o recado foi deixado por um vizinho em particular que havia apresentado uma queixa contra vizinhos muçulmanos. “Eu acho que ele é uma pessoa sem inteligência e educação. Acho que essa pessoa é certamente religiosa e que realmente acredita no que diz”, disse ele à TÊTU.

Desesperado, David fez um desabafo no Facebook. Ele recebeu uma onda de apoio depois de compartilhar sua história, que acabou chegando à equipe LGBT da polícia de Bordeaux, que desde então assumiu o caso.

Casais gays com filhos de barriga de aluguel são impedidos de voltarem para Israel por causa do novo coronavírus.



Dezessete casais homossexuais recorreram ao Supremo Tribunal de Israel para que eles possam voltar para casa com seus bebês em meio ao bloqueio implantado no país por conta da Covid-19.

Todos os casais, que são originais de Israel, passaram pelo processo legal de barriga de aluguel nos EUA ou no Canadá, uma vez que as leis israelenses não os permitem viver este processo.

O governo de Israel tomou medidas radicais, em relação a outros países no mundo, para retardar o avanço do novo coronavírus, como por exemplo, convocando todos os cidadãos estrangeiros a retornarem aos seus países de origem o mais rápido possível.

Com estas medidas tomadas por Israel, os pais gays não conseguem obter os documentos de viagem necessários para seus filhos e, para piorar, as novas medidas de seguranças contra a Covid-19 adotadas pelos EUA e Canadá estão dificultando ainda mais a emissão destes documentos.

“Os bebês e os pais estão em perigo mortal. Israel tem a obrigação de permitir o retorno de seus cidadãos imediatamente e de interromper sua burocracia desnecessária que está impedindo a entrada desses bebês israelenses em Israel”, disse Julien Bahloul, porta-voz da Associação de Pais Gays de Israel.

Os casais estão solicitando ao tribunal a aprovação de documentos de viagem de emergência para cada bebê israelense nascido nos Estados Unidos e no Canadá por meio de barriga de aluguel.

“Em vez de o país ajudar cada um dos casais a entrar rapidamente em Israel com seus filhos, o que seria o mais apropriado na atual situação de uma crise global, o governo não toma nenhuma ação e não oferece uma solução para os bebês israelenses” alegam os advogados que representam os casais.

“Depois que o país os impediu de se tornarem pais em Israel, está impedindo que eles voltem e os abandonem em uma emergência à mercê dos sistemas de saúde em países estrangeiros. Faremos tudo ao nosso alcance para devolver as famílias gays para casa”, disse Pela Ter, presidente da Associação para a Igualdade LGBTQ em Israel.

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